OS NOSSOS HERÓIS

criança e avo

Passamos boa parte da nossa existência cultivando imagens de heróis.
Até que um dia o pai herói começa a passar o tempo todo sentado, resmunga baixinho e puxa uns assuntos sem pé nem cabeça.
A heroína do lar começa a ter dificuldade de concluir as frases e dá de implicar com a empregada.
O que papai e mamãe fizeram para caducar de uma hora para outra?
Envelheceram….
Nossos pais envelhecem. Ninguém havia nos preparado pra isso.
Um belo dia eles perdem o garbo, ficam mais vulneráveis e adquirem umas manias bobas.
Estão cansados de cuidar dos outros e de servir de exemplo: agora chegou a vez deles serem cuidados e mimados por nós, nem que pra isso recorram a uma chantagenzinha emocional.
Têm muita quilometragem rodada e sabem tudo, e o que não sabem eles inventam.
Não fazem mais planos a longo prazo, agora dedicam-se a pequenas aventuras, como comer escondido tudo o que o médico proibiu.
Estão com manchas na pele. Ficam tristes de repente. Mas não estão caducos: caducos ficam os filhos, que relutam em aceitar o ciclo da vida.
É complicado aceitar que nossos heróis e heroínas já não estão no controle da situação.
Estão frágeis e um pouco esquecidos, têm este direito, mas seguimos exigindo deles a energia de uma usina. Não admitimos suas fraquezas, seu desânimo.
Ficamos irritados e alguns chegam a gritar se eles se atrapalham com o celular ou outro equipamento e ainda não temos paciência para ouvir pela milésima vez a mesma história que contam como se acabassem de tê-la vivido. Em vez de aceitarmos com serenidade o fato de que as pessoas adotam um ritmo mais lento com o passar dos anos, simplesmente ficamos irritados por eles terem traído nossa confiança, a confiança de que seriam indestrutíveis como os super-heróis. Provocamos discussões inúteis e os enervamos com nossa insistência para que tudo siga como sempre foi.

Essa nossa intolerância só pode ser medo. Medo de perdê-los, e medo de perdermos a nós mesmos, medo de também deixarmos de ser lúcidos e joviais.
Com todas as nossas irritações, só provocamos mais tristeza àqueles que um dia só procuraram nos dar alegrias.
Por que não conseguimos ser um pouco do que eles foram para nós?

Quantas noites estes heróis e heroínas passaram ao lado de nossa cama, medicando, cuidando e medindo febre?
E nós ficamos irritados quando eles se esquecem de tomar seus remédios e, ao brigar com eles, os deixamos chorando, tal qual crianças que fomos um dia.
É uma enrascada essa tal de passagem do tempo. Nos ensinam a tirar proveito de cada etapa da vida, mas é difícil aceitar as etapas dos outros…
Ainda mais quando os outros são nossos alicerces, aqueles para quem sempre podíamos voltar e sabíamos que estariam com seus braços abertos, que agora estão dando sinais de que um dia irão partir sem nós.

Façamos por eles hoje o melhor, o máximo que pudermos, para que amanhã, quando eles já não estiverem mais aqui conosco, possamos lembrar com carinho de seus sorrisos de alegria e não das lágrimas de tristeza que tenham derramado por nossa causa.
Afinal, nossos heróis de ontem serão nossos heróis eternamente: nosso pai e nossa mãe.

Via: Radio Terra Venâncio Aires

https://www.facebook.com/terrafmasuaradio

Mantra – Om Gam Ganapataya Namaha

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Este mantra é um dos mais conhecidos no hinduismo e fácil de pronunciar. É uma invocação a Ganapati (outro nome de Ganesha) e serve para remover os obstáculos, tanto materiais como espirituais. Este mantra atua muito rápido, vale a pena experimentar. Aqui vai um texto copiado de um livro para você ver um exemplo deste mantra em ação:

O experimento

Ao longo dos anos, aprendi muitos mantras para resolver os problemas que a vida criou para mim. Para que você tenha uma idéia de como isso pode funcionar, vou contar como a prática de um mantra me ajudou num período particularmente difícil.

Em 1980, ocorreram muitas mudanças na minha vida. Durante oito anos, eu havia sido ministro-residente de um centro espiritual filiado a uma organização espiritual da Índia, mas sediada em Washington, D.C.

Eu gostava de ser útil e minhas responsabilidades em geral eram agradáveis. Entretanto, a forma como o líder indiano estava conduzindo a organização passou a me incomodar cada vez mais, por apresentar um comportamento inadequado em questões referentes a sexo, dinheiro e poder. Eu vacilava entre permanecer ou abandonar a organização e essa preocupação me deixava nervoso.
Um dia, numa de minhas habituais sessões de duas horas de meditação, eu vi um relógio que marcava um quarto para as doze horas. Aquela visão mostrava-me que às doze horas, a relação pela qual eu vinha esperando desde muito tempo atrás chegaria. Resolvi esperar um pouco mais antes de tomar a decisão de deixar o centro. Na realidade, aqueles quinze minutos acabaram sendo mais de seis meses. Depois de seis meses, uma mulher chamada Margalo chegou à organização. Em duas semanas, deixei o centro para ir morar com ela. Um ano depois, já casados, decidimos juntos abandonar totalmente a organização.

