AS LINHAS LEY E OS CENTROS DE PODER DO PLANETA TERRA

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Assim como o corpo humano, que possui um sistema de sensores e relês nervosos, também a Terra os possui. Segundo os Ensinamentos Ancestrais, as antigas civilizações ergueram locais de culto para assinalar o plexo de tais pontos no corpo da Terra. A energia que flui de ponto a ponto (seu relê nervoso) é conhecido atualmente como Linhas Ley.Seu termo “Ley” é uma palavra relativamente recente criada para descrever simplesmente uma linha reta que conecta dois pontos, mas tem um significado muito mais amplo. Define-se linhas ley como o aspecto cristalino consciente do fluxo eletromagnético – linhas e correntes que cruzam o planeta em forma de rede. Linhas ley são fluxos “treinados” de energia eletromagnética e, para fins de comparação, pode-se dizer que elas atuam como o sistema nervoso de Gaia. 

Pode-se dizer que as linhas ley existem em diversas formas, com diferentes graus de refinamento de várias formas de energia. As linhas ley são padrões energéticos que correm tanto em cima como embaixo da Terra. Elas circunavegam a Terra numa variedade de caminhos, baseados em leis matemáticas, leis geométricas, essência vibracional, força geológica e campos eletromagnéticos e mineralógicos. Elas mudam e se movem, e têm sido utilizadas numa infinidade de modos através de éons do espaço-tempo. Nas eras de maior entendimento, épocas de maior tecnologia, elas foram percorridas como autoestradas, utilizando-se a intensificação de energias muito refinadas. Através de tal entendimento, as linhas ley tinham a capacidade de ser usadas como condutores de transferência de energia e para comunicação.

Em 1925 Alfred Watkins redescobriu o conceito de energia da rede elétrica formada por linhas que ligam pontos de energia psíquicas altamente energéticas. Acredita-se que estes centros de energia psíquica foram criados por formações naturais como picos de montanhas, fontes e lagos, bem como construções artificiais adicionados à paisagem.

Desde a Queda de Atlântida, sua utilização amplificada cessou, e perdeu-se a capacidade de sustentar este modo de uso. Como resultado, a rede refinada não está mais intacta, de modo que as linhas ley estão partidas em algumas áreas, rasgadas em outras, e as autoestradas e caminhos parecem não fazerem sentido. Elas não se conectam mais completamente através do globo.A essência básica das linhas ley decorre de uma fonte natural. Elas são correntes de Energia Telúrica. À medida que elas se refinaram, algumas foram codificadas e construídas em novos paradigmas, os quais chamam-se de quinta e sexta dimensão. Estas substituíram as antigas, mas nem todos as descobriram ainda. Pode-se dizer que o sistema de linhas ley atua como o sistema nervoso do planeta vivo,pois o planeta também possui o que pode ser chamado de Linhas Axiatonais, Meridianos e Chakras.As linhas ley são uma espécie de rotas de energia que ligam locais sagrados. É curioso ver como alguns lugares sagrados, como igrejas e monumentos, estão unidos por uma linha reta perfeita.É uma rede telúrica invisível. Onde estas linhas cruzam energia no lugar certo, há sempre um Monumento Megalítico, uma capela, uma catedral ou outro lugar sagrado.

Na verdade, o fato de se manterem assim intactas deve-se, em grande parte, ao trabalho dos Druidas que fugiram da Atlântida, antes da sua extinção, indo para mosteiros existentes na Grã-Bretanha, Europa, Egito e Og. As mais prolíficas foram as seitas da Grã-Bretanha e da França, que usavam aspectos antigravitacionais das linhas ley e som para ajudar na formação de círculos de pedras.As linhas ley sobreviveram por uma infinidade de razões; Elas foram amplificadas por círculos de pedra e pelas próprias catedrais que foram construídas no seu caminho, com base na geometria sagrada. No começo, ela não era chamada de linha ley . Era conhecida como Linha Atlas na Atlântida, e Linha Toth no Egito e em Og. Seu nome pagão foi mudado para Miguel e Maria pelas sociedades secretas de sábios para protegê-las da Igreja.Os Franco Maçons, que construíram catedrais capazes de amplificar as energias das linhas ley, utilizavam sempre a Geometria Sagrada . Quase todas as Catedrais e Monumentos Gregos foram construídos na base phi, o segmento áureo, diretamente nos nós de força ao longo das linhas ley.

