A DIFERENÇA ENTRE UMA CASA E UM LAR

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Casa é uma construção de cimento e tijolos.
Lar é uma construção de valores e princípios.

Casa é o abrigo das chuvas, do calor, do frio…
Lar é o abrigo do medo, da dor e da solidão…

Casa pode ser o lugar onde as pessoas entram para dormir, usar o banheiro ou comer. Onde tem-se pressa para sair e retarda-se a hora de voltar.
O lar é o lugar onde os membros da família anseiam por estar nele, onde refazem suas energias, alimentam-se de afeto e encontram o conforto do acolhimento. É onde tem-se pressa de chegar e retarda-se a hora de sair.

Numa casa pode-se criar e alimentar problemas.
O lar é o centro de resolução de problemas.

Numa casa podem morar pessoas que mal se cumprimentam e se suportam.
Num lar vivem companheiros que, mesmo na divergência, se apoiam e nas lutas se solidarizam.

Casa é local onde podem acontecer dissensões, conflitos, discórdia sem fim.
No lar as dissensões e os conflitos, existindo, servirão para esclarecer e engrandecer.

Numa casa pode-se desdenhar de valores.
No lar sonham-se juntos.

Numa casa pode haver azedume e destrato.
Num lar sempre há lugar para a alegria.

Numa casa podem nascer muitas lágrimas.
Num lar plantam-se sorrisos.

A casa pode ser um nó que oprime, sufoca…
O lar é um ninho que aconchega.

Se você ainda mora em uma casa, o desafio é que a transforme, com urgência, em um lar. Que Jesus seja sempre o seu convidado especial.

Texto de: Abigail Guimarães (inspirada numa reflexão de Alba Magalhães David)
http://www.seligafamilia.com.br/2010/04/diferenca-entre-uma-casa-e-um-lar.html

ORAÇÃO DA NOITE

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Boa noite, Pai.

Termina o dia e a Ti entrego o meu cansaço.
Obrigado por tudo e perdão.
Obrigado pela esperança que hoje animou meus passos.
Pela alegria que vi no rosto das crianças.
Obrigado pelo exemplo que recebi dos outros.
Obrigado também pelo que me fez sofrer …
Obrigado, porque naquele momento de desânimo
Me lembrei de que Tu és meu Pai.

Obrigado pela luz, pela noite, pela brisa, pela comida,
Pelo meu desejo de superação.
Obrigado Pai, porque me deste uma mãe
Compreensiva e carinhosa.
Perdão também, Senhor …
Perdão por meu rosto carrancudo.
Perdão porque me esqueci de que não sou filho único,
Mas irmãos de muitos.

Perdão Pai, pela falta de colaboração,
Pela ausência de espírito de servir.
Perdão porque não evitei aquela lágrima, aquele desgosto.
Perdão por ter aprisionado em mim a Tua mensagem de Amor.
Perdão porque não estive disposto a dizer “sim”, como Maria.
Perdão por aqueles que deveriam pedir-Te perdão
E não se decidem a fazê-lo.
Perdoa-me Pai, e abençoa meus propósitos para o dia de amanhã.

Que ao despertar, me domine um novo entusiasmo.
Que o dia de amanhã seja um contínuo “sim”, numa vida consciente.

Boa noite Pai, até amanhã.

FAZER VALER OS DIREITOS É FAZER VALER-SE

tigre

Uma mulher disse-me – “a minha vida inteira tive de me disciplinar para me levantar de manhã e fazer-me as seguintes perguntas: O que é que eu quero para mim? O que é que a minha alma precisa deste dia?” Temos de cultivar este egoísmo positivo, para que se e quando estivermos a fazer amor, seja para nos satisfazermos a nós próprias, com a sensualidade jovial de criaturas completamente alinhadas com a sua natureza instintiva. Então, o nosso sim irá significar sim e o nosso não irá significar não. 