Quando me envolvi com a organização, eu trabalhava como produtor de televisão. Logo depois de entrar para ela, passei a lecionar radiofusão, por tempo integral, na George Washington University. Em 1980, entretanto, vencido o prazo do meu contrato temporário e, recém-casado, eu refletia sobre minhas opções profissionais. Margalo sugeriu que deixássemos Washington, D.C., e fôssemos morar em sua antiga casa no sul da Califórnia. Eu não vi nenhum motivo para recusar. Uma vez lá, eu sabia que teria de iniciar uma nova carreira. Mas, apesar de todos os meus esforços para encontrar um trabalho em Los Angeles, a capital da mídia do mundo ocidental, as portas da televisão mantiveram-se fechadas e eu fui obrigado a aceitar trabalhos esporádicos. Eu lutava para encontrar algum tipo de equilíbrio entre minha procura desestimulante de uma nova profissão e minha nova vida feliz com minha mulher.

Durante meus anos de sacerdócio, eu havia usado mantrans quase exclusivamente durante as sessões de meditação para aumentar a concentração e estimular a introversão espiritual. Para qualquer problema secular, eu recorria às orações que havia aprendido em minha formação judaico-cristã nas igrejas Presbiteriana e Metodista. A prática de mantras não requer o abandono da organização religiosa a que pertencemos, nem das nossas raízes ou de outras práticas espirituais. Embora continue me considerando cristão, eu já estudei muitas tradições religiosas e, com o passar dos anos, fui acrescentando novas práticas religiosas de origens hinduísta e budista a meus hábitos diários, para compor uma espiritualidade pessoal voltada para a compaixão e o serviço. O mantra é uma prática espiritual complementar incrivelmente eficaz, que pode enriquecer a sua vida.

No meu caso, os resultados obtidos por meio de orações eram esporádicos, mas eu os havia aceito. Naquele período profissionalmente difícil de minha vida, entretanto, decidi aplicar um mantra à minha situação para ver se me ajudava. Escolhi um mantra que me pareceu apropriado para as minhas dificuldades no plano material e decidi dedicar-me a ele por quarenta dias. Escolhi uma prática de quarenta dias porque quarenta é um número recorrente na literatura religiosa. Jesus andou no deserto por quarenta dias. Noé flutuou sobre as águas por quarenta dias. Moisés errou pelo deserto por quarenta anos. Com Buda foi um pouco diferente, pois permaneceu sentado sob a Árvore Bodhi por 43 dias até alcançar a iluminação. No hinduísmo védico, quarenta dias é o período estipulado para a prática concentrada de um mantra. No catolicismo romano, a novena, uma disciplina diária de oração utilizada pelos fiéis em busca de solução para seus problemas, é, às vezes, praticada durante cinco, quarenta e 54 dias, embora tradicionalmente seja uma prática de nove dias.

Eu achei que precisava de uma quantidade considerável de tempo para que a prática do meu mantra atuasse sobre quaisquer que fossem as forças que estavam me impedindo de encontrar trabalho. A intenção que criei na minha mente era de encontrar um emprego estável no qual eu pudesse dar uma contribuição aos outros e me rendesse um salário para viver. Como muitos mantras para a solução de problemas são genéricos por natureza, o mantra que escolhi foi para a remoção de obstáculos:

Om Gam Ganapataye Namaha

“Om e saudações àquele que remove obstáculos do qual Gam é o som seminal.”

Entre as seitas védicas e hinduístas, este mantra é universalmente reconhecido como extremamente eficaz para a remoção de todos os tipos de obstáculo. Como eu não sabia o que estava me impedindo de encontrar um emprego fixo e remunerado, meu objetivo era remover qualquer obstáculo, interno ou externo, espiritual ou físico, que estivesse no meu caminho.

Nos quarenta dias seguintes, repeti o mantra o máximo de vezes possível, algumas vezes em silêncio, outras em voz alta. Enquanto realizava tarefas domésticas, eu repetia o mantra. Dirigindo, eu ia entoando o mantra no carro. Enquanto comia ou preparava a comida, eu o repetia. Enquanto adormecia, continuava repetindo o mantra pelo máximo de tempo possível. Ao despertar, começava imediatamente a recitá-lo. Se estava com outras pessoas, recitava-o em silêncio. Se estava sozinho, entoava-o em voz moderadamente alta. Tornei-me uma máquina de entoar o mantra Om Gam Ganapataye Namaha.

Eu gostava da sensação que o mantra me proporcionava. Seu ritmo instalou-se rapidamente em minha consciência e, depois de duas semanas, constatei que o mantra se iniciava sozinho quando eu estava ocupado com alguma outra coisa. Quando acordava no meio da noite, podia ouvi-lo ressoando fracamente em algum compartimento nas profundezas da minha mente. Ele se integrara ao meu corpo e à minha mente como um alimento espiritual.

Depois de três semanas trabalhando com o mantra, fui convidado para realizar uma cerimônia védica para um grupo em Santa Ana. A cerimônia durou cerca de uma hora e, quando acabou, circulei entre os convidados para conversar e comer petiscos. Com um pequeno grupo, a conversa acabou indo parar na pergunta “E o que você faz para viver?” Expliquei, um pouco constrangido, que tinha vindo recentemente para a Costa Oeste e que ainda não havia me fixado em nada.

O bate-papo continuou e depois de um tempo uma mulher do grupo disse que sua empresa estava procurando alguém para trabalhar num projeto de marketing pelos próximos três meses. Perguntei o que a empresa fazia e ela respondeu que um serviço de assistência médica que se ocupava de medicina familiar, medicina ocupacional e atendimento de emergência. Eu não tinha nada a ver com a área de saúde e disse isso a ela.