As linhas ley não são constantes, muitos fatores podem causar sua mudança. Muitos fatores se somam ao seu complexo conteúdo energético, ou à falta dele. Pressão tectônica, magma, energia solar, ocorrência natural de campos eletromagnéticos postos em ação por minerais como o quartzo e até a decomposição de matéria orgânica, tudo isto cria calor e carga elétrica. Estas energias se acumulam e fluem através dos caminhos de condutividade da Terra, tanto sobre a crosta terrestre quanto ligeiramente acima ou embaixo dela. As regiões e locais da Terra, ricos em metal natural ou em teor de mineral condutivo, atraem a corrente destes fluxos eletromagnéticos. Quase todos os templos de geometria sagrada construídos pelos asiáticos, romanos, gregos, egípcios e maias têm linhas ley passando por eles. Algumas dessas estruturas foram construídas sobre as linhas ley, outras atraíram-nas para si. Muitos pontos nas linhas ley formam vórtices espirais.

OS VÓRTICES E AS LINHAS LEY

Os Vórtices  se formam por várias razões. Geralmente se entende que a causa é a intersecção de linhas ley. Eles também ocorrem em pontos de pressão tectônica, em vulcões, ao redor de montanhas íngremes e piramidais, ao redor de estruturas construídas pelo homem com base na geometria sagrada. Vórtices ocorrem naturalmente em grandes depósitos minerais, leitos basálticos, batólitos graníticos, confluência de rios, e em quedas d’água. Tudo isto projeta Plasma Subatômicos, íons carregados e campos eletromagnéticos. Esta construção natural de energia começa a girar por natureza e assim forma-se um vórtice.

A eletricidade ocorre naturalmente na Terra de diversas fontes. Água em movimento – como cachoeiras, chuva e ondas quando quebram – produzem cargas, da mesma forma que a decomposição de matéria orgânica, pressão tectônica, vulcões, aquecimento solar e ventos. A própria crosta da superfície da Terra – com seus gases condutores de eletricidade, metais, cristais minerais semicondutores, matéria orgânica molhada e eletrólitos – oferece um excelente meio de se manter e produzir correntes elétricas. A mineralogia da camada abaixo da superfície realiza esse serviço. Íons carregados são atraídos para o solo e esta concentração iônica aumenta a intensidade das correntes telúricas através do efeito eletrodo.

EVIDÊNCIAS QUE COMPROVAM A EXISTÊNCIA DAS LINHAS LEY

A mais antiga evidência a respeito de pesquisadores das linhas de Ley encontra-se no Ashmolean Museum of Oxford. Nele estão expostas um conjunto de 5 pedras mais ou menos do tamanho de um punho, esculpidas em 1400 AC, que representam precisamente os sólidos de Platão descritos no Timeus (que só seriam estudados oficialmente mil anos depois, na Grécia segundo as autoridades). Apesar destas estruturas serem extremamente delicadas e precisas, oficialmente, estas pedras são consideradas “projéteis de algum tipo não definido de boleadeira”.

No British Museum também estão em exposição esferas de metal (de ouro e bronze) vietnamitas com respectivamente 20 e 12 pontos, que se encaixam e rolam umas sobre as outras, marcando uma combinação de 62 pontos e 15 círculos. Estas esferas possuem cerca de 2.500 anos de idade. Apesar destas esferas servirem como objeto de estudo dos sólidos de Platão e da combinação de pontos dentro de uma superfície esférica, oficialmente elas são “objetos de uso religioso não especificado”.