Numa cultura que valoriza a complacência feminina, muitas mulheres aprendem cedo nas suas vidas a encapotar a vitalidade exuberante da Mãe Tigre. Ela é demasiado selvagem e independente, demasiado sensual e ameaçadora para a sociedade educada. Embora ela seja o reflexo das qualidades essenciais do espírito feminino, dizem-nos muitas vezes, quando a encarnamos, que o nosso comportamento é “não feminino” ou “egoísta”. Por isso, aprendemos a não rugir, a não mostrar os dentes, mas a sorrir e a ser “simpática” enquanto os outros violam as nossas fronteiras. Gentis e conciliatórias, aprendemos a submeter-nos a humilhações casuais. Para quê fazer uma tempestade quando mais ninguém parece considerar que é um assunto sério?

A mensagem da Mãe Tigre é que é um assunto sério e importante, que temos o direito de pedir respeito e que os nossos instintos de auto-preservação são válidos. Como podemos curar o nosso planeta ferido e abusado se falhamos ao falar em nome dos nossos direitos pessoais? Proteger as nossas fronteiras é honrar a presença sagrada que reside dentro de nós.

Aphrodite’s Daughters, de Jalaja Bonheim

Via: https://www.facebook.com/omeldadeusa

O PODER MÍSTICO DA CORUJA

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A coruja é a ave soberana da noite. Para muitos povos ela significa mistério, inteligência, sabedoria e conhecimento. Ela tem a capacidade de enxergar através da escuridão, conseguindo ver o que os outros não veem. A coruja simboliza a reflexão, o conhecimento racional e intuitivo. Na mitologia grega, Atena, a deusa da sabedoria e da guerra, tinha a coruja como símbolo. Atena ficou tão impressionada com a aparência da coruja, que a tomou como sua ave favorita. Ela é também escolhida como mascote dos escoteiros, cursos universitários de Filosofia, Pedagogia e Letras.
Havia uma tradição que dizia que quem come carne de coruja, adquire seus dons de previsão e clarividências, mostrando poderes divinatórios. Enquanto todos dormem a coruja fica acordada, com os olhos arregalados, vigilante e atenta aos barulhos da noite. Por isso, representa para muitas culturas uma poderosa e profunda conhecedora do oculto. A coruja tem a particularidade de conseguir girar o pescoço, quase atingindo um ângulo de 360º, para observar algo ao seu redor, permanecendo com o resto do corpo sem o menor movimento. O que amplia seu angulo de visão, muito superior ao do ser humano. Sua grande capacidade de visão e audição as torna exímias caçadoras.
Conta-se, que em uma língua nórdica antiga, ela era chamada de “Ugla”, palavra que imita o som do seu canto, e que daria origem ao termo “Ugly”, feio em inglês. É interessante que ao identificar um animal para símbolo disso ou daquilo, a cultura universal escolhe àqueles de aparência esquisitas. Como o sapo, símbolo da fartura e boa sorte, e a águia símbolo da transformação do ser humano. Conforme a história, diferentes civilizações adotaram estranhos animais para simbolizar a sabedoria. Como a tartaruga para os chineses e um peixe para os Celtas.
No esoterismo que envolve parte da simbologia da Coruja, encontramos uma sociedade secreta chamada Bohemian Club, fundada em 1872, em São Francisco, EUA, onde os membros se reúnem periodicamente. Anualmente, a sociedade convida para um grande encontro, homens poderosos da elite, e o encontro é realizado em um grande bosque chamado Bohemian Grove, onde há uma grande pedra em forma de coruja no centro. O termo “coruja”, geralmente, também é usado para referir-se ao pai ou a mãe, que ressaltam com certo exagero, as qualidades dos filhos, mas também é estendido a outros familiares como tios, avós e outros.
A coruja nas mais diferentes culturas
 
