XAMANISMO É UM MODO DE VIDA

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Não se pode falar do Xamanismo como uma doutrina . O Xamanismo não é um conjunto de conhecimentos dogmáticos . Não existe um livro sagrado do Xamanismo. O Xamanismo é um conhecimento vivo . É como o fogo. Nasce com o Xamã e morre com ele . É um conhecimento transmitido através de gerações, vivo , passado de lábios à ouvidos . É um conhecimento prático . O xamã é fruto da Águia e da Mulher, não um produto acadêmico. O xamã é gestado no útero da Terra. O xamanismo pode-se dizer que é uma Religião da Terra, e mais do que isso. Para o Xamã a Terra é sua Mãe. A Terra é sagrada. As pedras, as árvores, os animais são sagrados e são um com o Xamã, são seus irmãos. O Xamã observa, sente o ritmo do Terra e harmoniza-se com ele. O xamã busca o desenvolvimento de sua capacidade perceptiva, pois vê a si mesmo como parte do mistério do universo e busca desvenda-lo. Ele mesmo é parte desse mistério e olhando para si busca revelar-se. Percebendo a sua tripla natureza (animal, humana e divina) o xamã busca um desenvolvimento equilibrado de si. Nesse sentido podemos dizer que o Xamanismo tem profundas afinidades com o que poderíamos chamar de uma escola do quarto caminho. Uma escola do quarto caminho busca um desenvolvimento equilibrado do físico, do emocional e do mental do ser humano através do trabalho sobre si. Esse trabalho tem como ponto de partida a observação de si, um olhar para dentro de nós mesmos sem críticas, condenações ou justificativas afim de descobrirmos o mistério de ser.

Hoje em dia quando falamos em Xamanismo um nome vem a nossa mente: Carlos Castaneda. Seus livros são um sucesso internacional há anos, começando a Erva do Diabo e depois Uma Estranha Realidade, Viagem a Ixtlan, Porta para o Infinito , o Segundo Círculo do Poder, o Presente da Águia, o Fogo Interior, etc . Seus livros são relatos, praticamente auto-biográficos , de uma vivência poderosa que transformou o cientista social (antropólogo) num feiticeiro da linhagem do nagual conhecido como Juan Matus. O Xamanismo de D. Juan é conhecido como o Caminho do Guerreiro, uma tradição xamânica que remonta à 25 gerações. Essa linhagem que remonta a antigos feiticeiros mexicanos baseia a sua arte num trabalho que envolve uma poderosa disciplina pessoal no aspecto físico, emocional e mental. Segundo D. Juan, a chave fundamental da feitiçaria está na capacidade de parar aquilo que ele define como diálogo interno. O diálogo interno é a conversação que estabelecemos com nós mesmos e nunca cessa, é o contínuo agito da mente, é o incessante desfile de pensamentos, lembranças, desejos e memórias de nossa tela mental responsável pelo nosso sistema de interpretação do mundo (Matrix), ou seja, o mundo tal como nós o percebemos é decorrente desse sistema de interpretação  Esse sistema de interpretação nos foi imposto através da educação, da cultura e dos condicionamentos sociais. O diálogo interno pode ser interrompido através de inúmeras técnicas xamânicas, justamente com o objetivo de rompendo com o nosso sistema de interpretação usual, permitir-nos utilizar o enorme potencial de nossa capacidade perceptiva ou de consciência, também denominada de Visão. Dentre essas técnicas temos aquilo que Castaneda denominou de Tensegridade ou Passes Mágicos ou, ainda, Gestos de Poder. Os xamãs do antigo México perceberam que em estados de consciência intensificada determinados movimentos eram capazes de produzir grande bem estar físico e mental. Na busca por reproduzir esse bem estar conceberam os passes mágicos como um grande conjunto de séries de movimentos capazes de redistribuir a energia e inibir o diálogo interno. Energia é um conceito fundamental no Caminho do Guerreiro. Só poderemos romper com as limitações impostas pelo diálogo interno através de uma redistribuição adequada de nossa força (energia). Para os Xamãs os seres são seres luminosos, que do ponto de vista da energia, apresentam-se como um campo de energias. Os seres humanos apresentam-se como enormes ovos luminosos ou bolas luminosas. Normalmente, a energia dos seres humanos encontra-se na periferia do ovo luminoso, formando uma grossa casca, redireciona-la para o centro, onde localizam-se determinados centros de energia é um dos objetivos do xamãs através dos passes mágicos. Segundo eles, os seres humanos possuem em seu ovo luminoso um ponto especial responsável pela nossa forma de ver o mundo. Eles o chamam de ponto de aglutinação, pois a energia concentra-se ali de uma forma especial. Sua localização está na altura das omoplatas a cerca de um braço de distância. Deslocar esse ponto, tornando-o mais fluido é outro objetivo da prática xamânica, pois esse deslocamento e fluidez permitiria um estado de consciência intensificada, capaz de nos permitir ver outras realidades. Para os xamãs o Universo compara-se a uma cebola, divide-se em camadas, e nossa percepção ordinária permite-nos ver apenas uma dessas camadas. A grande obsessão dos xamãs é acessar as outras camadas.

Assim o objetivo do guerreiro xamânico é desenvolver sua percepção, desenvolvendo todo o potencial oculto do homem, rompendo com os limites estreitos de nossa consciência comum, buscando a totalidade de ser e de perceber  O guerreiro se distingue por ter um corpo apto a enfrentar os rigores de uma árdua disciplina , equilíbrio emocional e domínio do silêncio interior.