Combinando os dois principais sólidos de Platão, temos uma grade composta de 120 triângulos como a figura ao lado. Esta esfera metálica vazada foi encontrada por arqueólogos em ruínas na cidade de Knossos (durante a Idade Média, diversas imagens como esta apareciam em textos de alquimia e ela era chamada de “Esfera Celestial” por eles). Sua função era ser deixada ao sol para estudos da projeção das sombras sobre a esfera central. Com isto, os gregos (e egípcios e posteriormente os Pitagóricos, Alquimistas e Templários) conseguiram medidas precisas de distâncias no planeta, que só foram igualadas em precisão neste século, com os mapeamentos por satélite. Oficialmente, este é uma “esfera ornamental, de função desconhecida”

Como todos nós sabemos, os sólidos de Platão são 5 (tetraedro, cubo, octaedro, dodecaedro e icosaedro). Pense nos dados de RPG. Porque apenas cinco? A resposta está nos cinco elementos do pentagrama usado na magia. Estes elementos estão também relacionados com sólidos geométricos, além das cores e símbolos tradicionais. Então temos: Fogo = tetraedro, Terra = cubo, Ar = octaedro, Água = Icosaedro e Espírito ou Prana = Dodecaedro. As Escolas Pitagóricas reuniram todos os sólidos dentro de uma única esfera e o resultado foi um mapa de linhas formado por 120 grandes círculos e 4.862 pontos.

AS LINHAS LEY E O CORPO HUMANO

Cada linha ley, cada lugar sagrado, pode afetar e afeta o campo eletromagnético humano. Além disto, os arcos e ângulos de luz dos planetas e estrelas alimentam e influenciam as áreas de concentração de energia telúrica (que são chamados de vórtices elétricos ou externos) e, dependendo do alinhamento deles, podem realmente criar PORTAIS que atraem para dentro, ou aberturas que recebem luz-energia de fótons de luz estelar e solar, bem como das malhas de rede planetárias e de dimensões mais elevadas.

Se aceitarmos o postulado de que certos pontos de energia mais elevada existem neste planeta, e que eles realmente têm uma matriz cristalizada que projeta um padrão geométrico específico, então também podemos entender que estas fontes vivas de energia se comunicam através de oscilações harmônicas de energia. Por exemplo, se tivermos um diapasão na clave de Dó e tocarmos uma nota Dó num piano, a vibração musical desse piano também vai criar uma vibração nesse diapasão, por causa da lei que os cientistas chamam de oscilação harmônica. As oscilações harmônicas entre pontos de força da Terra e das dimensões mais elevadas também estão “afinadas” assim, de modo a ressoar aos harmônicos compatíveis.

Assim como o corpo humano tem sistemas sensoriais e órgãos que mantêm a saúde do corpo físico, o mesmo acontece com as linhas ley. As linhas ley mantêm a saúde da Terra física. Acima dos órgãos do corpo, têm linhas de meridianos que seccionam o corpo e, ao fazerem isto, contribuem para o bem-estar do ser, que então transmite essa energia em diferentes formas, alimentando os órgãos, alimentando os sentidos e a consciência. Da mesma forma que o corpo humano passa por mudanças, assim também a Terra se diversifica e muda. O sistema de linhas ley muda e se adapta em características. Com a anunciada Ascensão Planetária já em curso, e a chegada da “formatura” da Terra, não só o sistema de sensitividade da Terra, mas também o do ser humano vão se ajustar.Acima do sistema de meridianos do corpo humano, está o que chamamos de linhas axiotonais. As linhas axiotonais são linhas distintas que conectam o corpo emocional, o corpo mental, o corpo causal, etc… ao corpo ascendido. E assim acontece com a Terra.

