DESTA VEZ O JEITINHO BRASILEIRO NÃO NOS SALVARÁ

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Atualmente vivemos momentos adversos, com intensos conflitos e dificuldades em todo o Mundo.

Sabemos pelos registros históricos/fatos que é desta forma que praticamente a civilização vive desde seus primórdios.

É impressionante como o ser humano quase sempre só faz algo verdadeiramente edificante para consigo, sociedade e o mundo ao redor, quando a corda está no pescoço.

Os seres humanos não sabem o que é a Paz verdadeira, podemos dizer que sempre vivemos períodos entre-guerras de todos os tipos, desde as guerras religiosas, culturais, sociais, raciais, territoriais, civis, militares e assim por diante.

Até quando o ser humano precisará ir até o fundo do poço para agir com amor, respeito e ter o verdadeiro ato de humanidade para com os seus semelhantes e seres vivos da Terra?

Aqui no Brasil, o buraco é mais embaixo. Um país relativamente novo com um pouco mais de 500 anos de descobrimento (moderno), não esquecendo que o mesmo já era habitado muito antes pelos povos nativos daqui (os índios), dos quais foram praticamente dizimados por seus recém chegados desbravadores.

Atualmente no Brasil, não há guerras como conhecemos pelos noticiários em todo o mundo, como as que acontecem em alguns países da Europa, Árabes, Asiáticos, Africanos e também pela máquina de fazer guerra, Estados Unidos da América.

No Brasil a guerra é outra, ela é diária para os cidadãos brasileiros de bem.

Nesta guerra todos nós perdemos sem exceção, é a corrupção política e governamental que praticamente se tornou uma regra por aqui e assola de forma devastadora toda esta nação!

Em um país que corrupções, roubos, ingerências, impunidades, injustiças e uma série de outras situações que acontecem negativamente de forma desenfreada por essas bandas, fica muito difícil ter esperanças para o cidadão brasileiro de bem, viver em um lugar melhor.

Não é questão de negatividade e sim uma visão realista de nossa história recente e atual, não será possível ter um país melhor sem uma reviravolta profunda, comprometida, constante e definitivamente séria.

Não há mais tempo para esperar e já passou da hora de agirmos…

Agora agirmos contra quem? Contra o quê?

Primeiramente contra nós mesmos, nosso país é nosso reflexo interno. Existe algo de muito errado em aceitarmos tudo isso e algumas vezes dizendo: “Ah… Aqui não tem jeito mesmo, não tem o que fazer! Esse país é uma vergonha! Nós somos uma piada para o mundo inteiro.” E assim vai…

De alguma forma esta nação ainda está de pé e não por causa dos políticos/governantes deste país, e sim, pelos brasileiros de bem e trabalhadores de verdade. Os brasileiros conseguem sobreviver e produzirem por méritos próprios sem nenhum auxílio de medidas políticas/governamentais efetivas.

Imagine se tivéssemos uma política mais humana, justa, moderna, eficiente e coerente com as necessidades do povo brasileiro, como seria esse país?

Se realmente dependêssemos das políticas e governanças brasileiras para fazermos algo em nossas vidas, estaríamos muito mais do que no fundo do poço.

Estamos pagando um preço muito alto pela negligência conosco e para com o país. Não precisa ser gênio para ver todos estes problemas, são mais do que tragédias anunciadas, são uma realidade para nossas vidas. Muitas destas situações não terão reversão a curto e médio prazo, somente com muita fé, sorte e fundamentalmente trabalho poderemos sair desta situação em um longo prazo.

E afinal quem paga e ou pagará essa conta?

Hum… Acho que somos nós mesmos!

O jeitinho brasileiro desta vez não nos salvará, somente irão restar as consequências de nossos atos e omissões. Ação e Reação, simples assim, sem castigos, somente reações.

O Brasil pode ser país abençoado por Deus, mas será que em contra partida foi amaldiçoado por seus políticos?

Agora eu pergunto, em geral, o brasileiro sabe votar?

