A LENDA DAS 13 MATRIARCAS

matriarcas

Conta-se que há milhares e milhares de anos a Terra era o próprio paraíso. Os humanos viviam em paz e equilíbrio com todos os outros seres da criação, havendo respeito entre homens e mulheres e entre os diferentes povos. Porém, mesmo vivendo em plena harmonia, surgiu, não se sabe de onde, uma pequena semente de ganância que se plantou nas mentes e corações dos seres humanos. Essa semente germinou à medida que os homens começaram a tirar o ouro do ventre da terra, pois eles acreditavam que fosse a própria luz do Pai Sol materializada e que quem possuísse mais dessa luz teria mais poder e reinaria sobre os outros.

O desejo de poder e de dominação apoderou-se dos humanos. Não mais havia harmonia entre as raças. Atos de violência começaram a proliferar, uns contra os outros e contra os animais. Queimavam-se florestas inteiras e envenenavam-se as águas, até que a Terra foi completamente destruída, consumida pelo fogo. Mas essa destruição trouxe também purificação e, para que uma nova humanidade pudesse renascer e recuperar o equilíbrio perdido, a Mãe Terra concedeu o amor, o perdão e a compaixão, resguardados nos corações das mulheres.

Assim, durante o ciclo de um ano, 13 aspectos da totalidade da sabedoria da Mãe Terra foram trazidos para o mundo visível com a ajuda da Avó Lua. A cada lua cheia, a luz prateada da Avó Lua tecia seus fios e materializava uma mulher, uma Mãe do Clã. Cada uma delas detinha um conhecimento particular, um ensinamento especial para ser transmitido aos filhos e filhas da Terra. Elas criaram uma irmandade que trabalhou com a mais pura dedicação para devolver às mulheres a força do amor e o bálsamo da compaixão. A Casa da Tartaruga, como foi chamado o conselho das Mães dos Clãs, compartilhava sua sabedoria para a cura da Terra, da alma das mulheres e para o restabelecimento do equilíbrio entre todos os seres.

O treze é o número da transformação e das lunações ao longo de um giro da Mãe Terra ao redor do Vovô Sol. Depois de cumprirem sua missão, elas voltaram para o ventre da Mãe Terra. Deixaram registrada toda sua sabedoria em 13 crânios de cristal de quartzo que foram guardados em locais sagrados de diversos pontos do mundo.

Por meio dos laços de sangue dos ciclos lunares, as Matriarcas criaram uma Irmandade que une todas as mulheres e visa a cura da Terra, começando com a cura das pessoas. Somente curando a si mesmas é que as mulheres poderão curar os outros (…) Apenas honrando seus corpos, suas mentes e suas necessidades emocionais, as mulheres terão condições de realizar seus sonhos.” (FAUR, 2015, p. 512)

1ª lunação:
Mãe da Natureza. Aquela que ensina a verdade e fala com todos os seres.
Guardiã das necessidades da Terra. Ela nos mostra o parentesco entre todos os seres da criação, nos ensina a respeitar o ritmo e o espaço sagrado de cada manifestação de vida e a ter cuidado conosco e com a Mãe Terra. Ela é a conexão entre todas as formas de vida.
Cor laranja, que representa eterna chama do amor existente em toda a criação.
Palavra-chave: pertencimento.

2ª lunação:
Mãe da Sabedoria. Aquela que honra a verdade e guarda os conhecimentos antigos.
Guardiã da Sabedoria. É protetora de todas as Tradições Sagradas e da Memória. Ela tem uma grande conexão como Povo das Pedras, pois esses têm registrado todas as experiências já vividas pela Mãe Terra. Ela nos ensina a honrar a Verdade em todos os Sagrados Pontos de Vista. Em sua sabedoria, compreende que existe verdade em todas as formas de vida.
Cor cinza, que representa imparcialidade, amizade e a aceitação da presença e verdade alheia, sem querer impor nossos próprios pontos de vista, valores e conceitos.
Palavra-chave: tolerância.

3ª lunação:
Mãe da Verdade. Aquela que avalia a verdade e ensina as leis divinas.
Guardiã da Justiça. Ensina os princípios da Lei Divina, o equilíbrio, a lei de ação e reação, a aceitação da verdade e o reconhecimento da nossa força e fraqueza, focalizando as qualidades e possibilidades para expandir a nossa essência.
Cor marrom, que representa o solo fértil da Mãe Terra e a conexão da Terra com as leis divinas.
Palavra-chave: compaixão.

4ª lunação:
Mãe das Visões. Aquela que vê a verdade em tudo e enxerga longe.
Guardiã das Profecias. É a que guia os espíritos durante os sonhos e as viagens astrais e ensina como compreender os símbolos das visões e os sinais que a vida apresenta. Ajuda o buscador a desenvolver a visão interna e avaliar as oportunidades e opções através da intuição. Embarcar na viagem interior, superar o medo pela confiança.
Cores pastéis, que representam a projeção da verdade em todos os matizes.
Palavra-chave: confiança na intuição.

5ª lunação:
Mãe da Quietude. Aquela que ouve a verdade e escuta as mensagens.
Guardiã do Silêncio. Ensina como silenciar para ouvir as mensagens da natureza, dos espíritos, dos Mestres, dos homens, dos nossos corações. Precisamos ouvir os pontos de vista de todos para aprender e progredir, discernindo a verdade das mentiras criadas como defesas.
Cor preta, que representa a busca de respostas e o silêncio necessário para encontrá-las.
Palavra-chave: silêncio.

6ª lunação:
Mãe da Fala. Aquela que fala a verdade e conta histórias que curam.
Contadora de Histórias. Ensina a falar sempre com o coração, dizer a verdade, mas com amor e sem incluir nossas projeções pessoais e os julgamentos a priori. Usar o humor para afastar os medos, equilibrar o sagrado com o profano, preservar a sabedoria dos ancestrais e a tradição oral.
Cor vermelha, a cor do sangue, que contém no DNA a sabedoria do legado ancestral.
Palavra-chave: poder da palavra.

7ª lunação:
Mãe do Amor. Aquela que ama a verdade em todas as manifestações da vida.
Guardiã do Amor Incondicional. Ensina a compaixão e o amor em todas as manifestações da vida (nosso corpo, nossos prazeres, respirar, comer, andar, brincar, trabalhar, amar, dançar).
Cor amarela (Avô Sol), que ama todos os filhos igualmente, sem julgar seus comportamentos e permitindo que eles passem pelas lições da vida arcando com as consequências dos seus erros ou escolhas prejudiciais.
Palavra-chave: desapego.

8ª lunação:
Mãe da Intuição. Aquela que serve à verdade e cura os filhos da Terra.
Protetora dos Mistérios da Vida e da Morte. Ensina as artes de curar e conhecimento sobre os ciclos da natureza, cura as feridas do corpo e da alma. Rege os momentos de passagem do nascimento à morte.
Cor azul, que representa intuição, verdade, harmonia, água e emoções.
Palavra-chave: auto-cura.

9ª lunação:
Mãe da Vontade. Aquela que ensina como viver a verdade.
Guardiã das Gerações Futuras e dos Sonhos. Rege a direção Oeste, lugar do princípio feminino. Ela ensina como olhar para dentro de si e encontrar a verdade pessoal, a encarar o futuro sem medo e manifestar os sonhos na Terra.
Cor verde, que representa a verdade.
Palavra-chave: futuro.

10ª lunação:
Mãe da Criatividade. Aquela que ensina como trabalhar com a verdade.
Guardiã da Força Criativa. Ela ensina como expressar nossa criatividade, desenvolver nossas habilidades e materializar nossos sonhos e idéias, destruindo as limitações e saindo da estagnação. Para materializar nossos sonhos devemos ter o desejo de criar, decidir fazê-lo e tomar as medidas necessárias para usar a força vital.
Cor de rosa.
Palavra-chave: autoexpressão.

11ª lunação:
Mãe da Beleza. Aquela que caminha com verdade, altivez e firmeza.
Guardiã da Liderança. Ensina a termos orgulho das nossas realizações, afirmar nossa auto-estima, criar nossa reputação pela nossa integridade e conhecimento. Traz novas idéias aos caminhos e verdades dos ancestrais. É a criadora da tradição da Tenda da Lua.
Cor branca, do uso adequado da vontade e autoridade e o lema é ‘pratique aquilo que fala’.
Palavra-chave: autoestima.

12ª lunação:
Mãe da Coragem. Aquela que louva a verdade e ensina a gratidão.
Guardiã da Abundância. Ela ensina a agradecer por tudo que recebemos da vida, abrindo espaço para a futura abundância. Através de testes e lições progredimos na nossa senda, não importa quais os desafios e as dificuldades, devemos agradecer por estas oportunidades que nos permitem desenvolver a nossa força interior. Ela nos mostra o valor do dar e receber e a celebrar a vida e louvar as bênçãos.
Cor púrpura.
Palavra-chave: gratidão.

13ª lunação:
Mãe da Transformação. Aquela que se torna a visão e ensina a mudança.
Guardiã dos Ciclos de Transformação. Ela é a síntese das qualidades das outras 12 Mães, mais do que a soma de todas elas, é aquela que realiza sua Orenda (missão espiritual) e cria um Sistema de Saber. Ela ensina como passar através das lições e mudanças para evoluir espiritualmente, sem nos deixar desviar pelas ilusões, buscando sempre a realização da essência do Ser.
Cor cristalina e luminosa, como os raios lunares e o brilho dos crânios de cristal.
Palavra-chave: realização.

Meditação para entrar em contato com as Matriarcas

Para entrar em contato com a Matriarca de qualquer lunação, sente-se confortavelmente, sozinha ou em grupo, e transporte-se mentalmente para uma planície longínqua. Ande devagar por entre os arbustos e diferente tipos de cactos, nascendo do chão pedregoso. O ar está calmo, o silêncio quebrado apenas pelo canto de alguns pássaros. Veja o Sol se pondo, colorindo o céu nos mais variados tons de dourado e púrpura. No meio dos arbustos, você enxerga uma construção rudimentar de adobe, meio enterrada no chão, lembrando o casco de uma tartaruga. Ao redor, há um círculo de treze índias, algumas idosas, outras jovens, vestidas com roupas e xales coloridos e enfeitadas com colares e pulseiras de prata, turquesa e coral. A mais idosa bate um tambor, as outras cantarolam uma canção que lhe parece familiar. Uma delas lhe faz sinal para que você se aproxime e você a segue respeitosamente.