A TERRA /GAIA E AS LINHAS LEY

A Terra também tem linhas axiotonais definidas por qualidades espirituais e celestiais, mais uma vez, baseadas na matemática sagrada. Estas tocam certas áreas das linhas ley – tocam mas não se apoiam sobre elas, mas interseccionam. Especialmente nos lugares em que as linhas ley estão rasgadas, partidas e desconectadas, as linhas axiotonais agem como pontes, pontes de uma dimensão para outra, para vencer abismos no conhecimento, para vencer abismos na história, para vencer os vazios da energia que se esgotou ou se desfez.

Quando visita-se uma conjunção de energia ley, ou um local sagrado, ou um complexo de vórtices, absorve-se sua mensagem única, sua geometria única. Cada um carrega em seu campo a energia de cada lugar sagrado, de cada ponto de força e de cada ponto da grade em cada continente que visitou. E têm a capacidade de conectar essas energias a si mesmos e uns aos outros. Aqueles chamados Guardiões da Terra, que foram levados a visitar tais lugares, podem se visualizar conectando-os com a Grade 144, e desta forma ajudar a conectá-los com a grade em evolução. E, neste processo, conectam e ativam a si mesmos.

O segmento de linha ley foi impregnado de luz divina e atraído a pontos de força e a pontos de alinhamento cósmico há cerca de 18.000 anos atrás. Como mencionado antes, a Linha Ley era chamada originalmente de Cinto de Atlas, antes de lhe ser dado um nome judaico-cristão. Mas a fonte de energia é a mesma. Quantas Catedrais Cristãs, construídas com pura geometria sagrada exatamente sobre os vetores e pontos de alinhamento cósmico desta corrente transcendental, teriam sido construídas desta forma, se essa linha ley fosse considerada pagã? Com certeza a igreja controladora teria proibido isto. E agora, apesar do seu controle, existem templos incríveis nos locais perfeitos para amplificar as energias de dimensões superiores, energias que não são presas a nenhum dogma religioso, a não ser ao puro Amor celestial.A oscilação harmônica, permite que tais harmônicos mineralógicos sejam a fonte da conexão vibracional entre esses lugares. Esses harmônicos ocorrem não só na mineralogia, mas também por meio da geometria e do quociente de luz.

CONCLUSÃO

É estranho e fascinante cientistas comprovarem algo que há muito tempo é dito e desacreditado. Existe uma sutil ligação entre esses portais dimensionais e as Linhas de Ley, essas que por sua vez, já são alvo dos místicos há muito tempo. São considerado por eles como Centros de poder ou magia e são encontrados tanto na Terra quanto no corpo humano. Nos Ensinamentos Wiccanos, a própria Terra é uma criatura viva e consciente. Em outras palavras, é habitada por um SER ESPIRITUAL, do mesmo modo que nossos corpos são habitados por uma ALMA/ESPÍRITO. A Terra se alimenta da radiação de outros corpos planetários ao seu redor.Sua natureza física é como a natureza física das criaturas que nela vivem. Está sujeita a doenças, envelhecimento e declínio. Hoje, os rios, córregos e oceanos (sistema sanguíneo) estão cheios de toxinas criadas pelos seres humanos (do mesmo modo como vírus e bactérias criam toxinas em nossos próprios corpos). A Terra está muito adoentada e pede para ser curada.De acordo com os Ensinamentos Wiccanos, a Terra possui CHAKRAS, exatamente como o corpo humano. Segue-se uma lista desses centros, como compiladas pelos Ocultistas Ocidentais:

1. A colina sagrada de Arunachala, no sul da Índia.
2. A região trans-himalaia do Deserto de Gobi.
3. Cairo, Egito.
4. Glastonbury, na Inglaterra.
5. Antigo local da Suméria, no Baixo Eufrates.
6. Monte Shasta, na Califórnia.
7. Uma montanha a cerca de 100 milhas do litoral do Peru, na região dos Andes, imediatamente oposta a Arunachala.

