SORORIDADE

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A palavra sororidade não existe nos dicionários. Mas existe em um lugar sagrado chamado força interna feminina. Sóror quer dizer irmã. Sororidade é a capacidade que as mulheres possuem em se reconhecerem como irmãs. Estamos em um momento em que o divino feminino está retornando, está derrubando toda a escuridão e voltando à honra. Isso está no ar. Tem uma luz acendendo nos corações das mulheres, o chamado. Muitas de nós ainda não querem aceitar essa luz acendendo, não se lembram do próprio empoderamento e o repudiam, vibrando ainda na energia da inveja, maledicência e rivalidade. E repudiam portanto as suas irmãs empoderadas pois estão se ‘protegendo’ através do modelo masculino que imitam para serem ‘ aceitas’, consciente e inconscientemente. Elas estão fracas, vibrando em sofrimento nas sombras do esquecimento. Vamos aproveitar a energia da palavra sagrada Sororidade e rezar por todas as mulheres que precisam se curar no mundo.
E se você é uma delas, das que estão ainda esquecidas mas conseguem enxergar isso, agradeça. Depois desconecte-se de toda culpa e se entregue a gratidão de ter olhos de ver. Peça luz às mães santíssimas e aceite a força de suas águas internas para amolecer e fazer nascer da terra seca. Transborde, beba. Olho d’água, lágrima, suor, rios, mares, oceanos, útero, casa, Coração. O amor é líquido.

E que a irmandade feminina se faça.

Autoria de Newen Fuerza

 

Via: Gloria Cristina Reis

https://www.facebook.com/gloriacristina.reis

AS ERVAS E AS INFLUÊNCIAS DOS ASTROS

 

zzzSua função dentro da terapia vegeto-astromagnética é de serem condensadores das energias solares e cósmicas. Há ervas que recebem influxos mais diretos de certos planetas. Como sabemos, um corpo celeste é a concretização de certas Linhas de Força ou Forças Sutis que determinada força comanda. Assim, temos ervas para determinados força.

Deve ser colhida dentro na quinzena positiva, isto é, nas Luas Nova e Crescente porque a energia vital ou prana faz seu ciclo, no reino vegetal obedecendo ao seguinte ritmo:

Lua minguante: força prânica se concentra na raiz, vitalizando-a permitindo que ela tire do solo nutriente físicos e hiperfísicos. Dura 7 dias para ser completada.

Lua Nova: o éter vital ou prana se concentra nas folhas, flores e frutos.

Lua Crescente: Nessa fase ainda há uma corrente prânica nas folhas, após o 4 dia, a corrente se desloca para os galhos menores, e até o 7 passa para os galhos maiores.

Lua Cheia: A corrente prânica desce mais ainda, alcançando o caule primário; desce até o 7 dia da Lua Cheia, quando o prana já está praticamente acumulado na raiz.

Portanto:

Não se deve colher ervas nas Luas Cheia e Minguante, pois a força vital, o prana, as energias eletromagnéticas estão na raiz, e é claro que ninguém vai tomar banho de raiz, pois se tomar será uma só vez, e não é de nosso feitio aniquilar o reino vegetal, nobre auxiliar para a sobrevivência do homem.

Para os banhos, as ervas deverão ser colhidas e logo depois usadas. Devem ser verdes.

Para os chás, os mais eficientes serão os colhidos e usados logo, mas se estiverem secas suas folhas podem se prestar a sua função, pois ainda mantêm em sua composição física certas substâncias que serão úteis. Mas é importante que tenham sido colhidas nas Luas Nova ou Crescente.

Banho de desimpregnação ou eliminação de cargas negativas:

Sua função é eliminar as cargas negativas que ficam no Auro do indivíduo.

Como se faz:

• As ervas deverão ser colhidas verdes na Lua Crescente, na quantidade de 1,3,5 ou 7 qualidades, mas da mesma Vibração Espiritual, Linha.

• Após lavarem as ervas, são colocadas numa vasilha de louça branca, sobre uma mesa, onde se acende uma vela branca dentro de um pentagrama, isso tudo preparado com orações.

• A seguir, acrescenta-se na vasilha, onde já contidas as ervas, água fervente ou água de cachoeira, rio, mar etc. Se for água dessas procedências, tritura-se as ervas com as mãos (previamente lavadas e depois limpas com álcool) e, antes de banhar-se, retiram-se os restos, coando o sumo.

• Se for água quente, espera-se o tempo suficiente para que haja as transmutações vibratórias e para que a água se esfrie até a temperatura que permita ser usada sem lesar ou trazer queimaduras.

• Após o banho de higienização, o indivíduo volta-se para o ponto Sul e toma o banho de ervas, deixando o mesmo, junto com as ervas, passar pelo corpo todo, isto é do pescoço para baixo.

• Ao tomar o banho de descarga, colocar sob os pés pequenos pedaços de carvão, os quais devido ao elemento carbono, fixarão as cargas que as ervas deslocarem.

O mecanismo básico deste banho é o de que a água, junto com as ervas, desloca cargas ou formas-pensamento que se tenham agregado ao Corpo Astral ou Corpo Etérico do indivíduo. Liberando as tensões, bloqueios e doenças e também limpando o corpo Astral.

• Após o banho, os detritos de ervas devem ser retirados do corpo, um a dois minutos depois, e colocados em algum recipiente de vidro por ser ele isolante, juntamente com o carvão, devendo ambos ser despachados em água corrente, sem o vidro é claro ou o resto das ervas, no caso de maceradas, podem ser despachados num rio ou numa mata.

O banho deve ser tomado com o indivíduo voltando-se de costas para o cardeal Oeste ou Leste. Quando a erva for macerada com as mãos as ervas não devem passar pelo corpo. Esse banho deve ser efetuado do pescoço para baixo.

 