No caminho do guerreiro certas qualidades são de suma importância, dentre elas:

Sobriedade: dispensar tudo aquilo que não for essencial ao caminho.

Pragmatismo: o guerreiro não é fanático, utiliza-se de tudo que pode ser útil no seu caminho guiando-se pela experiência e adaptando-se a realidade que o cerca.

Humor: o guerreiro aprende a rir de si mesmo como arma contra a auto-importância.

Equilíbrio: o guerreiro busca o desenvolvimento equilibrado de si, extraindo a máximo do mínimo.

Viver o aqui e o agora: o guerreiro vive intensamente cada segundo, sem distrair-se, alerta e ao mesmo tempo relaxado.

Impecabilidade: dar o máximo de si em tudo o que faz.

O caminho do guerreiro é um caminho para poucos.

O caminho xamânico não é para todos.

Alguém se torna xamã por uma escolha do Poder que rege o nosso destino. Alguém está apto a seguir esse caminho por uma indicação do Poder através de presságios, sinais , pelo oráculo ou pela Visão de um verdadeiro xamã. Enquanto seres luminosos possuímos em nossa configuração energética determinadas características que indicam nosso potencial e nossa vocação no caminho xamânico, só um xamã que disponha da visão pode identificar essas características. Alguém inicia-se no caminho xamânico por uma transmissão direta do conhecimento por parte de um xamã. Ninguém se torna xamã por correspondência ou através de workshops. É um estudo e uma prática que exigem uma disciplina férrea pela vida inteira. Questões como animal de poder não são uma mera curiosidade de natureza esotérica. O animal de poder é uma parte de nosso próprio ser, de nossa própria energia que deve ser reintegrada a nós mesmos dentro de uma relação de troca e não de escravidão. O animal de poder não serve ao xamã, é um companheiro de jornada, um xamã não tem servidores, pois seu objetivo é a liberdade total. Assim como existe um animal de poder, existe uma planta de poder e uma pedra de poder. O xamanismo é um modo de vida e uma opção de vida. Aqueles que não estão satisfeitos com o modo de vida comum tem a possibilidade de obter o Presente da Águia: a liberdade, para isso devem buscar o modo de vida do guerreiro. Uma coisa distingue o guerreiro do homem comum: o poder pessoal. Isto está bem caracterizado na seguinte frase: “Existe uma grande diferença entre conhecer o caminho e percorrer o caminho”.

Um mistério que ama,

Um afeto abstrato,

Uma chama que arde,

O infinito que nos chama.

O Nagual na forma de um homem, um animal, uma planta, um mineral.

Tudo e nada, e ainda assim, fantasticamente real.

Estranho e, mesmo assim, real.

 

Um Guerreiro do Coração

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AS DIFERENÇAS ENTRE RELIGIÃO E ESPIRITUALIDADE

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A religião alimenta a mente. A espiritualidade alimenta a alma.

A religião aprisiona, segrega. A espiritualidade liberta e une as almas a um único princípio O Amor Divino.

A religião não é apenas uma, são centenas. A espiritualidade é apenas uma.

A religião é para os que dormem, A espiritualidade é para os que estão despertos.

A religião é para aqueles que necessitam que alguém lhes diga o que fazer e querem ser guiados. A espiritualidade é para os que prestam atenção à sua Voz Interior.

A religião tem um conjunto de regras dogmáticas. A espiritualidade te convida a raciocinar sobre tudo, a questionar tudo.

A religião ameaça e amedronta. A espiritualidade lhe dá Paz Interior.

A religião fala de pecado e culpa. A espiritualidade lhe diz: “Aprenda com os Erros”.

A religião reprime tudo, te faz falso. A espiritualidade transcende tudo, te faz verdadeiro.

A religião não é Deus. A espiritualidade é tudo e, portanto: é Deus.

A religião inventa. A espiritualidade descobre.

A religião não indaga e nem questiona. A espiritualidade questiona tudo.

A religião é humana, é uma organização com regras. A espiritualidade é Divina, sem regras.

A religião é causa de divisão. A espiritualidade é causa de União.

A religião lhe busca para que acredite. A espiritualidade você tem que buscá-la.

A religião segue os preceitos de um livro sagrado. A espiritualidade busca o sagrado em todos os livros.

A religião se alimenta do medo. A espiritualidade se alimenta na Confiança e na Fé.

A religião faz viver no pensamento. A espiritualidade faz Viver na Consciência.

A religião se ocupa com fazer. A espiritualidade se ocupa com Ser.

A religião alimenta o ego. A espiritualidade nos faz Transcender.

A religião nos faz renunciar ao mundo. A espiritualidade nos faz viver em Deus, não renunciar a Ele. 

A religião é adoração. A espiritualidade é Meditação.

A religião sonha com a glória e com o paraíso. A espiritualidade nos faz viver a glória e o paraíso aqui e agora.

A religião vive no passado e no futuro. A espiritualidade vive somente no presente, no agora. 

A religião enclausura nossa memória. A espiritualidade liberta nossa consciência.

A religião crê na vida eterna. A espiritualidade nos faz consciente da vida eterna.

A religião promete para depois da morte. A espiritualidade é Encontrar Deus em Nosso Interior durante a vida.

