As divindades femininas: No princípio, eram as Deusas

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Nos quatro cantos do mundo, as primeiras divindades eram mulheres: Pótnia, Astarte, Ísis, Amaterazu, Nu Gua. Nas antigas sociedades, elas representavam o começo e o fim de tudo. Hoje, ajudam a entender o passado remoto dos homens.

Em Çatal Huyuk, na Turquia, a estatueta de uma mulher sentada num trono e ladeada por duas panteras, em cujas cabeças ela coloca as mãos, sugere ao mesmo tempo a imagem da mãe e da senhora da natureza. Suas formas generosas — quadris largos e seios grandes— reforçam ainda mais essa idéia. O nome da figura feminina é Pótnia, a deusa de Çatal Huyuk, a mais antiga cidade que se conhece do período Neolítico, cerca de 10 mil anos atrás. De Pótnia nasceram outras divindades femininas também adoradas pelos homens pré- históricos. Sua estatueta, esculpida por volta de 6500 a.C., foi uma das muitas encontradas na Europa e no Oriente Médio, algumas mais antigas, do Paleolítico Superior (de 50 mil a 10 mil anos atrás).

Essas descobertas levaram historiadores e arqueólogos a sugerir que, bem antes de venerar deuses masculinos, os antepassados do homem teriam adorado as deusas, cujo reinado chegou até a Idade do Bronze, há cerca de 5 mil anos. Não se sabe a rigor o exato significado daquelas estatuetas, até porque pouco ou quase nada se conhece dos costumes dos homens pré-históricos. Mas não resta dúvida de que por um bom tempo as deusas reinaram sozinhas, deixando os poderes masculinos à sombra. Em seu livro Um é o outro, a filósofa e professora francesa Elisabeth Badinter tenta explicar a supremacia feminina a partir do que se supõe teriam sido as relações entre homens e mulheres naquelas épocas distantes.

A idéia é que o homem do Neolítico—ao contrário dos seus antecessores do Paleolítico, que eram caçadores, e dos seus descendentes da Idade do Bronze, guerreiros—dedicava-se à criação de rebanhos e à agricultura. Ou seja, já não era necessário arriscar a vida para sobreviver. Nesses tempos relativamente pacíficos, em que a força bruta não contava tanto como fator de prestígio e as diferenças sociais entre os sexos se estreitavam, é bem possível que deusas—e não deuses—tivessem encarnado as principais virtudes da cultura neolítica.

Entre as centenas de estatuetas encontradas, algumas têm em comum os seios fartos e os quadris volumosos como Pótnia. Talvez a mais famosa seja a Vênus de Willendorf, encontrada às margens do rio Danúbio, na Europa Central. Nela, os seios, as nádegas e o ventre formam uma massa compacta, de onde emergem a cabeça e as pernas — na verdade, pequenos tocos. Igualmente reveladora é a Vênus de Lespugne, descoberta na França: embora mais estilizada, guarda as mesmas características de sua irmã de Willendorf.

Mas, das esculturas pré- históricas encontradas até hoje, são raras as que apresentam os traços femininos tão exagerados — o que dá margem a um debate sobre o que significava afinal a figura feminina (devidamente divinizada) nos primórdios das sociedades humanas. Os historiadores tendem a achar que os primeiros homens a viver em grupos organizados davam mais importância à sexualidade feminina do que à fertilidade, embora não seja nada fácil separar uma coisa da outra. No entanto. a imagem à qual acabaram associadas foi a da maternidade. Há quem não concorde. “Traduzir o culto dos ancestrais às deusas como simples exaltação à fertilidade é simplificar demais”, comenta a historiadora e antropóloga Norma Telles, da PUC de São Paulo, que estuda mitologia praticamente desde criança. “Na realidade, a deusa não é aquela que só gera. Ela é também guerreira, doadora das artes da civilização, criadora do céu, do tecido e da cerâmica, entre muitas outras coisas.”