O Significado Astrológico das Plantas

Fonte: http://espacoastrologico.org/
As Plantas Mágicas
Botânica Oculta
Paracelso
Castiglione, em sua História da Medicina, é um dos que expõe a síntese da doutrina deParacelso. Para ele, “a natureza constitui o macrocosmo, cujo maior desenvolvimento é representado pelo homem, que, formado pelos mesmos materiais e sujeito às mesmas leis, repete, em si próprio, todos os fenômenos da natureza e está submetido a todas as influências cósmicas e telúricas que regulam o universo”.
 Dizia ele: “A alquimia não visa exclusivamente obter a pedra filosofal; a finalidade da ciência hermética consiste em produzir essências soberanas e empregá-las devidamente na cura das doenças”.
 Ao falarem dele como alquimista, os biógrafos de Paracelso colocam-no na categoria mais elevada. Todos afirmam unanimemente que era dotado de um poder escrutinador que lhe permitia adentrar o próprio espírito das coisas da Natureza. Ele penetrava os recônditos mais profundos da Natureza, explorava-os e, por meio de suas formas, sabia ver a influência dos metais, com uma penetração tão sagaz, que chegava a extrair deles novos remédios. No que se refere à filosofia hermética, tão árdua e tão misteriosa, ninguém o igualou.
Portraits of Paracelsus
arte de curar, de acordo com Paracelso, apóia-se em quatro pilares: a filosofia, que significa, antes de qualquer coisa, “abrir-se ao conjunto das forças naturais, observar essas forças invisíveis na penetração da realidade total e perceber o invisível no visível”; a astronomia, que nos ensina como as estrelas nos influenciam; a alquimia, útil principalmente na preparação dos remédios e “virtus”, a honestidade do médico. De acordo com ele, o médico é a imagem primordial de uma pessoa que está se aperfeiçoando. Mais do que qualquer um, o médico deve reconhecer a ação da natureza invisível no doente ou, em se tratando do remédio, como ela trabalha no visível.
 Para o médico suíço, a natureza não é apenas aquilo que nossos olhos enxergam, nem somente o que existe num outro lugar, mas ambos ao mesmo tempo. Escreveu Braun:“Assim, não é de surpreender que foi Paracelso quem introduziu a descrição da “força de imaginação” dando, desse modo, um nome à energia imanente que fixa as coisas do interior para fora (…). Outros atributos dessa força são: ela flui através de todas as coisas, através de todo esse imenso mundo e é tão eterna como tudo que existe e não existe, tudo que está sendo”.
 Rudolf Steiner, pai da antroposofia, escreve: “Entre Paracelso e Hahnemann existe uma grande diferença: até certo ponto o médico do século 16 ainda era clarividente, Hahnemann não. Ele conseguiu testar o efeito dos remédios pelos sentidos”. E o historiador da medicina Heinrich Schipperges chega à conclusão de que Paracelso, como médico de seu tempo, não praticava medicina tradicional nem moderna, ou seja, ele não pode ser encaixado na medicina ortodoxa tampouco na medicina total. Sua medicina se apoiava muito mais num conceito claro e inconfundível, numa teoria da medicina que tinha suas raízes na filosofia, que faz do homem um verdadeiro médico. No entanto, essa filosofia não confia apenas na natureza nem na mente; ela constrói da “luz da natureza”seu “cosmos anthropos”.
 Gunhild Porksen, tradutora de textos de Paracelso durante anos, diz que as controvérsias a respeito dele são causadas por seu comportamento grosseiro e rude. Ela chegou à conclusão de que ele era um homem de “energias especiais”. O fato é que ele sempre conseguiu entusiasmar pessoas bem diferentes como, por exemplo, Goethe em seu Fausto. Os sucessos astrológicos de Paracelso são famosos e ele, sem dúvida alguma, era um grande biólogo e um médico “total”, que entendeu muito do esoterismo. Era esotérico porque falou muito sobre o “interior”do homem e também sobre a influência das estrelas sobre os seres humanos.
Ainda segundo Paracelso, as doenças são catalogadas da seguinte forma:
 Do lado direito do corpo tudo é físico
Do lado esquerdo do corpo tudo é psíquico
Do lado da frente do corpo tudo é positivo (elétrico)
Do lado das costas do corpo tudo é negativo (magnético)
 “Não existe nenhuma coisa na natureza, criada ou dada à luz, que não revele exteriormente a sua forma interior, porque tudo o que é íntimo tende sempre a manifestar-se (…) como podemos observar e constatar com as estrelas e os elementos, com as criaturas, e com as árvores e as plantas (…). É por isso que a assinatura constitui uma fonte de compreensão, através da qual o homem não só se conhece a si próprio, mas pode reconhecer a quintessência de todos os seres”.
Jacob Boehme (1575-1624)
Terapia das Plantas
 A fitoterapia é a ciência que estuda a utilização de produtos de origem vegetal com finalidades terapêuticas, sendo para prevenir, atenuar ou curar um estado patológico. A palavra fitoterapia é formada por dois radicais gregos: fito vem “phyton”, que significa planta, e terapia vem de “therapia”, que significa tratamento, ou seja, tratamento em que se utilizam plantas medicinais.
 Os Astros e as Plantas
 Uma vez que todos os planetas de nosso sistema solar orbitam aproximadamente o mesmo plano, vemos o Sol e os planetas desfilarem pelo céu sempre pelo mesmo caminho aparente. Este caminho percorrido pelos planetas, que leva o nome de Zodíaco, está dividido em doze signos distribuídos em quatro grupos de três. Cada grupo está ligado a um dos elementos: terra, fogo, ar e água.
 Todos os planetas influenciam o reino vegetal de modo a imprimir nele suas principais características, mas o Sol e a Lua a exercem sua influência de maneira mais acentuada. Eis a influência dos planetas numa árvore:
 Flores: Vênus
Frutos: Júpiter
Folhas: Lua
Cascas e sementes: Mercúrio
Tronco: Marte
Raízes: Saturno
Sol: Toda a planta
 A Lua, embora exerça maior influência sobre as folhas, à medida que passa pelos signos transmite ao solo e também ao reino vegetal como um todo forças que vão beneficiar todas as suas partes. Por exemplo:
 – Raízes: serão beneficiadas pela passagem da Lua pelos signos regidos pelo elemento terra;
 – Folhas e Caules: serão beneficiados pela passagem da Lua pelos signos regidos pelo elemento água;
 – Flores: serão beneficiadas pela passagem da Lua pelos signos regidos pelo elemento ar;
 – Frutos e Sementes: serão beneficiados pela passagem da Lua pelos signos regidas pelo elemento fogo.
 As fases da Lua também participam do processo vital dos vegetais. Através dos tempos, o homem observou que as fases da Lua estão ligadas ao aproveitamento correto da luminosidade que, embora menos intensa que a solar, penetra mais fundo no solo e, assim, acelera o processo de germinação das sementes. Dessa maneira, as plantas que recebem mais luminosidade lunar na sua primeira fase de vida, tendem a brotar rapidamente, desenvolvendo mais folhas e flores, realizando a fotossíntese com mais eficácia. Então:
 Lua Nova é boa para fazer podas, capinar o mato (porque demora mais para crescer), colher raízes suculentas e fazer adubação;
 Lua Crescente é boa para preparar a terra; semear e colher folhas e frutos; fazer enxertos; plantar flores e folhagens em vasos;
 Lua Cheia não é boa para plantar nem transplantar e muito menos capinar, pois o mato cresce mais rapidamente. A seiva das plantas concentra-se toda nas extremidades e o ideal é não mexer nas plantas;
Lua Minguante é boa para plantar e colher raízes; colher e armazenar grãos.
A seguir, a descrição das principais características das plantas segundo a influência planetária que sofrem assim como alguns exemplos de plantas que representam, no reino vegetal, as energias de cada um desses planetas.
Plantas Lunares: são de folhas grandes ou pequenas, mas abundantes; as flores são brancas ou de cores claras; os frutos são de gosto insípido e sem cheiro e em geral são de aparência bizarra; vivem na água ou bem perto dela; são frias, leitosas, narcóticas e anti-afrodisíacas; costumam ser usadas nas práticas de feitiçaria. Exemplos: agriãoerva-pombinhatíliachapéu-de-courobananeiraabóboravioleta amarelatrevo,margaridalírio branco.
Plantas Mercurianas: possuem folhas pequenas e de cores variadas; produzem flores e folhas, porém não frutos; são sinuosas ou ondulantes e de tamanho médio; as flores geralmente são amarelas, de odor penetrante, com sabores diversos, mas um tanto adstringentes. São plantas normalmente relacionadas com a mente ou trabalhos na esfera mental. Exemplos: valerianasetesangriasguacoeucaliptoerva-lanceta,capim-cidrócanela-sassafrássalsaparrilhamanjeronaherafunchoalfazema,acácia.
Plantas Venusianas: são afrodisíacas, com perfume quase sempre suave; produz sementes em abundância e se dá frutos, são doces e com aroma agradável; são plantas pequenas, muito floridas, com flores alegres e belas (cor de rosa) e possuem muitas flores, mas sem frutos. Exemplos: stéviahortelãgengibreerva-da-vidaerva-de-bugrecatuabacatinga-de-mulataalgodoeirotomilhopoejomil-em-ramamalva,cerejeirabardanasabugueirovioletarosa.