Autor desconhecido – Um Gênio da Observação

EQUINÓCIO VERNAL, O INÍCIO DO ANO NOVO ZODIACAL

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As mais antigas denominações das constelações são originárias da Babilônia, mas o signo que atualmente conhecemos como Áries não existia nos zodíacos antigos. Em seu lugar havia uma constelação chamada Hireling, que simbolizava um trabalhador manual. Foram os egípcios que nos deixaram o nome de Áries, representado ora como ovelha, ora como carneiro. Áries representa o poder do ego individual emergindo do oceano coletivo, o próprio impulso de ser; por isso ele simboliza o novo, a iniciativa e os começos, sendo o primeiro signo na roda zodiacal. Quando o Sol, no seu movimento aparente, passa do hemisfério sul para o hemisfério norte e o dia é igual à noite comemora-se o Equinócio Vernal (21/03), que assinala a entrada da primavera no hemisfério norte e do outono no hemisfério sul. Esta data é especialmente valorizada pelos astrólogos, por corresponder ao início do Novo Ano Zodiacal.
O mais importante festival do calendário babilônio, comemorado no equinócio vernal, era o começo do Ano Novo, quando ocorriam as akitu, cerimônias de doze dias que incluíam rituais para purificação e regeneração, uma encenação da criação do mundo surgindo do caos original e a sintonização com os ritmos e as energias da Natureza. As cerimônias eram finalizadas com o rito do “casamento sagrado” – o hieros gamos – entre o rei (que representava o Deus) e a sacerdotisa (representante da Deusa), cujo objetivo era assegurar a fertilidade do reino. Por ser uma data muito importante e uma ocasião de alegria e renovação – humana e da natureza -, seguiam-se festas públicas e comemorações durante vários dias.
Na Palestina o equinócio vernal também detinha um papel preponderante nas celebrações do deus El (modificado para Elohim no Velho Testamento) e das deusas Asherah – sua esposa e mãe dos demais deuses – e Anath. Este culto palestino foi adotado pelos israelitas que cultuavam os deuses Baal e Astarte, até sua proibição e perseguição pelos patriarcas hebreus, adoradores ferrenhos e fanáticos de Jeová. A existência da reverência aos ciclos e elementos da natureza na herança judaica é atestada pela orientação exata do templo de Salomão (que era a construção religiosa mais valiosa para os judeus e depois para os cristãos) para o nascente do Sol no equinócio de primavera. Neste momento, a luz solar entrava pelo vão do portal e brilhava sobre o altar central do divino, um fato natural, mas que fazia parte do cerimonial, sendo um momento muito importante e de intensa reverência religiosa.
Os povos mediterrâneos continuaram a celebrar o equinócio da primavera como o início do Novo Ano; evidências encontradas nos sítios megalíticos das Ilhas Britânicas confirmam a existência destas tradições também entre os antigos povos celtas. Para os romanos várias celebrações como Lupercália, Matronália, Hilária marcavam o “Novo Ano Zodiacal”, comemorado até a instauração do calendário gregoriano em 1582. O “Novo Ano” passou a ser comemorado no dia primeiro de janeiro, o nome do mês derivado de Janua, a “Deusa Guardiã das Portas” (transformada depois no deus Janus), que tinha duas faces, uma olhando para frente, outra para trás. O festival de renovação anual passou a ser Saturnalia, dedicado ao deus do tempo, Cronos (ou Saturno) e celebrado próximo ao solstício de inverno (em dezembro). Mesmo assim, alguns países europeus continuavam a celebrar seu “Novo Ano” no equinócio de primavera, como França (até 1564), Escócia (1600), Alemanha protestante (1700), Rússia e alguns países ortodoxos até 1706, Inglaterra (1752), Suécia (1753). Grécia adotou o dia primeiro de janeiro como data oficial do “Novo Ano” apenas no século 20.
Na Roda do Ano celta o equinócio vernal marca a metade do intervalo entre dois Sabbats – Imbolc e Beltane; ele representa o equilíbrio (entre luz/escuridão, dia/noite, masculino/ feminino), a entrada do Sol em Áries e uma oportunidade cósmica e ritualística de introspecção, avaliação e renovação, antes de iniciar as mudanças e os projetos necessários, para marcar de fato, o começo de um “Novo Ano zodiacal”.