Ele tem opções para votar bem?

Existem políticos/governantes que possam nos representar?

O que acontece na verdade é que o modelo político nacional está totalmente arruinado, incorreto, ultrapassado, infestado de corrupção e se não for feita uma real reforma política neste país, nós seremos apenas uma sombra/poeira do que todos os o brasileiros honesto fizeram por esse país até agora.

O brasileiro tem determinação, coragem, trabalha, se adapta, é confiante, resiliente e tem mais uma série de outras qualidades, mas agora precisa colocar as mãos a obra.

Já na minha especialidade, como espiritualista e reencarnacionista, sei que ninguém aqui é brasileiro, norte americano, inglês, japonês, indiano, coreano, africano, francês e assim por diante, todos nós somos ESPÍRITOS ENCARNADOS em corpos humanos por um determinado tempo vivendo outra vez uma experiência humana, mas daí não fazer nada com o que acontece de ruim/errado no país em que você está encarnado, isso é ser conivente, negligente, concordar/assinar em baixo e contribuir com tudo isso.

Um dia esse país será um lugar mais digno, respeitoso e humano para se viver, infelizmente o Brasil ainda continua sendo um país da promessa, somente isso, uma promessa.

Por que será que você encarnou aqui e não em um país de 1º Mundo?

Quais são as emoções, sentimentos e pensamentos que são despertados em ti vivendo neste país?

Será que estamos aqui de bobeira, por acaso?

Lembre-se: Ninguém encarna/nasce no lugar e na família errada.

Eu vou ficando por aqui e fazendo minha parte para um país e um mundo melhor para se viver, mesmo que seja uma pequena gota no oceano. Quem sabe uma pessoa que leia estas palavras se inspire a fazer sua parte também em busca de um país e mundo melhor.

Já faz alguns anos que eu acredito que nós não deveríamos mais nos preocupar com os futuros habitantes e sim focarmos para o nosso presente, pois sem presente, não existirá futuro.

Pra mim o futuro já é agora e se não acredita nisso, reflita: O Brasil tem aproximadamente 12% das reservas de água doce do mundo, considerado o país com a maior reserva de água doce do mundo e mesmo assim estamos praticamente sem água.

E quem causou tudo isso?

Deus?

Diabo?

Não!

Simplesmente o homem e seu modelo de vida altamente destrutivo para o Planeta!

Alcançamos grandes avanços na ciência e tecnologia nestes um pouco mais de 100 anos, mas esquecemos que fazemos parte da natureza e não a natureza faz parte dos seres humanos.

Dê sua contribuição para um país e um mundo melhor “praticando/fazendo” o bem aos seres vivos, semelhante e a natureza. Estes já são importantes passos para ir além do próprio Ego.

Façamos nossa parte e que Deus ilumine nossas consciências espirituais.

 Jefferson L. Orlando
São Paulo, 31 de janeiro de 2015

*Jefferson L. Orlando – Psicoterapeuta Reencarnacionista, Escritor, Apresentador do Programa Sol do Everest (Canal YouTube), Colunista do site Somos Todos Um (Stum) e Horóscopo Virtual (UOL), Palestrante, Ministrante, Outorgado pela Magia Divina, Projetor Extrafísico e Espiritualista. Seu objetivo é auxiliar as pessoas a encontrarem seu caminho de evolução consciencial, desenvolvimento da espiritualidade, missões de alma, prosperidade e alegria plena em suas vidas. Reside e atende em São Paulo/SP com a Psicoterapia Reencarnacionista, Regressão Terapêutica (Método ABPR – Conduzido pelos Mentores Espirituais) e Bioenergético Anímico-Mediúnico através das Mandalas pela Magia Divina.

Site: www.soldoeverest.com.br
Canal Youtube: www.youtube.com/soldoeverest
E-mail: jefferson@soldoeverest.com.br

OS DEZ LADRÕES DA SUA ENERGIA

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1. Afaste-se daquelas pessoas que só chegam para compartilhar queixas, problemas, histórias desastrosas, medo e julgamento dos outros. Se alguém procura uma lata
para jogar o lixo que tem dentro, que não seja na sua mente.