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A “Luz é Invencível” traz mais esse assunto que nos faz pensar o quanto temos de amar nosso Planeta,cuidar dele e o quanto todo esse sistema interfere em nossas vidas,tanto na parte física quanto na mental e na espiritual.O despertar da Terra para uma nova fase de lucidez de seus habitantes, proporcionará o resgate destas forças, que fizeram parte dos povos antigos e que agora voltam em toda a sua plenitude.Esperemos com este texto, ter levado mais um pouco de conhecimento e despertar á todos.

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“A verdade tem um meio de evoluir nos corações de todos que buscam, apesar das limitações do patriarcado ou de qualquer outro dogma restritivo. Todos somos a família do Homem.”(desconhecido,porém, inteligente)

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Bibliografia para consulta

1-O Xamanismo e as linhas misteriosas
Paul Devereux
2-Eletromagnetismo
John A.Buck
3-Stonehenge
Bernard Cornwell
4-The Stonehenge Legacy
Sam Christer
5-Megalith
Aylmer Von Fleisher
6-Stonehenge Phrofesy
Ken Salyers
7-The Stonehenge Gate
Jack Willamson
8-La Geometria Oculta de La Vida
Karen L. French
9-O Gótico das Catedrais
Stella Teles Vital Brazil
10-As Catedrais
Patrick Demouy
11-Pilares da Terra
Ken Follet
12-Geobiologia
Antonio Rodrigues
13-O Mistério das Catedrais
Fulcanelli
14-Catedral de Chartres
Sonja Klug
15-O Nascimento da Franco-Maçonaria
Alain Bauer
16-Esoterismo e magia no mundo Ocidental
Jay Kinney
17-Gaia-A cura para um Planeta doente
James Lovelock
18-Gaia-alerta final
James Lovelock
19-Um novo olhar sobre a vida na Terra
James Lovelock
20-Gaia Ciência
Friedrich Nietzsche
21-Os escolhidos de Gaia
Marcela Mariz
22-Gaia conections
Alan S. Miller
23-Arquitetura e Geometria Sagrada pelo Mundo
Leonard Ribordy
24-Planeta Terra em Transição
Izoldino Resende

Nota: Biblioteca Virtual

Divulgação: @omundodegaya

AS SETE LEIS HERMÉTICAS – O PRINCÍPIO DA VERDADE

As sete principais leis herméticas se baseiam nos princípios incluídos no livro “O Caibalion” que reúne os ensinamentos básicos da Lei que rege todas as coisas manifestadas. A palavra Caibalion, na língua hebraica significa tradição ou preceito manifestado por um ente de cima. Esta palavra tem a mesma raiz da palavra Kabbalah, que em hebraico, significa recepção.


1 – A LEI DO MENTALISMO

“O Todo é Mente; o Universo é mental.” (O Caibalion)

O universo funciona como um grande pensamento divino. É a mente de um Ser Superior que “pensa” e assim, tudo existe. É o Todo. Toda a criação principiou como uma idéia da mente divina que continuaria a viver, a mover-se e a ter seu ser na divina consciência.

O Universo e toda a matéria são como os neurônios de uma grande mente, um universo consciente e que “pensa”. Todo o conhecimento flui e reflui de nossa mente, já que estamos ligados a uma mente divina que contém todo o conhecimento.


2 – A LEI DA CORRESPONDÊNCIA

“O que está em cima é como o que está embaixo. E o que está embaixo é como o que está em cima”  (O Caibalion)

Essa lei  nos lembra que vivemos em mais que um mundo.

Vivemos nas coordenadas do espaço físico, mas também vivemos em um mundo sem espaço e sem tempo.

A perspectiva muda de acordo com o referencial. A perspectiva da Terra normalmente nos impede de enxergar outros domínios acima e abaixo de nós. A nossa atenção está tão concentrada no microcosmo que não nos percebemos o imenso macrocosmo à nossa volta.

O principio de correspondência diz-nos que o que é verdadeiro no macrocosmo é também verdadeiro no microcosmo e vice-versa. Portanto podemos aprender as grandes verdades do cosmo observando como elas se manifestam em nossas próprias vidas.