Sabendo que chegou à Casa do Conselho, onde receberá apoio e orientação, você entra na estranha construção de teto, por uma abertura, descendo por uma escada rústica de madeira. Ao descer a escada, você se percebe dentro de uma Kiva, a câmara sagrada de iniciação dos povos nativos. As paredes estão decoradas com treze escudos, cada um ornado de maneira diferente, com penas, símbolos, conchas e fitas coloridas. O chão de terra batida está coberto de ervas cheirosas e algumas esteiras de palha trançada. No fundo da Kiva, você vê duas pequenas fogueiras, cuja fumaça sai por duas aberturas no teto. Esses fogos cerimoniais representam os dois mundos – o material e o espiritual – e as aberturas representam os canais ou “antenas ” que permitem a percepção dos planos sutis. A fumaça representa o caminho pelo qual os pedidos de auxílio e as preces são encaminhados para o Grande Espírito.

No centro, perto de um caldeirão, está sentada a Matriarca que você veio procurar. Ajoelhe-se e exponha-lhe seu problema. Ouça, então, sua orientação sábia ecoando em sua mente. Peça, em seguida, que ela toque seu peito, acendendo assim o terceiro fogo, a chama amorosa de seu próprio coração. Sinta o calor de sua benção curando antigas feridas e dissolvendo todas as dores, enquanto a chama lhe devolve a coragem, a força, a fé e a esperança. Agradeça à Matriarca pela dádiva que lhe devolveu seu dom inato e comprometa-se a restabelecer os vínculos com a Irmandade das mulheres, lembrando e revivendo a sabedoria ancestral. Despeça-se e volte pelo mesmo caminho, tendo adquirido uma nova consciência e a certeza de que jamais estará só, pois a Matriarca da Lunação de seu nascimento a apoiará e guiará sempre.

FAUR, M. O Anuário da Grande Mãe;
FAUR, M. Círculos Sagrados para Mulheres Contemporâneas)

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30 DE MAIO – DIA DE SANTA JOANA D’ARC

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Joana D’arc, nascida como humilde camponesa, sem qualquer tipo de instrução, mas portadora de extraordinários dons mediúnicos, obtinha com freqüência as visões do além e a audição de vozes, as quais a guiaram e sustentaram na grande missão que desempenhou, libertando sua pátria do domínio inglês, além de pacificá-la e uní-la.

Ó Santa Joana D’arc, vós que, cumprindo a vontade de Deus, de espada em punho, vos lançastes à luta, por Deus e pela Pátria, ajudai-me a perceber, no meu íntimo, as inspirações de Deus.
Com o auxílio da vossa espada, fazei recuar os meus inimigos que atentam contra minha fé e contra as pessoas mais pobres e desvalidas que habitam nossa Pátria.
Santa Joana D’arc, ajudai-me a vencer as dificuldades no lar, no emprego, no estudo e na vida diária.
Que nada me obrigue a recuar, quando estou com a razão e a verdade: nem opressões, nem ameaças, nem processos, nem mesmo a fogueira.
Santa Joana D’arc, iluminai-me, guiai-me, fortalecei-me, defendei-me.
Que assim seja.!

 

 

As divindades femininas: No princípio, eram as Deusas

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Nos quatro cantos do mundo, as primeiras divindades eram mulheres: Pótnia, Astarte, Ísis, Amaterazu, Nu Gua. Nas antigas sociedades, elas representavam o começo e o fim de tudo. Hoje, ajudam a entender o passado remoto dos homens.

Em Çatal Huyuk, na Turquia, a estatueta de uma mulher sentada num trono e ladeada por duas panteras, em cujas cabeças ela coloca as mãos, sugere ao mesmo tempo a imagem da mãe e da senhora da natureza. Suas formas generosas — quadris largos e seios grandes— reforçam ainda mais essa idéia. O nome da figura feminina é Pótnia, a deusa de Çatal Huyuk, a mais antiga cidade que se conhece do período Neolítico, cerca de 10 mil anos atrás. De Pótnia nasceram outras divindades femininas também adoradas pelos homens pré- históricos. Sua estatueta, esculpida por volta de 6500 a.C., foi uma das muitas encontradas na Europa e no Oriente Médio, algumas mais antigas, do Paleolítico Superior (de 50 mil a 10 mil anos atrás).

Essas descobertas levaram historiadores e arqueólogos a sugerir que, bem antes de venerar deuses masculinos, os antepassados do homem teriam adorado as deusas, cujo reinado chegou até a Idade do Bronze, há cerca de 5 mil anos. Não se sabe a rigor o exato significado daquelas estatuetas, até porque pouco ou quase nada se conhece dos costumes dos homens pré-históricos. Mas não resta dúvida de que por um bom tempo as deusas reinaram sozinhas, deixando os poderes masculinos à sombra. Em seu livro Um é o outro, a filósofa e professora francesa Elisabeth Badinter tenta explicar a supremacia feminina a partir do que se supõe teriam sido as relações entre homens e mulheres naquelas épocas distantes.

A idéia é que o homem do Neolítico—ao contrário dos seus antecessores do Paleolítico, que eram caçadores, e dos seus descendentes da Idade do Bronze, guerreiros—dedicava-se à criação de rebanhos e à agricultura. Ou seja, já não era necessário arriscar a vida para sobreviver. Nesses tempos relativamente pacíficos, em que a força bruta não contava tanto como fator de prestígio e as diferenças sociais entre os sexos se estreitavam, é bem possível que deusas—e não deuses—tivessem encarnado as principais virtudes da cultura neolítica.

Entre as centenas de estatuetas encontradas, algumas têm em comum os seios fartos e os quadris volumosos como Pótnia. Talvez a mais famosa seja a Vênus de Willendorf, encontrada às margens do rio Danúbio, na Europa Central. Nela, os seios, as nádegas e o ventre formam uma massa compacta, de onde emergem a cabeça e as pernas — na verdade, pequenos tocos. Igualmente reveladora é a Vênus de Lespugne, descoberta na França: embora mais estilizada, guarda as mesmas características de sua irmã de Willendorf.

Mas, das esculturas pré- históricas encontradas até hoje, são raras as que apresentam os traços femininos tão exagerados — o que dá margem a um debate sobre o que significava afinal a figura feminina (devidamente divinizada) nos primórdios das sociedades humanas. Os historiadores tendem a achar que os primeiros homens a viver em grupos organizados davam mais importância à sexualidade feminina do que à fertilidade, embora não seja nada fácil separar uma coisa da outra. No entanto. a imagem à qual acabaram associadas foi a da maternidade. Há quem não concorde. “Traduzir o culto dos ancestrais às deusas como simples exaltação à fertilidade é simplificar demais”, comenta a historiadora e antropóloga Norma Telles, da PUC de São Paulo, que estuda mitologia praticamente desde criança. “Na realidade, a deusa não é aquela que só gera. Ela é também guerreira, doadora das artes da civilização, criadora do céu, do tecido e da cerâmica, entre muitas outras coisas.”

De fato, em muitos mitos, a deusa aparece como quem dá o grão aos homens, e não apenas no sentido literal de nutrição. Assim, por exemplo, Deméter, venerada pelos gregos como a deusa da colheita, ajudava a cultivar a terra — arar, semear, colher e transformar os grãos em farinha e depois em pão. Deméter ensinava ainda os homens a atrelar as animais e a se organizar. Os gregos explicaram a origem do mundo com outro mito feminino: o da deusa Gaia. Doadora da sabedoria aos homens, ela limitou o Caos—o espaço infinito—e criou um ser igual a ela própria: Urano, o céu estrelado.

Pouco depois, Eros, símbolo do amor universal, fez com que Gaia e Urano se unissem. Desse casamento nasceram muitos filhos e, assim, a Terra foi povoada. A crença de que o Universo foi criado por uma divindade feminina está presente em quase toda parte.

Ísis, a mais antiga deusa do Egito, tinha dado a luz ao Sol. Na Índia, Aditi era a deusa-mãe de tudo que existe no céu. Na Mesopotâmia, Astarte, uma das mais cultuadas deusas do Oriente Médio, era a verdadeira soberana do mundo, que eliminava o velho e gerava o novo. Essa idéia aparece com clareza nas efígies datadas de 2 300 a.C., que mostram Astarte sentada sobre um cadáver. Também para os chineses foi uma deusa—Nu Gua — quem criou a humanidade. Seu culto apareceu durante o período da dinastia Han (202 a.C.-220 d.C.). Representada com cabeça de mulher e corpo de serpente, a venerável Nu Gua encarnava a ordem e a tranqüilidade.

Os chineses dizem que, cavando barro do chão, ela moldou uma figura que, para sua surpresa, ganhou vida e movimento próprio. Entusiasmada, a deusa continuou a moldar figuras, mas a natureza mortal de suas criaturas a obrigava a repetir eternamente o trabalho. Por isso, Nu Gua decidiu que os seres deviam se acasalar para se perpetuarem—daí também ela ser considerada pelos antigos chineses a deusa do casamento. Do outro lado do mundo, na América pré – colombiana, os astecas tinham em Tlauteutli sua deusa da criação. Para eles, o Universo fora feito de seu corpo. Os maias tinham igualmente sua deusa-mãe. Era Ix Chel. De sua união com o deus Itzamná nasceram os outros deuses e os homens.

Com o passar do tempo, deuses e homens passaram a dividir com as deusas o espaço no Panteão, o lugar reservado às divindades. Para Elisabeth Badinter, isso acontece quando a noção de casal vai deitando raízes nas sociedades. Pouco a pouco, da Europa Ocidental ao Oriente, “reconhece-se que é preciso ser dois para procriar e produzir”, escreve ela. Mas o culto à deusa – mãe ainda não é substituído pelo do deus – pai. O casal divino passa a ser venerado em conjunto. As deusas só serão destronadas com o advento das religiões monoteístas, que admitem um só deus, masculino. Com a difusão do cristianismo, as antigas deusas são banidas do imaginário popular.