Sem se importar com isso, a mulher insistiu para que eu lhe telefonasse para marcar uma hora na semana seguinte. Concordei, mais por educação e com a consciência de que devia explorar as possibilidades – mas sem nenhuma esperança real de que aquilo resultaria num emprego para mim.

Quando cheguei à empresa, fui recebido pelo chefe da mulher que eu havia conhecido, Rick, que me entrevistou por cerca de dez minutos. Eu achei que estava descartado, uma vez que mostrara não entender nada daquele ramo, mas para grande surpresa minha, ele finalizou sua breve entrevista com: “Eu acho que você vai se dar bem. Mas preciso que os médicos aprovem. Por favor, espere aqui.”

Os médicos me aprovaram e, dentro de alguns minutos, eu já havia preenchido alguns formulários e me tornado um representante de marketing da clínica deles, para realizar trabalho de campo com base num contrato provisório de três meses. O salário era modesto, mas era melhor do que trabalhar esporadicamente ou aguardar o telefone tocar, de maneira que fiquei agradecido. Durante todo o tempo, eu continuei recitando o mantra em silêncio.

Depois de vários dias dando telefonemas de negócios, eu aprendi o suficiente para perceber que o material de marketing de que dispunha para sustentar meus telefonemas era péssimo. Eu não conseguia tirar isso da cabeça e comecei a me sentir cada vez mais estúpido toda vez que fazia uma chamada. Finalmente, percebi que eu tinha de fazer algo.

Nessa altura, eu estava no trigésimo dia de prática do meu mantra. Nessa noite, refiz todo o material, resumindo-o em três desenhos e usando as cores do prédio e o familiar caduceu, símbolo da medicina. Quando cheguei ao escritório na manhã seguinte, procurei o médico a quem relatei e expus rapidamente o que tinha em mente. Ele parou de repente, fitou-me e disse para encontrá-lo na sala de reunião dentro de uma hora. Quando entrei na sala de reunião, lá estava Rick, junto com a mulher que havia sugerido que me candidatasse ao emprego, o médico que havia me entrevistado e dois outros médicos que eram sócios da empresa. Inseguro, percebi que teria de fazer uma apresentação. O médico que havia convocado a reunião disse, “Mostre-nos o que você fez”.

Depois de dez minutos de apresentação improvisada, os médicos me pediram para deixar a sala por alguns minutos. Nervoso, aquiesci. Quando fui chamado de volta, meu chefe disse, “Parabéns, você é nosso novo diretor de marketing. Mande imprimir alguns cartões e também esse material que você desenhou o mais rapidamente possível”. Eu estava em estado de choque, mas continuava interiormente repetindo o mantra Om Gam Ganapataye Namaha.

Concluí meus quarenta dias de prática do mantra sem nenhum outro incidente. Dentro de trinta dias, eu estava envolvido num projeto de marketing com a participação de um hospital local. A enfermeira que era diretora de marketing do hospital era amistosa e tecnicamente muito competente. Trabalhamos bem juntos. Quando estava quase no final do projeto, ela me perguntou se eu não me importaria em dizer quanto eles me pagavam. Não me importei e disse a verdade. Ela franziu o cenho e disse, “Eles estão lhe pagando uma bagatela”.

Quando o projeto em conjunto foi concluído, meu chefe nos parabenizou a ambos pelo ótimo trabalho. Depois de apertar a mão dele, a enfermeira apontou na minha direção e disse, “Você sabe que esse cara é muitíssimo mal pago. É melhor você tomar alguma providência antes que alguém lhe faça uma proposta e ele vá embora”. Fiquei espantado, mas meu chefe respondeu como o bom profissional que era. Deu uma risadinha e disse: “Não se preocupe, cuidaremos bem dele”. Em trinta dias, tive um aumento de 40%.

Isso foi no início de 1983. Trabalhei nessa empresa durante quase sete anos. Tive inúmeros aumentos e sentia que meu trabalho era valorizado. Finalmente, eu saí quando meu supervisor decidiu abrir seu próprio negócio e fez-me uma proposta para ir com ele.

Eu atribuí o meu êxito na procura de emprego ao mantra que pratiquei. Sua eficácia causou uma profunda impressão em mim e comecei a dar um novo valor ao poder das fórmulas espirituais para a solução de problemas cotidianos. Comecei a recomendar o uso de mantras a outras pessoas com problemas e funcionou surpreendentemente bem.

Indiquei esse mesmo mantra a um amigo meu de Washington, que havia acabado de deixar sua carreira no exército. Ele havia estudado gemologia e estava a fim de encontrar um trabalho nessa área. Entretanto, depois de meses de procura em muitas cidades, ele não conseguira encontrar o emprego que queria. Recomendei a ele que começasse a repetir o mantra Om Gam Ganapataye Namaha o máximo de vezes possível durante dez dias. No décimo primeiro dia, realizei uma cerimônia de limpeza energética para ele. Dentro de três dias, ele recebeu várias propostas de emprego e começou bem sua nova carreira.