Plantas Marcianas: muitas são espinhosas e provocam ardor ao tocá-las. Os frutos podem ser venenosos, são ácidos, amargos e de gosto picante. Em geral são arbustos pequenos, com flores pequenas e vermelhas e podem ser prejudiciais à visão. Exemplos:oréganocoentro, cajueiroguaranácardo-santoalho-poróalhoerva-de-bicho,alcachofrauva-ursiarrudalosnaurtiga.
Plantas Jupterianas: são plantas grandes, rústicas, com frutos abundantes e de aspecto esplendoroso. Os frutos são doces e as flores são muito bonitas, mas sem perfume, em geral azuis, brancas e violetas. Algumas vezes, as árvores podem esconder as flores. Exemplos: boldobaicuruanisabacateirosáviasabugueiropitangueirapicãopau-ferrojurubebajambolãodente-de-leãocarvalhocarquejacardamomocamomila.
Plantas Saturninas: são plantas melancólicas, tristes, sinistras, sombrias, pesadas e de caule duro; grandes e de forma rara. Produzem frutos sem flores de sabor amargo, acidulado e/ou acre. Se houver flores estas são, geralmente, sombrias, cinzentas ou negras. A reprodução é sem sementes, são resistentes e narcóticas e crescem lentamente. Exemplos: aroeiraavencacavalinhaciprestecominhocancorosa,espinheira santasalsataiviáipê-roxoerva-mate, bolsa-de-pastoramorperfeito.
Plantas Solares: são de altura média com flores geralmente amarelas com frutos bons de sabor agridoce. Movimentam-se na direção do Sol ou tem a figura deste em suas flores, folhas ou frutos. Algumas permanecem sempre verdes e são muito aromáticas. Tem grandes poderes mágicos e curativos. São usadas por suas virtudes de adivinhação, medicinais e contra “maus espíritos”. A maioria das plantas medicinais são solares. Exemplos: artemísianogueiratanchagemmarcelaestigmade milho, erva-cidreira,canelacalêndula, babosaarrudaalecrimerva-de-são-joãolaranjeiracamomila,açafrãolouromelissagirassol.
Homeopatia e Astrologia: A Lei da Correspondência em Ação
O que teriam em comum personalidades tão distantes no tempo e no espaço como Hipócrates, considerado o pai da medicina ocidental, Paracelso, um médico e alquimista da Idade Média, e Samuel Hahnemann, o iniciador da medicina homeopática? Estes três homens reconheceram e utilizaram nas mais variadas formas, uma lei universal:“Assim como é em cima, é em baixo”. Essa lei universal tem sido redefinida nos mais variados campos da ciência. Ela é a base da astrologia moderna. Jung a introduziu no campo da psicologia com o nome de “princípio da sincronicidade”.
O princípio básico da Homeopatia, a lei da similitude, diz: “Semelhante cura semelhante”. Tal princípio nada mais é do que uma utilização prática, no nível da saúde, da lei universal descrita por Paracelso. Isso explica a afirmação Hipocrática de que um médico que não conhecesse a astrologia não estava preparado para o exercício de sua profissão. Na Idade Média, os médicos-astrólogos acompanhavam a saúde dos reis através de suas cartas astrológicas. Na Renascença, astrônomos conceituados como Copérnico e Kepler levaram a uma ampliação do crédito da astrologia. Nos dias atuais, pode parecer bizarro a união entre a medicina e a astrologia e nem poderia ser de outra forma, já que a medicina tem se tornado uma ciência da especialização e da divisão. No entanto, a medicina homeopática prioriza o homem como um todo, e nesse sentido continua sendo fiel aos princípios hipocráticos.
Em seu estudo sobre alquimia, Paracelso afirmou: “A fim de alcançar o verdadeiro significado da alquimia e da astrologia, é necessário ter uma clara concepção da íntima relação e identidade do microcosmo com o macrocosmo, e de sua interação. Todas as forças do universo estão potencialmente presentes no homem e no seu corpo; todos os órgãos humanos nada mais são do que produtos e representantes dos poderes da Natureza”.
 Algumas das formas da astrologia auxiliar o homeopata em sua busca da totalidade e de uma compreensão mais ampla do paciente são:
– a identificação de áreas de vulnerabilidade e de sofrimento, tanto a nível emocional quanto físico.
– através de uma anamnese mais dirigida, o homeopata pode descobrir “pontos frágeis”que de outra forma poderiam passar despercebidos.
– fica mais fácil conhecer em profundidade um paciente que, por exemplo, se limite a seus sintomas físicos, não oferecendo ao médico dados de seu temperamento, já que o mapa astrológico revela características da personalidade do indivíduo.
– com bebês ou crianças pequenas o homeopata fica limitado ao relato dos pais. O mapa astrológico auxilia no reconhecimento prévio do potencial daquela personalidade, ajudando na eleição de medicações mais adequadas.
– através dos trânsitos, ou seja, dos ciclos astrológicos, o médico pode acompanhar o paciente em seus processos de vida, já sabendo com uma certa antecedência em que momentos a energia vital poderá ser alterada pelas inevitáveis mudanças da vida, espelhadas no mapa astrológico.
E estas são apenas algumas das utilizações da astrologia na homeopatia. Tanto uma como a outra utilizam a mesma linguagem, ou seja, a visão do todo baseando-se no mesmo princípio universal. É chegado o momento de se resgatar instrumentos que colaborem para o bem estar do homem enquanto indivíduo e enquanto coletividade. Aastrologia e a homeopatia estarão juntas, trilhando importantes caminhos para atender à ânsia do ser humano em se religar com a harmonia do Universo.
Teorias Herméticas
Na origem primordial das coisas, os filósofos concebiam um caosno qual estavam prefiguradas as formas de todo o Universo; uma matriz ou matéria cósmica e, por outro lado, um fogo gerador em que a ação recíproca constituía a mônada, a pedra de vida ou Mercúrio: meio e fim de todas as forças.
Este Fogo é ardente, seco, macho, puro, forte; é o espírito de Deus levado sobre as águas, a cabeça do dragão, o Enxofre.
Este Caos é uma água espermática, cálida, fêmea, úmida, lodosa, impura: o Mercúrio dos alquimistas. A ação destes dois princípios, no Céu, constitui o bom princípio: luz, o calor, a geração das coisas.
A ação destes dois princípios sobre a Terra constitui o mau princípio: a obscuridade, o frio, putrefação ou a morte.
Sobre a Terra o fogo puro se converte em grande Limbo o yliástermisterium magnumde Paracelso; isto é, uma terra vã e confusa, uma lua, com água mercurial, o Tohu v’bohou de Moisés. Finalmente, a água pura e celeste passa a ser uma matriz, terrestre, fria e seca, passiva: o Sal dos alquimistas.
Desta maneira vemos como na Natureza todas as coisas passam por três idades. Seu começo ou nascimento surge na presença de seus princípios criadores. Este duplo contato produz uma luz, depois vêm as trevas e uma matéria confusa e mista: é afermentação.
Esta fermentação termina com uma decomposição geral ou putrefação, depois do que as moléculas da matéria em ação começam a coordenar-se, segundo a sutilidade da mesma: é a sublimação, é a vida que se manifesta.
Finalmente, chega o momento em que este último trabalho cessa: é a terceira idade.Então se estabelece a separação entre o sutil e o rude; o primeiro se eleva ao céu; o segundo permanece na terra; o restante permanece nas regiões aéreas. É o último término, a morte.
Conseguimos registrar o transcurso das quatro modalidades da substância universal chamadas Elementos; o fogo, a terra e a água reconhecemo-los facilmente e podemos coordenar todas estas noções, estabelecendo um quadro de analogia que podemos ler mediante o triângulo pitagórico. Este processo é seguido na índia (sistema Sankya) e na Cabala (Tarot e Sefiroth).
Eis aqui os princípios atuantes nos três mundos, segundo a terminologia hermética:
No primeiro mundo, o Espírito de Deus, o Fogo incri-ado, fecunda a água sutil, caótica, que é a luz criada ou a alma dos corpos.
No segundo mundo, essa água caótica, que é ígnea e contém o enxofre de vida, fecunda a água intermédia, este vapor viscoso, úmido e gorduroso, que é o espírito dos corpos.
No terceiro mundo, esse espírito, que é fogo elemental, fecunda o éter ígneo, que se chama também água espessa, lodo, terra andrógina, primeiro sólido e misto fecundado.
Assim, cada criatura terrestre é formada pela ação de três grandes séries de forças: umas provêm do céu empírico; outras chegam do céu zodiacal; e as últimas do planeta ao qual a respectiva criatura pertence.
Do céu empírico vêm a Anima MundiSpiritus Mundi e a Matéria Mundivapor viscoso, semente universal e incriada.
Do céu zodiacal vêm o enxofre de vida, o mercúrio intelectual ou éter de vida e o sal de vida ou água-princípio, semente criada e matéria segunda dos corpos.
Do planeta vêm o fogo elemental, o ar elemental (veículo de vida) e a água elemental (receptáculo de sementes e semente inata dos corpos).