No Ocidente, algumas acabaram associadas à Virgem Maria, mãe do Deus dos cristãos, outras se transformaram em santas. Mas outras ou foram excluídas da história ou acusadas pelos padres de demônios e prostitutas. As deusas das culturas indo-européias tinham em comum o poder de criar, preservar e destruir—davam a vida e recebiam de volta o que se desfazia. Esse aspecto destrutivo das divindades femininas foi o mais atacado pelos inimigos do politeísmo. A suméria Astarte, por exemplo, não escaparia à ira nem dos profetas bíblicos nem dos primeiros cristãos: para uns e outros, ela era a encarnação do diabo.

No império babilônico, Astarte foi venerada sob o nome de Ishtar, que quer dizer estrela. Nos escritos babilônicos, ela é a luz do mundo, a que abre o ventre, faz justiça, dá a força e perdoa. A Bíblia, porém, a descreveria como uma acabada prostituta. A importância dada ao lado violento, destrutivo, talvez explique por que a deusa hindu Kali Ma aparece no filme de Steven Spielberg, O templo da perdição, como a encarnação da violência. Ela é a sanguinária figura em nome da qual se matam e torturam adultos e se escravizam crianças.

No entanto, para os hindus, mais especialmente para os tantras — adeptos de uma derivação do hinduísmo —, Kali é a deusa da transformação e nesse sentido mais filosófico é que ela é destruidora, da mesma forma como a passagem do tempo destrói. Representada como uma mulher negra com quatro braços e uma serpente na cintura, pode aparecer também com um colar de crânios no colo e uma cabeça em cada mão.

Em seus templos, espalhados por toda a Índia, realizavam-se sacrifícios de búfalos e cabras. “Para os orientais, Kali é a desintegração contida na vida, visão essa que nós ocidentais não temos”, interpreta a antropóloga Norma Telles. Se Kali foi vista como deusa sanguinária, outras divindades compensavam tanta violência. Sarasvati, a deusa dos rios, era para os hindus a inventora de todas as artes da civilização, como o calendário, a Matemática, o alfabeto original e até os Vedas, o texto sagrado do hinduísmo.

Também na América pré-colombiana, sobretudo entre os astecas, o culto às deusas e deuses incluía muitas vezes sacrifícios humanos. A deusa Tlauteutli é um bom exemplo. Um dia, os deuses descobriram que ela ficaria estéril, a menos que fosse alimentada de corações humanos. Na verdade, os astecas tinham uma visão apocalíptica do mundo: se não alimentassem a deusa, a Terra se acabaria.

Mas, à medida que começava a crescer o culto à deusa da maternidade, Tonantzin, diminuía o interesse dos astecas pelos deuses aos quais se faziam sacrifícios sangrentos. Mais tarde, com a chegada dos conquistadores espanhóis, Tonantzin foi identificada com a Virgem Maria. Isso acabaria acontecendo também com a deusa Ísis. Cultuada no Egito e no mundo greco – romano, ela representava a energia transformadora. Casada com o deus Osíris, morto pelo próprio irmão, Ísis não sossegou enquanto não lhe restituiu a vida. A lenda conta que as enchentes do Nilo eram causadas pelas lágrimas da deusa que pranteava a morte do amado. Por isso, as festas em sua homenagem coincidiam sempre com a época das cheias. É evidente que, ao festejá-la, os egípcios comemoravam a generosa fertilidade do rio Nilo. Nos primeiros séculos cristãos, Ísis passou a ser identificada com Maria.

Já a deusa Brighid, cultuada pelos celtas, ancestrais dos irlandeses, foi transformada pelo cristianismo em Santa Brigida. A veneração daquele povo por Brighid era tanta que ela era chamada simplesmente “a deusa”. Dona das palavras e da poesia, era também a padroeira da cura, do artesanato e do conhecimento. As festas em sua homenagem se davam no dia 1º de fevereiro, antecipando a chegada da primavera. Na história cristã, a santa nasceu no pôr-do-sol, nem dentro nem fora de uma casa, e foi alimentada por uma vaca branca com manchas vermelhas. Na tradição irlandesa, a vaca era considerada sobrenatural.

Antes mesmo da chegada das religiões monoteístas, os mitos dizem que o convívio entre deuses e deusas começou a se tornar difícil e a igualdade dos poderes divinos começava a ficar abalada. Assim, por exemplo, Amaterazu, a deusa japonesa do Sol, de quem descendiam os imperadores, não se dava muito bem com o deus da tempestade. Conta a lenda que certo dia ele foi visitar os domínios da deusa e acabou por destruir seus campos de arroz. Furiosa, Amaterazu resolveu vingar-se trancando-se numa caverna — o que deixou o mundo às escuras. Depois de um tempo, como ela não saísse da caverna, uma multidão de deuses e deuses menores decidiu armar uma estratégia para convencê-la a mudar de idéia. Assim, colocaram diante da caverna um espelho que refletia a imagem do deus da tempestade, como se ele estivesse enforcado numa árvore, e começaram a dançar.

Atraída pela música, a deusa decidiu sair para ver o que acontecia. Ao deparar com a imagem no espelho ficou feliz e voltou ao mundo. Com isso, tudo se normalizou e os dias continuaram a suceder às noites. Outro exemplo dos conflitos entre as divindades é o caso da deusa grega Deméter e seu marido Hades, o deus do mundo dos mortos. Eles começaram a brigar pela guarda da filha Perséfone e a questão só foi resolvida com a mediação de Zeus, o deus supremo do Olimpo. Salomonicamente, ele determinou que a menina ficasse com cada um seis meses por ano. Das deusas veneradas no mundo antigo, não houve tantas nem tão famosas como as da mitologia greco – romana. Afrodite (Vênus, em Roma) talvez fosse a mais popular de todas, por encarnar o amor e as formas belas da natureza.

Já Ártemis (Diana) era a caçadora solitária, senhora dos bosques e dos animais. Seus lugares preferidos eram sempre aqueles onde o homem ainda não tinha chegado. Atena (Minerva) protegia a cidade, as casas e as famílias. O predomínio que as divindades femininas exerceram ao longo do tempo levou alguns pesquisadores do século XIX a supor que na pré-história as mulheres detiveram alguma forma de autoridade política. Não há registros arqueológicos que confirmem isso — hoje os especialistas não admitem que tenha existido alguma sociedade cujo controle estivesse com as mulheres. Mas também é certo que nos tempos pré-históricos, quando era outra a divisão social do trabalho, as mulheres tinham um papel preponderante na luta pela sobrevivência do grupo. É impossível saber com exatidão quando e por que deixou de ser assim. De uma coisa, porém, não se duvida: foram os homens quem primeiro traçaram a mitologia das deusas.

A primeira mulher de Adão

Segundo uma antiga lenda, a primeira companheira de Adão não foi Eva, mas uma deusa chamada Lilith—”monstro da noite”, para os antigos hebreus—que brigou com Deus e por isso foi transformada em demônio. Na verdade, o castigo maior que Ihe impuseram os sacerdotes foi excluí-la dos relatos bíblicos da criação do mundo. Lilith, versão hebraica de uma divindade babilônica, sinônimo de “face escura da Lua”, não se dava bem com Adão. Certo dia, cansada de desavenças, Lilith abandonou o marido e foi para o mar Vermelho, onde passou a viver entre demônios, com quem teve vários filhos.

Inconformado, Adão foi pedir a interferência de Deus. Este determinou então que Lilith voltasse imediatamente para casa. Mas ela recusou-se e foi condenada a devorar todos os seus filhos. Não bastasse, passou a ser considerada um demônio igual a outras deuses do mundo das trevas. Por tudo isso, no folclore judaico, cada vez que morria uma criança, dizia-se que Lilith a tinha levado. A lenda de Lilith perdurou entre os judeus pelo menos até o século VII.

Para saber mais:

Nas montanhas dos deuses

(SUPER número 10, ano 3)

Prometeu, martir e herói

(SUPER número 4, ano 4)

Um touro seduziu a Europa

(SUPER número 6, ano 4)

O lado feminino do Brasil colonial

(SUPER número 4, ano 8)

Por: Maria Inês Zanchetta – Via https://super.abril.com.br/cultura/as-divindades-femininas-no-principio-eram-as-deusas/

