TORNE-SE UM – POR OSHO

Imagem

Primeiro fique sozinho.

Primeiro comece a se divertir sozinho.

Primeiro amar a si mesmo.

Primeiro ser tão autenticamente feliz, que se ninguém vem, não importa; você está cheio, transbordando.

Se ninguém bate à sua porta, está tudo bem – Você não está em falta.

Você não está esperando por alguém para vir e bater à porta.

Você está em casa.

Se alguém vier, bom, belo.

Se ninguém vier, também é bom e belo

Em seguida, você pode passar para um relacionamento.

Agora você se move como um mestre, não como um mendigo.

Agora você se move como um imperador, não como um mendigo.

E a pessoa que viveu em sua solidão será sempre atraídos para outra pessoa que também está vivendo sua solidão lindamente, porque o mesmo atrai o mesmo.

Quando dois mestres se encontram – mestres do seu ser, de sua solidão -felicidade não é apenas acrescentada: é multiplicada.

Torna-se uma tremendo fenômeno de celebração.

E eles não exploram um ao outro,, eles compartilham.

Eles não utilizam o outro.

Em vez disso, pelo contrário, ambos tornam-se UM e desfrutam da existência que os rodeia.

 

OSHO

A PAZ É O CAMINHO

Imagem

Tenho visto nos últimos dias uma grande mobilização em torno de movimentos pela paz. Tais movimentos têm associado as suas mensagens às imagens de autocratas, ditadores, grupos influentes, líderes religiosos e políticos corruptos de todo tipo, como se esses senhores e senhoras fossem os grandes responsáveis pelo caos. Ela também são, sim, mas você também é. Quer saber por quê?

Pense comigo: quando na história da humanidade alguma revolução trouxe a paz permanente pra alguma cultura?

Neste instante, cada país, aldeia ou grupo étnico está envolvido em algum tipo de revolução, com maior ou menor grau de violência. SAIBAM QUE A ÚNICA RAZÃO PRA GENTE NUNCA TER TIDO PAZ NO MUNDO É QUE TODO MUNDO ESTÁ FOCADO OBSTINADAMENTE EM FAZER ALGUM TIPO DE REVOLUÇÃO, irracionalmente, automaticamente, como se isso fosse uma condição essencial pra paz acontecer. Essa insistência até parece aquele jogo infantil em que se tenta encaixar um bloco quadrado num buraco circular.

A PAZ INTERIOR É O CAMINHO PARA A PAZ EXTERIOR, NÃO A REVOLUÇÃO. Nenhuma revolução pode trazer a paz, simplesmente porque sua natureza é violenta. Percebe, amigo, o grande equívoco na história? Essa história que fica se repetindo automaticamente através dos discursos desses mesmos autocratas, ditadores, partidários, extremistas religiosos e “grupos discretos”, e no nosso próprio discurso todos os dias?

ISSO É UMA GRANDE ARMADILHA DESSE MESMO SISTEMA QUE A GENTE AJUDOU A CRIAR, O QUAL A GENTE AO MESMO TEMPO QUER MANTER E SE LIBERTAR. Você me pergunta: “Isso é contraditório. Como isso é possível?”. E é mesmo contraditório. Como a gente pode querer ter paz fazendo revoluções? A resposta é simples: VOCÊ TEM PERMITIDO QUE ESSA IMAGEM DE REVOLUCIONÁRIO TENHA PENETRADO EM CADA PEDACINHO DA SUA VIDA.

Estão todos muito equivocados se pensam que que a coisa toda vai mudar se a gente sair pelas ruas pedindo paz. De que adianta sairmos às ruas gritando paz, enquanto dentro da gente só tem revoluções, guerras emocionais e conflitos psicológicos? Enquanto nossos corpos estão sendo consumidos pelos venenos da preguiça e da vaidade e fechados para a visão espiritual? Enquanto a gente discorda de tudo e de todos e não percebe a grande semelhança mitológica que existe em cada ato humano?

Saibam que nenhum autocrata, ditador ou líder desse ‘governo oculto’ revolucionário vai “largar o osso” só porque você sai às ruas com milhões de pessoas gritando paz. A história nos conta que o poder só mudou de mãos. E É JUSTAMENTE PRA ISSO QUE EXISTEM AS REVOLUÇÕES, PRA ISSO QUE ELAS SÃO INSTIGADAS COTIDIANAMENTE, pra que você pense que tem poder de decisão sobre os rumos do mundo e da paz mundial. Pelo contrário. O que esses senhores e senhoras querem é sustentar seus cargos de poder, revesar entre si, controlar outras pessoas, expoliar, obrigar, escravizar o maior número possível de pessoas, pra se manterem nos tronos do egoísmo.

