A DANÇA DA VIDA

danca-da-vida-cr

Goethe já afirmava que aquilo que nutrimos dentro de nós, cresce. Esta é uma Lei eterna da natureza. Logo, as circunstancias as quais nos encontramos, são meramente causais.

Nada ocorre sem que tenhamos contribuído, ainda que de forma inconsciente.

Queremos desapegar da ideia de castigo, mas não queremos ter responsabilidade de assumir as consequências das nossas atitudes, e a equação é simples, toda ação provoca uma reação.

E viver fugindo do “castigo”, é viver sob o domínio do medo de ser castigado.

Para evoluirmos como seres espirituais (que somos), é imprescindível fazermos uma reforma íntima, e não existe outra forma de fazê-la, que não seja pelo auto conhecimento.

Mas existe uma força criadora, a inteligência suprema, a causa primária de todas as coisas, que é Deus.E esse Deus é justo, e é professor.

Deus não está num trono com um chicote, Deus é amor, ele nos criou a sua imagem e semelhança, logo, somos Deuses, sendo assim, criamos nossa realidade.

Ganhamos o livre arbítrio, e temos plenas condições de nos trabalhar intimamente e sermos seres humanos maravilhosos, compassivos e amorosos.

Somos perfeitos, temos nosso coração que é fonte de imensa sabedoria, que nos guia através da intuição, somos divinos!

Temos essa força criadora e perfeita dentro de nós, um Deus que é amoroso, e nos dá inúmerasoportunidades de sermos divinos, e de despertar consciência.

E esses castigos, e punições que nos fazem acreditar que vem da força divina, na verdade resultam das nossas atitudes inconscientes, ou de algo externo, mas que invariavelmente vem de nós mesmos, nada é casual, e sim causal.

Nós criamos nossos infernos, e o “castigo” nada mais é do que o fluxo da eterna colheita, pois o universo é perfeito.

E todos os acontecimentos de nossas vidas, estão a serviço do nosso aprimoramento, portanto, nenhuma experiência é ruim, ela é apenas um reflexo dos nossos mundos internos.

E se estamos adormecidos a ponto de não ouvirmos nossa intuição, me perece lógico que vamos nos equivocar, que vamos nos influenciar pelo externo, por energias erradas.

E o (nosso) fluxo vai nos encaminhar para a confusão, para o emaranhado de figurais mentais negativas, onde tudo é denso e sofrido.

Contudo, se estivermos alerta, vamos nos perguntar: por que isso está acontecendo? o que eu necessito aprender?

Assim, passamos a perceber que todas as situações que julgamos ruins, sempre tem um grande teor de aprendizado, e elas estão a serviço do nosso aprimoramento.

Não existe castigo, e sim a dança da vida que tenta nos ensinar os passos certos.

 

Líli Ponte

https://www.facebook.com/lili.ponte

2017 – O Ano da Grande Iniciação

intentiongr

A influência da vibração do ano de 2017 gerará fenômenos além de nossa percepção consciente, mas que, no entanto ressoará em cada um de nós, ou seja, ela ecoará e influenciará alguma coisa em nossa psique ou mundo interior. Esta influencia fará com que desperte a nossa luz interior. Será o ano da clarividência e a fonte de todos os presentes! A nossa luz interior, nossas inspirações, nossos talentos interiores, nosso guia interior…

2017 mostrará dois caminhos. O caminho do espírito e o caminho da matéria. Ou se escolherá optar por concentrar seu destino em prazeres materiais e ambição pessoal ou pelo desenvolvimento pessoal e espiritual. Cada um terá o livre arbítrio de optar pelo caminho em que escolher trilhar e assumirá a sua escolha. Mesmo que não esteja consciente desta escolha cada um o fará. O ser humano a partir de agora deverá aprender a agir de acordo com sua vontade sobre a forma de sua existência.

O ano de 2017 trará para os que estiverem preparados e despertos a possibilidade única da unificação da consciência, ou seja, cada parcela de alma reencarnada nesta terceira dimensão terá a oportunidade de se unificar com todos os seus “eus paralelos” vivendo em outras realidades tridimensionais tornando-se unificado com a sua essência monádica. Ano de revelações.