As três classes de Deusas na mulher

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Arquétipo é um modelo ou exemplo de ideias ou conhecimentos do qual se derivam outros tantos para modelar os pensamentos e atitudes próprios de cada indivíduo, de cada conjunto, de cada sociedade, inclusive de cada sistema.
O conceito de arquétipo foi introduzido pelo psicólogo Carl Gustav Jung como um termo dentro do campo do psíquico. A existência do arquétipo só pode ser inferida, já que é, por definição, inconsciente. Porém, as imagens arquetípicas penetram na consciência e constituem-se em nosso mode de perceber o arquétipo. Eles então aparecem na forma de imagens.
Os arquétipos se manifestam através de nossas projeções, o que nos permite inferir sua presença. As estruturas arquetípicas aparecem no homem por meio de formas determinadas: nas mitologias, nas lendas, nos sonhos, em certos desejos coletivos…
Os homens dividem uma série de experiências que ficaram, por sua natureza coletiva, incorporadas como padrões de compreensão da realidade.
São as imagens primordiais, os símbolos universais com os quais fazemos uma conexão com dimensões superiores das quais não somos conscientes. São os padrões de energia que expressamos tão espontaneamente como os instintos. São as máscaras que usamos para representar um papel. São a fachada que exibimos publicamente para dar uma imagem favorável e ser aceitos socialmente.
Podemos usar diferentes máscaras em diferentes circunstâncias: uma com a família, outra no trabalho, outra com os amigos etc.
As máscaras ainda podem ser proveitosas ou nocivas, permitem obter benefícios, igualmente podemos nos fusionar demasiado com uma delas, deixando de lado as demais e não permitindo que se manifestem equitativamente todos os aspectos místicos de nosso interior.
Veremos uma parte do universo feminino visto pelos diferentes rostos com os que a Deusa Mãe se expressa no mundo físico através da mulher.
No inconsciente coletivo estão registradas as experiências que marcam de forma profunda a vida de uma mulher, como o ciclo menstrual, o início da sexualidade, a gravidez, o parto e a menopausa.
Essas experiências produzem um impacto diferente em cada ser feminino, as quais são divididas em todas as épocas, mantendo o fio da trama que nos une de forma inegável com a Deusa que vive em todas nós.
Deusa que se expressa em uma multiplicidade de formas, que cresce e se enriquece com o passar dos séculos, chegando até os dias de hoje intacta, como foi idealizada pelas primeiras mulheres que deixaram suas marcas nesta Terra, antes do Começo dos Tempos.
A Mitologia da Deusa é um dos arquétipos femininos e explica as diferentes experiências vividas durante nossa vida.
Tradicionalmente, considera-se que a mulher deve atravessar três etapas diferentes: a mulher jovem, a mulher em sua plenitude ou mulher madura, e a mulher sábia e anciã. Essas experiências psicológicas e físicas únicas caracterizam cada etapa, formando assim os arquétipos pertencentes à mitologia da Deusa.
Cada um dos mitos da Deusa é um arquétipo que se expressa na vida de toda mulher, produzindo um impacto direto sobre seu psiquismo.
Por isso, compreender a mitologia das diferentes Deusas é compreender o reflexo que o arquétipo produz em nós: visto à luz do mito, um pequeno detalhe de nosso comportamento pode ter uma importância maior e revelar-nos as claves de um enigma que tentamos resolver desde há muito tempo.
A versatilidade da mitologia da Deusa possibilita que cada mulher reconheça suas próprias experiências e características dentro de seu contexto, desenhando o Caminho que a levará a seu verdadeiro Ser, e por isso podemos dizer: Há uma Deusa em e para cada Mulher.
Os Conjuntos de Deusas
Podemos resumir, de forma didática, as Deusas Arquetípicas em três classes: as Virgens, as Vulneráveis e as Alquímicas, que são a representação, por meio de suas metáforas, do que uma mulher pode fazer de sua diversidade e de seus conflitos interiores, manifestando a complexidade e as múltiplas facetas do funcionamento feminino.
Essas três categorias por sua vez podem ser divididas em outras categorias r fazer com que a lista seja interminável, já que uma deusa pode ser encontrada em várias categorias. Exemplos:
Deusas Virgens, independentes e invulneráveis: Ártemis ou Diana, Ateneia ou Minerva e Vesta. Amam sua liberdade pessoal, suas próprias decisões e não se deixam influir pelos outros. São as artistas, as inovadoras, e funcionam por si mesmas.
Deusas vulneráveis, maternas e emocionais: Hera, Demeter, Perséfone, Çatal Huyuk. São dependentes dos outros; seus sentimentos e sua ação estão muito influenciados por seus próximos. Muito emotivas, correspondem às esposas, mães, filhas.
Deusas de grande fortaleza pessoal: Ísis, Pachamama, Freya e Coatlicue, entre outras. São deusas criadoras, muito fortes e de grande capacidade de realização e contenção. Exercem uma influência na comunidade.
Deusas de Cura: Minerva, Birgit, Yemanjá. São muito inspiradoras, relacionadas principalmente com os elementos água e fogo, conectadas com emoções mais sutis. Ajudam no contato com o amor e as energias mais invisíveis.
Deusas Obscuras ou Ocultas: Innana, Perséfone e Sekhmet, entre outras. São a sombra, porém não que sejam forças negativas: a parte de cada uma que nos custa ver e assumir. Quando as energias dessas deuses saem à luz, ajudam a mulher a desenvolver o sentido mais profundo da Morte, não necessariamente a morte física, mas de todas as trevas interiores, dando assim um sentido de muita energia, transmutação e transcendência.
Deusas da Compaixão: Tara e Kuan Yin. Generosas, meditativas, sanadoras, Elas nos ensinam a meditação, a misericórdia e a bondade. São de origem oriental e irradiam luminosidade e paz com somente sua presença, e, ainda mais, com sua invocação.
Deusa da Boa Sorte: Lakshmi. Do panteão hindu, representa a deidade da fortuna pessoal, da dita no plano espiritual e na terra. Quando aparecem, os jardins florescem e tudo tende a melhorar. É a Roda da Fortuna, o arcano 10 do Tarô, que todos temos em nosso interior.
 
Fonte: Gnosis On Line

O Xale… O Lenço… A conexão com seu Manto Sagrado

xales

Para os povos nativos, simboliza o retorno ao lar, aos braços da mãe Terra, estar protegido e acolhido pelo amor da Grande Mãe. O xale surgiu quando os povos indígenas não conseguiam mais viver no mundo dos brancos e necessitam se conectar com a sabedoria de seus ancestrais. Quando tecemos nosso xale e nos enrolamos nele, nos reconectamos com a força da Mãe Terra e de nossa Ancestralidade Sagrada. Usar o Xale é honrar a necessidade de retornar ao próprio lar, de buscar equilíbrio nos braços da Grande Mãe e dos Ancestrais Sagrados…. É voltar ao encanto e magia da simplicidade de amar e ser amado, simplesmente por ser quem se é.
“Tome seu xale e sinta também a responsabilidade de amar os outros, de amar aqueles que se esqueceram de trilhar o caminho sagrado, e que não encontraram ainda seu caminho de voltar ao lar” – JAMIE SAMS.

Em seus mais diversos formatos, cores e materiais, os xales sempre foram usados pelas mulheres em todos os quadrantes do planeta. Podem entrar e sair de moda, mas sempre retornam para nos aquecer, proteger e também embelezar, porque beleza não é luxo, é necessidade, como diz a poetisa mineira Amélia Prado.
As mulheres Incas usam seus xales presos por um broche (Tupus), um artefato que possibilitou aos arqueólogos identificar estátuas ou múmias como sendo do sexo feminino. Quando membros da raça vermelha dos nativos americanos decidiram retornar aos ensinamentos de seus ancestrais, chamaram este movimento de Tomada do Xale.

A mesma ideia do xale como os braços amorosos da Grande Mãe é expressa entre os celtas na figura de Brigid, como a Senhora do Manto. O Manto da Deusa não apenas cobre e protege todo o território, mas também envolve cada pessoa que recorre a ela por proteção. Os fios de seu manto são os filamentos que conectam todas as coisas em uma grande Teia de Vida. O manto de Brigid fazia parte do equipamento das parteiras celtas, que o colocavam sobre a parturiente para assegurar um bom parto. Também era usado para envolver qualquer parte do corpo que estivesse dolorida ou ferida, porque ajudava na cura.

Universais e acolhedores, os Xales são símbolo de inclusão e amor incondicional, que envolvem, confortam, cobrem, abraçam, protegem e embelezam, escreve Janet Bristow que, junto com Victoria Galo, fez do prazer de tricotar e “crochetar” uma prática de espiritualidade feminina, criando xales portadores de orações e bênçãos, para distribuir entre os necessitados de conforto.

Além disso, à medida que o outono avança e a temperatura declina, nada como um xale acolhedor envolvendo os ombros, para nos proporcionar uma sensação de calor e bem-estar.

Diante de tudo isso, quando pensamos na “Guardiã do Xale”, nossa ideia era de que uma mulher do círculo pudesse ocupar e ancorar esse honroso e importantíssimo lugar: aquela que envolve, conforta, cobre, abraça, protege e embeleza todas as pessoas do círculo com sua acolhedora e amorosa presença. As formas de realizar isso são muitas, e ficam à critério da imagina-ação de cada uma. Mas por certo, esse é um rico aprendizado, que possibilita ancorar no grupo a presença da Mulher Sábia, Portadora do Xale, o que tem reflexos profundos em nossa própria vida…

Sigamos juntas, tecendo os fios desse amoroso e acolhedor Xale de Retorno à nossa própria Casa!

Por: Patricia Feldman

Via: As Faces do Sagrado Feminino – @asfacesdosagradofeminino

SORORIDADE

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A palavra sororidade não existe nos dicionários. Mas existe em um lugar sagrado chamado força interna feminina. Sóror quer dizer irmã. Sororidade é a capacidade que as mulheres possuem em se reconhecerem como irmãs. Estamos em um momento em que o divino feminino está retornando, está derrubando toda a escuridão e voltando à honra. Isso está no ar. Tem uma luz acendendo nos corações das mulheres, o chamado. Muitas de nós ainda não querem aceitar essa luz acendendo, não se lembram do próprio empoderamento e o repudiam, vibrando ainda na energia da inveja, maledicência e rivalidade. E repudiam portanto as suas irmãs empoderadas pois estão se ‘protegendo’ através do modelo masculino que imitam para serem ‘ aceitas’, consciente e inconscientemente. Elas estão fracas, vibrando em sofrimento nas sombras do esquecimento. Vamos aproveitar a energia da palavra sagrada Sororidade e rezar por todas as mulheres que precisam se curar no mundo.
E se você é uma delas, das que estão ainda esquecidas mas conseguem enxergar isso, agradeça. Depois desconecte-se de toda culpa e se entregue a gratidão de ter olhos de ver. Peça luz às mães santíssimas e aceite a força de suas águas internas para amolecer e fazer nascer da terra seca. Transborde, beba. Olho d’água, lágrima, suor, rios, mares, oceanos, útero, casa, Coração. O amor é líquido.

E que a irmandade feminina se faça.

Autoria de Newen Fuerza

 

Via: Gloria Cristina Reis

https://www.facebook.com/gloriacristina.reis

AS ERVAS E AS INFLUÊNCIAS DOS ASTROS

 

zzzSua função dentro da terapia vegeto-astromagnética é de serem condensadores das energias solares e cósmicas. Há ervas que recebem influxos mais diretos de certos planetas. Como sabemos, um corpo celeste é a concretização de certas Linhas de Força ou Forças Sutis que determinada força comanda. Assim, temos ervas para determinados força.

Deve ser colhida dentro na quinzena positiva, isto é, nas Luas Nova e Crescente porque a energia vital ou prana faz seu ciclo, no reino vegetal obedecendo ao seguinte ritmo:

Lua minguante: força prânica se concentra na raiz, vitalizando-a permitindo que ela tire do solo nutriente físicos e hiperfísicos. Dura 7 dias para ser completada.

Lua Nova: o éter vital ou prana se concentra nas folhas, flores e frutos.

Lua Crescente: Nessa fase ainda há uma corrente prânica nas folhas, após o 4 dia, a corrente se desloca para os galhos menores, e até o 7 passa para os galhos maiores.

Lua Cheia: A corrente prânica desce mais ainda, alcançando o caule primário; desce até o 7 dia da Lua Cheia, quando o prana já está praticamente acumulado na raiz.