Então, se quiser fracassar mais uma vez, como sempre fracassamos, saia gritando “queremos paz” pelas ruas, enquanto as tropas fuzilam seus amigos e os tanques esmagam suas cabeças. O máximo que os supostos pacifistas-ativistas conseguem (saibam que eles não são o que parecem ser ou são o que pensam que são) é provocarem o rodízio já programado e agendado de poder entre os líderes desse sistema. Infelizmente nos deixamos enganar, e como cada ativista-pacifista, cumprimos mecanicamente e inconscientemente a revolução que fomos programados pra fazer. Nós não somos os heróis da revolução como pensávamos, somos os provocadores do sofrimento e do caos no mundo. E tudo porque permitimos.

O que nós conquistamos em cada revolução dita “vitoriosa”? Conseguimos que uma pseuda-paz psicológica se instaure temporariamente até a próxima revolução, que cada um de nós anseia internamente pra atuarmos mais uma vez como os heróis do novo tempo, cumprindo o próximo rodízio, até a próxima simulação pacifista, enquanto outro déspota é preparado nos bastidores, enquanto os revolucionários acreditam que conseguiram mais uma vitória rumo à paz mundial, gritando: “A esperança nunca morre!”. Enquanto nós ignoramos os ciclos dessa mesmice.

Quer saber o que é a paz, amigo? Busque dentro de si, pacifique-se por dentro, assuma o seu Poder Divino, que é só teu, que cada um tem e que não pode ser dado a ninguém. Pare de dar o teu poder para os outros. Ele é teu, e cada um tem o seu. E colabore mais com os outros, cocrie, desafie as mudanças sem violência ou revolução externa. Essa revolução, essa guerra que está aí é justamente porque você passou a vida acreditando num poder supremo fora de você mesmo, entregando dessa forma, sem saber, o teu poder pra esses senhores e senhoras que agora você quer se revoltar. Assuma a sua responsabilidade sobre o seu próprio poder interior, EMPODERE-SE! aceite a sua realidade interior como divina que é e pacifique-se interiormente. Só dessa forma você vai perceber que todo esse estardalhaço exterior não passa de teatro de bonecos.

Chega de bater palma pra revoluções. Só assim a paz será decretada no mundo. Esse é o caminho para a paz.

Por: Julio Licks – Formado em Comunicação Social e Diretor na Empresa Simples! Cartões

SILÊNCIO É PAZ

 

382

“A paz que você procura está no silêncio que você não faz”

A paz que trago hoje  é diferente da paz que eu sonhei um dia…

Quando se é jovem ou imaturo, imagina-se que ter paz é poder fazer o que se quer repousar, ficar em silêncio.

E jamais enfrentar uma contradição ou uma decepção.

Todavia, o tempo vai nos mostrando que a paz é resultado do entendimento de algumas lições importantes que a vida nos oferece.

A paz está no dinamismo da vida, no trabalho, na esperança, na confiança, na fé…

Ter paz é ter a consciência tranquila, é ter certeza de que se fez o melhor ou, pelo menos, tentou…

Ter paz é assumir responsabilidades e cumpri-las, é ter serenidade nos momentos mais difíceis da vida.

Ter paz é ter ouvidos que ouvem, olhos que vêem e boca que diz palavras que constroem.

Ter paz é ter um coração que ama…

Ter paz é admitir a própria imperfeição e reconhecer os medos, as fraquezas, as carências…

Ter paz é não querer que os outros se modifiquem para nos agradar, é respeitar as opiniões contrárias, é esquecer as ofensas.

Ter paz é brincar com as crianças, voar com os passarinhos, ouvir o riacho que desliza sobre as pedras e embala os ramos verdes que em suas águas se espreguiçam…

Ter paz é aprender com os próprios erros, é dizer não quando não que se quer dizer…

Ter paz é ter coragem de chorar ou de sorrir quando se tem vontade…

É ter forças para voltar atrás, pedir perdão, refazer o caminho, agradecer…

A paz que hoje trago em meu peito é a tranquilidade de aceitar os outros como são, e a disposição para mudar as próprias imperfeições.

É a humildade para reconhecer que não sei tudo e aprender até com os insetos…

É a vontade de dividir o pouco que tenho e não me aprisionar ao que não possuo.