África do Sul: A coruja é a mascote do feiticeiro zulu. E no xamanismo é reverenciada por enxergar a totalidade.
Argélia: A crença diz que colocar o olho direito de uma coruja na mão de uma mulher dormindo, fará com que ela conte segredos.
Austrália: Os aborígenes acreditam que a coruja representa o espírito da mulher. O espírito do homem é representado pelo morcego.
Babilônia: Origem do mito de Lilith, onde amuletos de coruja protegiam as mulheres durante o parto. O mito foi citado pela primeira vez no épico Gilganesh, escrito em 2000 A.C. . Lilith era uma linda jovem com pés de coruja, que denunciavam sua vida notívaga. Ela era uma vampira da curiosidade, que dava aos homens o desejado leite dos sonhos.
Brasil: Matita Perê é uma velha vestida de preto, com os cabelos caídos pelo rosto. Diz a lenda, que ela tinha poderes sobrenaturais e preferia aparecer nas noites sem luar, sob a forma de uma coruja. Na tradição guarani, o espírito Nhamandu, o criador, manifestou-se na forma de coruja para criar a sabedoria. No dicionário, o adjetivo corujeiro é um elogio, e significa agradável e, o melhor, disposto a tudo. No folclore brasileiro, diz que para que os seus filhotes não fossem vítimas de predadores, ela avisava que seria fácil reconhecê-los, eles eram os “mais bonitos” da floresta. Daí o dito popular: “Toda a coruja gaba-se do seu toco”, referindo-se ao ninho de seus horríveis filhotes. Assim como uma mãe elogia seus rebentos, mesmo sabendo que eles não têm nada de beleza.
China: A coruja está associada ao relâmpago. Usar imagens de coruja em casa protege contra os raios.
Estados Unidos: A tradição dos índios norte-americanos, diz que a coruja mora no Leste, lugar de iluminação. Assim como a humanidade teme a escuridão, a coruja enxerga o breu da noite. Onde os humanos se iludem, ela percebe com clareza, acreditavam os índios. Entre os índios americanos, a coruja tinha muito poder: Para os apaches, sonhar com ela significava a morte. Os dakotas viam a coruja como um espírito protetor. Os hopis tinham a coruja como guardiã do fogo.
França: A coruja é o símbolo de Dijon, cidade francesa. Há uma escultura de coruja na Catedral de Notre Dame, e quem passa a mão esquerda nela ganhar sabedoria e felicidade.
Grécia: Os gregos consideravam a noite o momento propício para o pensamento filosófico. Por sua característica noturna, era vista pelos gregos como símbolo da busca pelo conhecimento. Elas faziam seus ninhos na Acrópole, e os gregos achavam que sua visão noturna vinha de uma luz mágica. Ela era símbolo de Atenas, ao lado dos exércitos, na guerra. As antigas moedas gregas (dracmas) tinham uma coruja cunhada no verso.
Índia: Sua carne é considerada uma iguaria afrodisíaca. E também serve para curar dores reumáticas.
Inglaterra: A coruja branca servia para que os ingleses pudessem prever o tempo. Quando a ouviam guinchar, significava que iria esfriar, ou que uma tempestade, estava vindo. Os curandeiros curavam a bebedeira e a ressaca, com ovos de coruja crus. O costume britânico de pregar uma coruja na porta do celeiro para espantar o mal, durou até o século XIX.
Marrocos: O olho de uma coruja, preso em um cordão no pescoço, é um excelente talismã.
Peru: Cozido de coruja serve de remédio para quase tudo.
Roma Antiga: No Império romano, ela era tida como animal agourento. Ouvir o seu pio era presságio de morte iminente. As mortes de Júlio César, Augusto, Aurélio e Agripa, foram anunciadas por uma coruja.
Betty Ziade
Gazeta de Beirute

 

A LIÇÃO DAS ABELHAS

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As abelhas nos dão um grande exemplo de DESAPEGO. Após construírem a colméia, elas a abandonam. E não a deixam morta, em ruínas, mas viva e repleta de alimento. Todo mel que fabricaram além do que necessitavam é deixado. Batem asas para a próxima morada sem olhar para trás. Num ato incomum, abandonam tudo o que levaram a vida para construir. Simplesmente o soltam, sem preocupação, e vão para outro lugar. Deixam o melhor que têm, seja pra quem for…