Para estes seres despertos será um ano de grande poder e de conexão com seres de hierarquias superiores.   Será o ano da unificação com a alma e o Eu Superior. Os seres que passarem por esta iniciação estarão direcionando a espiritualidade na Terra nos próximos anos e ajudando no processo de limpeza energética definitiva que dará início no ano de 2018. O Iniciado precisa dar esperança à humanidade, que bem sabemos, já não tem nenhuma. Mas para que isso ocorra o iniciado precisa se unificar com a fonte que tudo é. Todo aquele que queira avançar pelo Caminho deve aprender a se comunicar com seu Cristo Interno.

O iniciado recebe o seu alimento espiritual na forma de conhecimento de luzes e influências astrais conscientes e inconscientes; e voluntariamente se tornar o filho da luz. E quem chegar neste nível de consciência estará pronto para se conectar com a verdade e semear o que aprendeu. Quem dominar esse poder vai trabalhar a sua capacidade e seu alcance para corrigir os males do espírito e da alma da humanidade e, consequentemente, muitas vezes, os males do corpo cuja saúde está intimamente ligada à da mente. Só os valentes vencem. Por esta Senda somente entram os valentes. Só os que renunciam as ilusões terrenas conseguem passar pelo “despertar” e vivenciar o dragão da sabedoria.

Mas devemos estar conscientes de que este caminho não é fácil. Isso requer um indivíduo que deseja servir a humanidade em um verdadeiro estado de amor e serviço genuíno, para isso se exige um trabalho de preparação e purificação física e espiritual de forma continua. Ele também deve desenvolver uma consciência espiritual.

A fim de efetuar a transformação desejada, é preciso primeiro aceitar romper com a sua própria reputação, do que está ao seu redor, o que os outros estão dizendo e o que eles estão pensando e seus próprios pensamentos e suas próprias emoções que é o está sendo trabalhado e consolidado neste ano de 2016. E alcançar a diferença entre o caminho da ilusão e a do Espírito. Especificamente, o caminho da ilusão é o caminho da carne, da emoção, da mente interior, ego, orgulho, a reputação, a necessidade de ser reconhecido e apreciado. Este caminho é estreito porque requer a purificação total.

Ano da profecia e das grandes revelações 2017 será o ano do grande despertar das almas escolhidas para regerem o novo tempo. Estas almas estão sendo preparadas e sendo purificadas para assumirem esta missão. O tempo da semeadura de Jesus na Terra. Será o ano da iniciação dos escolhidos de Mikael para romperem o brilho hipnótico da noite escura da alma a iniciar-se no ano 2018.

Há de se saber ser paciente.

Há de se saber ser sereno.

Há de saber ser luz!

Fiquem em paz e lembre-se de quem vocês são!

Eu Sou Maiana Lena, consciência unificada na missão de servir a luz!

Autor: Maiana Lena 

Websites: http://www.maianalena.com.br/
http://somostodosum.ig.com.br/p.asp?i=9887
Blog: http://maianallena.blogspot.com.br/

Facebook: https://www.facebook.com/maiana.lena/

MEDO – O GRANDE SABOTADOR

medo

Você já sentiu medo do futuro, das possibilidades de escolha que a vida te ofereceu, de tentar fazer algo que você nunca fez por receio de não dar certo?

Vivemos adormecidos, sob o domínio do ego, que surge da identificação com a forma, com algum tipo de objeto-referência, com “bengalas psicológicas”e como ele – o ego, sabe que nada é permanente, o medo é inevitável, daí passamos a vida tendo medo da morte, medo de não sermos aceitos, medo de errar, medo de amar, medo de se expressar, medo de não ser ninguém na vida.

E quando estamos nessa paranoia que cria insegurança e ansiedade,geradas pelo medo, ficamos a mercê de criações mentais negativas, e a serviço do ego que por sua vez nos engana porque consegue encobri-lo temporariamente,seja com um relacionamento,  a aquisição de um novo bem, com horas e horas dedicadas ao trabalho,  uma atividade física, ou qualquer que seja a atividade que possamos usar para fugir da realidade.

Mas o fato é, a ilusão nunca nos satisfaz. Apenas a verdade de quem nós somos, se compreendida, nos fará plenos e seguros.