Thomas Ashley Farrand em “Mantras que Curam”

GAZA … “Ore por Gaza”

gaza

Cada bomba que cai em Gaza, mata um pouco de nós, do outro lado do mundo.
Cada vida que tomba, nos mata um pouco também…
Cada criança que morre em Gaza, leva consigo um pouco da minha infância, um pouco dos meus filhos e muito de nossa dignidade…
Cada mãe que chora em Gaza, rega o chão com lágrimas de sangue de uma dor que também deve ser minha e tua.
Cada órfão que anda em Gaza caminha sobre o chão de uma amargura que me apequena.
Gaza grita, acachapada pela opressão que denuncia de forma urgente, vergonhosamente gritante, que esse mundo está mais doente que seus filhos.
Gaza grita e o mundo grita mais alto, tentando abafar o desespero que nos coloca de fronte ao espelho revelador de nossa vergonha.
Gaza é um “lá” que chega “aqui”.
O sangue que cai lá, respinga aqui.

Fabrício Cunha
via: https://www.facebook.com/novojeito

PODEROSA ORAÇÃO CABALÍSTICA – ANA BEKOACH

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Ana Bekoach é uma das mais antigas e a mais poderosa oração cabalística. Ela nos ajuda a conectar com a fonte divina que vem da Luz do Criador. O Ana bekoach é formado por 7 versos de 6 palavras cada um, cada verso representa um dia da semana, começando pelo Domingo. A partir das letras iniciais de cada uma das 6 palavras de cada verso, temos 42 letras que formam o nome de Deus de 42 letras. Estas letras formam um padrão visual muito poderoso, e a meditação em cada sequência dos versos libera uma poderosa força que podemos usar para transformar nossas vidas e o nosso mundo. O número 7 representa; as 7 Sephirot, 7 versos do Ana Bekoach, e 7 dias da semana representando o Nome de D-us de 42 letras.

 

anabekoach
1- Ana becho’ach, g’dulat yemincha, tatir tz’rura

2- Kabel rinat amcha sagveinu, tahareinu nora

3- Na gibor dorshei yichudcha, k’vavat shamrem

4- Barchem taharem, brachamei tzidkatcha Tamid gamlem

5- Chasin kadosh Berov tuvcha, nahel adatecha

6- Yachid ge’eh le’amcha p’neh, zochrei k’dushatecha

7- Shavateinu kabel ushma tza’akateinu, yode’a ta’alumot (Baruch shem k’vod malchuto le’olam va’ed)* obs: * esta frase é como o enter, o Amém, é o ‘enviar à Deus’
Tradução: Ana Becoach

1 – Nós te rogamos; com o poder de Tua Mão Direita, desmancha a atadura.

2 – Aceites o Canto da Tua Nação, exalta-nos e purifica-nos, ó Temido.

3 – Por favor, ó Poderoso, protege-os, como a pupila do Olho, aqueles que exijam a Tua Unificação.

4 – Abençoa-os, purifica-os, concede-lhes sempre Tua Justiça misericordiosa.

5 – Ó Santo, ó Protetor, com a abundância da Tua Bondade, governa Tua congregação.

6 – Ó Único, ó Exaltado, verte-Te ao Teu povo, e aqueles que se lembram de Tua Santidade.

7 – Aceita os nossos clamores, e ouve os nossos gritos, ó Tu, que sabes todos os mistérios. (Bendito seja o Nome daquele cujo glorioso Reino é eterno.)

Salmos correspondentes:

Domingo 1ª linha – Salmo 95
Segunda-feira 2ª linha – Salmo 96
Terça-feira 3ª linha – Salmo 97
Quarta-feira 4ª linha – Salmo 98
Quinta-feira 5ª linha – Salmo 99
Sexta-feira 6ª linha – Salmo 29
Sábado 7ª linha – Salmo 92

Fonte: Ana Bekoach

Postado por Solange Christtine Ventura
http://www.curaeascensao.com.br

Tudo o que precisamos: Amor! – Por Yehuda Berg

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A maioria de nós, em um momento ou outro, já lutou com o amor. Tivemos nossos corações partidos, nos tornamos dependentes ou simplesmente não sentimos amor algum. Mas não importa o que possamos pensar, não importa quão duros nossos corações tenham se tornado por vezes, não podemos fugir da verdade – precisamos de amor e precisamos dar amor.

Não permita que a aparente simplicidade do amor torne você cego para sua importância. Esta semana, o Zohar nos traz dois ensinamentos incrivelmente belos sobre o assunto.

1. A capacidade de amar e a qualidade do nosso amor é um presente da Luz do Criador.

2. Quanto mais usarmos nosso amor de forma positiva, compartilhando, mais amor receberemos para compartilhar. Por outro lado, se usarmos nosso amor deforma egoísta e negativa, então nossa capacidade de amar diminuirá.

Se você entender e praticar esses ensinamentos, não só aumentará a quantidade e a qualidade do amor que terá em sua vida, como também a quantidade de amor que se revelará no mundo. Pelo Zohar, fica claro que devemos correr atrás e aproveitar todas as oportunidades de compartilhar o nosso amor.

Outro segredo poderoso sobre o amor é que cada um de nós influencia a forma como os canais desse mesmo amor se abrem e fecham para o mundo! Quando não estamos amando ou quando usamos nosso amor para manipular ou punir, estamos diminuindo o amor existente no mundo.

Nossas ações importam. Tudo está conectado. É importante apreciar nosso poder, que infelizmente a maioria de nós subestima.