Hoje é dia de aprender com elas, plantar novas sementes e iniciar uma nova etapa, não importando tempo ou mesmo onde se deseja chegar. Apenas plantar e deixar que o Universo faça a sua parte …

GUERREIRO DA LUZ

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Foi um lobo quem me falou num sonho
Que não há como um homem comum se transformar em Guerreiro da luz
Sem ter a coragem de enxergar em sua própria escuridão,
E ver dentro dela dois lobos: um bom e outro mau

O guerreiro da luz é equilibrado e humilde,
Admite que não sabe exatamente
O que leva um espírito irmão a ser do jeito que é,
Por isso não o julga;
Sabe que o mau que está no outro,
Também habita dentro de si,
Embora possa estar não manifestado.

O guerreiro da luz ama intensamente,
Ama o amanhecer,
O meio-dia e
O entardecer;
Ama o anoitecer,
A meia-noite e
A madrugada;
Ama o Sol e a Lua,
O viver e o morrer;
Defende com a mesma intensidade,
Tanto a vida quanto a morte

Sabendo que são as partes de um mesmo ciclo
Que se encerra em si mesmo

O guerreiro tem sempre por objetivo aproximar
O homem de seu espaço sagrado,
Buscando o equilíbrio;
E por mais voltas que dê a vida,
Tentará sempre manter-se consciente de seu centro
Para não se perder na escuridão, e
Nem a temer

Observa os rios, as matas, as pedras, os animais -
Todos os seres espirituais
E tenta aprender com eles;
O guerreiro da luz tem coragem
De se auto-conhecer
Em todos os seres da criação
E sabe que cada espírito
Se completa em si mesmo
E que a soma de todas as coisas
Em cada ser é o nada e o infinito.

Conhece os ciclos de guerra e de paz
E se reconhece como mortal e imortal
Quando ergue sua lança, ergue-a com toda a sabedoria

Na luta,
Não se considera melhor nem pior que seu oponente,
E Preocupa-se somente com a sua missão,
Sem nunca se esquecer, porém, que a cada ação sua corresponderá
Uma reação de igual intensidade em sentido contrário;
E sabendo que talvez se comportasse exatamente
Do mesmo modo que seu oponente se estivesse ali e
Se fossem suas as vivências dele…

Luta somente por si e não para mudar o outro,
Porque o respeita;

Reconhece que neste sonho de cristais,
Que enquanto houver
Luz e sombra,
Som e silêncio,
Tempo e movimento,
Medo e desejo,
O lobo bom jamais poderá vencer o mau

Somente na quietude,
No nada infinito,
Onde não há vontade de se manifestar ou conquistar,
Quando não há mais medo ou desejo,
Num lugar além do bem e do mal,
Distante dos pensamentos,
O guerreiro se lembra de seu verdadeiro nome
E os lobos não mais disputam dentro de si,
Dando lugar
Ao grande mistério.

Alfredo Almader – Escritor

Via: https://www.facebook.com/pages/Alfredo-Almader

OS SETE PRECEITOS CIGANOS

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- FELICIDADE :Um campo aberto, um luar, um violão, uma fogueira, o canto do sabiá e a magia de uma cigana.

- ORGULHO: É saber que nunca participamos de guerras e nunca nos armaremos para matar nossos semelhantes. Somos os menestréis da paz.

- AMOR : Amar é vivermos em comunidade, é repartir o pão, nossas alegrias e até nossas aflições.

- LEALDADE: É não abandonar nossos irmãos quando precisam. É nunca negar o ombro amigo, a mão forte e o incentivo à vida.

- RIQUEZA: É termos o suficiente para seguirmos pela estrada da vida.

- NOBREZA: É fazermos da humilhação um incentivo ao perdão.

- HUMILDADE: É não importar-se em ser súdito ou nobre, importar-se apenas em saber ser.