2. Pague as suas contas a tempo. Ao mesmo tempo, cobre aqueles que te devem
ou escolha deixar para lá, se você já percebeu que é impossível receber.

3. Cumpra as suas promessas. Se você não cumpriu alguma, pergunte-se o porquê desta resistência. Sempre você tem o direito de mudar de opinião, de se
desculpar, de compensar, de renegociar e de oferecer outra alternativa
diante de uma promessa não cumprida, mesmo que já um costume.
A forma mais fácil de evitar o não cumprimento de algo que você não quer fazer é dizer “NÃO” desde o começo.

4. Elimine, dentro do possível, e delegue aquelas tarefas que você
prefere não fazer, dedicando o seu tempo àquilo que, sim, você desfruta fazer.

5. Dê permissão a você mesmo para um descanso, quando você
estiver em um momento que o necessite e dê permissão a você mesmo para
agir quando estiver em um momento de oportunidade.

6. Jogue fora, recolha e organize… nada te tira mais energia que um espaço
desordenado e cheio de coisas do passado que você já não necessita.

7. Dê prioridade à sua saúde, sem a máquina do corpo trabalhando ao
máximo, você não pode fazer muito. Tome tempo para perceber o que seu
corpo está te dizendo.

8. Enfrente as situações tóxicas que você está tolerando, desde resgatar um amigo ou um familiar, até tolerar ações negativas de um companheiro ou um grupo. Tome a ação necessária.

9. Aceite. Não é resignação, mas nada te faz perder mais energia que o
resistir e brigar contra uma situação que você não pode mudar.

10. Perdoe… deixe ir uma situação que está te causando dor… você sempre pode escolher deixar ir a dor da recordação.

Dalai Lama.

DETOX NA VIDA – PORQUE A SAÚDE NÃO MORA SÓ NO CORPO

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Passou o natal, passou o ano novo, passou o carnaval. The game is over e a vida real pede passagem. É nessa hora que a febre detox-vida-nova-entrar-nos-eixos vem com força ainda maior- se é que isso é possível.

Detox vem da ideia de desintoxicar, tirar do corpo tudo o que não lhe faz bem. Louvável, sem dúvida nenhuma. Mas o problema começa quando as pessoas resolvem achar que duas garrafas de suco verde são a milagrosa solução para melhorar suas vidas.

2015 tá aqui na nossa frente e de nada vai adiantar desintoxicar o corpo, se a vida e a alma estão povoadas de hábitos, pessoas, dias e caminhos tóxicos. Parasitas, comodismos, vícios, medos.

Gente tóxica é o que mais tem. Gente cinza, amarga, invejosa, gente que gosta de problema, que gosta de doença, que gosta de discórdia, gente que vive de aparência, gente rasa. E não tem jeito, temos que fugir mesmo, cortar, evitar ao máximo. Bom dia, boa tarde e até logo. Não nos deixemos contaminar.

Não adianta comer chia toda manhã se a gente odeia o emprego e já sai de casa com vontade de voltar. Não dá para achar que o corpo vai estar puro se você não acredita no que faz e passa mais de 40 horas da semana ruminando tarefas infelizes.

Não adianta beber 3 litros de água por dia quando se está num relacionamento que afundou. É cômodo, todos sabemos. Mas a vida é uma só e não dá para ver os dias, meses e anos passarem com migalhas de amor e sem vestígios de paixão.

Não adianta colocar linhaça nas receitas quando só se reclama da vida, dos outros, do país, do calor, da chuva, do trânsito. É um círculo vicioso, quanto mais a gente fala das coisas ruins, menos atenção a gente dá às coisas boas e a vida vai ficando ruim, ruim, ruim.

É ilusão achar que a mudança vem de fora para dentro. Que a felicidade e a saúde cabem em embalagens plásticas com códigos de barra. Produtos podem ser ótimos coadjuvantes nessa busca, mas a verdadeira mudança é só o protagonista quem faz.