Portanto:

Não se deve colher ervas nas Luas Cheia e Minguante, pois a força vital, o prana, as energias eletromagnéticas estão na raiz, e é claro que ninguém vai tomar banho de raiz, pois se tomar será uma só vez, e não é de nosso feitio aniquilar o reino vegetal, nobre auxiliar para a sobrevivência do homem.

Para os banhos, as ervas deverão ser colhidas e logo depois usadas. Devem ser verdes.

Para os chás, os mais eficientes serão os colhidos e usados logo, mas se estiverem secas suas folhas podem se prestar a sua função, pois ainda mantêm em sua composição física certas substâncias que serão úteis. Mas é importante que tenham sido colhidas nas Luas Nova ou Crescente.

Banho de desimpregnação ou eliminação de cargas negativas:

Sua função é eliminar as cargas negativas que ficam no Auro do indivíduo.

Como se faz:

• As ervas deverão ser colhidas verdes na Lua Crescente, na quantidade de 1,3,5 ou 7 qualidades, mas da mesma Vibração Espiritual, Linha.

• Após lavarem as ervas, são colocadas numa vasilha de louça branca, sobre uma mesa, onde se acende uma vela branca dentro de um pentagrama, isso tudo preparado com orações.

• A seguir, acrescenta-se na vasilha, onde já contidas as ervas, água fervente ou água de cachoeira, rio, mar etc. Se for água dessas procedências, tritura-se as ervas com as mãos (previamente lavadas e depois limpas com álcool) e, antes de banhar-se, retiram-se os restos, coando o sumo.

• Se for água quente, espera-se o tempo suficiente para que haja as transmutações vibratórias e para que a água se esfrie até a temperatura que permita ser usada sem lesar ou trazer queimaduras.

• Após o banho de higienização, o indivíduo volta-se para o ponto Sul e toma o banho de ervas, deixando o mesmo, junto com as ervas, passar pelo corpo todo, isto é do pescoço para baixo.

• Ao tomar o banho de descarga, colocar sob os pés pequenos pedaços de carvão, os quais devido ao elemento carbono, fixarão as cargas que as ervas deslocarem.

O mecanismo básico deste banho é o de que a água, junto com as ervas, desloca cargas ou formas-pensamento que se tenham agregado ao Corpo Astral ou Corpo Etérico do indivíduo. Liberando as tensões, bloqueios e doenças e também limpando o corpo Astral.

• Após o banho, os detritos de ervas devem ser retirados do corpo, um a dois minutos depois, e colocados em algum recipiente de vidro por ser ele isolante, juntamente com o carvão, devendo ambos ser despachados em água corrente, sem o vidro é claro ou o resto das ervas, no caso de maceradas, podem ser despachados num rio ou numa mata.

O banho deve ser tomado com o indivíduo voltando-se de costas para o cardeal Oeste ou Leste. Quando a erva for macerada com as mãos as ervas não devem passar pelo corpo. Esse banho deve ser efetuado do pescoço para baixo.

 