É melhorar o que está ao meu alcance, aceitar o que não pode ser mudado e ter lucidez para distinguir uma coisa da outra.

É admitir que nem sempre tenho razão e, mesmo que tenha, não discutir por ela.

A paz que hoje trago em meu peito é a confiança naquele que criou e governa o mundo…

A certeza da vida futura e a convicção de que receberei, das leis soberanas da vida, o que a elas tiver oferecido.

 

Às vezes, para manter a paz dentro de nós, é preciso usar um poderoso aliado chamado silêncio.

Lembra-te de usar o silêncio quando ouvir palavras infelizes.

Quando alguém está irritado.

Quando a maledicência te procura.

Quando a ofensa te golpeia.

Quando alguém se encoleriza.

Quando a crítica te fere.

Quando escutas uma calúnia.

Quando a ignorância te acusa.

Quando o orgulho te humilha.

Quando a vaidade te provoca.

O silêncio é a gentileza do perdão que se cala e espera o tempo, por isso é uma poderosa ferramenta para construir e manter a paz…

 

Fonte: Sakura Centro Terapias

 

A ARTE DA GRATA ACEITAÇÃO

Imagem

Uma vida que não conhece a tristeza, as lágrimas, permanece pobre. A vida precisa conhecer uma variedade enorme de experiências para tornar-se rica. Quanto mais você conhecer diferentes aspectos da existência e ainda assim continuar inteiro e centrado, mais a sua vida se enriquecerá a cada momento, a cada dia.

Olhe sempre para a vida como um processo dialético. Nesta vida, a noite traz o dia. Nesta vida, a morte traz uma nova vida. Nesta vida, a tristeza traz uma nova alegria. Nesta vida, o vazio traz um novo preenchimento. Tudo está em conexão… tudo é parte de um todo orgânico.

Nós criamos os problemas por dividir as coisas. Aprenda a arte de não dividir, e simplesmente continue alerta, vigilante, apreciando o que quer que a vida lhe proporcione.

Apenas lembre-se de uma coisa: aceitar tudo que a vida lhe dá. Se ela lhe dá escuridão, aprecie isso, dance sob as estrelas da noite escura, lembrando-se de que cada noite não é nada mais do que o útero para um novo alvorecer, e que cada dia irá novamente descansar na escuridão da noite.

Quando é outono e as árvores ficam nuas e todas suas folhas caem, observe as velhas folhas voando ao vento, quase dançando. E as árvores, nuas, têm a sua própria beleza e, contraste com o céu; mas elas não irão continuar nuas para sempre. As velhas folhas tiveram que cair apenas para dar lugar às novas folhas, às novas flores.

A existência continua a renovar a si mesma a todo momento. Você deveria manter-se sintonizado com a existência; nunca peça por nada diferente.

Esta é a raiz básica da miséria: quando é noite, você chora pelo dia; quando é dia, você chora pelo repouso da noite. Então, a vida torna-se uma miséria, um inferno.
Você pode torná-la um paraíso apenas por aceitar o que quer que lhe seja dado, com um coração agradecido. Não julgue se é bom ou mau. Sua gratidão transformará tudo em uma bela experiência, aprofundará sua consciência, elevará o seu amor e fará de você uma bela flor com muita fragrância.

Aprenda apenas a arte de uma grata aceitação. Buda chamava a isso de filosofia do assim é; não importa o que for, aceite isso como a própria natureza da realidade. Nem mesmo imagine ir contra. Nunca vá contra a corrente; apenas siga o rio onde quer que ele o leve.

 

Osho

AS OITO CHAVES DA PAZ

Imagem

Primeira chave: SILÊNCIO.
O silêncio é uma forma de bater na porta do salão da verdade. Ele é a base que te prepara para qualquer prática; é o alicerce do edifício da consciência. Tudo que é belo e verdadeiro nasce do silêncio.
Um instante de silencio é suficiente para exorcizar todos os demônios, porque os demônios são os pensamentos. Se existe um pensamento compulsivo constantemente assombrando a sua mente, é porque você deu muita atenção a ele, ou seja, você o alimentou acreditando nele. Mas, ao aquietar a mente, todos os fantasmas desaparecem. Não importa quão antiga seja a escuridão, 
uma pequena fresta de luz dissipa toda escuridão porque ela é somente a ausência de luz. O silêncio invoca a luz. Quando a mente se acalma, tudo se acalma.
O preço para a realização espiritual é a solidão. Em algum momento você vai ter que encarar a si próprio. Por isso é fundamental aprender a ficar sozinho e em silêncio. Você também pode chamar esta prática de meditação. Mas, eu não quero que você se perca no labirinto das idéias e conceitos, na ginástica do intelecto. Permita-se apenas ficar retirado e em silêncio, observando a grama crescer. Abandone toda a pressa e todo o desejo de chegar a algum lugar. 
Feche os olhos e focalize no ponto entre as sobrancelhas. Brinque de cultivar o silêncio.