Por isso estudamos o universo: para aprender mais sobre nós mesmos. Na menor partícula existe toda a informação do Universo.


3 – A LEI DA VIBRAÇÃO

“Nada está parado, tudo se move, tudo vibra”.

No universo todo movimento é vibratório. O todo se manifesta por esse princípio. Todas as coisas se movimentam e vibram com seu próprio regime de vibração. Nada está em repouso. Das galáxias às partículas sub-atômicas, tudo é movimento.

Todos os objetos materiais são feitos de átomos e a enorme variedade de estruturas moleculares não é rígida ou imóvel, mas oscila de acordo com as temperaturas e com harmonia.

Todas as coisas se movimentam e vibram com seu próprio regime de vibração. Nada está em repouso. Das galáxias às partículas sub-atômicas, tudo está em movimento.

A matéria não é passiva ou inerte, como nos pode parecer a nível material, mas cheia de movimento e ritmo.


4 – A LEI DA POLARIDADE

“Tudo é duplo, tudo tem dois pólos, tudo tem o seu oposto. O igual e o desigual são a mesma coisa. Os extremos se tocam. Todas as verdades são meias-verdades. Todos os paradoxos podem ser reconciliados”
(O Caibalion)

A polaridade revela a dualidade, os opostos representam a chave de poder no sistema hermético. Mais do que isso, tudo é dual, os opostos são apenas extremos da mesma coisa. Tudo se torna idêntico em natureza.

O pólo positivo (+) e o negativo (-) da corrente elétrica são uma mera convenção. Energia negativa (-) é tão “boa” ou “má” quanto energia positiva (+).

Amor e o ódio são simplesmente manifestações de uma mesma coisa, diferentes graus de um sentimento.


5 – A LEI DO RITMO

“Tudo tem fluxo e refluxo, tudo tem suas marés, tudo sobe e desce, o ritmo é a compensação”.

Pode se dizer que o princípio é manifestado pela criação e pela destruição. É o ritmo da ascensão e da queda, da conversão de energia cinética para potencial e da energia potencial para energia cinética. Os opostos se movem em círculos.

É a expansão até chegar o ponto máximo, e depois que atingir sua maior força, se torna massa inerte, recomeçando novamente um novo ciclo, dessa vez em um sentido inverso.

Tudo está em movimento, a realidade compõe-se de opostos. A lei do ritmo assegura que cada ciclo busque sua complementação. As coisas avançam e recuam, sobem e descem. Mas também giram em círculos e em espirais ascendentes e descendentes.


6 – A LEI DO GÊNERO

“O Gênero está em tudo: tudo tem seus princípios Masculino e Feminino, o gênero se manifesta em todos os planos da criação”.

Os princípios de atração e repulsão não existem por si só, mas somente um dependendo do outro. Tudo tem um componente masculino e um feminino independente do gênero físico. Nada é 100% masculino ou feminino, mas sim um balanceamento desses gêneros.

Existe uma energia receptiva feminina e uma energia projetiva masculina, a que os chineses chamavam de “ying” e de “yang”. Nenhum dos dois pólos é capaz de criar sem o outro. É a manifestação do desejo materno com o desejo paterno.

É uma importante aplicação da lei da polaridade. É semelhante ao principio animas – animus de Carl Jung ou seja, que cada pessoa contém aspectos masculinos e femininos, independente do seu gênero físico. Nenhum ser humano é 100% masculino ou 100% feminino.


7 – A LEI DE CAUSA E EFEITO

“Toda causa tem seu efeito, todo o efeito tem sua causa, existem muitos planos de causalidade mas nenhum escapa à Lei”.

Nada acontece por acaso, pois não existe o acaso, já que acaso é simplesmente um termo dado a um fenômeno existente e do qual não conhecemos a origem, ou seja, não reconhecemos nele a Lei à qual se aplica.