O Significado Astrológico das Plantas

Fonte: http://espacoastrologico.org/
As Plantas Mágicas
Botânica Oculta
Paracelso
Castiglione, em sua História da Medicina, é um dos que expõe a síntese da doutrina deParacelso. Para ele, “a natureza constitui o macrocosmo, cujo maior desenvolvimento é representado pelo homem, que, formado pelos mesmos materiais e sujeito às mesmas leis, repete, em si próprio, todos os fenômenos da natureza e está submetido a todas as influências cósmicas e telúricas que regulam o universo”.
 Dizia ele: “A alquimia não visa exclusivamente obter a pedra filosofal; a finalidade da ciência hermética consiste em produzir essências soberanas e empregá-las devidamente na cura das doenças”.
 Ao falarem dele como alquimista, os biógrafos de Paracelso colocam-no na categoria mais elevada. Todos afirmam unanimemente que era dotado de um poder escrutinador que lhe permitia adentrar o próprio espírito das coisas da Natureza. Ele penetrava os recônditos mais profundos da Natureza, explorava-os e, por meio de suas formas, sabia ver a influência dos metais, com uma penetração tão sagaz, que chegava a extrair deles novos remédios. No que se refere à filosofia hermética, tão árdua e tão misteriosa, ninguém o igualou.
Portraits of Paracelsus
arte de curar, de acordo com Paracelso, apóia-se em quatro pilares: a filosofia, que significa, antes de qualquer coisa, “abrir-se ao conjunto das forças naturais, observar essas forças invisíveis na penetração da realidade total e perceber o invisível no visível”; a astronomia, que nos ensina como as estrelas nos influenciam; a alquimia, útil principalmente na preparação dos remédios e “virtus”, a honestidade do médico. De acordo com ele, o médico é a imagem primordial de uma pessoa que está se aperfeiçoando. Mais do que qualquer um, o médico deve reconhecer a ação da natureza invisível no doente ou, em se tratando do remédio, como ela trabalha no visível.
 Para o médico suíço, a natureza não é apenas aquilo que nossos olhos enxergam, nem somente o que existe num outro lugar, mas ambos ao mesmo tempo. Escreveu Braun:“Assim, não é de surpreender que foi Paracelso quem introduziu a descrição da “força de imaginação” dando, desse modo, um nome à energia imanente que fixa as coisas do interior para fora (…). Outros atributos dessa força são: ela flui através de todas as coisas, através de todo esse imenso mundo e é tão eterna como tudo que existe e não existe, tudo que está sendo”.
 Rudolf Steiner, pai da antroposofia, escreve: “Entre Paracelso e Hahnemann existe uma grande diferença: até certo ponto o médico do século 16 ainda era clarividente, Hahnemann não. Ele conseguiu testar o efeito dos remédios pelos sentidos”. E o historiador da medicina Heinrich Schipperges chega à conclusão de que Paracelso, como médico de seu tempo, não praticava medicina tradicional nem moderna, ou seja, ele não pode ser encaixado na medicina ortodoxa tampouco na medicina total. Sua medicina se apoiava muito mais num conceito claro e inconfundível, numa teoria da medicina que tinha suas raízes na filosofia, que faz do homem um verdadeiro médico. No entanto, essa filosofia não confia apenas na natureza nem na mente; ela constrói da “luz da natureza”seu “cosmos anthropos”.
 Gunhild Porksen, tradutora de textos de Paracelso durante anos, diz que as controvérsias a respeito dele são causadas por seu comportamento grosseiro e rude. Ela chegou à conclusão de que ele era um homem de “energias especiais”. O fato é que ele sempre conseguiu entusiasmar pessoas bem diferentes como, por exemplo, Goethe em seu Fausto. Os sucessos astrológicos de Paracelso são famosos e ele, sem dúvida alguma, era um grande biólogo e um médico “total”, que entendeu muito do esoterismo. Era esotérico porque falou muito sobre o “interior”do homem e também sobre a influência das estrelas sobre os seres humanos.
Ainda segundo Paracelso, as doenças são catalogadas da seguinte forma:
 Do lado direito do corpo tudo é físico
Do lado esquerdo do corpo tudo é psíquico
Do lado da frente do corpo tudo é positivo (elétrico)
Do lado das costas do corpo tudo é negativo (magnético)
 “Não existe nenhuma coisa na natureza, criada ou dada à luz, que não revele exteriormente a sua forma interior, porque tudo o que é íntimo tende sempre a manifestar-se (…) como podemos observar e constatar com as estrelas e os elementos, com as criaturas, e com as árvores e as plantas (…). É por isso que a assinatura constitui uma fonte de compreensão, através da qual o homem não só se conhece a si próprio, mas pode reconhecer a quintessência de todos os seres”.
Jacob Boehme (1575-1624)
Terapia das Plantas
 A fitoterapia é a ciência que estuda a utilização de produtos de origem vegetal com finalidades terapêuticas, sendo para prevenir, atenuar ou curar um estado patológico. A palavra fitoterapia é formada por dois radicais gregos: fito vem “phyton”, que significa planta, e terapia vem de “therapia”, que significa tratamento, ou seja, tratamento em que se utilizam plantas medicinais.
 Os Astros e as Plantas
 Uma vez que todos os planetas de nosso sistema solar orbitam aproximadamente o mesmo plano, vemos o Sol e os planetas desfilarem pelo céu sempre pelo mesmo caminho aparente. Este caminho percorrido pelos planetas, que leva o nome de Zodíaco, está dividido em doze signos distribuídos em quatro grupos de três. Cada grupo está ligado a um dos elementos: terra, fogo, ar e água.
 Todos os planetas influenciam o reino vegetal de modo a imprimir nele suas principais características, mas o Sol e a Lua a exercem sua influência de maneira mais acentuada. Eis a influência dos planetas numa árvore:
 Flores: Vênus
Frutos: Júpiter
Folhas: Lua
Cascas e sementes: Mercúrio
Tronco: Marte
Raízes: Saturno
Sol: Toda a planta
 A Lua, embora exerça maior influência sobre as folhas, à medida que passa pelos signos transmite ao solo e também ao reino vegetal como um todo forças que vão beneficiar todas as suas partes. Por exemplo:
 – Raízes: serão beneficiadas pela passagem da Lua pelos signos regidos pelo elemento terra;
 – Folhas e Caules: serão beneficiados pela passagem da Lua pelos signos regidos pelo elemento água;
 – Flores: serão beneficiadas pela passagem da Lua pelos signos regidos pelo elemento ar;
 – Frutos e Sementes: serão beneficiados pela passagem da Lua pelos signos regidas pelo elemento fogo.
 As fases da Lua também participam do processo vital dos vegetais. Através dos tempos, o homem observou que as fases da Lua estão ligadas ao aproveitamento correto da luminosidade que, embora menos intensa que a solar, penetra mais fundo no solo e, assim, acelera o processo de germinação das sementes. Dessa maneira, as plantas que recebem mais luminosidade lunar na sua primeira fase de vida, tendem a brotar rapidamente, desenvolvendo mais folhas e flores, realizando a fotossíntese com mais eficácia. Então:
 Lua Nova é boa para fazer podas, capinar o mato (porque demora mais para crescer), colher raízes suculentas e fazer adubação;
 Lua Crescente é boa para preparar a terra; semear e colher folhas e frutos; fazer enxertos; plantar flores e folhagens em vasos;
 Lua Cheia não é boa para plantar nem transplantar e muito menos capinar, pois o mato cresce mais rapidamente. A seiva das plantas concentra-se toda nas extremidades e o ideal é não mexer nas plantas;
Lua Minguante é boa para plantar e colher raízes; colher e armazenar grãos.
A seguir, a descrição das principais características das plantas segundo a influência planetária que sofrem assim como alguns exemplos de plantas que representam, no reino vegetal, as energias de cada um desses planetas.
Plantas Lunares: são de folhas grandes ou pequenas, mas abundantes; as flores são brancas ou de cores claras; os frutos são de gosto insípido e sem cheiro e em geral são de aparência bizarra; vivem na água ou bem perto dela; são frias, leitosas, narcóticas e anti-afrodisíacas; costumam ser usadas nas práticas de feitiçaria. Exemplos: agriãoerva-pombinhatíliachapéu-de-courobananeiraabóboravioleta amarelatrevo,margaridalírio branco.
Plantas Mercurianas: possuem folhas pequenas e de cores variadas; produzem flores e folhas, porém não frutos; são sinuosas ou ondulantes e de tamanho médio; as flores geralmente são amarelas, de odor penetrante, com sabores diversos, mas um tanto adstringentes. São plantas normalmente relacionadas com a mente ou trabalhos na esfera mental. Exemplos: valerianasetesangriasguacoeucaliptoerva-lanceta,capim-cidrócanela-sassafrássalsaparrilhamanjeronaherafunchoalfazema,acácia.
Plantas Venusianas: são afrodisíacas, com perfume quase sempre suave; produz sementes em abundância e se dá frutos, são doces e com aroma agradável; são plantas pequenas, muito floridas, com flores alegres e belas (cor de rosa) e possuem muitas flores, mas sem frutos. Exemplos: stéviahortelãgengibreerva-da-vidaerva-de-bugrecatuabacatinga-de-mulataalgodoeirotomilhopoejomil-em-ramamalva,cerejeirabardanasabugueirovioletarosa.
Plantas Marcianas: muitas são espinhosas e provocam ardor ao tocá-las. Os frutos podem ser venenosos, são ácidos, amargos e de gosto picante. Em geral são arbustos pequenos, com flores pequenas e vermelhas e podem ser prejudiciais à visão. Exemplos:oréganocoentro, cajueiroguaranácardo-santoalho-poróalhoerva-de-bicho,alcachofrauva-ursiarrudalosnaurtiga.
Plantas Jupterianas: são plantas grandes, rústicas, com frutos abundantes e de aspecto esplendoroso. Os frutos são doces e as flores são muito bonitas, mas sem perfume, em geral azuis, brancas e violetas. Algumas vezes, as árvores podem esconder as flores. Exemplos: boldobaicuruanisabacateirosáviasabugueiropitangueirapicãopau-ferrojurubebajambolãodente-de-leãocarvalhocarquejacardamomocamomila.
Plantas Saturninas: são plantas melancólicas, tristes, sinistras, sombrias, pesadas e de caule duro; grandes e de forma rara. Produzem frutos sem flores de sabor amargo, acidulado e/ou acre. Se houver flores estas são, geralmente, sombrias, cinzentas ou negras. A reprodução é sem sementes, são resistentes e narcóticas e crescem lentamente. Exemplos: aroeiraavencacavalinhaciprestecominhocancorosa,espinheira santasalsataiviáipê-roxoerva-mate, bolsa-de-pastoramorperfeito.
Plantas Solares: são de altura média com flores geralmente amarelas com frutos bons de sabor agridoce. Movimentam-se na direção do Sol ou tem a figura deste em suas flores, folhas ou frutos. Algumas permanecem sempre verdes e são muito aromáticas. Tem grandes poderes mágicos e curativos. São usadas por suas virtudes de adivinhação, medicinais e contra “maus espíritos”. A maioria das plantas medicinais são solares. Exemplos: artemísianogueiratanchagemmarcelaestigmade milho, erva-cidreira,canelacalêndula, babosaarrudaalecrimerva-de-são-joãolaranjeiracamomila,açafrãolouromelissagirassol.
Homeopatia e Astrologia: A Lei da Correspondência em Ação
O que teriam em comum personalidades tão distantes no tempo e no espaço como Hipócrates, considerado o pai da medicina ocidental, Paracelso, um médico e alquimista da Idade Média, e Samuel Hahnemann, o iniciador da medicina homeopática? Estes três homens reconheceram e utilizaram nas mais variadas formas, uma lei universal:“Assim como é em cima, é em baixo”. Essa lei universal tem sido redefinida nos mais variados campos da ciência. Ela é a base da astrologia moderna. Jung a introduziu no campo da psicologia com o nome de “princípio da sincronicidade”.