Os efeitos das nossas ações nesse mundo físico se espalham pelos mundos espirituais. Assim como nossas ações reverberam através dos Mundos Superiores, sua ressonância se torna cada vez mais forte, de forma muito semelhante ao Efeito Borboleta. Em 1972, os cientistas explicaram o fenômeno extraordinário de que o menor dos atos em um lugar pode ter um efeito imenso do outro lado do mundo (o exemplo que usaram foi o bater das asas de uma borboleta no Brasil causando um tornado no Texas).

Os kabalistas têm conhecimento deste fenômeno há mais de quatro mil anos. Mas eles o levam um passo adiante: uma ação espiritual aparentemente pequena, um simples ato de compartilhar, pode fazer com que uma incrível quantidade de Luz seja revelada no mundo.

Infelizmente, como nossos sentidos são limitados a enxergar apenas essa dimensão física, subestimamos de forma grosseira o efeito positivo das nossas ações e certamente dos nossos atos aparentemente menores. Precisamos lembrar constantemente que nosso poder é muito maior do que nos permitimos acreditar e que o efeito positivo das nossas ações – sejam elas grandes ou pequenas – é muito mais do que jamais poderíamos imaginar.

Uma coisa é certa sobre o mundo atual: não existe suficiente amor sendo compartilhado por um número suficiente de pessoas, e todos nós precisamos assumir essa responsabilidade e reconhecer que estamos contribuindo para isso.

Tudo de bom,

Yehuda

Fonte:
http://www.yehudaberg.com

DA ALMA PARA O INTELECTO

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Adeus: É quando o coração que parte deixa a metade com quem fica.

Amigo: É alguém que fica para ajudar quando todo mundo se afasta.

Amor ao próximo: É quando o estranho passa a ser o amigo que ainda não abraçamos.

Beleza: É a capacidade de amar e encontrar no próximo a continuidade de seu ser.

Caridade: É quando a gente está com fome, só tem uma bolacha e reparte.

Carinho: É quando a gente não encontra nenhuma palavra para expressar o que sente e fala com as mãos, colocando o afago em cada dedo.

Ciúme: É quando o coração fica apertado porque não confia em si mesmo.

Entendimento: é quando um velhinho caminha devagar na nossa frente e a gente, mesmo apressado, não reclama.

Lágrima: É quando o coração pede aos olhos que falem por ele.

Mágoa: É um espinho que a gente coloca no coração e esquece de retirar.

Maldade: é quando a gente arranca as asas do anjo que deveríamos ser.

Perdão: É uma alegria que a gente dá e que pensava que jamais a teria.

Pessimismo: É quando a gente perde a capacidade de ver em cores.

Paz: É o prêmio de quem cumpre honestamente o seu dever.

Perfume: É quando, mesmo de olhos fechados, a gente reconhece quem nos faz feliz.

Raiva: É quando colocamos uma muralha no caminho da paz.

Simplicidade: É o comportamento de quem começa a ser sábio.

Saudade: É estando longe, sentir vontade de voar; e estando perto, querer parar o tempo.

Solidão: É quando estamos cercados por pessoas, mas o coração não vê ninguém por perto.

Sinceridade: É quando nos expressamos como se o outro estivesse do outro lado do espelho.

Ternura: É quando alguém nos olha e os olhos brilham como duas estrelas.

Definições (da alma para o intelecto) do livro “O Homem que veio das Sombras” de Luiz Gonzaga Pinheiro
Via: Van Hamazaki : https://www.facebook.com/vanamaki

CRIANÇAS DA NOVA ERA – CRIANÇAS ÍNDIGO? CRIANÇAS CRISTAL? – DIFERENTES

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Nos dias de hoje, constatamos e confrontamo-nos com novos problemas educacionais, ocasionados por um número crescente de crianças e jovens que parece não conseguir adaptar-se às características, regras, valores, necessidades e exigências das sociedades atuais.

A origem, ou causas, do constante aumento de crianças com estes tipos comportamentais ainda se encontra envolta num mistério, muito embora as diferentes áreas da ciência e da pseudociência tenham vindo a tentar identificar e compreender estas situações.