E eu quero um 2015 detox.

Detox de dias iguais.

Detox de gente ruim.

Detox de maus hábitos.

Detox de inveja.

Detox de relações doentes.

Detox de obsessões.

Detox de pessimistas.

Detox de medo de mudar.

Detox de dias desperdiçados.

Detox de sentimentos pobres.

Detox de superficialidade.

Detox de vícios.

Detox de viver por viver.

E pra fazer detox na vida é preciso coragem. Coragem para mudar, para arriscar, para romper, para fechar ciclos que há muito tempo deveriam ter terminado. O ano oficialmente começou e a pergunta é: vai ter só suco verde ou vai ter detox na vida?

Por: Ruth Manus

Via: http://vida-estilo.estadao.com.br/blogs/ruth-manus/detox-na-vida/

A MULHER, A LUA E SEUS CICLOS

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Na Antigüidade, o ciclo menstrual da mulher seguia as fases lunares com tanta precisão que a gestação era contada por luas. Com o passar dos tempos, a mulher foi se distanciando dessa sintonia e perdendo, assim, o contato com seu próprio ritmo e seu corpo, fato que teve como conseqüência vários desequilíbrios hormonais, emocionais e psíquicos. Para restabelecer essa sincronicidade natural, tão necessária e salutar, a mulher deve se reconectar à Lua, observando a relação entre as fases lunares e seu ciclo menstrual. Compreendendo o ciclo da Lua e a relação com seu ritmo biológico, a mulher contemporânea poderá cooperar com seu corpo, fluindo com os ciclos naturais, curando seus desequilíbrios e fortalecendo sua psique.

Para compreender melhor a energia de seu ciclo menstrual, cada mulher deve criar um Diário da Lua Vermelha, anotando no calendário o início de sua menstruação, a fase da lua, suas mudanças de humor, disposição, nível energético, comportamento social e sexual, preferências, sonhos e outras observações que queira.

Para tirar conclusões sobre o padrão de sua Lua Vermelha, faça essas anotações durante pelo menos três meses, preferencialmente por seis. Após esse tempo, compare as anotações mensais e resuma-as, criando, assim, um guia pessoal de seu ciclo menstrual baseado no padrão lunar. Observe a repetição de emoções, sintonias, percepções e sonhos, fato que vai lhe permitir estar mais consciente de suas reações, podendo evitar, prever ou controlar situações desagradáveis ou desgastantes.

Do ponto de vista mágico, há dois tipos de ciclos menstruais determinados em função da fase lunar em que ocorre a menstruação. Quando a ovulação coincide com a lua cheia e a menstruação com a Lua Negra (acontece nos três dias que antecedem a lua nova, entendido como o quinto dia da lua minguante), a mulher pertence ao Ciclo da Lua Branca. Como o auge da fertilidade ocorre durante a lua cheia, esse tipo de mulher tem melhores condições energéticas para expressar suas energias criativas e nutridoras por meio da procriação.

Quando a ovulação coincide com a lua negra e a menstruação com a lua cheia, a mulher pertence ao Ciclo da Lua Vermelha. Como o auge da fertilidade ocorre durante a fase escura da lua, há um desvio das energias criativas, que são direcionadas ao desenvolvimento interior, em vez do mundo material. Diferente do tipo Lua Branca, que é considerada a boa mãe, a mulher do Ciclo Lua Vermelha é bruxa, maga ou feiticeira, que sabe usar sua energia sexual para fins mágicos e não somente procriativos.

Ambos os ciclos são expressões da energia feminina, nenhum deles sendo melhor ou mais correto que o outro. Ao longo de sua vida, a mulher vai oscilar entre os ciclos Branco e Vermelho, em função de seus objetivos, de suas emoções e ambições ou das circunstâncias ambientais e existenciais.