De fato, em muitos mitos, a deusa aparece como quem dá o grão aos homens, e não apenas no sentido literal de nutrição. Assim, por exemplo, Deméter, venerada pelos gregos como a deusa da colheita, ajudava a cultivar a terra — arar, semear, colher e transformar os grãos em farinha e depois em pão. Deméter ensinava ainda os homens a atrelar as animais e a se organizar. Os gregos explicaram a origem do mundo com outro mito feminino: o da deusa Gaia. Doadora da sabedoria aos homens, ela limitou o Caos—o espaço infinito—e criou um ser igual a ela própria: Urano, o céu estrelado.

Pouco depois, Eros, símbolo do amor universal, fez com que Gaia e Urano se unissem. Desse casamento nasceram muitos filhos e, assim, a Terra foi povoada. A crença de que o Universo foi criado por uma divindade feminina está presente em quase toda parte.

Ísis, a mais antiga deusa do Egito, tinha dado a luz ao Sol. Na Índia, Aditi era a deusa-mãe de tudo que existe no céu. Na Mesopotâmia, Astarte, uma das mais cultuadas deusas do Oriente Médio, era a verdadeira soberana do mundo, que eliminava o velho e gerava o novo. Essa idéia aparece com clareza nas efígies datadas de 2 300 a.C., que mostram Astarte sentada sobre um cadáver. Também para os chineses foi uma deusa—Nu Gua — quem criou a humanidade. Seu culto apareceu durante o período da dinastia Han (202 a.C.-220 d.C.). Representada com cabeça de mulher e corpo de serpente, a venerável Nu Gua encarnava a ordem e a tranqüilidade.

Os chineses dizem que, cavando barro do chão, ela moldou uma figura que, para sua surpresa, ganhou vida e movimento próprio. Entusiasmada, a deusa continuou a moldar figuras, mas a natureza mortal de suas criaturas a obrigava a repetir eternamente o trabalho. Por isso, Nu Gua decidiu que os seres deviam se acasalar para se perpetuarem—daí também ela ser considerada pelos antigos chineses a deusa do casamento. Do outro lado do mundo, na América pré – colombiana, os astecas tinham em Tlauteutli sua deusa da criação. Para eles, o Universo fora feito de seu corpo. Os maias tinham igualmente sua deusa-mãe. Era Ix Chel. De sua união com o deus Itzamná nasceram os outros deuses e os homens.

Com o passar do tempo, deuses e homens passaram a dividir com as deusas o espaço no Panteão, o lugar reservado às divindades. Para Elisabeth Badinter, isso acontece quando a noção de casal vai deitando raízes nas sociedades. Pouco a pouco, da Europa Ocidental ao Oriente, “reconhece-se que é preciso ser dois para procriar e produzir”, escreve ela. Mas o culto à deusa – mãe ainda não é substituído pelo do deus – pai. O casal divino passa a ser venerado em conjunto. As deusas só serão destronadas com o advento das religiões monoteístas, que admitem um só deus, masculino. Com a difusão do cristianismo, as antigas deusas são banidas do imaginário popular.

No Ocidente, algumas acabaram associadas à Virgem Maria, mãe do Deus dos cristãos, outras se transformaram em santas. Mas outras ou foram excluídas da história ou acusadas pelos padres de demônios e prostitutas. As deusas das culturas indo-européias tinham em comum o poder de criar, preservar e destruir—davam a vida e recebiam de volta o que se desfazia. Esse aspecto destrutivo das divindades femininas foi o mais atacado pelos inimigos do politeísmo. A suméria Astarte, por exemplo, não escaparia à ira nem dos profetas bíblicos nem dos primeiros cristãos: para uns e outros, ela era a encarnação do diabo.

No império babilônico, Astarte foi venerada sob o nome de Ishtar, que quer dizer estrela. Nos escritos babilônicos, ela é a luz do mundo, a que abre o ventre, faz justiça, dá a força e perdoa. A Bíblia, porém, a descreveria como uma acabada prostituta. A importância dada ao lado violento, destrutivo, talvez explique por que a deusa hindu Kali Ma aparece no filme de Steven Spielberg, O templo da perdição, como a encarnação da violência. Ela é a sanguinária figura em nome da qual se matam e torturam adultos e se escravizam crianças.