O princípio básico da Homeopatia, a lei da similitude, diz: “Semelhante cura semelhante”. Tal princípio nada mais é do que uma utilização prática, no nível da saúde, da lei universal descrita por Paracelso. Isso explica a afirmação Hipocrática de que um médico que não conhecesse a astrologia não estava preparado para o exercício de sua profissão. Na Idade Média, os médicos-astrólogos acompanhavam a saúde dos reis através de suas cartas astrológicas. Na Renascença, astrônomos conceituados como Copérnico e Kepler levaram a uma ampliação do crédito da astrologia. Nos dias atuais, pode parecer bizarro a união entre a medicina e a astrologia e nem poderia ser de outra forma, já que a medicina tem se tornado uma ciência da especialização e da divisão. No entanto, a medicina homeopática prioriza o homem como um todo, e nesse sentido continua sendo fiel aos princípios hipocráticos.
Em seu estudo sobre alquimia, Paracelso afirmou: “A fim de alcançar o verdadeiro significado da alquimia e da astrologia, é necessário ter uma clara concepção da íntima relação e identidade do microcosmo com o macrocosmo, e de sua interação. Todas as forças do universo estão potencialmente presentes no homem e no seu corpo; todos os órgãos humanos nada mais são do que produtos e representantes dos poderes da Natureza”.
 Algumas das formas da astrologia auxiliar o homeopata em sua busca da totalidade e de uma compreensão mais ampla do paciente são:
– a identificação de áreas de vulnerabilidade e de sofrimento, tanto a nível emocional quanto físico.
– através de uma anamnese mais dirigida, o homeopata pode descobrir “pontos frágeis”que de outra forma poderiam passar despercebidos.
– fica mais fácil conhecer em profundidade um paciente que, por exemplo, se limite a seus sintomas físicos, não oferecendo ao médico dados de seu temperamento, já que o mapa astrológico revela características da personalidade do indivíduo.
– com bebês ou crianças pequenas o homeopata fica limitado ao relato dos pais. O mapa astrológico auxilia no reconhecimento prévio do potencial daquela personalidade, ajudando na eleição de medicações mais adequadas.
– através dos trânsitos, ou seja, dos ciclos astrológicos, o médico pode acompanhar o paciente em seus processos de vida, já sabendo com uma certa antecedência em que momentos a energia vital poderá ser alterada pelas inevitáveis mudanças da vida, espelhadas no mapa astrológico.
E estas são apenas algumas das utilizações da astrologia na homeopatia. Tanto uma como a outra utilizam a mesma linguagem, ou seja, a visão do todo baseando-se no mesmo princípio universal. É chegado o momento de se resgatar instrumentos que colaborem para o bem estar do homem enquanto indivíduo e enquanto coletividade. Aastrologia e a homeopatia estarão juntas, trilhando importantes caminhos para atender à ânsia do ser humano em se religar com a harmonia do Universo.
Teorias Herméticas
Na origem primordial das coisas, os filósofos concebiam um caosno qual estavam prefiguradas as formas de todo o Universo; uma matriz ou matéria cósmica e, por outro lado, um fogo gerador em que a ação recíproca constituía a mônada, a pedra de vida ou Mercúrio: meio e fim de todas as forças.
Este Fogo é ardente, seco, macho, puro, forte; é o espírito de Deus levado sobre as águas, a cabeça do dragão, o Enxofre.
Este Caos é uma água espermática, cálida, fêmea, úmida, lodosa, impura: o Mercúrio dos alquimistas. A ação destes dois princípios, no Céu, constitui o bom princípio: luz, o calor, a geração das coisas.
A ação destes dois princípios sobre a Terra constitui o mau princípio: a obscuridade, o frio, putrefação ou a morte.
Sobre a Terra o fogo puro se converte em grande Limbo o yliástermisterium magnumde Paracelso; isto é, uma terra vã e confusa, uma lua, com água mercurial, o Tohu v’bohou de Moisés. Finalmente, a água pura e celeste passa a ser uma matriz, terrestre, fria e seca, passiva: o Sal dos alquimistas.
Desta maneira vemos como na Natureza todas as coisas passam por três idades. Seu começo ou nascimento surge na presença de seus princípios criadores. Este duplo contato produz uma luz, depois vêm as trevas e uma matéria confusa e mista: é afermentação.
Esta fermentação termina com uma decomposição geral ou putrefação, depois do que as moléculas da matéria em ação começam a coordenar-se, segundo a sutilidade da mesma: é a sublimação, é a vida que se manifesta.
Finalmente, chega o momento em que este último trabalho cessa: é a terceira idade.Então se estabelece a separação entre o sutil e o rude; o primeiro se eleva ao céu; o segundo permanece na terra; o restante permanece nas regiões aéreas. É o último término, a morte.
Conseguimos registrar o transcurso das quatro modalidades da substância universal chamadas Elementos; o fogo, a terra e a água reconhecemo-los facilmente e podemos coordenar todas estas noções, estabelecendo um quadro de analogia que podemos ler mediante o triângulo pitagórico. Este processo é seguido na índia (sistema Sankya) e na Cabala (Tarot e Sefiroth).
Eis aqui os princípios atuantes nos três mundos, segundo a terminologia hermética:
No primeiro mundo, o Espírito de Deus, o Fogo incri-ado, fecunda a água sutil, caótica, que é a luz criada ou a alma dos corpos.
No segundo mundo, essa água caótica, que é ígnea e contém o enxofre de vida, fecunda a água intermédia, este vapor viscoso, úmido e gorduroso, que é o espírito dos corpos.
No terceiro mundo, esse espírito, que é fogo elemental, fecunda o éter ígneo, que se chama também água espessa, lodo, terra andrógina, primeiro sólido e misto fecundado.
Assim, cada criatura terrestre é formada pela ação de três grandes séries de forças: umas provêm do céu empírico; outras chegam do céu zodiacal; e as últimas do planeta ao qual a respectiva criatura pertence.
Do céu empírico vêm a Anima MundiSpiritus Mundi e a Matéria Mundivapor viscoso, semente universal e incriada.
Do céu zodiacal vêm o enxofre de vida, o mercúrio intelectual ou éter de vida e o sal de vida ou água-princípio, semente criada e matéria segunda dos corpos.
Do planeta vêm o fogo elemental, o ar elemental (veículo de vida) e a água elemental (receptáculo de sementes e semente inata dos corpos).
Constituição Estática da Planta
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 Antes de traçar um esboço da fisiologia vegetal, convém anotar os princípios em ação que existem no reino que nos ocupa, de modo que nos seja possível conhecer com simplicidade seu complicado funcionamento.
Se estudarmos os vegetais sob o ponto de vista de sua constituição, reconheceremos neles cinco princípios:
 Uma matéria, formada por Água vegetativa.
 Uma alma, formada por Ar sensitivo.
 Uma forma, composta de Fogo concupiscível.
 Uma matriz, ou Terra intelectiva.
 Uma Essência universal e primitiva ou Misto memorávelformada pelos quatro elementos que determina as quatro fases do movimento: a fermentação, a putrefação, a formação e o crescimento.
Se os estudamos sob o ponto de vista gerativo, encontraremos sete forças em ação:
 Uma matéria ou paciente, formada de luzes e trevas, água caótica e vegetativa; eis aqui as Derses de Paracelso, exalação oculta da terra, em virtude da qual a planta cresce.
 Uma forma, princípio ativo ou fogo.
 Um vínculo entre os dois precedentes.
 Um movimento, resultado da ação da gente sobre o paciente. Este movimento, que se propaga pelos quatro elementos, determina as quatro fases anteriormente citadas a propósito do Misto memorável.
Todo este trabalho, em sua maior parte preparatório e oculto, dá como resultados visíveis:
 A alma do vegetal, ou semente corporificada, o Clissus de Paracelso, poder específico e força vital.
 O espírito ou Misto organizado, o Leffas de Paracelso, ou corpo astral da planta.
 O corpo da planta.
Classificação dos Elementos
É sabido que um dos quatro elementos, além da quintessência, correspondem a cada um de nossos cinco sentidos; isto é, cada uma dessas cinco formas de movimento nos revela as qualidades dos objetos por meio da vibração de um de nossos centros nervosos ou sensitivos: A Terra corresponde ao Olfato (cheiro).
Água corresponde ao Gosto (paladar). O Fogo corresponde à Visão (forma). O Arcorresponde ao Tato (volume). A Quintessência corresponde ao Ouvido (espírito). Daí a origem de composição do quadro distributivo adiante:
Este quadro abrange somente os tipos simples, que são pura e exclusivamente teóricos; na realidade, é preciso combinar uns com os outros, estes quatro elementos, para se obter o quadro número dois dos signos zodiacais, o qual poderá indicar-nos o caráter geral de uma planta.
Agora, se desejamos conhecer, a priori, as qualidades de uma planta sob o signo de Áries, se nos fixarmos neste segundo quadro veremos que Áries é um fogo (coluna vertical) deterra (coluna horizontal); as qualidades desta planta serão, portanto, de acordo com o primeiro quadro, um perfume penetrante; um sabor picante; as flores serão vermelhas e a planta será de caule médio.
As plantas que se acham sob o signo de Áries são quentes e secas; o elemento FOGO predomina nelas; finalmente, sua forma oferece semelhanças mais ou menos longínquas com a cabeça e suas partes secundárias; os olhos, o nariz, a língua, os dentes, a barba; têm flores amarelas, de sabor acre, as folhas e o caule são débeis, com duas pétalas. Perfume: a mirra.
As plantas sob o signo de Touro são frias e secas; nelas predomina o elemento TERRA; seu sabor será, portanto, acre e de cheiro suave; têm o caule muito comprido, elevam eflúvios aromáticos, esfriam facilmente, produzem frutos em abundância. Algumas delas têm a forma duma garganta; plantas cujas flores são andrógenas. Perfume parecido ao do costo, a erva aromática.
As plantas sob o signo de Gêmeos são quentes e ligeiramente úmidas; seu elemento é o AR; plantas cujas flores são brancas ou muito pálidas; folha extraordinariamente verde, sabor doce, quase sempre leitosas; apresenta certa relação de forma com as costas, o braço, as mãos, os seios; folhas com sete pontas. Perfume: almecega.
As plantas sob o signo de Câncer são frias e úmidas; a ÁGUA predomina nelas; são insípidas, vivem em terreno pantanoso, produzem flores de cor branca ou cinza; suas folhas têm forma de pulmões, de fígado ou de baços; mostram manchas e cinco pétalas. Perfume: cânfora.
As plantas sob o signo de Leão são quentes e secas; dominadas pelo elemento FOGO; dão flores vermelhas, de sabor muito acre, quase amargo; seu fruto tem a forma de estômago ou de coração; são crucíferas. Perfume: incenso.
As plantas sob o signo de Virgem são frias, secas e nelas predomina a TERRA; plantas trepadeiras, com tecidos duros, mas se rompem com facilidade; suas folhas e raízes se assemelham ao abdome ou aos intestinos. Suas flores costumam desabrochar com cinco pétalas. Perfume: sândalo branco.
As plantas sob o signo de Libra são quentes, úmidas e aéreas; suas flores são raras; seus caules, altos e flexíveis; seus frutos ou sua folha lembram a forma dos rins, do umbigo, da bexiga; seu sabor é doce; crescem de preferência nos terrenos pedregosos. Perfume: ogálbano.
As plantas sob o signo de Escorpião são quentes, úmidas. Possuem amiúde um gosto insípido; às vezes são aquosas, leitosas, de cheiro fétido; têm a forma dos órgãos sexuais do homem. Perfume: coral vermelho.
As plantas sob o signo de Sagitário são quentes e secas; são dominadas pelo elemento FOGO; são amargas e sua forma se parece com determinadas partes da região anal. Perfume: aloés.
As plantas sob o signo de Capricórnio são frias e secas; nelas predomina o elemento TERRA; suas flores são esverdeadas; sua seiva é tóxica e coagula-se. Perfume: nardo.
As plantas sob o signo de Aquário são ligeiramente quentes e úmidas; são dominadas pelo AR; costumam ser aromáticas; têm forma de pernas. Perfume: eufórbio.
As plantas sob o signo de Peixes são frias e úmidas; nelas predomina o elemento ÁGUA; quase não têm sabor; têm forma de dedos; crescem amiúde em lugares frescos e umbrosos, perto dos lagos e pântanos. Perfume: tomilho.