Além de registrar seus ritmos no Diário da Lua Vermelha, a mulher moderna pode reaprender a vivenciar a sacralidade de seu ciclo menstrual. Para isso, é necessário criar e defender um espaço e um tempo dedicado a si mesma. Sem poder seguir o exemplo das suas ancestrais, que se refugiavam nas Tendas Lunares para um tempo de contemplação e oração, a mulher moderna deve respeitar sua vulnerabilidade e sensibilidade aumentadas durante sua lua. Ela pode diminuir seu ritmo, evitando sobrecargas ao se afastar de pessoas e ambientes carregados, não se expondo ou se desgastando emocionalmente, e procurando encontrar meios naturais para diminuir o desconforto, o cansaço, a tensão ou a agitação.

Com determinação e boa vontade, mesmo no corre-corre cotidiano dos afazeres e obrigações, é possível encontrar seu tempo e espaço sagrados para cuidar de sua mente, de seu corpo e de seu espírito. Meditações, banhos de luz lunar, água lunarizada, contato com seu ventre, sintonia com a deusa regente de sua lua natal ou com as deusas lunares, viagens xamânicas com batidas de tambor, visualizações dos animais de poder, uso de florais ou elixires de gemas contribuem para o restabelecimento do padrão lunar rompido e perdido ao longo dos milênios de supremacia masculina e racional.

O mundo atual – em que a maior parte das mulheres trabalha – ainda tem uma orientação masculina. Para se afastar dessa influência, a mulher moderna deve perscrutar seu interior e encontrar sua verdadeira natureza, refletindo-a em sua interação com o mundo externo.

Texto de Mirella Faur 

DIA 17 DE FEVEREIRO – MAHA SHIVARATRI: A GRANDE NOITE DE SHIVA

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Dia 17 de fevereiro deste ano no calendário Hindu, celebra-se a Maha Shivaratri, ou Grande Noite de Shiva.

É o grande dia em que se celebra a existência divina do D’eus Shiva, um dos três Deuses da Trindade Divina Hindu, junto com Vishnu e Brahma.

Segundo uma das lendas mais populares, Shivaratri é o dia do casamento do deus Shiva e Parvati. Acredita-se também que o Senhor Shiva realizava o ‘Tandava’, a dança da primal criação, preservação e destruição nesta noite auspiciosa de Shivaratri.

De acordo com outra lenda popular, descrito em Linga Purana, foi em Shivaratri que Shiva manifestou-se sob a forma de um Linga pela primeira vez. Desde então, o dia é considerado extremamente auspicioso pelos devotos de Shiva e celebrá-lo como Maha Shivaratri – a noite grande do Shiva.

Devotos de Shiva observam jejum rigoroso sobre Maha Shivaratri, com muitas pessoas tendo apenas frutas e leite e alguns nem mesmo consomem uma gota de água. Os adoradores obedientemente seguem todas as tradições e costumes relacionados com a Shivaratri festival, pois acreditam fortemente que a adoração sincera ao Senhor Shiva, no dia auspicioso, libera a pessoa de seus pecados e também o liberta do ciclo de nascimento e morte.

Como Shiva é considerado como o marido ideal, as mulheres solteiras oram por um marido como ele, em Shivaratri. Por outro lado, as mulheres casadas oram para o bem estar de seus maridos, neste dia auspicioso.

Você pode invocar o poder de Shiva visualizando sua imagem acima e repetindo algumas vezes seu mantra: OM NAMAH SHIVAYA.

“Shiva é o compassivo doador da sabedoria. Ele é o protetor dos yoguis que está sempre pronto para conceder moksha (liberação). Ele representa a morte do desejo e a destruição da ignorância. Ele é aquele que obteve vitória sobre a morte e que por isso domina a força vital. Seu corpo está coberto por cinzas, o que representa a aniquilação do desejo. Ele tem a lua nova na cabeça, que representa o domínio sobre a mente; e serpentes no pescoço e nos pulsos, que representam o domínio sobre o fluxo da energia vital. Ele é aquele que bebeu e segurou o veneno na sua garganta, impedindo o holocausto. Ele é quem transforma o veneno em néctar, a morte em imortalidade, escuridão em luz.”