Se abordarmos o problema de uma forma, mais ou menos, simplista, poderemos concluir que as principais causas destes comportamentos problemáticos se devem, acima de tudo, à alteração de valores e a diversos fatores específicos das sociedades atuais, nos quais se incluem as alterações da estrutura da família nuclear, a falta de tempo, por condicionalismos profissionais, alienação e desresponsabilização dos pais na educação das crianças; a evolução científica e tecnológica que, através de diferentes meios e equipamentos (TV, computadores, consolas, telemóveis) e atividades associadas aos mesmos, os quais facilitaram enormemente a comunicação à distância, o acesso à informação, ou as deslocações, mas que, paradoxalmente, contribuíram, de forma decisiva, para a alteração de diversos comportamentos sociais e relações interpessoais, nomeadamente ao nível comunicação verbal ou da leitura, propiciando um cada vez maior isolamento real das crianças, dos jovens e das famílias, particularmente daquelas que, pelas suas características pessoais ou ambiente familiar desfavorável, já reúnem determinadas condições que propiciam o isolamento e desenquadramento na sociedade.
Contudo, notoriamente, estas ilações são manifestamente insuficientes para explicar a complexidade da situação.
Todos nós conhecemos, pelo menos, uma família que enfrenta este tipo de problemas, com um ou mais filhos.
Nas salas de aula, os Professores sentem-se absolutamente impreparados para trabalhar com este género de alunos e, diariamente, veem-se em sérias dificuldades para manter um ambiente, minimamente, aceitável para a aprendizagem de todos.
É incontestável que os “Diferentes”, como habitualmente costumo identificá-los, são cada vez mais. E, neste momento, já não é razoável pensar que antigamente também existiam, tantos como agora, apenas não estavam sinalizados, por que nos últimos 100 ou 80 anos a evolução da medicina e, particularmente, da neurologia tem sido enorme, tendo estes casos apenas começado a ser identificados a partir dos anos 40, do século XX, e vindo a aumentar progressivamente, especialmente a partir da década de 70.
Reduzir a origem dos seus comportamentos, apenas, a uma educação familiar deficiente, também não parece minimamente credível, pois não só existem centenas de famílias, com dois ou mais filhos, em que apenas um deles apresenta este tipo de comportamento, como, ainda que uma educação deficiente e/ou um ambiente pouco equilibrado possam originar comportamentos desadequados, por parte das crianças, não parece razoável que esses comportamentos se encaixassem em padrões tão constantes, nem que a percentagem dos afetados fosse tão significativa.
Psiquiatras e Psicólogos “rotulam-nos”, quase arbitrariamente, como portadores da Síndrome de Asperger ou de TDAH – Transtorno de Deficit de Atenção, a qual tem duas vertentes, com e sem hiperatividade, mas que normalmente é mais associada à Hiperatividade, ou, indo mais longe, como Autistas.
Já a pseudociência, associada, de alguma forma, à New Age / Nova Era e encabeçada por algumas correntes místicas encontrou explicações diferentes.

“A partir da década de 80, elas começaram a chegar, mais e mais. São crianças espetaculares, que chegam para ajudar a Humanidade na transformação social, educacional, familiar e espiritual de todo o planeta, independente das fronteiras e das classes sociais. Estas crianças são como catalisadores da nova consciência e vêm desencadear as reações necessárias para as transformações.”

“As crianças CRISTAL são recém-chegadas ao planeta (cada vez em maior número). No entanto, sempre existiram, ainda que em pouca quantidade (Jesus Cristo foi uma delas). As crianças cristal são os chamados pacificadores, pois trazem atributos de paz e equilíbrio para poder continuar o trabalho começado pelas crianças índigo. Ambas as crianças representam um desafio para a sociedade, especialmente para os pais. A forma de tratá-las vai ter de mudar, os pais e os educadores têm de adotar novas formas de ser, para lidar corretamente com as crianças da nova vibração.
(…) “Que sabemos das crianças da vibração de cristal? Por um lado, sabemos bastante. Por outro, nada sabemos de muito concreto. Como as próprias crianças, a informação, neste momento, é muito etérica, muito sutil e pouca óbvia. A diferença dos seus irmãos e irmãs ‘confrontadores’ Índigo, as crianças cristal não modificaram as coisas … ainda. O 11 de setembro de 2001 foi um ponto decisivo, um sinal e uma porta de acesso para a próxima onda de crianças. A era das crianças cristal já chegou.”

Por outro lado, outros referem-se às crianças índigo e cristal da seguinte forma:

“Muito se tem falado sobre crianças Índigos e Cristais, mas quem são elas? Onde vivem? Como surgiram estas denominações?

A denominação Criança Índigo se originou com a parapsicóloga, sinesteta e psíquica Nancy Ann Tappe, por volta dos anos 70. Em 1982 Tappe publicou o livro “ Entendendo Sua Vida Através da Cor”, onde ela descreveu este conceito, afirmando que por volta dos anos 60 ela começou a perceber que muitas crianças nasciam com suas auras “índigas”(aura com predominância da cor azul índigo). Em 1998, a ideia foi popularizada e foi lançado o livro “ As Crianças índigo: As novas crianças chegaram”, escrito por Lee Carroll e Jan Tober. Em 2002, no Havaí, ocorreu uma conferência internacional sobre crianças índigos, com 600 participantes. Nos anos subsequentes, estas conferências ocorreram na Flórida e em Oregon. Os anos passaram e vários filmes e documentários foram produzidos sobre o assunto.

Contrapondo-se a isso, Sarah Whedon W., em 2009 escreve um artigo onde alega que os pais rotulam seus filhos como ‘índigo” para fornecer uma explicação alternativa para o comportamento indevido de seus filhos, decorrentes do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

Russell Barkley, psicólogo, comenta que essas terminologias “Índigo e Cristal, que surgiram no movimento Nova Era, ainda não produziram evidências empíricas da existência de tais crianças, pois para ele, as características descritas são muito vagas. Especialistas em saúde mental estão preocupados por rotular uma criança como “índigo ou Cristal”, pois muitas vezes, pode se retardar o diagnóstico e tratamento adequado que poderia ajudar a criança. Nick Colangelo, professor especialização na educação de crianças com altas habilidades, faz questionamentos de quem está lucrando com estas terminologias, uma vez que muitos livros, apresentações e vídeos estão sendo comercializados com esse assunto.

Dentro desta mesma linha, Lorie Anderson, em seu artigo “Índigo: A cor do dinheiro”, argumenta que a crença em crianças índigos tem um valor comercial significativo, devido às vendas de livro,(…) “

CARACTERÍSTICAS DAS CRIANÇAS ÍNDIGO

Chegam ao mundo com sentimento de realeza e a curto tempo se comportam como tal;
Têm a sensação de ter uma tarefa específica no mundo, e se surpreendem quando os outros não a partilham;
Custa-lhes aceitar a autoridade que não oferece explicação nem alternativa;
Sentem-se frustrados com os sistemas ritualistas que não requerem um pensamento criativo;
As curto-prazo encontram formas melhores de fazer as coisas, tanto em casa como na escola;
Não reagem pela disciplina da culpa;
Não são tímidos para manifestar as suas necessidades

Características comuns (mais evidentes) entre as Crianças Índigo e Cristal.