Esse veneno paralisante, chamado medo, que disparamos pra dentro de nós mesmos, nos limita externa e internamente, quem vive refém do medo não consegue se conhecer de verdade, logo, passará a viver de forma superficial.

Sabemos que tudo que alimentamos cresce,e com o medo não é diferente, e ele é capaz de nos enlouquecer, pois quando nos deixamos levar pelas emoções causadas por ele, criamos realidades paralelas e nos desligamos da realidade.

E ele é o pior dos conselheiros, e geralmente tem origem no passado e acaba estagnando o presente e destruindo o futuro, e essa é a grande chave…viver com presença verdadeira do Agora. Ele.

Ele é uma frequência extremamente castradora, que nos faz vibrar de forma tão pessimista que acabamos atraindo situações desagradáveis, pois tudo no universo funciona por ressonância.

A física quântica nos prova isso, basta fazermos alguns exercícios diários para verificar que tudo no universo reverbera, por exemplo, antes de sair de casa, fique por alguns instantes em silêncio, contemple esse silêncio, tente ouvir as batidas do seu coração… feito isso, silenciosamente, imagine que seu passeio, ou compromisso de trabalho será regido por uma força superior, e que tudo aquilo que você necessita para atingir seu objetivo (desde que ele esteja em conformidade com as leis superiores) será providenciado.

Feito isso, relaxe, esteja presente de momento a momento, dê real atenção às pessoas com as quais interagir, não se identifique com frequências e acontecimentos negativos. Não resista se algo fora do planejado ocorrer, seja receptivo as mudanças, e tente entender a lição que possa estar sendo passada, ao invés de se perguntar “por que isso está acontecendo comigo”, se pergunte “por que isso é bom pra mim?”, mude a perspectiva, interprete o fluxo positivamente.

Pois a vida nos proporciona todas as experiências que forem as mais úteis à evolução da nossa consciência.

Essa prática muito simples, se levada a sério, pode transformar nossa vida em poucas semanas…é só tentar, não custa nada, transforme as impressões, não faça nenhuma afirmação negativa a seu respeito, nem a respeito de outra pessoa, siga leve!

Mas não aceite o medo, vá em frente, transmute esse medo, cada vez que ele aparecer, questione…”de onde isso vem? faz sentido?” , esteja atento, se auto-observe e viva num mundo onde não há medo, escassez, onde há amor fraterno, compaixão e alegria!

 

Por: Lílian Ponte 

https://www.facebook.com/lili.ponte

 

 

Os 6 Passos da Consolidação Espiritual

tumblr_mfed5psucC1rf32kdo1_500_large

Hoje viemos a lhes falar sobre um assunto pouco explorado: a Consolidação Espiritual, que é o seu pleno reconhecimento enquanto essência, em sua capacidade de se observar.

Quando se consolida, o ser se desapega de tudo que possui. Ele se vê enquanto um ser pleno em uma vestimenta física, porém, plenamente confiante e “desamarrado” do ego. A consciência se torna plena num ambiente terrestre.

Não foram muitos que obtiveram esse grau de elevação. Foram os Mestres. Mas vamos falar de alguns efeitos dessa consolidação:

1- Há um pleno desapego à absolutamente tudo que é material.

O ser compreende que tudo que possui é energia em várias formas e está consciente econfiante desse fluxo energético em sua vida.

2- O ser abdica de tudo que sabe, inclusive dos conceitos espirituais.

Tudo é fluido e está em modificação. Nada é certo ou estável em sua vida e isso já não mais o aflige. Suas opiniões se modificam de acordo com a energia que o circunda. Tudo está, nada é.

3- Já não há mais fortes vínculos familiares, de amizade, ou de qualquer forma.

Porque ele se vê em unidade e, nesse ponto, passa a ver todos como membros de sua grande família humana. Não há um mais especial que outro.

4- Sua opinião é inabalável, mas sem apego.

Ela é inabalável no sentido que é influenciado unicamente pelo seu momento interior e não mais por pressões externas.

5- É reconhecido um fluxo da vida, onde tudo vai e volta, num fluir constante e natural.

Ele passa a se atentar às Luas, às estações do ano, aos fenômenos planetários do Sistema Solar, às energias que o circunda, porque ele sabe que tudo isso influencia sua vida.