Constituição Estática da Planta
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 Antes de traçar um esboço da fisiologia vegetal, convém anotar os princípios em ação que existem no reino que nos ocupa, de modo que nos seja possível conhecer com simplicidade seu complicado funcionamento.
Se estudarmos os vegetais sob o ponto de vista de sua constituição, reconheceremos neles cinco princípios:
 Uma matéria, formada por Água vegetativa.
 Uma alma, formada por Ar sensitivo.
 Uma forma, composta de Fogo concupiscível.
 Uma matriz, ou Terra intelectiva.
 Uma Essência universal e primitiva ou Misto memorávelformada pelos quatro elementos que determina as quatro fases do movimento: a fermentação, a putrefação, a formação e o crescimento.
Se os estudamos sob o ponto de vista gerativo, encontraremos sete forças em ação:
 Uma matéria ou paciente, formada de luzes e trevas, água caótica e vegetativa; eis aqui as Derses de Paracelso, exalação oculta da terra, em virtude da qual a planta cresce.
 Uma forma, princípio ativo ou fogo.
 Um vínculo entre os dois precedentes.
 Um movimento, resultado da ação da gente sobre o paciente. Este movimento, que se propaga pelos quatro elementos, determina as quatro fases anteriormente citadas a propósito do Misto memorável.
Todo este trabalho, em sua maior parte preparatório e oculto, dá como resultados visíveis:
 A alma do vegetal, ou semente corporificada, o Clissus de Paracelso, poder específico e força vital.
 O espírito ou Misto organizado, o Leffas de Paracelso, ou corpo astral da planta.
 O corpo da planta.
Classificação dos Elementos
É sabido que um dos quatro elementos, além da quintessência, correspondem a cada um de nossos cinco sentidos; isto é, cada uma dessas cinco formas de movimento nos revela as qualidades dos objetos por meio da vibração de um de nossos centros nervosos ou sensitivos: A Terra corresponde ao Olfato (cheiro).
Água corresponde ao Gosto (paladar). O Fogo corresponde à Visão (forma). O Arcorresponde ao Tato (volume). A Quintessência corresponde ao Ouvido (espírito). Daí a origem de composição do quadro distributivo adiante:
Este quadro abrange somente os tipos simples, que são pura e exclusivamente teóricos; na realidade, é preciso combinar uns com os outros, estes quatro elementos, para se obter o quadro número dois dos signos zodiacais, o qual poderá indicar-nos o caráter geral de uma planta.
Agora, se desejamos conhecer, a priori, as qualidades de uma planta sob o signo de Áries, se nos fixarmos neste segundo quadro veremos que Áries é um fogo (coluna vertical) deterra (coluna horizontal); as qualidades desta planta serão, portanto, de acordo com o primeiro quadro, um perfume penetrante; um sabor picante; as flores serão vermelhas e a planta será de caule médio.
As plantas que se acham sob o signo de Áries são quentes e secas; o elemento FOGO predomina nelas; finalmente, sua forma oferece semelhanças mais ou menos longínquas com a cabeça e suas partes secundárias; os olhos, o nariz, a língua, os dentes, a barba; têm flores amarelas, de sabor acre, as folhas e o caule são débeis, com duas pétalas. Perfume: a mirra.
As plantas sob o signo de Touro são frias e secas; nelas predomina o elemento TERRA; seu sabor será, portanto, acre e de cheiro suave; têm o caule muito comprido, elevam eflúvios aromáticos, esfriam facilmente, produzem frutos em abundância. Algumas delas têm a forma duma garganta; plantas cujas flores são andrógenas. Perfume parecido ao do costo, a erva aromática.
As plantas sob o signo de Gêmeos são quentes e ligeiramente úmidas; seu elemento é o AR; plantas cujas flores são brancas ou muito pálidas; folha extraordinariamente verde, sabor doce, quase sempre leitosas; apresenta certa relação de forma com as costas, o braço, as mãos, os seios; folhas com sete pontas. Perfume: almecega.
As plantas sob o signo de Câncer são frias e úmidas; a ÁGUA predomina nelas; são insípidas, vivem em terreno pantanoso, produzem flores de cor branca ou cinza; suas folhas têm forma de pulmões, de fígado ou de baços; mostram manchas e cinco pétalas. Perfume: cânfora.
As plantas sob o signo de Leão são quentes e secas; dominadas pelo elemento FOGO; dão flores vermelhas, de sabor muito acre, quase amargo; seu fruto tem a forma de estômago ou de coração; são crucíferas. Perfume: incenso.
As plantas sob o signo de Virgem são frias, secas e nelas predomina a TERRA; plantas trepadeiras, com tecidos duros, mas se rompem com facilidade; suas folhas e raízes se assemelham ao abdome ou aos intestinos. Suas flores costumam desabrochar com cinco pétalas. Perfume: sândalo branco.
As plantas sob o signo de Libra são quentes, úmidas e aéreas; suas flores são raras; seus caules, altos e flexíveis; seus frutos ou sua folha lembram a forma dos rins, do umbigo, da bexiga; seu sabor é doce; crescem de preferência nos terrenos pedregosos. Perfume: ogálbano.
As plantas sob o signo de Escorpião são quentes, úmidas. Possuem amiúde um gosto insípido; às vezes são aquosas, leitosas, de cheiro fétido; têm a forma dos órgãos sexuais do homem. Perfume: coral vermelho.
As plantas sob o signo de Sagitário são quentes e secas; são dominadas pelo elemento FOGO; são amargas e sua forma se parece com determinadas partes da região anal. Perfume: aloés.
As plantas sob o signo de Capricórnio são frias e secas; nelas predomina o elemento TERRA; suas flores são esverdeadas; sua seiva é tóxica e coagula-se. Perfume: nardo.
As plantas sob o signo de Aquário são ligeiramente quentes e úmidas; são dominadas pelo AR; costumam ser aromáticas; têm forma de pernas. Perfume: eufórbio.
As plantas sob o signo de Peixes são frias e úmidas; nelas predomina o elemento ÁGUA; quase não têm sabor; têm forma de dedos; crescem amiúde em lugares frescos e umbrosos, perto dos lagos e pântanos. Perfume: tomilho.
Classificação Septenária ou Planetária
Vejamos abaixo, resumidas em poucas palavras, as bases de classificação:
Saturno: Adstringente, concentrador.
Júpiter: Resplandecente, majestoso.
Marte: Cólera, espinhos.
Sol: Beleza, nobreza e harmonia.
Vênus: Beleza e suavidade.
Mercúrio: Indeterminada.
Lua: Estranheza, melancolia.
O sabor é produzido pelo sal da terra onde a planta cresce; ele indica o ideal da planta e o caminho que há de seguir para extrair o bálsamo.
As folhas e o caule indicam o planeta que domina as plantas.
 Em todo vegetal, a raiz corresponde ao planeta Saturno.
 A semente e a casca, a Mercúrio.
O lenho, o tronco forte, a Marte.
 As folhas, à Lua.
As flores, a Vênus.
O fruto, a Júpiter.
Os Signos Planetários
As plantas influenciadas por Saturno são pesadas, pegajosas, adstringentes, de sabor amargo, acre ou ácido e produzem frutos sem flor, reproduzem-se sem semente, são ásperas e negruscas; possuem odor penetrante, forma rara, sombra sinistra; São resinosas, narcóticas, crescem muito lentamente; consagram-se em cerimônias fúnebres e empregam-se em trabalhos de magia negra.
As plantas que recebem a influência de Júpiter têm um sabor doce, suave, sutil, fracamente acidulado; todos os vegetais desta classe dão fruto, embora alguns não mostrem a flor; muitos dão fruto abundante e de aspecto esplendoroso.
As plantas influenciadas por Marte são ácidas, amargas, acres e picantes e tornam-se venenosas por excesso de calor; são também espinhosas, provocam comichão ao tocá-las ou prejudicam a vista.
As plantas do Sol são aromáticas, de um sabor bastante acídulo; tornam-se admiráveis contravenenos; algumas delas permanecem sempre verdes; possuem a virtude da adivinhação e são aconselhadas contra os maus espíritos; movimentam-se em direção ao sol ou apresentam a figura dele em suas folhas, flores ou frutos.
As plantas influenciadas por Vênus são de sabor doce, agradáveis e untuosas; produzem flores, mas sem dar frutos, possuem sementes em abundância e são geralmente afrodisíacas; seu perfume é quase sempre suave. São empregadas nas práticas de magia sexual.
As plantas que estão sob a influência do planeta Mercúrio possuem um sabor misto; produzem flores e folhas, mas não frutos; as flores são pequenas e de cores variadas.
 As plantas que sofrem a influência da Lua são insípidas, vivem perto da água ou dentro da água; são frias, leitosas, narcóticas, anti-afrodisíacas; suas folhas costumam ser de grande tamanho. Empregam-se em despachos de bruxaria.
Combinações de Influências
Para ajuda do estudante leitor, vejamos alguns exemplos dos resultados que produzem as influências combinadas de vários planetas.
Por exemplo, Saturno com seu domínio forma uma planta de cor negra ou cinzenta — escura, de caule duro e sabor forte; uma planta grande, de flores sombrias; para dita forjação chama comumente a Marte e então a planta se torna rugosa, cheia de nós, de galhos inflados, de aspecto selvagem e atormentada.