Segunda chave: VERDADE.
Falar a verdade não quer dizer que você vai sair por aí dizendo aos outros tudo o que pensa ser verdade, desconsiderando o fato do outro não estar pronto para ouvi-la, o que pode gerar mais conflito, mais guerra. Seguir a verdade significa ouvir o chamado do seu coração.
Se ainda há desconforto e sofrimento na sua vida, significa que ainda há uma camada de mentira te envolvendo. Seja corajoso para encarar suas mentiras. Sem coragem você não será capaz de encarar a verdade. Procure identificar quando você ainda não pode ser honesto com você mesmo e com a vida; quando você tem que usar uma máscara e não pode ser autêntico e espontâneo; quando você tem que fingir que é diferente do que é. Dê uma olhada nas diversas áreas da sua vida. 
Você terá algum trabalho, mas é um bom trabalho. Lembre-se que “a verdade vos libertará”.

Terceira chave: AÇÃO CORRETA.
Isso não tem nada a ver com moralismo. A ação correta, ou ação consciente, não se baseia no que está fora, ou seja, não depende da aprovação do mundo externo. Não é seguir um manual com regras sobre o que está certo ou errado. É uma ação determinada pela intuição, que é a voz do silêncio. É ter coragem de ser você mesmo, autêntico e espontâneo. Agir conscientemente significa colocar o amor em movimento, ou seja, trilhar o Caminho do Coração.

Quarta chave: NÃO VIOLÊNCIA.
A não violência é a ação sem ego. É a atitude não contaminada pela vingança e pelo ódio. É não dar passagem para a maldade que provoca sofrimento no outro, não importa em qual nível.
A não violência ou ahimsa, como é conhecida na tradição do hinduísmo, não é cruzar os braços e ficar esperando que as coisas aconteçam. Ela, muitas vezes, envolve ação, atitude. Mas, é uma ação que nasce do coração – é espontânea e sempre vem com sabedoria e compaixão. Não é o ódio ou o medo se manifestando.
Eu mesmo já questionei o poder de ahimsa. Parece que só deu certo com Gandhi, na Índia. Mas, não é verdade. Ahimsa é o remédio que esse planeta precisa. A compaixão é o remédio e ahimsa é compaixão.

Quinta chave: AMOR CONSCIENTE
Eu uso esta palavra ‘consciente’, porque a palavra amor foi degenerada. Nós demos a ela tantos outros significados que não têm nada a ver com a sua essência. Para o senso comum, o amor está ligado ao egoísmo, a uma satisfação pessoal. Ele é confundido com a paixão, com o sexo e até mesmo com o ódio. Isso acontece de uma forma inconsciente: a entidade acredita estar amando porque não tem consciência do que é amor.
Não é possível definir o amor com palavras, mas eu posso dizer que amar inclui um desejo sincero de que o outro seja feliz. Inclui ver o potencial adormecido no outro e dar força para ele acordar. É querer ver o outro feliz sem querer absolutamente nada em troca. Em última instância, amar conscientemente significa amar desinteressadamente.
Mas, para que possa utilizar essa chave se faz necessário que você reconheça o seu desamor. 
Procure identificar em quais situações e com quem você ainda não pode ser amoroso. Aonde e com quem o seu amor não flui livremente? Em que situações o seu coração se fecha? Aí há uma pista para você. Vá atrás dessa pista e você descobrirá muito sobre si mesmo. Essa é uma forma de trazer paz para esse mundo: aprendendo a ser amigo do seu irmão; amigo do seu vizinho. 
Aprender a não julgar os erros do outro. Antes de levantar o seu dedo para acusar o outro, olhe para si mesmo, e pergunte: “Será que eu não tenho um defeito igual, ou outros até piores?” “Será que o meu vizinho não tem nada de bom para eu focar a minha atenção?” Comece a focar no bom que o outro tem. Essa é sua grande missão.