6- O mais importante: faz de sua prática constante o contato interior, o contato com sua essência que se torna sua única verdade.

O Ser se consolida espiritualmente à eternidade da vida, em alegria e devoção. É um caminho longo, que exige, muitas vezes, duras provas pessoais de expurgo e limpeza interior. Mas lhes garanto que, ao atingir esse estágio, terão a maior sensação de liberdade que já sentiram em toda sua vida. O Amor toma o Ser, que sente a paz interior profunda, e entra em contato com toda sua sabedoria.

Então, aceitem seus enfrentamentos. São duros, eu bem sei, mas imaginem uma estrada com buracos, curvas íngremes subidas e ladeiras, mas que, ao final, terão a paisagem mais linda que consigam imaginar. Ao final dessa estrada a paisagem será algo inesquecível.

Eu sou Saint Germain, Meus Nobres, fiquem em paz e sintam meu Amor.

Canal: Thiago Strapasson – 02/06/2016

Fonte: http://www.coracaoavatar.blog.br

Revisão de texto: Angelica T. Tosta e Solange Yabushita

 

AUTOIMPORTÂNCIA: O DRAGÃO COM 3 MIL CABEÇAS

hidra

Um dos aspectos do nosso caminho que mais nos afeta negativamente e drena uma parte grande da nossa energia é a nossa autoimportância.

Para os xamãs, ela é um dragão de 3 mil cabeças, quase invencível, que parece nunca ter fim.

Gastamos uma quantidade enorme da nossa energia preocupados com o “eu”.

Com o que os outros estão pensando sobre nós, ou sobre o que nós pensamos sobre nós mesmos.

Querendo agradar as pessoas, querendo manter uma imagem social, querendo parecer humilde demais ou “fodão” demais, ficando ofendidos com qualquer coisa, nervosinho com qualquer coisa, decepcionados e magoados com qualquer situação, sendo afetados pelas atitudes dos outros, querendo dar satisfação pra todo mundo de tudo que faz, tendo uma imagem exagerada de nos mesmos totalmente despropositada, querendo nunca decepcionar ninguém, querendo ter sempre razão, querendo mostrar que está bem, querendo provar algo as outras pessoas, querendo ser bonzinho pra ser aceito, querendo ser legal pra receber amor,etc.

Ficamos tão preocupados com nossa imagem social e nosso auto-reflexo, que em algum momento, gastamos toda nossa energia tentando equilibrar esse circo todo que armamos em volta do nosso ego.

Essa é a parte mais macabra e dramática da influência da autoimportância em nossas vidas: você se torna refém das suas loucuras e da loucura dos outros, e gasta toda sua energia numa batalha que não é a sua, ficando preso as correntes invisíveis da sua história pessoal e das expectativas irreais, suas e dos outros.

Você deixa de ser você mesmo e se desconecta da sua essência.

Isso tem que ser resolvido, antes de qualquer empreitada no caminho do conhecimento.

Toda essa energia gasta com nosso auto-reflexo e culto ao “eu” precisa ser redirecionada para fins mais produtivos.

O guerreiro deve batalhar dia-a-dia, momento a momento, para controlar sua autoimportância num primeiro momento, e depois exterminá-la.

A quantidade de energia que é liberada quando o guerreiro controla sua autoimportância e vaidade é tão grande, que é inevitável uma mudança em curto prazo da sua visão de mundo e de si mesmo.

Sua percepção da realidade fica muito mais sóbria e envolvente.

Sem os apegos e mesquinharias do ego, sem o desperdício de energia que outrora ocorria sustentando uma visão de mundo baseada no culto ao “eu”, o guerreiro “abre” sua visão, como se lhe tirassem os antolhos que antes limitavam sua percepção, e vê o mundo a sua volta de uma forma totalmente diferente.

A autoconfiança do guerreiro tem de vir de dentro, derivando da sua impecabilidade, e não de fora, através de validações, aprovações e opiniões alheias.

A impecabilidade do guerreiro, onde ele oferece seu melhor em todas as circunstâncias e desafios de sua vida como forma de gratidão ao universo pelo milagre da sua existência, é um gesto seu para com o Espírito, e não precisa de plateia.