Para todo efeito existe uma causa, e que toda causa é, por sua vez, um efeito de alguma outra causa.

Esse princípio é um dos mais polêmicos, pois também implica no fato de sermos responsáveis por todos os nossos atos.

No entanto, esse princípio é aceito por todas as filosofias de pensamento, desde a antiguidade. Também é conhecido como karma.

“Os lábios da Sabedoria estão fechados, exceto aos ouvidos do Entendimento.”

Referencias: O Caiballion

Mediunidade e Desejo

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“Assim também vós, visto que desejais dons espirituais, Procurai progredir…”.Epístola de Paulo – 1 Coríntios, 1 – v. 12

Segundo Paulo, os dons espirituais, e entre eles a mediunidade, podem ser desejados, podem ser buscados com um propósito definido.

Existem aqueles que já nascem médiuns – efetuaram semelhante conquista em pregressas experiências, trilharam os caminhos que os conduziram à conquista das faculdades medianímicas…

Existem aqueles que, em renascendo no mundo, tomando contato com a Doutrina Espírita, anseiam pela mediunidade, querem se tornar ainda mais úteis aos semelhantes na condição de médiuns, admiram em outros a sensibilidade mediúnica e se propõem a desenvolve-la

A pratica nos ensina eu a conquista dos dons espirituais é possível aquele que a isto se consagra com determinação.

Muitos que, digamos, nascem médiuns feitos, não valorizam os seus talentos espirituais quanto aqueles que necessitam se esforçar para adquiri-los.

Quantos médiuns espontâneos nada querem com a mediunidade, alternando cumprimento com deserção ao dever, ao longo de sua peregrinação pelas casas espíritas?!…

E quantos outros promovem o parto de si mesmos, esfalfando-se em demorados e persistentes exercícios mediúnicos até que, por fim, logrem o desabrochar desta ou daquela faculdade psíquica?!…

Paulo é incisivo:”… visto que desejais dons espirituais, procurai progredir…

O apostolo evidencia, em suas palavras de iniciado cristão, que é possível caminhar ao encontro, progredir na direção, crescer na meta…

A mediunidade pode ser comparada a uma somente que, em determinado instante, eclode… Esta explosão pode dar-se agora, desde, é claro, que as condições sejam propicias – é resultado de um processo de maturação psíquica que pode se antecipar com base no empenho e no interesse, no desejo e na vontade.

Alias, os médiuns que se fazem médiuns habitualmente se tornam mais úteis à Doutrina do que aqueles que, desde o berço, são médiuns mas crescem sem nenhuma formação doutrinaria. Não estudam, não trabalham, não cooperam… São os exemplos vivos daqueles que “enterram os seus talentos”, sem a preocupação de multiplicá-los em seu próprio beneficio.

Para muitos, a hora da mediunidade pode ser agora, desde que, evidentemente, não extrapolem o que se refere à espontaneidade, forçando em excesso as portas que lhes conferirão acesso aos dons espirituais. Estamos nos referindo, em nossas colocações neste capitulo, a importância de o candidato ao desenvolvimento mediúnico se devotar para consegui-lo e não pretendendo induzir a mediunidade quem não esteja preparando para tanto.

Ninguém deve “arrombar” a porta da sua sensibilidade psíquica, mas a ninguém igualmente é vedado “bater” à porta, e “bater” com certa insistência na expectativa de que, finalmente, ela se lhe abra.

Por outro lado, não se pode ignorar a grave responsabilidade que assume quem logra a conquista do que Paulo chama “dons espirituais”… Às vezes, quer-se, sem saber o que se quer e para que se quer!… A mediunidade, sempre, deve ser um instrumento de trabalho colocado a serviço dos semelhantes, atuando na gleba das almas para o plantio do Senhor…

Mediunidade não é, evidentemente, uma faculdade para uso exclusivo do médium. O médium, por assim dizer, passa a ser patrimônio publico, quase que privado de sua vida pessoal. Pelo menos, assim o é para quem abraça a mediunidade qual a um apostolado!