No entanto, para os hindus, mais especialmente para os tantras — adeptos de uma derivação do hinduísmo —, Kali é a deusa da transformação e nesse sentido mais filosófico é que ela é destruidora, da mesma forma como a passagem do tempo destrói. Representada como uma mulher negra com quatro braços e uma serpente na cintura, pode aparecer também com um colar de crânios no colo e uma cabeça em cada mão.

Em seus templos, espalhados por toda a Índia, realizavam-se sacrifícios de búfalos e cabras. “Para os orientais, Kali é a desintegração contida na vida, visão essa que nós ocidentais não temos”, interpreta a antropóloga Norma Telles. Se Kali foi vista como deusa sanguinária, outras divindades compensavam tanta violência. Sarasvati, a deusa dos rios, era para os hindus a inventora de todas as artes da civilização, como o calendário, a Matemática, o alfabeto original e até os Vedas, o texto sagrado do hinduísmo.

Também na América pré-colombiana, sobretudo entre os astecas, o culto às deusas e deuses incluía muitas vezes sacrifícios humanos. A deusa Tlauteutli é um bom exemplo. Um dia, os deuses descobriram que ela ficaria estéril, a menos que fosse alimentada de corações humanos. Na verdade, os astecas tinham uma visão apocalíptica do mundo: se não alimentassem a deusa, a Terra se acabaria.

Mas, à medida que começava a crescer o culto à deusa da maternidade, Tonantzin, diminuía o interesse dos astecas pelos deuses aos quais se faziam sacrifícios sangrentos. Mais tarde, com a chegada dos conquistadores espanhóis, Tonantzin foi identificada com a Virgem Maria. Isso acabaria acontecendo também com a deusa Ísis. Cultuada no Egito e no mundo greco – romano, ela representava a energia transformadora. Casada com o deus Osíris, morto pelo próprio irmão, Ísis não sossegou enquanto não lhe restituiu a vida. A lenda conta que as enchentes do Nilo eram causadas pelas lágrimas da deusa que pranteava a morte do amado. Por isso, as festas em sua homenagem coincidiam sempre com a época das cheias. É evidente que, ao festejá-la, os egípcios comemoravam a generosa fertilidade do rio Nilo. Nos primeiros séculos cristãos, Ísis passou a ser identificada com Maria.

Já a deusa Brighid, cultuada pelos celtas, ancestrais dos irlandeses, foi transformada pelo cristianismo em Santa Brigida. A veneração daquele povo por Brighid era tanta que ela era chamada simplesmente “a deusa”. Dona das palavras e da poesia, era também a padroeira da cura, do artesanato e do conhecimento. As festas em sua homenagem se davam no dia 1º de fevereiro, antecipando a chegada da primavera. Na história cristã, a santa nasceu no pôr-do-sol, nem dentro nem fora de uma casa, e foi alimentada por uma vaca branca com manchas vermelhas. Na tradição irlandesa, a vaca era considerada sobrenatural.

Antes mesmo da chegada das religiões monoteístas, os mitos dizem que o convívio entre deuses e deusas começou a se tornar difícil e a igualdade dos poderes divinos começava a ficar abalada. Assim, por exemplo, Amaterazu, a deusa japonesa do Sol, de quem descendiam os imperadores, não se dava muito bem com o deus da tempestade. Conta a lenda que certo dia ele foi visitar os domínios da deusa e acabou por destruir seus campos de arroz. Furiosa, Amaterazu resolveu vingar-se trancando-se numa caverna — o que deixou o mundo às escuras. Depois de um tempo, como ela não saísse da caverna, uma multidão de deuses e deuses menores decidiu armar uma estratégia para convencê-la a mudar de idéia. Assim, colocaram diante da caverna um espelho que refletia a imagem do deus da tempestade, como se ele estivesse enforcado numa árvore, e começaram a dançar.