ÍNDIGO e CRISTAL

São extremamente sensíveis (à energia dos outros, ao meio ambiente, etc.);
São muito preceptivas, até mesmo psíquicas (em vários graus);
Têm uma noção clara da importância do seu propósito de vida global;
São congruentes entre: coração, mente, palavras e ações;
Percebem facilmente a FALTA DE INTEGRIDADE e de honestidade;
Têm muita paixão: pela vida, pelo amor, pela justiça;
De jovens a adultos, têm um sentido agudo de serviço e ajuda humanitária;
Por natureza, não julgam;
Em geral, têm um elevado sentido de humor;
Necessitam de: água, natureza, arte, roupa de fibra natural, exercício físico e um ambiente seguro tanto física como emocional, psíquica e espiritualmente;
Requerem a presença à sua volta de adultos emocionalmente estáveis.

CARACTERÍSTICAS DO SÍNDROME DE ASPERGER

Interesses específicos e restritos ou preocupações com um tema em detrimento de outras atividades;
Rituais ou comportamentos repetitivos;
Peculiaridades na fala e na linguagem; Padrões de pensamento lógico/técnico extensivo;
Comportamento social e emocionalmente impróprio e problemas de interação interpessoal;
Problemas com comunicação (não há comprometimento da linguagem, estritamente falando);
Transtornos motores, movimentos desajeitados e descoordenados;
Frequentemente, por um Q.I. verbal significativamente mais elevado que o não-verbal18
Às vezes pessoas com SA podem ser consideradas rudes, frias nos seus comportamentos, mas na verdade é só seu modo de tentar reagir ou entender ações;
Nem sempre pessoas com SA são compreendidas; por isso, devem ser tratadas com mais calma em alguns aspetos.

CARACTERÍSTICAS DA TDAH – Transtorno de Deficit de Atenção com, ou sem, Hiperatividade

Dificuldade em prestar atenção nos detalhes;
Errar por descuido nas atividades escolares pela dificuldade em manter a atenção;
Não seguir instruções;
Não terminar as tarefas;
Às vezes parece não escutar ou se faz de surdo;
Dificuldade em organizar tarefas e atividades;
Distrai-se facilmente com estímulos externos;
Evitar ou relutar em “realizar” esforço mental;
Perder coisas necessárias para as tarefas e ser facilmente distraído por qualquer estímulo externo.
Muitas vezes a falta de atenção pode vir acompanhada do sintoma de impulsividade, e pode até ter um aspeto positivo quando este comportamento leva a uma ação, pode no entanto, tornar-se patológico;
Falta de planeamento em função da busca intensa e constante da gratificação imediata e das novidades.
A impulsividade é um dos sintomas muito persistentes, impulsivamente interrompe o que está fazendo para iniciar outra atividade e vai acumulando várias tarefas sem finalizá-las.

CARACTERÍSTICAS DO AUTISMO

Dificuldade de relacionamento com outras pessoas;
Riso inapropriado;
Pouco ou nenhum contato visual – não olha nos olhos;
Aparente insensibilidade à dor – não responde adequadamente a uma situação de dor;
Preferência pela solidão; modos arredios – busca o isolamento e não procura outras crianças;
Rotação de objetos – brinca de forma inadequada ou bizarra com os mais variados objetos;
Inapropriada fixação em objetos;
Percetível hiperatividade ou extrema inatividade – muitos têm problemas de sono ou excesso de passividade;
Ausência de resposta aos métodos normais de ensino – muitos precisam de material adaptado;
Insistência em repetição desnecessária de assuntos, resistência à mudança de rotina;
Não tem real medo do perigo (consciência de situações que envolvam perigo);
Procedimento com poses bizarras (fixar objeto ficando de cócoras; colocar-se de pé numa perna só; impedir a passagem por uma porta, somente liberando-a após tocar de uma determinada maneira os alisares);
Ecolalia (repete palavras ou frases em lugar da linguagem normal);
Recusa colo ou afagos – bebés preferem ficar no chão que no colo;
Age como se estivesse surdo – não responde pelo nome;
Dificuldade em expressar necessidades – sem ou limitada linguagem oral e/ou corporal (gestos);
Acessos de raiva – demonstra extrema aflição sem razão aparente;
Irregular habilidade motora – pode não querer chutar uma bola, mas pode arrumar blocos;
Desorganização sensorial – hipo ou hipersensibilidade, por exemplo, auditiva;
Não faz referência social – entra num lugar desconhecido sem antes olhar para o adulto (pai/mãe) para fazer referência antes e saber se é seguro.

Mas, afinal, quem, ou o quê, são estas crianças, ditas, índigo e cristal?