No calendário cristão existem duas datas adaptadas do equinócio vernal: a primeira é a “Festa da Anunciação da Virgem Maria” no dia 25 de março, escolhida para transcorrer um prazo de nove meses até o suposto nascimento de Jesus em 25 de dezembro. Esta data, nas antigas culturas, correspondia aos festivais das deusas Ártemis/Diana, nas suas apresentações como “Mãe Divina, a Senhora dos Mil Seios”, cuja estátua se encontrava no antigo templo de Éfeso (considerado uma das Sete Maravilhas do mundo antigo). No ano de 451, devido à pressão popular, o Concílio de Éfeso proclamou Maria “Mãe de Deus”, dando assim a aprovação oficial para sua adoração pelos cristãos, antes pouco incentivada e até mesmo reprimida. O Concílio consagrou o antigo templo de Ártemis como um local sagrado para Maria, acreditando-se que ela teria passado seus últimos anos de vida neste lugar. Alguns grupos neo-pagãos estão resgatando a antiga importância desta data denominando-a Lady Day, dedicada à Deusa e aos antigos rituais primaveris de renovação das deusas Ártemis, Astarte, Athena, Cibele, Diana, Ísis, Juno, Luna.
A segunda data do calendário pagão adotada pela igreja cristã é a Páscoa, que guarda o antigo significado da vitória da luz (o Sol da primavera substituído por Jesus) sobre a escuridão do inverno (a morte). Um antigo motivo mitológico de várias culturas era a descida da Deusa para o mundo subterrâneo, onde ela permanecia três dias e depois ressurgia, devolvendo a vida e a fertilidade da terra, no início da primavera, após a ausência da vegetação e a aridez dos meses de inverno. Os três dias correspondem à lua negra, período em que a Lua não é visível no céu (representando a estadia da Deusa no reino da escuridão). Este mesmo prazo foi adotado pelo cristianismo para a duração do sepultamento de Jesus, a sua ressurreição se dando no terceiro dia, que é o domingo de Páscoa.
O nome em inglês e alemão para a Páscoa – Easter e Östern – foi tomado “emprestado” da celebração pagã das deusas Eostre (celta) e Ostara (saxã), regentes da primavera e da fertilidade, celebradas na lua cheia mais próxima do equinócio de primavera. Como a igreja não comemora as luas cheias – pelo contrário, sempre ignorou e condenou os rituais lunares – a solução encontrada foi marcar a Páscoa para o primeiro domingo, após a primeira lua cheia, depois do equinócio vernal. Porém, se este domingo cair na lua cheia, a Páscoa é adiada – sem outras explicações – para o domingo seguinte. A data da Páscoa ortodoxa varia até treze dias de diferença (antes ou depois da Páscoa católica) devido ao uso prolongado do calendário Juliano pela igreja ortodoxa, enquanto a católica passou a usar mais cedo o sistema gregoriano.
Ostara era uma deusa teutônica da aurora e da vitalidade, chamada “Madrugada Radiante”, regente do renascimento da vegetação na primavera e da fertilidade (vegetal, animal e humana), equivalente a Eostre, a deusa anglo-saxã da primavera. Ambas eram representadas como jovens coroadas com flores, segurando uma cesta com ovos e cercadas por lebres, sendo celebradas com canções, danças e alegres procissões de mulheres enfeitadas com guirlandas de folhas e flores. Elas recebiam oferendas de ovos tingidos, pintados ou decorados com símbolos tradicionais e pães e roscas doces em forma de lebres, animais associados à Lua e renomados pela sua fertilidade. Os seus nomes deram origem ao hormônio feminino (estrógeno), ao cio (estrum) e à denominação da Páscoa (Östern em alemão e Easter em inglês). Os seus atributos mágicos e os símbolos a eles associados foram adotados como objetos festivos e significativos na comemoração da Páscoa cristã, fato que perpetuou a antiga egrégora do Sabbat Ostara, sem que a Igreja explicasse a enigmática relação entre Jesus, os coelhos e os ovos. A sobreposição de símbolos pagãos e cristãos foi a maneira encontrada pela Igreja cristã para erradicar as antigas celebrações desse Sabbat, equiparando a ressurreição de Jesus ao simbolismo pagão do equinócio – do renascimento da terra na primavera – preservando as imagens do ovo e inventando “o coelhinho da Páscoa”, substituto da lebre.
Resquícios do mito da deusa celta Ostara, padroeira da fertilidade e renovação da Natureza celebrada no equinócio da primavera, permaneceram nas crenças populares e persistem até os dias de hoje, apesar das pessoas desconhecerem sua origem. Os símbolos de Ostara eram o ovo e a lebre, sem relação entre si, mas ambos significadores de criação, renovação e proliferação. Com o passar do tempo, surgiram os contos do “Coelho da Páscoa” e a sua inexplicável associação para os leigos com a festa cristã e os ovos de chocolate.