Atraída pela música, a deusa decidiu sair para ver o que acontecia. Ao deparar com a imagem no espelho ficou feliz e voltou ao mundo. Com isso, tudo se normalizou e os dias continuaram a suceder às noites. Outro exemplo dos conflitos entre as divindades é o caso da deusa grega Deméter e seu marido Hades, o deus do mundo dos mortos. Eles começaram a brigar pela guarda da filha Perséfone e a questão só foi resolvida com a mediação de Zeus, o deus supremo do Olimpo. Salomonicamente, ele determinou que a menina ficasse com cada um seis meses por ano. Das deusas veneradas no mundo antigo, não houve tantas nem tão famosas como as da mitologia greco – romana. Afrodite (Vênus, em Roma) talvez fosse a mais popular de todas, por encarnar o amor e as formas belas da natureza.

Já Ártemis (Diana) era a caçadora solitária, senhora dos bosques e dos animais. Seus lugares preferidos eram sempre aqueles onde o homem ainda não tinha chegado. Atena (Minerva) protegia a cidade, as casas e as famílias. O predomínio que as divindades femininas exerceram ao longo do tempo levou alguns pesquisadores do século XIX a supor que na pré-história as mulheres detiveram alguma forma de autoridade política. Não há registros arqueológicos que confirmem isso — hoje os especialistas não admitem que tenha existido alguma sociedade cujo controle estivesse com as mulheres. Mas também é certo que nos tempos pré-históricos, quando era outra a divisão social do trabalho, as mulheres tinham um papel preponderante na luta pela sobrevivência do grupo. É impossível saber com exatidão quando e por que deixou de ser assim. De uma coisa, porém, não se duvida: foram os homens quem primeiro traçaram a mitologia das deusas.

A primeira mulher de Adão

Segundo uma antiga lenda, a primeira companheira de Adão não foi Eva, mas uma deusa chamada Lilith—”monstro da noite”, para os antigos hebreus—que brigou com Deus e por isso foi transformada em demônio. Na verdade, o castigo maior que Ihe impuseram os sacerdotes foi excluí-la dos relatos bíblicos da criação do mundo. Lilith, versão hebraica de uma divindade babilônica, sinônimo de “face escura da Lua”, não se dava bem com Adão. Certo dia, cansada de desavenças, Lilith abandonou o marido e foi para o mar Vermelho, onde passou a viver entre demônios, com quem teve vários filhos.

Inconformado, Adão foi pedir a interferência de Deus. Este determinou então que Lilith voltasse imediatamente para casa. Mas ela recusou-se e foi condenada a devorar todos os seus filhos. Não bastasse, passou a ser considerada um demônio igual a outras deuses do mundo das trevas. Por tudo isso, no folclore judaico, cada vez que morria uma criança, dizia-se que Lilith a tinha levado. A lenda de Lilith perdurou entre os judeus pelo menos até o século VII.

Para saber mais:

Nas montanhas dos deuses

(SUPER número 10, ano 3)

Prometeu, martir e herói

(SUPER número 4, ano 4)

Um touro seduziu a Europa

(SUPER número 6, ano 4)

O lado feminino do Brasil colonial

(SUPER número 4, ano 8)

Por: Maria Inês Zanchetta – Via https://super.abril.com.br/cultura/as-divindades-femininas-no-principio-eram-as-deusas/

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A VIDA É CURTA

 

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Um simples adesivo, fixado num vidro de carro, revela uma filosofia de vida muito perigosa.

Diz assim: A vida é curta. 
Quebre algumas regras.

Precisamos analisar esta cultura do Aproveite a vida, pois ela é curta, com bastante cuidado.

Percebemos que esse tipo de entendimento circula pelo mundo fazendo muitos adeptos que, por vezes, caem em armadilhas terríveis, sem perceber.

Parece haver em muitas pessoas uma aversão a regras, a leis, mesmo quando essas servem apenas para regular a vida em sociedade.
Por isso, tão necessárias.

É a repulsa à responsabilidade que ainda encontra forças em tantas mentes que teimam em não crescer.

Quebrar regras simplesmente por diversão ou por achar que a vida está muito certinha – como se fala – é atitude infantil, imatura e perigosa.