~ Sri Prem Baba

CARNAVAL : A FESTA DA CARNE – POR FREI BETTO

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Carnaval significa ‘festa da carne’. Outrora, uma festa religiosa. Às vésperas da Quaresma, diante da perspectiva de passar 40 dias em abstinência de carne, os primeiros cristãos fartavam-se de assados e frituras entre o domingo e a Terça-Feira Gorda. Na quarta, revestiam-se de cinzas, evocando que do pó viemos e para o pó voltaremos, e ingressavam no período em que a Igreja celebra a paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo.

A modernidade secularizou a cultura e, de certo modo, esvaziou o significado das festas religiosas, hoje apreendido apenas por cristãos vinculados à comunidade eclesial. Com certeza ganhou a autonomia da razão e perdeu a consistência da subjetividade. No Natal, trocou-se São Nicolau, que no século 5 distribuiu sua herança aos pobres, pela figura consumista de Papai Noel. O Carnaval transformou-se em festa da carne em outro sentido. E fez-se da Semana Santa um período extra de férias.

Enquanto todos se perguntam pelo sentido da vida, o neoliberalismo procura nos incutir que viver é consumir e que “fora do mercado não há salvação”. Derrubado o Muro de Berlim e constatado o fracasso crônico do neoliberalismo para implantar justiça social, globaliza-se a emergência espiritual.

A Quarta-Feira de Cinzas instiga-nos a refletir sobre esta experiência inelutável: a morte. O processo massificador da modernidade tende a tornar descartáveis também os ritos de passagem que se sobrepõem às esferas religiosas, como o nascimento, o casamento e a morte. Outrora, morria-se em casa e, contra a vontade do poeta, havia choro, vela e fita amarela.

A evocação da morte incomoda porque remete ao sentido da vida. Só assume morrer quem imprime à vida um sentido altruísta, que transcende a sua existência individual. Fora disso, a morte é brutal sonegação da vida. O Carnaval é celebração da vida quando festejado como comunhão de alegria. É o momento de ruptura das formalidades, de inversão de papéis sociais e expressão da utopia de uma sociedade em que estarão erradicadas todas as barreiras sociais, raciais e étnicas.

O Carnaval é também propício ao aprofundamento da fé, quando se aproveita o Tríduo de Momo para um encontro mais íntimo com Deus, longe das batucadas, dos bailes e dos desfiles alegóricos. Deixar a alma desfilar por suas profundezas, ao ritmo do silêncio, conduz à apoteose.

Frei Betto 

Via: http://odia.ig.com.br/noticia/opiniao/2015-02-15/frei-betto-festa-da-carne.html

O CARNAVAL DOS HUMANOS

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Como já era sabido, num momento tão difícil quanto esse que temos passado mundialmente, pouca gente pensa em sacrificar o carnaval e o desperdício na zona em favor do respeito e da fraternidade. Preferem apagão, racionamento de água, reclamar do aumento das contas e transmitir DST com todo o prazer. Como os humanos são previsíveis, vão dizer: “Vamos aproveitar a vida porque nesse mundo só tem sofrimento”. Também é previsível que não admitam que o sofrimento que passam deriva justamento desse comportamento doentio. Querem mudança, mas só querem. Não fazem nada pra mudar. Vivem na merda, mas querem ser servidos como reis. Querem tudo, mas não dão nada. Preferem adorar a deuses do que ser o melhor que podem nesse curto período de existência que lhe restam. Quer saber, é isso mesmo que os humanos merecem: controle, escassez e sofrimento, porque é só isso o que plantam em suas experiências. Para todos os outros que vão se libertando dos padrões idiotas, plantam a abundância, o serviço ao mundo e a colaboração, tanto em tempos de fartura como em de crise, eu digo: não, vocês não são humanos. Vocês já transcenderam tudo isso.

Por: Julio Licks

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