SIMBOLISMOS OCULTOS DO OVO
Na cosmologia da Deusa o ovo é um símbolo universal da criação do mundo pela Grande Mãe, manifestada como uma “Deusa Pássaro”. Em vários mitos das antigas culturas da Ásia, Polinésia, África, do norte europeu e das Américas, encontram-se descrições semelhantes do nascimento do universo, quando ele emerge de um ovo cósmico, atribuído à fértil força geradora feminina, a Grande Mãe.
No Egito, a deusa Hathor se metamorfoseou na “Gansa do Nilo” e pôs um ovo dourado do qual nasceu Rá, o Sol, o hieróglifo egípcio para ovo sendo o mesmo do embrião humano. Nos rituais egípcios, o próprio universo era visto como o ovo cósmico criado no início dos tempos. Nos sarcófagos aparecia um ovo alado flutuando acima da múmia e levando a alma para renascer em outro corpo.
Os celtas também reverenciavam a “Mãe Gansa” e os havaianos acreditavam que sua ilha surgiu do ovo de um gigante pássaro. Na mitologia grega, Nyx, a deusa da noite, foi fecundada pelo vento e pôs um ovo prateado do qual surgiu a Terra. A lenda finlandesa da criação atribui à deusa Ilmatar – que flutuava sobre as águas primordiais- a criação do Sol, do céu e da Terra, a partir do ovo posto sobre seus joelhos por um misterioso pássaro celestial. Os índios Cahuilla descrevem a criação do mundo surgindo de uma substância cósmica branca, nascida da escuridão; atingida por um raio de luz, esta massa amorfa gerou dois ovos dos quais surgiram um casal de gêmeos divinos, que criaram a Terra e todos os seres vivos. Os índios Omaha acreditavam que no início não havia nada além do silêncio, mas um grande pássaro-serpente apareceu de repente e deixou cair um ovo, que ficou flutuando sobre as águas e dele surgiu a vida.
Os mitos gregos associavam diversas deusas com o ovo cósmico, como por exemplo, Leto, que, fecundada por Zeus, gerou um ovo misterioso do qual nasceram os gêmeos Apollo, representando o Sol, e Ártemis simbolizando a Lua. O historiador Hesíodo relata como a “Mãe da Noite” (o vazio ou abismo cósmico, o espaço infinito), que antecedeu à criação e gerou todos os deuses, criou o “Ovo do Mundo” e de suas metades surgiram o céu e a Terra. Em outra versão, deste ovo (identificado com a Lua) surgiu Eros (o amor), que colocou o universo em movimento e contribuiu para a proliferação da vida. O “Ovo do Mundo” é o símbolo microcósmico do protótipo macrocósmico, “a mãe virginal do caos”.
Para os hindus, o ovo cósmico era a própria criação; no inicio do mundo não existia nada até aparecer um grande ovo, posto por um enorme cisne dourado e que depois de incubado durante um ano se abriu em duas metades, uma dourada, outra prateada- o céu e a terra -, enquanto as membranas se tornaram montanhas, nuvens, rios e mares. Os antigos chineses atribuíam o nascimento do primeiro homem saindo de um ovo posto pelo “Grande Pássaro” Tien.
Pelo fato que o ovo personifica a essência da vida e seus vários estágios de desenvolvimento, desde a antiguidade os povos lhe atribuíram poderes mágicos, tanto para criar a vida, quanto para prever o futuro. Os ovos simbolizam fertilidade, nascimento, renascimento, longevidade e imortalidade; ingeri-los significava absorver suas qualidades, assim como lhes era atribuído o dom de fertilizar a terra. Alguns povos tinham tabus religiosos, filosóficos ou ligados a crendices e superstições, associados com a alimentação com ovos. Os romanos destruíam as cascas dos ovos que eles tinham comido para evitar que fossem feitos feitiços com eles.
Os ovos são símbolos da Lua, da Terra, da criação, do nascimento e da renovação. A iniciação nos Mistérios Femininos é vista como um renascimento, análogo ao ato de sair da casca. O círculo, a elipse, o ovo, o ventre grávido são símbolos da plenitude misteriosa da gestação e da criação. O centro de um círculo é um espaço protegido e seguro, semelhante à escuridão do ventre e do ovo. Inúmeras estatuetas representam as deusas neolíticas, associadas com a Lua ou o ovo. Os alquimistas consideravam o ovo filosofal como o receptáculo de todos os elementos da vida, da matéria e do pensamento. O ovo personifica o poder de nascer através da fecundação exemplificado pelo óvulo, contendo em si todos os elementos essenciais para o seu desenvolvimento. A presença de ovos nos sonhos deu margem a variadas interpretações, os que apareciam inteiros prenunciavam boa sorte, casamento, gravidez ou herança; se fossem quebrados anunciavam brigas, perdas e separações.
Um provérbio latino – omnum vivium ex ovo – resume a antiga sabedoria de que “toda a vida se origina do ovo”. Os ovos têm sido símbolos milenares da fertilidade, nascimento, vida e eternidade. Oferendas de ovos de argila foram encontradas em túmulos da Idade da Pedra na Rússia, na Suécia, nos países eslavos e mediterrâneos, com objetivo de assegurar a vida pós-morte. Os antigos hebreus comiam ovos após os enterros, para garantir a continuidade da sua linhagem e simbolizar a vitória da vida sobre a morte. Com o passar do tempo, o ovo tornou-se símbolo da primavera, do renascimento da vegetação e também do “Novo Ano” para algumas tradições religiosas, mas sem referência à sua antiga origem. A reverência pelo ovo é justificada pela sua forma e pelo seu mistério, sua forma elíptica descrevendo o movimento de todos os corpos celestes e a esfera de luz que envolve as coisas vivas; é na forma ovoide que a potência do espirito se manifesta na matéria.. A gema do ovo representa a energia solar, o princípio masculino, enquanto a clara é a Lua e o eterno e sagrado feminino.