Basta, por exemplo, uma única vez, extrapolar na velocidade na condução de um automóvel para se comprometer uma vida toda.

Uma brincadeira, um simples pega, pelas vias de uma cidade, para se colocar em risco um grande número de vidas, inclusive a própria.

Assim, não é um tipo de regra que pode ser quebrada de quando em vez.

Por que quebrar regras para se aproveitar a vida?
Quem disse que para se curtir cada momento da existência com alegria, precisamos infringir leis?

Aproveitar a vida não significa fazer o que se quer, quando e onde se queira.
Esta é a visão materialista, pobre e imediatista do existir.

Aproveitar a vida consiste em fazer o que se deve fazer, determinado pela consciência do ser espiritual, que sabe que está no mundo por uma razão muito especial.

O ser maduro, consciente, encontra no caminho do bem, da família, do amor, sua curtição, sem precisar sair por aí quebrando regras e infringindo leis.

* * *

A vida é curta ou longa.
A escolha está em quem vive.

Ela é curta para os que desperdiçam tempo na ociosidade.
Longa para os que se dedicam a uma causa nobre.

A vida é curta para os que acompanham os filhos crescerem de longe.
Longa para os que aproveitam cada instante, cada beijo de bom dia, cada beijo de boa noite.

A vida é curta para os que acham que os vícios não fazem mal.
Longa para os que desenvolvem hábitos sadios para seus dias.

A vida é curta para os que acham que a vida é uma só.
Longa para os que já descobriram que o Espírito é imortal, já existia antes desta vida e continuará existindo depois.

A vida é curta para quem não perdoa.
A mágoa mata mais cedo.
É longa para os que buscam a reconciliação, evitando a vingança destruidora.

A vida é curta para quem não sorri.
A depressão mata mais cedo.
É longa para quem cultiva o bom humor perante as situações difíceis da existência.

A vida é curta para os vilões.
Longa para os heróis.

A vida pode ser curta ou longa.
Cabe a você escolher.

 

Por: Ramanat Águia Dourada – Xamã Terapeuta da Alma

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A Perfeição do Universo e a Lei Cósmica

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A perfeição do Universo é a própria Lei Cósmica em manifestação.

E nós muitas vezes, ainda que estejamos no caminho espiritual interpretamos ela de forma equivocada.

Por exemplo, se sempre que mudamos de emprego, ao chegar encontramos bagunça, confusão, brigas, ou qualquer que seja a situação que se repete em nossa caminhada, fiquemos alerta ao recado que o Universo está tentando nos passar…

É importante não cair na ilusão de que somos atraídos para esse “lugar/situação” comum para resolvermos, sermos os paladinos que leva a solução…

Não é sobre o outro, ou sobre o lugar, nunca é, é sempre sobre você…essa entropia que lhe atrai, é porque VOCÊ ainda não aprendeu a lição.

É porque VOCÊ ainda não conseguiu organizar sua vida, sua bagunça interior, ou da sua casa, que aliás fala muito sobre VOCÊ!

 

Por:  Lílian Ponte Silva

O JOGO DA VIDA

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Você nasceu, cresceu e se tornou alguém, e olhe que com certeza alguém apostou em você. Aí chegou a hora de você conquistar o mundo. E seguiu em batalha, conquistando vitórias e algumas derrotas que lhe ensinaram algo. Porém, se você mudou por conta da massa de conformismo, ou pior, por conta do que os outros acham que você deve ser, você deixou de ser você, perdeu sua essência. E, sendo assim, com certeza virou um mero joguete na mão de inescrupulosos. Então, vou lhe dizer uma coisa que você já sabe: O mundo não é legal, não é um mar de rosas, pelo contrário, é um lugar difícil, cruel, cheio de armadilhas e de gente covarde, invejosa e perigosa. E se você fraquejar, esse mundo vai lhe por de joelhos e lhe fazer sofrer, implorar, chorar. No entanto, eu lhe digo que você só vai fraquejar se você deixar, pois nada lhe espancará tão forte como a vida. Será que você aguenta a pressão e ainda assim consegue seguir em frente? Se for corajoso e persistente, você vencerá muitas batalhas. Agora se você não souber se valorizar, não conquistará o que de melhor a vida tem para você. Mas tem que ser forte, guerreiro e destemido, e não ficar culpando os outros pelos seus fracassos, pois isso cheira a covardia, e só os fracos e mentirosos são covardes. Somos melhores do que acreditamos ser, pensar nisso eleva nossa autoestima. Saber viver, saber sonhar e ir atrás, é isso que define quem somos e o que queremos ser.