Saturno Vênus produzem grandes árvores, de grande resistência, porque a doçura venusiana proporciona a matéria que se desenvolverá no enxofre de Saturno.
 Se Júpiter se encontra perto de Vênus,a planta nasce forte e cheia de virtudes.
Se Mercúrio influir sobre uma planta entre Vênus e Júpiter,então é ainda mais perfeita; torna-se um belíssimo vegetal, de corpo médio, com flores brancas ou azuis.
 Se o Sol se aproxima dos dois citados anteriormente, a flor se torna amarela.
 Se Marte não se mostra contrário a isso, a planta é capaz de resistir a todas as más influências e torna-se própria para excelentes remédios, embora semelhante combinação costume ser muito rara.
 Se Marte Saturno opõem-se, a MercúrioVênus Júpiter, resulta uma árvore venenosa de flores avermelhadas e amiúde (por causa de Vênus), de tato áspero e sabor detestável.
 Sim, apesar de Marte Saturno se oporem, Júpiter Vênus manifestam seu grande poder e Mercúrio mostra certa debilidade; a planta será quente e de virtudes curativas; seu caule será fino, a intervalos áspero e espinhoso; suas flores nascerão brancas.
 Se Vênus está próxima de Saturno e se a Lua não está em oposição a Marte Júpiter, teremos então uma planta bonita, tenra e delicada, com flores brancas, inofensiva, porém de pouca utilidade.
“Todas as doenças têm seu princípio em alguma das três substâncias: Sal, Enxofre ou Mercúrio; quer dizer que podem ter sua origem no domínio da matéria, na esfera da alma, ou no reino do espírito. Se o corpo, a alma e a mente estão em perfeita harmonia, uns com os outros, não existe nenhuma discordância; mas se origina-se uma causa de discordância em um destes três planos, isto se comunica aos demais”.
 “Aquele que pode curar doenças é médico. Nem os imperadores, nem os papas, nem os colegas, nem as escolas superiores podem criar médicos. Podem outorgar privilégios e fazer com que uma pessoa, que não é médico, aparentemente o seja; podem conceder-lhe licença para matar, mas não podem dar-lhe o poder de curar; não podem fazer dessa pessoa um médico verdadeiro, se já não foi ordenada por Deus.”
 Paracelso
Biblioteca das Plantas
Dicionário de Botânica Oculta
Agave (Angustifolia Marginata): Deve ser colhido na hora de Saturno.
Abrótano (Abrotanum): Colhe-se sob o signo de Escorpião.
Absíntio (Artemisa Absinthyum): Planeta Marte. Signo zodiacal Capricórnio.
Acácia (Acacia): Planeta Mercúrio.
Açafrão (Crocus Sativus): Colhe-se quando o Sol está em Leão ou em Peixes ou quando aLua está em Câncer.
Acanto (Acanthus Mollis): Planeta Marte.
Acônito (Aconitum Napellus): Planeta Saturno. Signo zodiacal Capricórnio.
Agno Casto (Agnus Castus): Planeta Saturno. Signo zodiacal Câncer.
Alcachofra (Cynara Scolymus): Planeta Marte. Signo zodiacal Escorpião.
Aloés (Aloé Socotrina): Planeta Sol.
Angélica (Archangelica Officinalis): Colhidas na hora de Saturno, as folhas são boas para curar a gota; a raiz, arrancada na hora do Sol ou de Marte, sob o signo de Leão, cura a gangrena e as mordidas venenosas.
Anis-Verde (Pimpinella Anisum): Suas propriedades curativas são mais eficazes se dita planta for colhida na hora de Mercúrio sob os signos de Gêmeos ou Virgem.
Arnica (Arnica Montana): Planeta Sol.
Aveia (Avena Sativa): Planeta Sol e Lua.
Hamamélis (Hamamelis Virginica): Planeta Mercúrio.
Beladona (Atropa Belladona): Suas folhas secas e trituradas e misturadas ao açafrão e cânfora constituem um perfume mágico para afugentar as larvas do astral. PlanetasSaturno e Vênus. Signo zodiacal Escorpião.
Briônia (Bryonia Alba): Planeta Mercúrio.
Cana (Arundo Donax): Planeta Mercúrio.
Canela (Cinnamomum Zeylanicum): Emprega-se nos perfumes mágicos do Sol e em certos filtros de amor.
Cânhamo Hindu (Cannabis Indica): Planeta Saturno.
Celidônia (Chelidonium Majus): Planeta Sol. Signo zodiacal Sagitário.
Centáurea Menor (Erythraea Centaurium): Planeta Júpiter. Signo zodiacal Leão.
Cevada (Hordeum Vulgare): Planeta Sol.
Coca (Erythroxylum Coca): Planetas Saturno e Sol.
Coentro (Coriandrum Sativum): Com os frutos desta planta, reduzidos a pó e misturados com almíscar, açafrão e incenso, obtém-se um perfume de Vênus muito eficaz nas práticas de magia sexual. Os amuletos e talismãs amorosos devem ser defumados com este perfume (Agrippa).
Consólida (Symphytum Officinalis): Quente e seca. Vênus em Sagitário ou em Aquário. Planta consagrada pelos gregos a Juno, primeira das divindades femininas e rainha dos deuses. Seu nome grego é Hebe.
Corriola (Calystegia Sepium): Planetas Júpiter Sol.
Couve (Brassica Oleracea): As sementes da couve são um excelente vermífugo. Signos zodiacais Câncer e Escorpião. A couve vermelha, chamada Lombarda, comida antes de um banquete, evita os mal-estares produzidos pelo vinho tomado em grande quantidade. Tem propriedades contra as flatulências, a bílis e a icterícia. Planetas Lua e Júpiter.
Cravinhos (Eugenia Caryophyllus): Planta quente e seca. Colhe-se quando o Sol está emPeixes ou quando a Lua está em Câncer.
Culantrilho (Adianthum Capillus): Planeta Saturno.
Dictamo Branco (Dictamnus albus): Planeta Marte. Signo zodiacal Câncer.
Erva Gateira (Nepeta Cataria): Planeta Mercúrio.
Erva Moura (Solanum Nigrum): Signo zodiacal Libra.
Escabiosa (Succina Pratensis): Signos zodiacais Touro e Libra. Planeta Mercúrio.
Espinheiro Cervical (Rhamnus Catharticus): Planta consagrada a Saturno. Signo zodiacal Libra.
Estramônio (Datura Stramonium): Planeta Saturno.
Faia (Fagus Sylvatica): Planetas Júpiter e Saturno.
Fava (Faba Vulgaris): As favas, colhidas em fins de outubro, estão sob os auspícios deEscorpião e Mercúrio. O fruto é de Saturno e da Lua.
Feto Macho (Polystichum Fílixmas): Planeta Saturno. Signo zodiacal Sagitário.
Figueira (Ficus Carica): O fruto branco pertence a Júpiter e Vênus. O fruto negro, aSaturno. Signo zodiacal Aquário.
Funcho (Foeniculum Vulgare): Signos zodiacais Peixes ou Aquário.
Genciana (Gentiana Lutea): Planeta Sol. Signo zodiacal Leão.
Girassol (Helianthus Annuus): Planeta Sol. Signo zodiacal Leão.
Heléboro Negro (Helleborus Niger): O Heléboro negro é uma das plantas mais usadas pelos bruxos. Sua raiz é colhida na hora de Saturno (Agrippa).
Hissopo (Hyssopus Officinalis): Planeta Sol. Signo zodiacal Leão.
Incenso (Commiphora Myrrha): No comércio é conhecido com o nome de incenso macho, aquele que emana diretamente da árvore. O que é extraído artificialmente leva o nome de incenso fêmea. O primeiro é o mais apreciado, chamado também olíbano. Planetas Sol e Júpiter. Signo zodiacal Leão.
Ipecacuanha (Cephaelis Ipecacuanha): Planetas Lua e Sol.
Íris (Iris x Germanica): Vênus em Libra.
Jacinto (Hyacinthus Orientalis): Planetas Sol e Vênus.
Junípero (Juniperus Communis): Planeta Vênus. Signo zodiacal Gêmeos.
Kousso (Brayera Anthelmintica): Secas e pulverizadas e lançadas sobre brasas vivas, suas flores desprendem emanações que ajudam eficazmente o desenvolvimento das forças psíquicas e facilitam o aperfeiçoamento mediúnico. Planeta Sol.
Lírio (Lilium): Deve ser colhida quando a Lua ou Vênus estejam sob os signos de Áries ouLibra. Com esta planta se fabrica um perfume mágico muito conveniente para queimar no recinto onde se realizam experiências teúrgicas ou se esperam manifestações astrais. Frio e seco. Planetas Júpiter e VênusLua em Áries ou Touro.
Lótus (Nelumbo Nucifera): Planeta Sol. Signo zodiacal Leão.
Loureiro-Cerejeira (Prunus Laurocerasus): O louro cereja é um dos vegetais que mais se empregam nos trabalhos de feitiçaria. Planetas Saturno e Lua.
Loureiro-Comum (Laurus Nobilis): Sol em Leão ou Lua em Peixes.
Lúpulo (Humulus Lupulus): Planetas Saturno e Lua.
Macela (Anthemis Nobilis): Planeta Sol. Signo zodiacal Libra.
Macieira (Pyrus Malus): Árvore consagrada a Ceres. O talo é de Escorpião. As folhas são de Gêmeos e Virgem. O fruto é de Vênus.
Mandrágora (Mandragora Officinalis): Planeta Saturno. Signo zodiacal Capricórnio.
Marroio-Branco (Marrubium Vulgare): Colhe-se sob o signo zodiacal de Virgem.
Melissa (Melissa Officinalis): Planetas Sol Júpiter.
Mercurialis (Mercurialis Annua): Planeta Lua. Signo zodiacal Virgem.
Mil-Folhas (Achillea Millefolium): Planetas Sol e Lua. Signo zodiacal Câncer.
Mirra (Chenopodium Mirrah): Planeta Vênus.
Morangueiro (Fragaria Vesca): Planeta Júpiter. Signo zodiacal Peixes.
Murta (Myrtus Communis): Planeta Vênus. Signo zodiacal Touro.
Nabo (Brassica Napus): Planeta Lua. Signo zodiacal Capricórnio.
Narciso (Narcissus Poeticus): Planeta Vênus. Signos zodiacais Touro e Leão.
Nogueira (Juglans Regia): Planeta Lua. Signo zodiacal Sagitário.
Oliveira (Olea Europea): Planeta Júpiter. Signo zodiacal Peixes.
Tansagem (Plantago Major): Colhe-se quando o Sol e a Lua estão em Câncer ou então quando o Sol está em Peixes e a Lua em Câncer.
Urupê (Polyporus Officinalis): Planeta Lua.