Por: Carlos Castañeda

http://ask.fm/juantumacastaneda

EGO, O FALSO CENTRO

art-girl-walls-bars-water-herbs-home-line-landscape-circles-birds-ladders-surrealism

“O primeiro ponto a ser compreendido é o ego.


Uma criança nasce sem qualquer conhecimento, sem qualquer consciência de seu próprio eu. E quando uma criança nasce, a primeira coisa da qual ela se torna consciente não é ela mesma; a primeira coisa da qual ela se torna consciente é o outro. Isso é natural, porque os olhos se abrem para fora, as mãos tocam os outros, os ouvidos escutam os outros, a língua saboreia a comida e o nariz cheira o exterior. Todos esses sentidos abrem-se para fora. O nascimento é isso.
Nascimento significa vir a esse mundo: o mundo exterior. Assim, quando uma criança nasce, ela nasce nesse mundo. Ela abre os olhos e vê os outros. O outro significa o tu.
Ela primeiro se torna consciente da mãe. Então, pouco a pouco, ela se torna consciente de seu próprio corpo. Esse também é o ‘outro’, também pertence ao mundo. Ela está com fome e passa a sentir o corpo; quando sua necessidade é satisfeita, ela esquece o corpo. É dessa maneira que a criança cresce.
Primeiro ela se torna consciente do você, do tu, do outro, e então, pouco a pouco, contrastando com você, com tu, ela se torna consciente de si mesma.
Essa consciência é uma consciência refletida. Ela não está consciente de quem ela é. Ela está simplesmente consciente da mãe e do que ela pensa a seu respeito. Se a mãe sorri, se a mãe aprecia a criança, se diz ‘você é bonita’, se ela a abraça e a beija, a criança sente-se bem a respeito de si mesma. Assim, um ego começa a nascer.
Através da apreciação, do amor, do cuidado, ela sente que é ela boa, ela sente que tem valor, ela sente que tem importância. Um centro está nascendo. Mas esse centro é um centro refletido. Ele não é o ser verdadeiro. A criança não sabe quem ela é; ela simplesmente sabe o que os outros pensa a seu respeito.
E esse é o ego: o reflexo, aquilo que os outros pensam. Se ninguém pensa que ela tem alguma utilidade, se ninguém a aprecia, se ninguém lhe sorri, então, também, um ego nasce – um ego doente, triste, rejeitado, como uma ferida, sentindo-se inferior, sem valor. Isso também é ego. Isso também é um reflexo.
Primeiro a mãe. A mãe, no início, significa o mundo. Depois os outros se juntarão à mãe, e o mundo irá crescendo. E quanto mais o mundo cresce, mais complexo o ego se torna, porque muitas opiniões dos outros são refletidas.
O ego é um fenômeno cumulativo, um subproduto do viver com os outros. Se uma criança vive totalmente sozinha, ela nunca chegará a desenvolver um ego. Mas isso não vai ajudar. Ela permanecerá como um animal. Isso não significa que ela virá a conhecer o seu verdadeiro eu, não.
O verdadeiro só pode ser conhecido através do falso, portanto, o ego é uma necessidade. Temos que passar por ele. Ele é uma disciplina. O verdadeiro só pode ser conhecido através da ilusão. Você não pode conhecer a verdade diretamente. Primeiro você tem que conhecer aquilo que não é verdadeiro. Primeiro você tem que encontrar o falso. Através desse encontro, você se torna capaz de conhecer a verdade. Se você conhece o falso como falso, a verdade nascerá em você.
O ego é uma necessidade; é uma necessidade social, é um subproduto social. A sociedade significa tudo o que está ao seu redor, não você, mas tudo aquilo que o rodeia. Tudo, menos você, é a sociedade. E todos refletem. Você irá à escola e o professor refletirá quem você é. Você fará amizade com as outras crianças e elas refletirão quem você é. Pouco a pouco, todos estarão adicionando algo ao seu ego, e todos estarão tentando modificá-lo, de modo que você não se torne um problema para a sociedade.
Eles não estão interessados em você. Eles estão interessados na sociedade. A sociedade está interessada nela mesma, e é assim que deveria ser. Eles não estão interessados no fato de que você deveria se tornar um conhecedor de si mesmo. Interessa-lhes que você se torne uma peça eficiente no mecanismo da sociedade. Você deveria ajustar-se ao padrão.
Assim, estão interessados em dar-lhe um ego que se ajuste à sociedade. Ensinam-lhe a moralidade. Moralidade significa dar-lhe um ego que se ajuste à sociedade. Se você for imoral, você será sempre um desajustado em um lugar ou outro…
Moralidade significa simplesmente que você deve se ajustar à sociedade. Se a sociedade estiver em guerra, a moralidade muda. Se a sociedade estiver em paz, existe uma moralidade diferente. A moralidade é uma política social. É diplomacia. E toda criança deve ser educada de tal forma que ela se ajuste à sociedade; e isso é tudo, porque a sociedade está interessada em membros eficientes. A sociedade não está interessada no fato de que você deveria chegar ao auto-conhecimento.