A Mediunidade, da Antiguidade aos Dias Atuais

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Allan Kardec no cap. XIV de O Livro dos Médiuns, fala que todo aquele que sente em qualquer grau a presença dos espíritos é por isso mesmo médium. Para nós espíritas é ponto pacifico afirmar, que a mediunidade, é uma faculdade natural, inerente ao ser humano, que independe da crença religiosa e se fez presente em todas as épocas da humanidade, sendo inúmeras vezes, confundida e deturpada pelos homens ao longos dos séculos.

Nas antigas civilizações do oriente no Egito, na Pérsia, na Síria e nas do ocidente na Grécia e em Roma, citada também nos vedas e nos livros sagrados de outras religiões, a mediunidade era tida como crença geral, e os médiuns vistos como seres privilegiados pelos deuses, e por esse fato semi-deuses. Denominados como pítons, pitonisas, oráculos, magos, sacerdotes, etc., eram avidamente consultados em busca das mais variadas informações que atendessem aos diversos interesses daqueles que os procuravam.

Os relatos, inclusive os citados na bíblia, referem-se a aparição de anjos, demônios e possessões variadas que marcaram a fenomenologia da época, sedimentando conceitos atávicos e ritualísticos, que ainda fazem parte dos nossos dias. Era comum na Grécia antiga e em outros povos os médiuns atuarem como conselheiros do reis, como também era comum, os retiros do homem para a natureza ou para o insulamento em monastérios buscando o estudo e a prática da filosofia, como fazia Platão, que galgava a montanha do Imec, buscando lá o refúgio e tranqüilidade para suas conjecturas, ou mesmo Moisés, que subiu ao monte Sinai no intuito de obter respostas que atendessem às suas necessidades espirituais mais prementes.

Mas é com o Cristo, que a mediunidade adquire um maior substrato moral e vem orientada pela disciplina que a sua condição de médium de Deus proporciona, visto que, Ele confabulava diretamente com Deus, e que, esse fato por si só, já era suficiente para promover uma nova disposição moral nas atitudes e no comportamento do homem, em função da aplicação da Lei do Amor, inquestionavelmente traduzida em seus ensinamentos.

A ignorância, no que se refere a mediunidade e os interesses espúrios que o fanatismo religioso produzia, detonaram perseguições implacáveis aos médiuns, tanto ao tempo de Jesus quanto na Idade Média, quando ela é tachada de intervenção demoníaca e os médiuns levados ao martírio da fogueira como ocorreu com Joana D’arc, por não abjurar de suas vozes, que revelavam a sobrevivência da alma e a comunicabilidade da mesma.

Os acontecimentos de Hydesville em 1848 nos EUA, e em seguida os fenômenos das mesas girantes que invadiram a Europa, que inicialmente servia a fins fúteis, trouxeram novos enfoques sobre a mediunidade, pois os fatos como sabemos, estavam obedecendo uma previa programação do mundo espiritual, tanto que, em 1854, chegam ao conhecimento do Insigne professor, Hyppolyte Leon Denizard Rivail, em Paris, que após análise rigorosa, se propõe aprofundar as investigações sobre o tema, comparando, observando e julgando, para apresentar ao mundo a mediunidade como uma faculdade de natureza orgânica inerente ao ser humano, que se exterioriza pela ação dos espíritos. Inquestionavelmente a prudência e o bom senso de Kardec, resultaram em uma pesquisa refinada, de rara qualidade, que nos deixou como grande legado sua maravilhosa obra.