Detentor do potencial da energia criativa da vida, o ovo foi usado de forma mágica por vários povos, bem como nas práticas europeias e africanas de exorcismo e cura. Os sacerdotes druidas Ovates, vestidos com túnicas verdes (a cor da vida) trabalhavam em círculos mágicos. Nos festivais de primavera dos povos nórdicos e celtas, os ovos eram oferendas tradicionais para as deusas Eostre e Ostara, assim como nos rituais do Oriente próximo para Astarte e Ishtar. Os antigos zoroastrianos (adeptos de uma religião monoteísta fundada na antiga Pérsia pelo profeta Zaratustra, a quem os gregos chamavam de Zoroastro) pintavam ovos para sua celebração do Ano Novo –Nawrooz- que coincidia com o equinócio da primavera. Tingidos de vermelhos, eram enterrados no solo para fertilizá-lo; oferecidos às mulheres tinham como objetivo aumentar a sua fertilidade, presenteados às crianças visavam ativar seu crescimento.
Os cristãos consideram o ovo um símbolo da ressureição, enquanto dormente ele contém a nova vida dentro de si. Nas igrejas Ortodoxas e Greco-Católicas os ovos são pintados de vermelho na Páscoa para representar o sangue de Jesus vertido na cruz. A casca do ovo simboliza a tumba fechada, cuja abertura representa a sua ressureição da morte. Os ovos da Páscoa são bentos pelos padres no fim da Vigília Pascoal (sábado de Aleluia) e distribuídos aos fieis. As famílias trazem cestas com ovos tingidos e comidas típicas (roscas, pães trançados, bolos) que também são abençoadas. Na segunda ou terça feira depois da Páscoa, ovos abençoados são levados aos cemitérios e ofertados aos mortos com o cumprimento tradicional “Cristo ressuscitou”. Existe uma lenda no leste europeu, que afirma que Maria Madalena teria trazido ovos cozidos para partilhar com as mulheres na tumba de Jesus e que eles se tornaram milagrosamente brilhantes quando ela teve a visão do Jesus ressuscitado. Outra lenda conta que, depois da Ascensão, Madalena teria ido para o imperador de Roma cumprimentando-o com a saudação “Cristo ressuscitou”, mas ele retrucou que isso era tão irreal, quanto um ovo sobre a mesa dele fosse vermelho. Assim que acabou de dizer isso, o ovo imediatamente se tornou vermelho.
No folclore de vários povos europeus existem crenças ligadas ao ovo, considerados símbolos de fertilidade, humana ou animal. Até o século 17 na França, a noiva devia quebrar um ovo na soleira da sua casa, para assegurar sua fecundidade. Os antigos eslavos e alemães untavam seus arados antes da Páscoa com uma mistura de ovos, farinha, vinho e pão, para atrair assim abundância para as colheitas. Na Inglaterra antiga, crianças percorriam as casas no Domingo de Ramos pedindo ovos; recusar este pedido era um mau presságio para os moradores. Usavam-se ovos também nas oferendas para os mortos, colocados juntos deles no caixão ou sobre os túmulos. Os judeus da Galícia consumiam ovos cozidos ao retornarem dos enterros, para retirar as energias negativas. Na “Noite de Walpurgis” (30 de abril), o Sabbat saxão celebrado nas montanhas Harz da Alemanha (consideradas local de reunião das bruxas), os casais enfeitados com guirlandas de flores dançavam ao redor de uma árvore decorada com folhagens, fitas e ovos tingidos de vermelho e amarelo. Um tipo especial de divinação com ovos – chamada de ovomancía – era praticada pelas mulheres europeias nos Sabbats Samhain, Yule ou Litha, deixando cair a clara em um copo com água e fazendo vaticínios pelas formas criadas.
Os desenhos tradicionais pintados nos ovos reproduzem o movimento da energia em forma de círculos (o ciclo eterno da vida), ondas (água), pontinhos (estrelas), escadas (os planos da existência), cruzes (a união do masculino com o feminino, da matéria com o espirito), linhas, estrelas, nós, triângulos (a deusa tríplice), quadrados (a terra), rodas, espirais (proteção), flores, trevos, árvores. Eles serviam como pontos de fixação para atrair energias de renovação, saúde, prosperidade e proteção. Na Ucrânia e nos países dos Bálcãs, a arte de pintar ovos (chamados pessankas ou pysanka) é muito antiga, reservada às mulheres e preservada até hoje. Os ucranianos – que foram cristianizados apenas no ano 988 – ainda preservam seus antigos costumes e o simbolismo pagão das pessanki. Na Romênia, antigamente os ovos eram tingidos com infusões vegetais – cascas de cebolas, beterraba, salsa – (atualmente usam-se tintas) e pintados com formas geométricas estilizadas, simbolizando riqueza, fertilidade, amor, vida longa, proteção, e felicidade. Quando feitos de madeira eram decorados de maneira mais rebuscada, com aplicações de contas minúsculas e coloridas. Na Romênia, Rússia e Grécia ovos cozidos ou esvaziados do seu conteúdo são até hoje decorados com motivos tradicionais, dados de presente ou usados em competições no domingo da Páscoa. Ganhava aquele que conseguia quebrar os ovos dos concorrentes batendo de leve neles, mas desde que não rachasse o seu. Joias em forma de ovos, feitas para a Corte Imperial russa pelo famoso artista Fabergé, eram cravejadas de pedras preciosas ou continham dentro de si anéis e miniaturas como pássaros, relógios, barcos ou casas. Ainda se encontram este tipo de ovos-miniaturas, usados como enfeites ou nos altares das mulheres que seguem a Tradição da Deusa e que os usam como cofres mágicos para guardar e “chocar” seus desejos e pedidos, neles colocados na comemoração do Equinócio Vernal.