A sociedade cria um ego porque o ego pode ser controlado e manipulado. O eu nunca pode ser controlado e manipulado. Nunca se ouviu dizer que a sociedade estivesse controlando o eu – não é possível.
E a criança necessita de um centro; a criança está absolutamente inconsciente de seu próprio centro. A sociedade lhe dá um centro e a criança pouco a pouco fica convencida de que esse é o seu centro, o ego dado pela sociedade.
Uma criança volta para casa. Se ela foi o primeiro lugar de sua sala, a família inteira fica feliz. Você a abraça e beija; você a coloca sobre os ombros e começa a dançar e diz ‘que linda criança! você é um motivo de orgulho para nós.’ Você está dando um ego para ela, um ego sutil. E se a criança chega em casa abatida, fracassada, foi um fiasco na sala – ela não passou de ano ou tirou o último lugar, então ninguém a aprecia e a criança se sente rejeitada. Ela tentará com mais afinco na próxima vez, porque o centro se sente abalado.
O ego está sempre abalado, sempre à procura de alimento, de alguém que o aprecie. E é por isso que você está continuamente pedindo atenção.
Você obtém dos outros a idéia de quem você é.  Não é uma experiência direta.
É dos outros que você obtém a idéia de quem você é. Eles modelam o seu centro. Mas esse centro é falso, enquanto que o centro verdadeiro está dentro de você. O centro verdadeiro não é da conta de ninguém. Ninguém o modela. Você vem com ele. Você nasce com ele.
Assim, você tem dois centros. Um centro com o qual você vem, que lhe é dado pela própria existência. Esse é o eu. E o outro centro, que é criado pela sociedade – o ego. Esse é algo falso –  é um grande truque. Através do ego a sociedade está controlando você. Você tem que se comportar de uma certa maneira, porque somente assim a sociedade irá apreciá-lo. Você tem que caminhar de uma certa maneira; você tem que rir de uma certa maneira; você tem que seguir determinadas condutas, uma moralidade, um código. Somente assim a sociedade o apreciará, e se ela não o fizer, o seu ego ficará abalado. E quando o ego fica abalado, você já não sabe onde está, você já não sabe quem você é.
Os outros deram-lhe a idéia. E essa idéia é o ego. Tente entendê-lo o mais profundamente possível, porque ele tem que ser jogado fora. E a não ser que você o jogue fora, nunca será capaz de alcançar o eu. Por estar viciado no falso centro, você não pode se mover, e você não pode olhar para o eu. E lembre-se: vai haver um período intermediário, um intervalo, quando o ego estará se despedaçando, quando você não saberá quem você é, quando você não saberá para onde está indo; quando todos os limites se dissolverão. Você estará simplesmente confuso, um caos.
Devido a esse caos, você tem medo de perder o ego. Mas tem que ser assim. Temos que passar através do caos antes de atingir o centro verdadeiro. E se você for ousado, o período será curto. Se você for medroso e novamente cair no ego, e novamente começar a ajeitá-lo, então, o período pode ser muito, muito longo; muitas vidas podem ser desperdiçadas…
Até mesmo o fato de ser infeliz lhe dá a sensação de “eu sou”. Afastando-se do que é conhecido, o medo toma conta; você começa sentir medo da escuridão e do caos – porque a sociedade conseguiu clarear uma pequena parte de seu ser… É o mesmo que penetrar numa floresta. Você faz uma pequena clareira, você limpa um pedaço de terra, você faz um cercado, você faz uma pequena cabana; você faz um pequeno jardim, um gramado, e você sente-se bem. Além de sua cerca – a floresta, a selva. Mas aqui dentro tudo está bem: você planejou tudo.
Foi assim que aconteceu. A sociedade abriu uma pequena clareira em sua consciência. Ela limpou apenas uma pequena parte completamente, e cercou-a. Tudo está bem ali. Todas as suas universidades estão fazendo isso. Toda a cultura e todo o condicionamento visam apenas limpar uma parte, para que ali você possa se sentir em casa.
E então você passa a sentir medo. Além da cerca existe perigo.
Além da cerca você é, tal como você é dentro da cerca –  e sua mente consciente é apenas uma parte, um décimo de todo o seu ser. Nove décimos estão aguardando no escuro. E dentro desses nove décimos, em algum lugar, o seu centro verdadeiro está oculto.
Precisamos ser ousados, corajosos. Precisamos dar um passo para o desconhecido.
Por um certo tempo, todos os limite ficarão perdidos. Por um certo tempo, você vai se sentir atordoado. Por um certo tempo, você vai se sentir muito amedrontado e abalado, como se tivesse havido um terremoto.
Mas se você for corajoso e não voltar para trás, se você não voltar a cair no ego, mas for sempre em frente, existe um centro oculto dentro de você, um centro que você tem carregado por muitas vidas. Esse centro é a sua alma, o eu.