A obra de Kardec despertou um interesse bombástico pelo assunto, e isso descambou em grandes pesquisas, como as de César Lombroso, Ernesto Bozzano, Gabriel Dellane, e tantos outros pesquisadores de renome que contribuíram de forma magnífica para o enriquecimento da Doutrina nesse contexto.

De Kardec aos nossos dias muito se tem estudado acerca da mediunidade, embora alguns, teimem em manter vivos conceitos atávicos oriundos de outros tempos, em virtude da falta de estudo. Contudo, a espiritualidade maior não descansa nos ensinamentos e a Providência Divina não nos deixa órfãos de missionários que alavanquem o nosso crescimento espiritual, se atentarmos para a grande produção mediúnica no campo literário, através de Chico Xavier, Divaldo Pereira Franco, Ivone A. Pereira e tantos outros médiuns sérios, perceberemos que o nosso conhecimento sobre a mediunidade é ainda ínfimo, diante desse manancial de luz.

Warwick Mota – Brasília – DF

Via: www.espirito.org.br

A DANÇA DA VIDA

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Goethe já afirmava que aquilo que nutrimos dentro de nós, cresce. Esta é uma Lei eterna da natureza. Logo, as circunstancias as quais nos encontramos, são meramente causais.

Nada ocorre sem que tenhamos contribuído, ainda que de forma inconsciente.

Queremos desapegar da ideia de castigo, mas não queremos ter responsabilidade de assumir as consequências das nossas atitudes, e a equação é simples, toda ação provoca uma reação.

E viver fugindo do “castigo”, é viver sob o domínio do medo de ser castigado.

Para evoluirmos como seres espirituais (que somos), é imprescindível fazermos uma reforma íntima, e não existe outra forma de fazê-la, que não seja pelo auto conhecimento.

Mas existe uma força criadora, a inteligência suprema, a causa primária de todas as coisas, que é Deus.E esse Deus é justo, e é professor.

Deus não está num trono com um chicote, Deus é amor, ele nos criou a sua imagem e semelhança, logo, somos Deuses, sendo assim, criamos nossa realidade.

Ganhamos o livre arbítrio, e temos plenas condições de nos trabalhar intimamente e sermos seres humanos maravilhosos, compassivos e amorosos.

Somos perfeitos, temos nosso coração que é fonte de imensa sabedoria, que nos guia através da intuição, somos divinos!

Temos essa força criadora e perfeita dentro de nós, um Deus que é amoroso, e nos dá inúmerasoportunidades de sermos divinos, e de despertar consciência.

E esses castigos, e punições que nos fazem acreditar que vem da força divina, na verdade resultam das nossas atitudes inconscientes, ou de algo externo, mas que invariavelmente vem de nós mesmos, nada é casual, e sim causal.

Nós criamos nossos infernos, e o “castigo” nada mais é do que o fluxo da eterna colheita, pois o universo é perfeito.

E todos os acontecimentos de nossas vidas, estão a serviço do nosso aprimoramento, portanto, nenhuma experiência é ruim, ela é apenas um reflexo dos nossos mundos internos.

E se estamos adormecidos a ponto de não ouvirmos nossa intuição, me perece lógico que vamos nos equivocar, que vamos nos influenciar pelo externo, por energias erradas.

E o (nosso) fluxo vai nos encaminhar para a confusão, para o emaranhado de figurais mentais negativas, onde tudo é denso e sofrido.

Contudo, se estivermos alerta, vamos nos perguntar: por que isso está acontecendo? o que eu necessito aprender?

Assim, passamos a perceber que todas as situações que julgamos ruins, sempre tem um grande teor de aprendizado, e elas estão a serviço do nosso aprimoramento.

Não existe castigo, e sim a dança da vida que tenta nos ensinar os passos certos.