 

Por: Mirella Faur – https://www.facebook.com/mirella.faur

A VIDA É CURTA

 

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Um simples adesivo, fixado num vidro de carro, revela uma filosofia de vida muito perigosa.

Diz assim: A vida é curta. 
Quebre algumas regras.

Precisamos analisar esta cultura do Aproveite a vida, pois ela é curta, com bastante cuidado.

Percebemos que esse tipo de entendimento circula pelo mundo fazendo muitos adeptos que, por vezes, caem em armadilhas terríveis, sem perceber.

Parece haver em muitas pessoas uma aversão a regras, a leis, mesmo quando essas servem apenas para regular a vida em sociedade.
Por isso, tão necessárias.

É a repulsa à responsabilidade que ainda encontra forças em tantas mentes que teimam em não crescer.

Quebrar regras simplesmente por diversão ou por achar que a vida está muito certinha – como se fala – é atitude infantil, imatura e perigosa.

Basta, por exemplo, uma única vez, extrapolar na velocidade na condução de um automóvel para se comprometer uma vida toda.

Uma brincadeira, um simples pega, pelas vias de uma cidade, para se colocar em risco um grande número de vidas, inclusive a própria.

Assim, não é um tipo de regra que pode ser quebrada de quando em vez.

Por que quebrar regras para se aproveitar a vida?
Quem disse que para se curtir cada momento da existência com alegria, precisamos infringir leis?

Aproveitar a vida não significa fazer o que se quer, quando e onde se queira.
Esta é a visão materialista, pobre e imediatista do existir.

Aproveitar a vida consiste em fazer o que se deve fazer, determinado pela consciência do ser espiritual, que sabe que está no mundo por uma razão muito especial.

O ser maduro, consciente, encontra no caminho do bem, da família, do amor, sua curtição, sem precisar sair por aí quebrando regras e infringindo leis.

* * *

A vida é curta ou longa.
A escolha está em quem vive.

Ela é curta para os que desperdiçam tempo na ociosidade.
Longa para os que se dedicam a uma causa nobre.

A vida é curta para os que acompanham os filhos crescerem de longe.
Longa para os que aproveitam cada instante, cada beijo de bom dia, cada beijo de boa noite.

A vida é curta para os que acham que os vícios não fazem mal.
Longa para os que desenvolvem hábitos sadios para seus dias.

A vida é curta para os que acham que a vida é uma só.
Longa para os que já descobriram que o Espírito é imortal, já existia antes desta vida e continuará existindo depois.

A vida é curta para quem não perdoa.
A mágoa mata mais cedo.
É longa para os que buscam a reconciliação, evitando a vingança destruidora.

A vida é curta para quem não sorri.
A depressão mata mais cedo.
É longa para quem cultiva o bom humor perante as situações difíceis da existência.

A vida é curta para os vilões.
Longa para os heróis.

A vida pode ser curta ou longa.
Cabe a você escolher.

 

Por: Ramanat Águia Dourada – Xamã Terapeuta da Alma

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OS 10 DECRETOS DE ARCANJO MIGUEL

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Hoje compartilho os já conhecidos e divulgados 10 Decretos de Arcanjo Miguel, que são poderosas afirmações de libertação. O ideal é que sejam feitas por 21 dias seguidos, para que produzam um efeito profundo e completo. A preferência de horário é ao nascer ou ao por do Sol.

Esta prática promove uma reprogramação do subconsciente pra que possamos viver em PLENA LIBERDADE, de acordo com as novas e elevadas vibrações que já estão presentes na Terra.

DECRETOS

1. Renuncio a quaisquer expectativas relativas à minha evolução e progresso espiritual. Vivo no momento em cada dia, concentrando-me no objetivo de restabelecer a harmonia e o equilíbrio do meu corpo, do meu espírito, das minhas emoções e do todo com o meu Eu Superior.

2. Anulo todos os acordos feitos com a minha mãe, pai, filhos, enteados, marido (ou mulher), ex-mulher (ou ex-marido) ou quaisquer outras pessoas que me possam reter na terceira dimensão.

3. Renuncio a todos os conceitos inválidos sobre o meu valor, a minha percepção do amor, da alegria, da paz, da segurança, da harmonia, da abundância, da criatividade, da vitalidade, da juventude, da saúde e do bem-estar, da velhice e da morte.

4. Renuncio à necessidade de querer salvar o mundo ou qualquer ser humano que nele se encontra. Tenho consciência de que a minha missão é aceitar a minha mestria e viver sendo um exemplo de vida e de amor sem esperar nada em troca de ninguém.

5. Liberto-me de todos os preconceitos e memórias celulares quanto ao meu corpo físico. Reivindico o meu direito divino à beleza, vitalidade, saúde e bem-estar, consciente de que são o meu estado natural e que basta seguir os impulsos do espírito para que essa perfeição se manifeste.

6. Renuncio a quaisquer expectativas quanto à minha criatividade e ao meu trabalho. Trabalho e crio por prazer, ciente que a abundância e os recursos provêm do Espírito e da minha autoconfiança e não apenas do meu esforço.

7. Renuncio a quaisquer condições da terceira dimensão que as instituições governamentais ou afins me queiram impor. Não poderão controlar a minha pessoa, nem a minha abundância ou segurança. Tenho plenos poderes para manifestar a segurança, ser independente e comandar o meu próprio destino.

8. Liberto-me de todos os resíduos e dívidas cármicas, bem como das energias impróprias existentes em mim e no meu corpo físico, emocional e astral. Resolvo todos os condicionamentos com agrado e desembaraço para expandir a luz e me unir aos co-criadores do Paraíso na Terra.

9. Liberto-me de todos as concepções falsas sobre a minha capacidade de alcançar o conhecimento, a sabedoria e as informações pertinentes provenientes do Espírito e das dimensões superiores. Obtenho assim novos conhecimentos, conceitos e sabedoria que me permitem aprender, crescer e servir de exemplo vivo.

10. Renuncio a qualquer juízo, ideia pré-concebida ou expectativa relativamente a outros seres, sabendo que estes se encontram no seu perfeito lugar e evolução. Transmito-lhes Amor e encorajamento e limito-me a oferecer-lhes informações quando as pedirem, tendo o cuidado de lembrar-lhes que a minha verdade pode não ser a deles.

Assim é!
Sejamos felizes!!!

 

Via: http://www.marcelodalla.com

O CREDO DAS BRUXAS

SACERDOTISA

Ouça agora a palavra das Bruxas,
os segredos que na noite escondemos,
Quando a obscuridade era caminho e destino,
e que agora à luz nós trazemos.