Uma vez que você se aproxime dele, tudo muda, tudo volta a se assentar novamente. Mas agora esse assentamento não é feito pela sociedade. Agora, tudo se torna um cosmos e não um caos, nasce uma nova ordem. Mas essa não é a ordem da sociedade – essa é a própria ordem da existência.
É o que Buda chama de Dhamma, Lao Tzu chama de Tao, Heráclito chama de Logos. Não é feita pelo homem. É a própria ordem da existência. Então, de repente tudo volta a ficar belo, e pela primeira vez, realmente belo, porque as coisas feitas pelo homem não podem ser belas. No máximo você pode esconder a feiúra delas, isso é tudo. Você pode enfeitá-las, mas elas nunca podem ser belas…
O ego tem uma certa qualidade: a de que ele está morto. Ele é de plástico. E é muito fácil obtê-lo, porque os outros o dão a você. Você não precisa procurar por ele; a busca não é necessária. Por isso, a menos que você se torne um buscador à procura do desconhecido, você ainda não terá se tornado um indivíduo. Você é simplesmente mais um na multidão. Você é apenas uma turba. Se você não tem um centro autêntico, como pode ser um indivíduo?
O ego não é individual. O ego é um fenômeno social – ele é a sociedade, não é você. Mas ele lhe dá um papel na sociedade, uma posição na sociedade. E se você ficar satisfeito com ele, você perderá toda a oportunidade de encontrar o eu. E por isso você é tão infeliz. Como você pode ser feliz com uma vida de plástico? Como você pode estar em êxtase ser bem-aventurado com uma vida falsa?  E esse ego cria muitos tormentos. O ego é o inferno. Sempre que você estiver sofrendo, tente simplesmente observar e analisar, e você descobrirá que, em algum lugar, o ego é a causa do sofrimento. E o ego segue encontrando motivos para sofrer…
E assim as pessoas se tornam dependentes, umas das outras. É uma profunda escravidão. O ego tem que ser um escravo. Ele depende dos outros. E somente uma pessoa que não tenha ego é, pela primeira vez, um mestre; ele deixa de ser um escravo.
Tente entender isso. E comece a procurar o ego – não nos outros, isso não é da sua conta, mas em você. Toda vez que se sentir infeliz, imediatamente feche os olhos e tente descobrir de onde a infelicidade está vindo, e você sempre descobrirá que o falso centro entrou em choque com alguém.
Você esperava algo e isso não aconteceu. Você espera algo e justamente o contrário aconteceu – seu ego fica estremecido, você fica infeliz. Simplesmente olhe, sempre que estiver infeliz, tente descobrir a razão.
As causas não estão fora de você.
A causa básica está dentro de você – mas você sempre olha para fora, você sempre pergunta: ‘Quem está me tornando infeliz?’ ‘Quem está causando a minha raiva?’ ‘Quem está causando a minha angústia?’
Se você olhar para fora, você não perceberá. Simplesmente feche os olhos e sempre olhe para dentro. A origem de toda a infelicidade, da raiva e da angústia, está oculta dentro de você, é o seu ego.
E se você encontrar a origem, será fácil ir além dela. Se você puder ver que é o seu próprio ego que lhe causa problemas, você vai preferir abandoná-lo – porque ninguém é capaz de carregar a origem da infelicidade, uma vez que a tenha entendido.
Mas lembre-se, não há necessidade de abandonar o ego. Você não o pode abandonar. E se você tentar abandoná-lo, simplesmente estará conseguindo um outro ego mais sutil, que diz: ‘tornei-me humilde’…
Todo o caminho em direção ao divino, ao supremo, tem que passar através desse território do ego. O falso tem que ser entendido como falso. A origem da miséria tem que ser entendida como a origem da miséria – então ela simplesmente desaparece. Quando você sabe que ele é o veneno, ele desaparece. Quando você sabe que ele é o fogo, ele desaparece. Quando você sabe que esse é o inferno, ele desaparece.
E então você nunca diz: ‘eu abandonei o ego’. Você simplesmente irá rir de toda essa história, dessa piada, pois você era o criador de toda essa infelicidade…
É difícil ver o próprio ego. É muito fácil ver o ego nos outros. Mas esse não é o ponto, você não os pode ajudar.
Tente ver o seu próprio ego. Simplesmente o observe.
Não tenha pressa em abandoná-lo, simplesmente o observe. Quanto mais você observa, mais capaz você se torna. De repente, um dia, você simplesmente percebe que ele desapareceu. E quando ele desaparece por si mesmo, somente então ele realmente desaparece. Porque não existe outra maneira. Você não pode abandoná-lo antes do tempo. Ele cai exatamente como uma folha seca.
Quando você tiver amadurecido através da compreensão, da consciência, e tiver sentido com totalidade que o ego é a causa de toda a sua infelicidade, um dia você simplesmente vê a folha seca caindo… e então o verdadeiro centro surge.
E esse centro verdadeiro é a alma, o eu, o deus, a verdade, ou como quiser chamá-lo. Você pode lhe dar qualquer nome, aquele que preferir.”