A Grande Mãe, O Princípio Do Eterno Feminino

 

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A Grande Mãe representa a Energia Universal Geradora, o Útero de Toda Criação. Na Sagrada Tradição, a Deusa se mostra com três faces: a Virgem, a Mãe/Amante e a Anciã, sendo que esta última ficou mais relacionada à bruxa na imaginação popular. A Deusa Tríplice mostra os mistérios mais profundos da energia feminina, o poder da menstruação.

A Grande Mãe é a face mais conhecida da Deusa e pela qual Ela é mais chamada desde o começo dos tempos. A Deusa como Mãe simboliza aquela que dá a vida, mas também pode tirá-la, assim como tudo na Natureza. Ela se preocupa com seus filhos, ela é fértil, sexual, justa, segura de si.

Podemos entrar em contato com a Divina Mãe sempre que tivermos que fazer qualquer tipo de escolha, pedir bênçãos e proteção, agradecer por algo conseguido, pedir conselhos sobre que caminho tomar, ou mesmo quando busca estar em paz.

Como as outras faces, a Mãe também foi representada em diversas culturas do mundo e teve muitos nomes, tais como Deméter, Isis, Freya.

A adoração a uma Deusa Mãe foi a primeira forma de religiosidade dos povos antigos, mesmo no período Paleolítico. Há muitas evidências arqueológicas cerâmicas e pinturas nas cavernas que mostram esta realidade.

Uma grande evidência desse culto antigo vem das numerosas estátuas de mulheres grávidas com seios, quadris, coxas e vulvas exagerados. Os arqueólogos chamam essas imagens de “Vênus”. Tais estátuas foram encontradas na Espanha, França, Alemanha, Áustria, Checoslováquia e Rússia e parecem ter pelo menos dez mil anos.

São objetos particularmente interessantes porque mostram que a fertilidade da mulher era vista como sagrada. Talvez por isso exista uma relação tão grande entre a mulher e a Terra como um todo, pois os antigos viam como a Energia Criadora, que dava à luz uma nova vida, era feminina.

No entanto, que isso jamais teve o intuito de afirmar que os povos antigos acreditavam única e exclusivamente numa Grande Mãe; afirmar isso seria ignorar toda a crença politeísta que guiou os dias de hoje. O Sagrado Feminino não significava UM Sagrado Feminino, mas a sua representação.