Sexta chave: PRESENÇA.
Estar presente significa estar total na ação. É lembrar-se de si mesmo a cada instante. Quando você pode experienciar a presença, a sua energia cresce e você percebe o amor passando por você. Se puder sustentar esse estado de alerta, você terá a percepção de que tudo é sagrado, e a partir dessa percepção, poderá expandir sua energia conscientemente na direção do outro.
Eu sugiro uma prática bem simples para o seu dia a dia. Habitue-se a perguntar: Onde estou? O que estou fazendo? Permita-se parar, apenas por alguns segundos, absolutamente tudo o que você está fazendo. No meio da ação, pare e pergunte-se: Quem está fazendo? Assim você interrompe a 
imaginação e volta para o seu corpo, para a presença, para a totalidade na ação. Esse é o caminho.
A presença é a chave mestra. Mas, porque não vamos diretamente para ela? Porque nem todos estão prontos para usufruir dela. Poucos estão maduros para abandonar o pensar compulsivo, já que isso lhes dá um senso de identidade. Então, em muitos casos, é necessário um trabalho de purificação que é este trabalho de transformação do “eu inferior”, para que você esteja pronto para ancorar a presença. Para isso, o corpo é o portal. Sinta-se ocupando o corpo. Sinta seu campo de energia e mova-se a partir dessa percepção.

Sétima chave: SERVIÇO DESINTERESSADO.
Servir desinteressadamente significa colocar seus dons e talentos a serviço do amor. É quando você pode se doar verdadeiramente ao outro, sem máscaras, sem necessidade de agradar ou fazer o que é certo com a intenção de ser recompensado. O único objetivo é ver o outro bilhar. Você se torna o amor que se move em direção à construção.
Acordar pela manhã, consciente de que está acordando para servir, ilumina a alegria de viver. Naturalmente, a consciência do serviço aumenta a conexão com o divino, porque, por mais que cada um tenha seus talentos e dons individuais, ou seja, uma forma particular na qual o amor se expressa através de você – é o próprio amor que está se expressando. No serviço, você se 
torna um canal do amor. Por isso, eu digo que o serviço é uma forma de manter a chama da conexão acesa. O amor e a felicidade passam por você para chegar ao outro, não importa o que você esteja fazendo, se está cuidando do jardim, construindo uma casa, cozinhando, cuidando de 
uma empresa ou de uma pessoa.

Oitava chave: LEMBRANÇA CONSTANTE DE DEUS.
Lembre-se de que Deus está em tudo: dentro, acima, abaixo, dos lados – em todos os lugares. 
Ele é a vida única que age em todos os corpos e é o seu Eu Real. Essa percepção de que tudo é Um e de que a energia espiritual se manifesta em todas as formas de vida, promove um profundo contentamento. Não há palavras para descrever essa experiência, ela só pode ser vivida. A sua vida se transforma numa prece, numa oferenda a Deus. Pode passar um tsunami, mas você não se esquece de Deus. Pouco a pouco, a sua fé se torna constante e inabalável, até que possa sustentar a eterna conexão com Deus.
A partir dessa conexão, você olha para o outro e enxerga além das aparências, porque você vê somente Deus e assim pode reverenciá-lo. Este é um sincero namaste: a divindade que está em mim saúda a divindade que está em ti.
Se verdadeiramente utilizar essas oito chaves na sua vida, inevitavelmente você irá experienciar a paz. Essa é a minha experiência. 
Durante a fase do desenvolvimento da consciência que eu chamo de “ABC da Espiritualidade” ou purificação do “eu inferior”, muitas vezes, descobrimos verdades pouco agradáveis sobre nós mesmos. Durante esse processo, enfrentamos obstáculos que precisam ser removidos. Aos poucos, nós aprendemos a identificá-los e removê-los e, ao removermos aquilo que não nos serve mais, podemos nos tornar canais do amor divino, para que ele flua livremente através de nós.”

Por: Prem Baba em Transitando do Sofrimento para a Alegria

AS 7 VERDADES DO BAMBU

657

Depois de grande tempestade, o menino que estava passando férias na casa do seu avô, o chamou para a varanda e falou:

– Vovô, corre aqui! me explica como esta figueira, árvore frondosa e imensa, que precisava de quatro homens para abraçar seu tronco se quebrou, caiu com vento e com a chuva, e este bambu tão fraco continua de pé?

– Filho, o bambu permanece em pé porque teve a humildade de se curvar na hora da tempestade. A figueira quis enfrentar o vento. Se você tiver a grandeza e a humildade dele, vai experimentar o triunfo da paz em seu coração.

A primeira verdade que o bambu nos ensina e a mais importante: humildade diante dos problemas, das dificuldades. Eu não me curvo diante do problema e da dificuldade, mas diante daquele, o único, o princípio da paz, aquele que me chama, que é o Senhor.