Classificação Septenária ou Planetária
Vejamos abaixo, resumidas em poucas palavras, as bases de classificação:
Saturno: Adstringente, concentrador.
Júpiter: Resplandecente, majestoso.
Marte: Cólera, espinhos.
Sol: Beleza, nobreza e harmonia.
Vênus: Beleza e suavidade.
Mercúrio: Indeterminada.
Lua: Estranheza, melancolia.
O sabor é produzido pelo sal da terra onde a planta cresce; ele indica o ideal da planta e o caminho que há de seguir para extrair o bálsamo.
As folhas e o caule indicam o planeta que domina as plantas.
 Em todo vegetal, a raiz corresponde ao planeta Saturno.
 A semente e a casca, a Mercúrio.
O lenho, o tronco forte, a Marte.
 As folhas, à Lua.
As flores, a Vênus.
O fruto, a Júpiter.
Os Signos Planetários
As plantas influenciadas por Saturno são pesadas, pegajosas, adstringentes, de sabor amargo, acre ou ácido e produzem frutos sem flor, reproduzem-se sem semente, são ásperas e negruscas; possuem odor penetrante, forma rara, sombra sinistra; São resinosas, narcóticas, crescem muito lentamente; consagram-se em cerimônias fúnebres e empregam-se em trabalhos de magia negra.
As plantas que recebem a influência de Júpiter têm um sabor doce, suave, sutil, fracamente acidulado; todos os vegetais desta classe dão fruto, embora alguns não mostrem a flor; muitos dão fruto abundante e de aspecto esplendoroso.
As plantas influenciadas por Marte são ácidas, amargas, acres e picantes e tornam-se venenosas por excesso de calor; são também espinhosas, provocam comichão ao tocá-las ou prejudicam a vista.
As plantas do Sol são aromáticas, de um sabor bastante acídulo; tornam-se admiráveis contravenenos; algumas delas permanecem sempre verdes; possuem a virtude da adivinhação e são aconselhadas contra os maus espíritos; movimentam-se em direção ao sol ou apresentam a figura dele em suas folhas, flores ou frutos.
As plantas influenciadas por Vênus são de sabor doce, agradáveis e untuosas; produzem flores, mas sem dar frutos, possuem sementes em abundância e são geralmente afrodisíacas; seu perfume é quase sempre suave. São empregadas nas práticas de magia sexual.
As plantas que estão sob a influência do planeta Mercúrio possuem um sabor misto; produzem flores e folhas, mas não frutos; as flores são pequenas e de cores variadas.
 As plantas que sofrem a influência da Lua são insípidas, vivem perto da água ou dentro da água; são frias, leitosas, narcóticas, anti-afrodisíacas; suas folhas costumam ser de grande tamanho. Empregam-se em despachos de bruxaria.
Combinações de Influências
Para ajuda do estudante leitor, vejamos alguns exemplos dos resultados que produzem as influências combinadas de vários planetas.
Por exemplo, Saturno com seu domínio forma uma planta de cor negra ou cinzenta — escura, de caule duro e sabor forte; uma planta grande, de flores sombrias; para dita forjação chama comumente a Marte e então a planta se torna rugosa, cheia de nós, de galhos inflados, de aspecto selvagem e atormentada.
Saturno Vênus produzem grandes árvores, de grande resistência, porque a doçura venusiana proporciona a matéria que se desenvolverá no enxofre de Saturno.
 Se Júpiter se encontra perto de Vênus,a planta nasce forte e cheia de virtudes.
Se Mercúrio influir sobre uma planta entre Vênus e Júpiter,então é ainda mais perfeita; torna-se um belíssimo vegetal, de corpo médio, com flores brancas ou azuis.
 Se o Sol se aproxima dos dois citados anteriormente, a flor se torna amarela.
 Se Marte não se mostra contrário a isso, a planta é capaz de resistir a todas as más influências e torna-se própria para excelentes remédios, embora semelhante combinação costume ser muito rara.
 Se Marte Saturno opõem-se, a MercúrioVênus Júpiter, resulta uma árvore venenosa de flores avermelhadas e amiúde (por causa de Vênus), de tato áspero e sabor detestável.
 Sim, apesar de Marte Saturno se oporem, Júpiter Vênus manifestam seu grande poder e Mercúrio mostra certa debilidade; a planta será quente e de virtudes curativas; seu caule será fino, a intervalos áspero e espinhoso; suas flores nascerão brancas.
 Se Vênus está próxima de Saturno e se a Lua não está em oposição a Marte Júpiter, teremos então uma planta bonita, tenra e delicada, com flores brancas, inofensiva, porém de pouca utilidade.
“Todas as doenças têm seu princípio em alguma das três substâncias: Sal, Enxofre ou Mercúrio; quer dizer que podem ter sua origem no domínio da matéria, na esfera da alma, ou no reino do espírito. Se o corpo, a alma e a mente estão em perfeita harmonia, uns com os outros, não existe nenhuma discordância; mas se origina-se uma causa de discordância em um destes três planos, isto se comunica aos demais”.
 “Aquele que pode curar doenças é médico. Nem os imperadores, nem os papas, nem os colegas, nem as escolas superiores podem criar médicos. Podem outorgar privilégios e fazer com que uma pessoa, que não é médico, aparentemente o seja; podem conceder-lhe licença para matar, mas não podem dar-lhe o poder de curar; não podem fazer dessa pessoa um médico verdadeiro, se já não foi ordenada por Deus.”
 Paracelso
Biblioteca das Plantas
Dicionário de Botânica Oculta
Agave (Angustifolia Marginata): Deve ser colhido na hora de Saturno.
Abrótano (Abrotanum): Colhe-se sob o signo de Escorpião.
Absíntio (Artemisa Absinthyum): Planeta Marte. Signo zodiacal Capricórnio.
Acácia (Acacia): Planeta Mercúrio.
Açafrão (Crocus Sativus): Colhe-se quando o Sol está em Leão ou em Peixes ou quando aLua está em Câncer.
Acanto (Acanthus Mollis): Planeta Marte.
Acônito (Aconitum Napellus): Planeta Saturno. Signo zodiacal Capricórnio.
Agno Casto (Agnus Castus): Planeta Saturno. Signo zodiacal Câncer.
Alcachofra (Cynara Scolymus): Planeta Marte. Signo zodiacal Escorpião.
Aloés (Aloé Socotrina): Planeta Sol.
Angélica (Archangelica Officinalis): Colhidas na hora de Saturno, as folhas são boas para curar a gota; a raiz, arrancada na hora do Sol ou de Marte, sob o signo de Leão, cura a gangrena e as mordidas venenosas.
Anis-Verde (Pimpinella Anisum): Suas propriedades curativas são mais eficazes se dita planta for colhida na hora de Mercúrio sob os signos de Gêmeos ou Virgem.
Arnica (Arnica Montana): Planeta Sol.
Aveia (Avena Sativa): Planeta Sol e Lua.
Hamamélis (Hamamelis Virginica): Planeta Mercúrio.
Beladona (Atropa Belladona): Suas folhas secas e trituradas e misturadas ao açafrão e cânfora constituem um perfume mágico para afugentar as larvas do astral. PlanetasSaturno e Vênus. Signo zodiacal Escorpião.
Briônia (Bryonia Alba): Planeta Mercúrio.
Cana (Arundo Donax): Planeta Mercúrio.
Canela (Cinnamomum Zeylanicum): Emprega-se nos perfumes mágicos do Sol e em certos filtros de amor.
Cânhamo Hindu (Cannabis Indica): Planeta Saturno.
Celidônia (Chelidonium Majus): Planeta Sol. Signo zodiacal Sagitário.
Centáurea Menor (Erythraea Centaurium): Planeta Júpiter. Signo zodiacal Leão.
Cevada (Hordeum Vulgare): Planeta Sol.
Coca (Erythroxylum Coca): Planetas Saturno e Sol.
Coentro (Coriandrum Sativum): Com os frutos desta planta, reduzidos a pó e misturados com almíscar, açafrão e incenso, obtém-se um perfume de Vênus muito eficaz nas práticas de magia sexual. Os amuletos e talismãs amorosos devem ser defumados com este perfume (Agrippa).
Consólida (Symphytum Officinalis): Quente e seca. Vênus em Sagitário ou em Aquário. Planta consagrada pelos gregos a Juno, primeira das divindades femininas e rainha dos deuses. Seu nome grego é Hebe.
Corriola (Calystegia Sepium): Planetas Júpiter Sol.
Couve (Brassica Oleracea): As sementes da couve são um excelente vermífugo. Signos zodiacais Câncer e Escorpião. A couve vermelha, chamada Lombarda, comida antes de um banquete, evita os mal-estares produzidos pelo vinho tomado em grande quantidade. Tem propriedades contra as flatulências, a bílis e a icterícia. Planetas Lua e Júpiter.
Cravinhos (Eugenia Caryophyllus): Planta quente e seca. Colhe-se quando o Sol está emPeixes ou quando a Lua está em Câncer.
Culantrilho (Adianthum Capillus): Planeta Saturno.
Dictamo Branco (Dictamnus albus): Planeta Marte. Signo zodiacal Câncer.
Erva Gateira (Nepeta Cataria): Planeta Mercúrio.
Erva Moura (Solanum Nigrum): Signo zodiacal Libra.
Escabiosa (Succina Pratensis): Signos zodiacais Touro e Libra. Planeta Mercúrio.
Espinheiro Cervical (Rhamnus Catharticus): Planta consagrada a Saturno. Signo zodiacal Libra.
Estramônio (Datura Stramonium): Planeta Saturno.
Faia (Fagus Sylvatica): Planetas Júpiter e Saturno.
Fava (Faba Vulgaris): As favas, colhidas em fins de outubro, estão sob os auspícios deEscorpião e Mercúrio. O fruto é de Saturno e da Lua.
Feto Macho (Polystichum Fílixmas): Planeta Saturno. Signo zodiacal Sagitário.
Figueira (Ficus Carica): O fruto branco pertence a Júpiter e Vênus. O fruto negro, aSaturno. Signo zodiacal Aquário.
Funcho (Foeniculum Vulgare): Signos zodiacais Peixes ou Aquário.
Genciana (Gentiana Lutea): Planeta Sol. Signo zodiacal Leão.
Girassol (Helianthus Annuus): Planeta Sol. Signo zodiacal Leão.
Heléboro Negro (Helleborus Niger): O Heléboro negro é uma das plantas mais usadas pelos bruxos. Sua raiz é colhida na hora de Saturno (Agrippa).
Hissopo (Hyssopus Officinalis): Planeta Sol. Signo zodiacal Leão.
Incenso (Commiphora Myrrha): No comércio é conhecido com o nome de incenso macho, aquele que emana diretamente da árvore. O que é extraído artificialmente leva o nome de incenso fêmea. O primeiro é o mais apreciado, chamado também olíbano. Planetas Sol e Júpiter. Signo zodiacal Leão.
Ipecacuanha (Cephaelis Ipecacuanha): Planetas Lua e Sol.
Íris (Iris x Germanica): Vênus em Libra.
Jacinto (Hyacinthus Orientalis): Planetas Sol e Vênus.
Junípero (Juniperus Communis): Planeta Vênus. Signo zodiacal Gêmeos.
Kousso (Brayera Anthelmintica): Secas e pulverizadas e lançadas sobre brasas vivas, suas flores desprendem emanações que ajudam eficazmente o desenvolvimento das forças psíquicas e facilitam o aperfeiçoamento mediúnico. Planeta Sol.
Lírio (Lilium): Deve ser colhida quando a Lua ou Vênus estejam sob os signos de Áries ouLibra. Com esta planta se fabrica um perfume mágico muito conveniente para queimar no recinto onde se realizam experiências teúrgicas ou se esperam manifestações astrais. Frio e seco. Planetas Júpiter e VênusLua em Áries ou Touro.
Lótus (Nelumbo Nucifera): Planeta Sol. Signo zodiacal Leão.
Loureiro-Cerejeira (Prunus Laurocerasus): O louro cereja é um dos vegetais que mais se empregam nos trabalhos de feitiçaria. Planetas Saturno e Lua.
Loureiro-Comum (Laurus Nobilis): Sol em Leão ou Lua em Peixes.
Lúpulo (Humulus Lupulus): Planetas Saturno e Lua.
Macela (Anthemis Nobilis): Planeta Sol. Signo zodiacal Libra.
Macieira (Pyrus Malus): Árvore consagrada a Ceres. O talo é de Escorpião. As folhas são de Gêmeos e Virgem. O fruto é de Vênus.
Mandrágora (Mandragora Officinalis): Planeta Saturno. Signo zodiacal Capricórnio.
Marroio-Branco (Marrubium Vulgare): Colhe-se sob o signo zodiacal de Virgem.
Melissa (Melissa Officinalis): Planetas Sol Júpiter.
Mercurialis (Mercurialis Annua): Planeta Lua. Signo zodiacal Virgem.
Mil-Folhas (Achillea Millefolium): Planetas Sol e Lua. Signo zodiacal Câncer.
Mirra (Chenopodium Mirrah): Planeta Vênus.
Morangueiro (Fragaria Vesca): Planeta Júpiter. Signo zodiacal Peixes.
Murta (Myrtus Communis): Planeta Vênus. Signo zodiacal Touro.
Nabo (Brassica Napus): Planeta Lua. Signo zodiacal Capricórnio.
Narciso (Narcissus Poeticus): Planeta Vênus. Signos zodiacais Touro e Leão.
Nogueira (Juglans Regia): Planeta Lua. Signo zodiacal Sagitário.
Oliveira (Olea Europea): Planeta Júpiter. Signo zodiacal Peixes.
Tansagem (Plantago Major): Colhe-se quando o Sol e a Lua estão em Câncer ou então quando o Sol está em Peixes e a Lua em Câncer.
Urupê (Polyporus Officinalis): Planeta Lua.