Os seguidores da Sagrada Tradição veem o Sagrado Feminino como “A Deusa dos Mil Nomes”, em função da variedade de cultos a deusas em toda a história das civilizações.

Isto não significa que exista, na verdade, uma só Deusa que tenha tantas faces, mas que todas essas faces sejam divindades distintas. A denominação única “Deusa” não nos leva a um monoteísmo; pelo contrário! Apenas usamos para denominar essa crença no Sagrado Feminino como um todo.

Podemos entrar em contato com a Divina Mãe sempre que tivermos que fazer qualquer tipo de escolha, pedir bênçãos e proteção, agradecer por algo conseguido, pedir conselhos sobre que caminho tomar, ou mesmo quando busca estar em paz.

Oração da Grande Mãe

A sua Arte, Senhora, veio à luz.
Quem poderá escapar de seu poder?
Sua forma é um eterno mistério;
Sua presença paira
Sobre as terras quentes.
Os mares te obedecem,
As tempestades de acalmam.
A sua vontade detém o dilúvio.
E Eu, tua pequena criatura,
Faço a saudação:
Minha Grande Rainha,
Minha Grande Mãe!

Fonte: http://wicca.sucessoecultura.com/

A DANÇA SAGRADA

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A dança é um diálogo onde as palavras são movimentos. Para executar uma dança sagrada, os movimentos devem ser consagrados. A consagração do gesto equivale a uma direcionalidade do movimento em que este se torna um sinal e é portador de uma mensagem. Exige-se primeiro a presença de uma idéia ou de um objetivo a alcançar e em seguida trabalha-se o corpo para adquirir a máxima maneabilidade para exprimir a Ideia.

Exemplo: 

Ideia de elevação: subida do corpo para o alto; Ideia de libertação: abertura do corpo para fora.

A dança sagrada exige algo mais do que o próprio domínio corporal; exige também uma participação ativa da consciência, que simultaneamente irá se manifestar na sequência de movimentos. Aqui o indivíduo não exprime algo que lhe é exterior: procura ser verdadeiro; o seu corpo é a oferenda e a sua consciência é o oficiante. Ele dança com o espírito, quer dizer, exalta o corpo para sublimar.

A dança é para ele uma via de libertação! Assim, a expressão corporal não será inata; o que é inato é a disponibilidade do corpo para se expressar. Para que haja expresssão, tem que haver Ideia. Esse motor oculto (inconsciente arquetipal) estimula a alma que irá comunicar ao corpo o caminho a seguir. Qaunto mais a consciência estiver embebida na Ideia, maior será a capacidade do oficiante em realizar os movimentos certos. Menor capacidade, menor transparência interior.

A dança sagrada exige uma descida da Ideia (Ideal) no corpo. Só o Ideal perfeito poderá tornar o corpo perfeito. Os vários movimentos marcam as etapas de tomada de posse do Espírito sobre o corpo. em termos filosóficos, poderíamos dizer que os impedimentos apra realizar um movimento perfeito derivam do fato de nós nos termos afastado da realidade, da perfeição. Esse ideal dorme em potência no corpo, na Alma e no Espírito (belo, bom, justo) do Homem. Falta-nos redescobrir esta meta, recordá-la para a tornar vivencial. Este é o caminho, e a dança é uma das suas vias de acesso.

Por isso também encontramos na dança sagrada uma apoteose final: o êxtase, estado sublime, onde deixa de existir diferença entre o exterior e o interior; entre o EU vontade e o EU corporal. Esse estado de união perfeita entre o corpo e o espírito surge quando a alma embriagada pela música, que ritma e sintoniza os movimentos, se deixa subjugar pela Ideia; é possuída por Ela numa dádiva total. Nas danças primitivas encontramos este processo através da 1ª fase ligada à Purificação. exorcizar ou fazer sair os maus gênios (espíritos) que habitam o homem; afastar o Mal para que o Bem possa intervir. Depois deta 1ª fase surge então o diálogo do Homem com as Forças Superiores. Os ritmos musicais procuram aureolar o Homem num campo vibratório apropriado; a música dá a cadência marcando os diferentes estados da dança sacralizada.

De fato, nós encontramos sempre o mesmo princípio da Maiêutica socrática em todas as atitudes sacralizantes , seja a música, a psicologia, a filosofia, a dança ou outras disciplinas: esvaziar para encher, sair para entrar, morrer para renascer.

Hoje temos afastado de nós este sentido sagrado da dança, talvez devido ao fato de não existir a ideia do Sagrado. Sagrado significa puro, precioso, verdadeiro, real na sua essência. O Sagrado exige a consciência do Bem supremo e sua veneração. em oposição ao Sagrado está o Profano, o que está por debaixo, em posição de menor importância, de menor valor. Proffanar significa desvalorizar algo, destituí-lo do seu valor essencial. A atitude profana é um gesto sem intenção transcendente; é comum e falta-lhe a consciência do porquê.

A Dança Profana reflete duas tendências:

1ª- Regresso ao mero instinto (espontaneidade do corpo). Aqui é a natureza inferior que predomina. Essas danças refletem formas caóticas onde as emoções convilsionam de uma maneira orgíaca. O corpo sobrepôe-se à mente o que resulta em impressões sensoriais sem grande transcendencia. É uma forma primária de deixar falar o corpo; trata-se, pois, de uma dança orgânica que procura sensações rápidas e passageiras. A música que lhe corresponde utiliza vibrações violentas com cadências curtas ou então lânguidas com cadências longas.

2ª- Corresponde ao tipo tecnicista que se situa no outro extremo já que a 1ª nega a própria técnica, utilizando apenas o instinto. Esta segunda tendência procura através da forma o artifício que tem mais a ver com o proposito corporal do que com a arte da Dança. É uma dança que, vazia de mensagem, pretende transmitir sem saber o quê. Por isso recorre á exuberância, à pseudo originalidade para parecer rara. Requer muita técnica para se justificar, pois joga com a ilusão e necessita do público para auto-lisongear-se.

Estas formas de dança seguem correntes de opnião, fortemente intelectualizadas, que manipulam a Arte numa dialética de convenções sociais. A Arte para ser Arte tem de ser universalmente sentida. Os olhos da alma sabe reconhecer espontaneamente a beleza de uma rosa, de um por-do-sol sem para isso recorrer a um dicionário de estética. A Arte verdaeira fala por si, não é elitista, exclusiva, e tem por objetivo comum a todos os seres: a perfeição, que procura expressar através de múltiplas atitudes. As formas diferem mas a essência é a mesma para todas as disciplinas. O objetivo é expressar a vida, a beleza,  desabrochar da Alma através de um simples passo de dança que eleve o corpo ás Alturas.

A transmissão do ideal de Perfeição através da dança é querer expressar um princípio universal, do qual nós reconhecemos a supremacia. Hoje as pessoas recusam-se a aceitar este princípio pela simples razão de que têm inconscientemente medo de não estar à altura de o viver. Negando o perfeito é mais fácil legitimar a imperfeição. Que melhor lugar para a mentira do que aquele de onde a verdade foi banida!?

A segunda tendência da dança profana, dita contemporânea (que está limitada a um tempo determinado, restrita a um momento) é para nós um puro sofisma. Urge, então, erguer uma nova dialética da profundeza para que renasça a dança sacralizada (a que perdura sempre). Neste reencontro com o objetivo da Vida o Homem irá beneficiar de um novo impulso e poder-se-á regenerar através da dança participando da sua essência.

A verdadeira dança é um puro ato de Amor, sendo esta a união perfeita da Alma com Deus. A dança não é somente prazer para o  corpo e para os olhos; ela deve transmitir algo mais que movimento; deve procurar exaltar e recordar ao Homem a ideia do Belo, da Perfeição que só pode ser transmitida na medida em que o executante a torne em si mesmo vivencial.