Segunda verdade: o bambu cria raízes profundas. É muito difícil arrancar um bambu, pois o que ele tem para cima tem para baixo também. Você precisa aprofundar a cada dia suas raízes em Deus e na oração.

Terceira verdade: Você já viu um pé de bambu sozinho? Apenas quando é novo, mas, antes de crescer, ele permite que nasçam outros a seu lado (como no cooperativismo). Sabe que vai precisar deles. E estão sempre grudados uns nos outros, tanto que, de longe, parecem uma árvore. Às vezes tentamos arrancar um bambu lá de dentro, cortamos e não conseguimos. Os animais mais frágeis vivem em bandos, para que desse modo se livrem dos predadores.

A quarta verdade que o bambu nos ensina é não criar galhos. Como tem a meta no alto e vive em moita, comunidade, o bambu não se permite criar galhos. Nós perdemos muito tempo na vida tentando proteger nossos galhos, coisas insignificantes que damos um valor inestimável. Para ganhar, é preciso perder tudo aquilo que nos impede de subirmos suavemente.

A quinta verdade é que o bambu é cheio de nós` ( e não de eu`s). Como ele é oco, sabe que se crescesse sem nós seria muito fraco. Os nós são os problemas e as dificuldades que superamos. Os nós são as pessoas que nos ajudam, aqueles que estão próximos e acabam sendo força nos momentos difíceis. Não devemos pedir a DEUS que nos afaste dos problemas e dos sofrimentos. Eles são nossos melhores professores, se soubermos aprender com eles.

A sexta verdade é que o bambu é oco, vazio de si mesmo. Enquanto não nos esvaziarmos de tudo aquilo que nos preencha, que roube nosso tempo, que tira nossa paz, não seremos felizes. Ser oco significa estar pronto para ser cheio do Espírito Santo.

Por fim, a sétima lição que o bambu nos dá é: ele só cresce para o alto, ele busca as coisas do Alto, essa é a sua meta.

Fonte: Ser Divino

FELICIDADE – POR OSHO

 

59

Muitas pessoas chegam a mim e dizem que são infelizes, e querem que eu lhes forneça alguma meditação. Eu digo: Primeiro – a coisa básica – é compreender porque você é infeliz. E se você não remover as causas básicas de sua infelicidade, posso lhe dar uma meditação mas isso não irá ajudar muito – porque as causas básicas permanecem aí. (…) Comigo, felicidade vem primeiro, alegria vem primeiro. Uma atitude celebrativa vem primeiro. Uma filosofia de vida afirmativa vem primeiro. Desfrute! Se você não pode desfrutar de seu trabalho, mude-o. Não espere, pois todo o tempo que você está esperando você fica esperando por Godot. Godot jamais virá. Simplesmente se espera – e desperdiça-se a vida. Por quem, para que você está esperando?

Se você vê o ponto, que você é miserável em um certo padrão de vida, então todas as antigas tradições dizem: Você está errado. Eu gostaria de dizer: O padrão está errado. Tente entender a diferença de ênfase.

Você não está errado! Apenas seu padrão, o modo de viver que você aprendeu está errado. As motivações que você aprendeu e aceitou como suas não são suas – estas não preenchem seu destino. Elas vão de encontro a sua semente, são contra seu elemento.

Lembre-se disso: ninguém mais pode decidir por você. Todos os mandamentos, as ordens, as moralidades, são somente para lhe matar. Você tem que decidir por si mesmo. Você precisa tomar sua vida em suas próprias mãos. Do contrário, a vida continua batendo na sua porta e você nunca está lá; você está sempre em algum outro lugar.

Se você nasceu para ser um dançarino, a vida chega por essa porta, pois a vida acha que você é um dançarino. Ela bate ali, mas você não está – você é um banqueiro. E como a vida poderia esperar que você fosse se tornar um banqueiro? O divino vem até você do jeito que ele queria que você fosse; ele só conhece esse endereço – mas você nunca é encontrado ali, você está em algum outro lugar, escondendo-se por trás da mascara de outro alguém, com as vestimentas de outra pessoa, sob o nome de outra pessoa.

O divino só pode encontrá-lo de uma maneira, somente de um jeito ele pode encontrá-lo – o seu florescimento interior: como ele queria que você fosse.

A menos que você encontre sua espontaneidade, a menos que você encontre seu elemento, você não pode ser feliz. Se você não puder ser feliz, você não pode ser meditativo.

– Osho –