Conhecendo a essência profunda,
dos mistérios da Água e do Fogo,
E da Terra e do Ar que circunda,
manteve silêncio o nosso povo.

No eterno renascimento da Natureza,
à passagem do Inverno e da Primavera,
Compartilhamos com o Universo da vida,
que num Círculo Mágico se alegra.

Quatro vezes por ano somos vistas,
no retorno dos grandes Sabás,
No antigo Halloween e em Beltane,
ou dançando em Imbolc e Lammas.

Dia e noite em tempo iguais vão estar,
ou o Sol bem mais perto ou longe de nós,
Quando, mais uma vez, Bruxas a festejar,
Ostara, Mabon, Litha ou Yule saudar.

Treze Luas de prata cada ano tem,
e treze são os Covens também,
Treze vezes dançar nos Esbás com alegria,
para saudar a cada precioso ano e dia.

De um século a outro persiste o poder,
Que através das eras tem sido levado,
Transmitido sempre entre homem e mulher,
desde o princípio de todo o passado.

Quando o círculo mágico for desenhado,
do poder conferido a algum instrumento,
Seu compasso será a união entre os mundos,
na Terra das sombras daquele momento.

O mundo comum não deve saber,
e o mundo do além também não dirá,
Que o maior dos Deuses se faz conhecer,
e a grande Magia ali se realizará.

Na Natureza, são dois os poderes,
com formas e forças sagradas,
Nesse templo, são dois os pilares,
que protegem e guardam a entrada.

E fazer o que queres, será o desafio,
como amar a um Amor que a ninguém vá magoar.
Essa única regra seguimos a fio,
para a Magia dos antigos se manifestar.

Oito palavras o Credo das Bruxas enseja:
sem prejudicar a ninguém, faça o que você deseja!

Doreen Valiente, “Witchcraft For Tomorrow” pp.172-173

Versão Traduzida para o Português

SATURNO JUNTO COM A LUA: SEVERIDADE

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SATURNO JUNTO COM A LUA: SEVERIDADE

Hoje de manhã a Lua entrou na mansão de Sagitário, e vai se aproximando de Saturno, que ali transita há aproximadamente dois anos.
A Astrologia Védica assim como outras vertentes considera que quando dois astros se encontram  em um signo, isso e considerado conjunção, ou , juntos, independente da orbe.
De fato, quando alguém entra na sua casa não importa que esteja na cozinha ou no banheiro, ele está em sua casa.

O período é ótimo para corrigir alguns rumos.

O que podemos olhar:
1.- Racionalize! Saturno é o Senhor da razão e a Lua é a criança emocional. O que você plantar sob os auspícios de Saturno ninguém vai lhe tirar.
Ser romântico emocional tem um preço que não podemos pagar.

2.- Saturno é o Senhor do Tempo e aqui vale o segredo da Pirâmide: ” Decifra-me ou te devoro!”. O segredo é instalar a consciência no momento presente e não arredar o pé daqui. Seja qual for o apelo externo ( eles sempre vem), descarte! Ninguém precisa se enganchar em cada carro que passa e ir pendurado nele, ou seja: não se enganche em sentimentos, pensamentos ou pessoas, seja qual for o apelo. Se precisar tomar uma decisão, decida e não pense mais no assunto.
Faça o que tiver que fazer na hora que tem que fazer e descarte, não leve a energia consigo.

3.- Qualquer contrato ou compromisso firmado agora pode durar muito mas terá os auspícios de Saturno, ou seja: requer disciplina.
Se quer firmar um contrato hoje ou amanhã e quer que dure muito, leve junto uma cruz de ferro, mas lembre-se: livre arbítrio requer responsabilidade, esteja pronto para encarar o que quer que venha junto, bom ou ruim. O que for batizado sob os auspícios de Saturno tem a tendência a durar pelo menos 28 a 30 anos, tem certeza que um dia isso não será um peso?

4.- Tenha responsabilidade em suas criações, é muito fácil entrar em uma criação. Sair dela é outra história!
Essa nova Era que todos estão vendo é regida por Saturno!

5.- Descarte sentimentalismo e fique atento para não perder a consciência, a Lua tem por hábito perder o temperamento, usar disfarçadas chantagens emocionais, entrar no modo inconsciente e surtar, irar ou ficar histérica, culpabilizar, entre outras coisas.

A Lua é a criança interior. Antigamente até os Mestres falavam que a criança interior nunca morre. De fato, ela nunca morre, ela cresce! E foi decretado que a criança que não crescer perecerá. No Séc. XX isso foi tolerado e até romantizado. Hoje, nessa era de racionalização isso não é mais permitido. Estamos na época em que o humano cresce – já era para ter crescido- e se torna um deus. E deuses não são carentes ou dependentes.
Promova imediatamente sua auto independência em qualquer área da sua vida. Você é adulto é auto responsável,fique atento para o fato de que quando a vida trouxer consequências, aquela pessoa não estará lá para ajudar. Ela não pode!

Síntese: maturidade, não emocionalidade, não ao romantismo infantil, pensamento lúcido e coerente, se instalar no Agora!
Tudo isso vai gerar frutos concretos ( Saturno).

Não há nenhuma necessidade de batalhar lá fora na vida.
Basta fazer nosso trabalho interno e a vida traz!
Um bom dia para todos.

Indumani Deva – www.facebook.com/maga.pierri