A dança é uma Iniciação à Vida. É o eterno movimento de Deus. É a oração do corpo.

Que mais poderemos dizer senão encorajar todos aqueles que por esta arte se sentem atraídos. Pois, no fundo, onde existe amor à Arte, existe o Artista, este homem que, frente a Beleza, frente à Perfeição, manifesta a sua mais sincera homenagem através da ação de si próprio.

 

Françoise Terseur – Pintora, Investigadora e Formadora da Nova Acrópole.

Via: http://www.nova-acropole.pt/

 

22 DE JULHO – DIA DE MARIA MADALENA

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Dia 22 de julho, é a data em que se celebra o festival de Maria Madalena. Talvez poucos saibam que esse dia é dedicado a ela.

As festividades acontecem na basílica de Maria Madalena, localizada em Vézelay, na França e atrai até hoje muitos peregrinos nessa data.

Lá está uma imagem de Maria Madalena, e em seu rosto corre uma lágrima que, segundo Margaret Satarbird, é um lembrete do seu papel de noiva despojada chorando o seu amado morto.

Segue abaixo informações extraídas do livro “ O Anuário da Grande Mãe”, de Mirella Faur:

Antiga celebração de Maria Madalena, na França. Nesta data mulheres de todos os lugares peregrinavam a uma gruta e, diante de um altar, pediam à Santa que lhes ajudasse a arrumar namorados ou maridos. Segundos os evangelhos Gnósticos, Maria Madalena era a companheira de Jesus, conhecida como Maria Lúcifer, na acepção correta deste nome (Lúcifer como doador da luz). Após a morte de Jesus, Maria Madalena tornou-se a líder dos Gnósticos, competente e respeitada, até que o Apóstolo Paulo proibiu a participação das mulheres na Igreja para liderar, oficiar ou ensinar, transformando a igreja aberta de Jesus em uma instituição patriarcal e exclusiva. Madalena foi morar na França, perto de Marselha. Lá se estabeleceu em uma gruta, levando uma vida eremita, curando e ajudando pessoas. A gruta onde Maria Madalena morava costumava abrigar antigos rituais de fertilidade dedicados à Deusa.
Na Anatólia, festival dedicado à Arinna, deusa da luz e do dia.

 

Elevemos nossas preces à Rainha!

Om Maria cheia de Graça,
A Senhora é conosco!
Bendita Sois Vós manifestada em cada mulher,
Benditos São e serão sempre
os frutos do nosso ventre sagrado.

Divina Maria, Deusa Mãe,
Rogai por nós, filhas da Deusa
Agora que é a hora
da concepção
da geração
e da manifestação
do amor e da vida na Terra.

Assim É.

 

 

O CREDO DAS SACERDOTISAS

 

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Ouça agora a palavra das Sacerdotisas,
os segredos que na noite escondemos,
Quando a obscuridade era caminho e destino,
e que agora à luz nós trazemos.

Conhecendo a essência profunda,
dos mistérios da Água e do Fogo,
E da Terra e do Ar que circunda,
manteve silêncio o nosso povo.

No eterno renascimento da Natureza,
à passagem do Inverno e da Primavera,
Compartilhamos com o Universo da vida,
que num Círculo Mágico se alegra.

Quatro vezes por ano somos vistas,
no retorno dos grandes Sabás,
No antigo Halloween e em Beltane,
ou dançando em Imbolc e Lammas.

Dia e noite em tempo iguais vão estar,
ou o Sol bem mais perto ou longe de nós,
Quando, mais uma vez, Bruxas a festejar,
Ostara, Mabon, Litha ou Yule saudar.

Treze Luas de prata cada ano tem,
e treze são os Covens também,
Treze vezes dançar nos Esbás com alegria,
para saudar a cada precioso ano e dia.

De um século a outro persiste o poder,
Que através das eras tem sido levado,
Transmitido sempre entre homem e mulher,
desde o princípio de todo o passado.

Quando o círculo mágico for desenhado,
do poder conferido a algum instrumento,
Seu compasso será a união entre os mundos,
na Terra das sombras daquele momento.

O mundo comum não deve saber,
e o mundo do além também não dirá,
Que o maior dos Deuses se faz conhecer,
e a grande Magia ali se realizará.

Na Natureza, são dois os poderes,
com formas e forças sagradas,
Nesse templo, são dois os pilares,
que protegem e guardam a entrada.

E fazer o que queres, será o desafio,
como amar a um Amor que a ninguém vá magoar.
Essa única regra seguimos a fio,
para a Magia dos antigos se manifestar.

Oito palavras o credo das Sacerdotisas enseja:
sem prejudicar a ninguém, faça o que você deseja!

 

Doreen Valiente, “Witchcraft For Tomorrow” pp.172-173

Versão Traduzida para o Português

 

O SAGRADO FEMININO

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“Sagrado Feminino” significa várias coisas, uma vez que se expressa em várias dimensões da vida:

• Na dimensão espiritual significa incluir e valorizar o feminino como uma dinâmica igualmente fundamental da força criativa da vida e do Divino. O yang não pode existir sem o yin. Significa lembrar a nossa interconexão e unicidade: não estamos separados uns dos outros nem da criação.

• Na dimensão religiosa, significa incluir e honrar o rosto feminino de Deus na expressão religiosa, rituais e cerimônias, com linguagem inclusiva (como Deusa Mãe/ Deus Pai). Significa reconhecer e honrar as divindades femininas e arquétipos da Deusa ao longo de toda a história e culturas.

• Na dimensão planetária significa ver a Mãe Terra como a nossa Mãe, respeitando-a e curando-a.

• Na dimensão cultural significa reconhecer a sacralidade de toda a vida, a nossa rede de interconexão e comunidade; celebrar a grandeza e sabedoria do feminino em todas as culturas, nas artes e na expressão criativa.

• Na dimensão psicológica, significa recuperar as qualidades do Feminino como importantes qualidades interiores de totalidade e equilíbrio dentro de cada indivíduo, do sexo feminino e masculino.

• Na dimensão humana, significa valorizar a mulher como pessoa inteira-corpo, mente e espírito e valorizar as mulheres em igualdade com os homens.

• Na dimensão social, significa resgatar as vozes, visões e sabedoria das mulheres para serem recebidas e integradas ao serviço da cura social e do equilíbrio. Significa valorizar as contribuições das mulheres em casa, como cuidadoras, bem como no local de trabalho e na comunidade.

• Na dimensão política, significa usar a autoridade do poder para servir o bem maior, para proteger e servir a vida e não para dominação, ganância e interesse pessoal. Significa proteger a riqueza comum dos recursos planetários, tais como água, comida, ar, solo, energia.

• Na dimensão histórica, significa reconhecer e ensinar nas escolas as descobertas arqueológicas das culturas da Deusa, no tempo pré-patriarcal, baseadas em valores de parceria e aprender com elas um paradigma de sociedade que usa o poder para servir a vida, e não por ganância. Significa também incluir na história as contribuições das mulheres, bem como a história do Holocausto das Mulheres (600 anos de fogueira).

• Em valores da vida diária que significa boas-vindas, incluindo e ouvindo um ao outro, ao serviço da compreensão. Significa aceitar e respeitar as diferenças. Estar aberta à compaixão. Significa estar aterrado no coração, usando a cabeça a serviço de um bem maior. Significa incluir a intuição na percepção e tomada de decisão. Isso significa estar ligado à bondade, vivacidade, sensualidade e sabedoria de o corpo. Significa usar o poder pessoal para servir e para criar, não para dominar e explorar.

Texto: Vikki Hanchin, LSW

Traduzido e adaptado por SM/IC/A mulher e a SexualidadeSagrada