Estamos a falar de crianças com problemas ao nível do comportamento emocional e social, dificuldades de integração social, concentração e desempenho escolar, sem que, no entanto, estas especificidades se encontrem relacionadas, na maior parte dos casos, com atrasos, deficiências mentais ou demências, nem mesmo com um Q.I. (quociente de inteligência) inferior ao das crianças, ditas, “normais”. Pelo contrário, muitas destas crianças têm capacidades especiais e únicas.
O conjunto destas características tornam-nas desconcertantes, provocando a incompreensão, rejeição ou dificuldades nas relações familiares, escolares e sociais.
Enquanto a ciência procurou rotulá-las, a pseudociência pretende divinizá-las.
Na maior parte das situações, aquilo que nos parece mais lógico, mais coerente ou mais sensato, é efetivamente, o que mais perto se encontra da verdade.
E, na verdade, com estas crianças, encontramo-nos perante o desconhecido, pelo que serão provavelmente esses critérios que nos conduzirão mais próximo da verdade.
Ao analisarmos a evolução da humanidade, desde os primeiros homens, ou humanoides, realizamos que, ao longo dos tempos, estes sofreram diversas mudanças, ou mutações, as quais parecem encontrar-se relacionadas com o desenvolvimento da inteligência, embora que essas alterações também se tenham vindo a fazer ao nível anatómico e orgânico.
Se entendermos o Universo e a Natureza como um todo inteligente, compreendemos que a sua evolução, alterações e mutações não acontecem aleatoriamente, mas, sim, com um propósito determinado.
Partindo deste princípio, poderemos, então, analisar estas crianças de uma nova perspetiva e tentar encontrar diferentes respostas, para as nossas questões.
Imaginemos que o processo de evolução da humanidade ainda não terminou. Nesse caso, as mudanças e mutações, mais lenta, ou mais rapidamente, continuarão a acontecer.
À semelhança do que aconteceu na pré-história, onde neanderthais robustos e com um cérebro grande, viveram na Europa e oeste da Ásia, sobrevivendo até 24 mil anos atrás, coexistindo com os modernos Homo sapiens sapiens, apesar de estudos de ADN provarem que não podiam reproduzir-se entre si, também, agora, essa evolução pode não estar a realizar-se em toda a humanidade em simultâneo. E, mais do que isso, essa evolução pode ser feita em várias etapas, sendo que é provável que a mesma seja sujeita a erros e falhas.
Júlio Verne, nascido na segunda década do século XIX, era um visionário e, através dos seus livros de aventuras, descreveu uma realidade que, à época, só poderia ser entendida como ficção científica. No entanto, a maioria das suas descrições encontram-se extraordinariamente próximas de uma realidade que só viria a acontecer muitos anos depois e para a qual ainda não existiam dados científicos suficientes que a pudessem prever. São exemplos disso os seus livros “Da terra à Lua” e “Vinte mil léguas submarinas” ou, ainda, “Viagem ao Centro da Terra”, aventura para a qual os homens ainda não conseguiram criar as condições de realização.
Já no séc. XX, Robert A. Heinlein ou Aldous Huxley transportaram-nos para uma nova realidade e um novo mundo com os seus livros “Um estranho numa terra estranha” e “Admirável mundo novo”.
Mais do que da evolução da ciência e de novas tecnologias, estes livros falam-nos de seres inteligentes, diferentes dos humanos, até mesmo vindos de outros mundos, e de sociedades tão diferentes das da época que as histórias narradas nessas obras só poderiam ser consideradas como histórias ficcionais, provenientes de cérebros extraordinariamente imaginativos, quando não, algo alucinados.
Contudo, ainda que até hoje não nos tenhamos deparado com seres vindos de outros planetas, muitas das realidades descritas nesses livros, encontram-se cada vez mais próximas da nossa realidade atual.
Não creio que as nossas crianças “Diferentes” sejam extraterrestres que têm vindo a “aparecer” por aqui. Não porque ponha em causa o facto de poder existir vida inteligente noutros sistemas solares ou galáxias, mas por que, ainda que existam, a distância a que nos encontramos, temporal e espacialmente, tornaria esse processo extraordinariamente difícil, se não impossível.
Não creio que Deus, numa espécie de passe de mágica, começasse a enviar para a Terra uns seres estranhos e divinais. Pois o Deus em que acredito, ainda que imenso e poderoso, rege-se pelas mesmas leis com que criou o Universo, todas elas absolutamente explicáveis pela ciência, embora que não as conheçamos todas ainda.
Não creio que as transformações, evolução e características das sociedades, só por si, tivessem dado origem a um aumento exponencial de crianças com padrões emocionais e de comportamento tão similares entre si e tão diferentes dos demais.
Parece-me admissível pensar que estes padrões representam uma fase da evolução da humanidade, que ainda não se encontra finalizada, a qual provoca um desfasamento entre as novas e/ou diferentes capacidades destas crianças e a realidade do mundo em que vivemos. O que, dependendo do grau de evolução, do número ou tipo de características diferentes e da forma como as crianças reagem e gerem o choque com uma realidade que não se lhes adequa, as pode tornar mais “Diferentes” (Autistas; Aspergers), ou menos “Diferentes” (TDA).
No entanto, tudo o que temos, de momento, são suposições, e hipóteses. Pelo que, aquela que me parece ser a atitude mais adequada, deverá ser a de, enquanto aguardamos respostas mais sustentadas cientificamente, tentarmos conviver com estas crianças, educando-as, tentando compreendê-las, apoiando-as e, acima de tudo, não desistindo delas, amando-as e, obrigando-nos a fazer o mais difícil, ACEITANDO-AS.

Por: Teresa Varela – via:circulodaforca.blogspot.pt/2014/02/criancas-da-nova-era-criancas-indigo.html