 

Líli Ponte

https://www.facebook.com/lili.ponte

2017 – O Ano da Grande Iniciação

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A influência da vibração do ano de 2017 gerará fenômenos além de nossa percepção consciente, mas que, no entanto ressoará em cada um de nós, ou seja, ela ecoará e influenciará alguma coisa em nossa psique ou mundo interior. Esta influencia fará com que desperte a nossa luz interior. Será o ano da clarividência e a fonte de todos os presentes! A nossa luz interior, nossas inspirações, nossos talentos interiores, nosso guia interior…

2017 mostrará dois caminhos. O caminho do espírito e o caminho da matéria. Ou se escolherá optar por concentrar seu destino em prazeres materiais e ambição pessoal ou pelo desenvolvimento pessoal e espiritual. Cada um terá o livre arbítrio de optar pelo caminho em que escolher trilhar e assumirá a sua escolha. Mesmo que não esteja consciente desta escolha cada um o fará. O ser humano a partir de agora deverá aprender a agir de acordo com sua vontade sobre a forma de sua existência.

O ano de 2017 trará para os que estiverem preparados e despertos a possibilidade única da unificação da consciência, ou seja, cada parcela de alma reencarnada nesta terceira dimensão terá a oportunidade de se unificar com todos os seus “eus paralelos” vivendo em outras realidades tridimensionais tornando-se unificado com a sua essência monádica. Ano de revelações.

Para estes seres despertos será um ano de grande poder e de conexão com seres de hierarquias superiores.   Será o ano da unificação com a alma e o Eu Superior. Os seres que passarem por esta iniciação estarão direcionando a espiritualidade na Terra nos próximos anos e ajudando no processo de limpeza energética definitiva que dará início no ano de 2018. O Iniciado precisa dar esperança à humanidade, que bem sabemos, já não tem nenhuma. Mas para que isso ocorra o iniciado precisa se unificar com a fonte que tudo é. Todo aquele que queira avançar pelo Caminho deve aprender a se comunicar com seu Cristo Interno.

O iniciado recebe o seu alimento espiritual na forma de conhecimento de luzes e influências astrais conscientes e inconscientes; e voluntariamente se tornar o filho da luz. E quem chegar neste nível de consciência estará pronto para se conectar com a verdade e semear o que aprendeu. Quem dominar esse poder vai trabalhar a sua capacidade e seu alcance para corrigir os males do espírito e da alma da humanidade e, consequentemente, muitas vezes, os males do corpo cuja saúde está intimamente ligada à da mente. Só os valentes vencem. Por esta Senda somente entram os valentes. Só os que renunciam as ilusões terrenas conseguem passar pelo “despertar” e vivenciar o dragão da sabedoria.

Mas devemos estar conscientes de que este caminho não é fácil. Isso requer um indivíduo que deseja servir a humanidade em um verdadeiro estado de amor e serviço genuíno, para isso se exige um trabalho de preparação e purificação física e espiritual de forma continua. Ele também deve desenvolver uma consciência espiritual.

A fim de efetuar a transformação desejada, é preciso primeiro aceitar romper com a sua própria reputação, do que está ao seu redor, o que os outros estão dizendo e o que eles estão pensando e seus próprios pensamentos e suas próprias emoções que é o está sendo trabalhado e consolidado neste ano de 2016. E alcançar a diferença entre o caminho da ilusão e a do Espírito. Especificamente, o caminho da ilusão é o caminho da carne, da emoção, da mente interior, ego, orgulho, a reputação, a necessidade de ser reconhecido e apreciado. Este caminho é estreito porque requer a purificação total.

Ano da profecia e das grandes revelações 2017 será o ano do grande despertar das almas escolhidas para regerem o novo tempo. Estas almas estão sendo preparadas e sendo purificadas para assumirem esta missão. O tempo da semeadura de Jesus na Terra. Será o ano da iniciação dos escolhidos de Mikael para romperem o brilho hipnótico da noite escura da alma a iniciar-se no ano 2018.

Há de se saber ser paciente.

Há de se saber ser sereno.

Há de saber ser luz!

Fiquem em paz e lembre-se de quem vocês são!

Eu Sou Maiana Lena, consciência unificada na missão de servir a luz!

Autor: Maiana Lena 

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