OSHO, Além das Fronteiras da Mente.

Copyright © 2006 OSHO INTERNATIONAL FOUNDATION, Suiça.
Todos os direitos reservados.

A EXPECTATIVA DOS OUTROS SOBRE VOCÊ – POR OSHO

1002918_668294336538289_496074352_n

Quando você começa a ficar responsável em relação a si mesmo, começa a abandonar suas máscaras. Os outros começam a se sentir perturbados, porque eles sempre tiveram expectativas e você satisfazia essas exigências. Agora eles sentem que você está ficando irresponsável.

Quando os outros dizem que você está sendo irresponsável, estão simplesmente dizendo que você está saindo do controle deles. Você está ficando mais livre. Para condenar o seu comportamento, eles o chamam de irresponsável.
Na verdade, sua liberdade está crescendo e você está se tornando responsável. Responsabilidade significa a habilidade de responder. Ela não é uma obrigação que precisa ser satisfeita no sentido comum. Ela é capacidade de responder, sensibilidade.

Porém, quanto mais sensível você se tornar, mais descobrirá que muitas pessoas acham que você está ficando irresponsável – e você precisa aceitar isso -, porque os interesses delas, os investimentos delas não serão satisfeitos. Muitas vezes você não satisfará as suas expectativas, mas ninguém está aqui para satisfazer as expectativas dos outros.

A responsabilidade básica é para com você mesmo. Assim, um meditador primeiro se torna muito egoísta. Porém, mais tarde, quando ele ficar mais centrado, mais enraizado em seu próprio ser, a energia começará a transbordar. Mas isso não é uma obrigação, não é que a pessoa precise fazê-lo. Ela adora fazê-lo; trata-se de um compartilhar.

Osho