O salário do médium será apenas o do dever cumprido, o da alegria permanente pro estar, com Jesus, na parceria consciente da construção de um mundo melhor. Desista de louvores e reconhecimento que, caso recebesse, haveriam de impedi-lo de produzir, bloqueando as suas faculdades receptivas, levando-o à fascinação que o induziria a iludir-se a seu próprio respeito.

Agradeça o medianeiro a realidade dura de suas lutas, que não lhe permitem afastar-se da Verdade no caminho dos dons espirituais que persegue, com o propósito de ascender e redimir-se.

Livro: Mediunidade e Apostolado
Odilon Fernandes & Carlos Baccelli

O CREDO DAS SACERDOTISAS

 

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Ouça agora a palavra das Sacerdotisas,
os segredos que na noite escondemos,
Quando a obscuridade era caminho e destino,
e que agora à luz nós trazemos.

Conhecendo a essência profunda,
dos mistérios da Água e do Fogo,
E da Terra e do Ar que circunda,
manteve silêncio o nosso povo.

No eterno renascimento da Natureza,
à passagem do Inverno e da Primavera,
Compartilhamos com o Universo da vida,
que num Círculo Mágico se alegra.

Quatro vezes por ano somos vistas,
no retorno dos grandes Sabás,
No antigo Halloween e em Beltane,
ou dançando em Imbolc e Lammas.

Dia e noite em tempo iguais vão estar,
ou o Sol bem mais perto ou longe de nós,
Quando, mais uma vez, Bruxas a festejar,
Ostara, Mabon, Litha ou Yule saudar.

Treze Luas de prata cada ano tem,
e treze são os Covens também,
Treze vezes dançar nos Esbás com alegria,
para saudar a cada precioso ano e dia.

De um século a outro persiste o poder,
Que através das eras tem sido levado,
Transmitido sempre entre homem e mulher,
desde o princípio de todo o passado.

Quando o círculo mágico for desenhado,
do poder conferido a algum instrumento,
Seu compasso será a união entre os mundos,
na Terra das sombras daquele momento.

O mundo comum não deve saber,
e o mundo do além também não dirá,
Que o maior dos Deuses se faz conhecer,
e a grande Magia ali se realizará.

Na Natureza, são dois os poderes,
com formas e forças sagradas,
Nesse templo, são dois os pilares,
que protegem e guardam a entrada.

E fazer o que queres, será o desafio,
como amar a um Amor que a ninguém vá magoar.
Essa única regra seguimos a fio,
para a Magia dos antigos se manifestar.

Oito palavras o credo das Sacerdotisas enseja:
sem prejudicar a ninguém, faça o que você deseja!

 

Doreen Valiente, “Witchcraft For Tomorrow” pp.172-173

Versão Traduzida para o Português

 

A VONTADE DO CÉU

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Não basta conhecer os métodos que permitem que se tornem clarividentes, magos, alquimistas e etc. Deve-se questionar primeiro sobre o objetivo com o qual se trabalha, e saber que existem leis a serem respeitadas…

Quem pratica os métodos do Ocultismo apenas para o próprio interesse, infringe as leis da harmonia cósmica e, no final, será o próprio cosmos que colocará um veto, e ele fracassará lamentavelmente.
Muitos ocultistas ou pretensos espiritualistas, que trabalhavam para alcançarem determinadas realizações, sem se preocuparem em saber se trabalhavam em harmonia com os projetos da Inteligência cósmica, acabaram muito mal.
As obras sobre ciências ocultas propõem um grande número de técnicas, de ritos, dos quais muitos trazem riscos.
Mas nenhuma dessas práticas vale tanto quanto aquela de se colocar em harmonia com a ordem cósmica.
E as coisas vão mais além: para aquele que não se preocupa em conservar a harmonia e se deixa subjugar pelas próprias tendências anárquicas, até as práticas mais inofensivas se tornam perigosas e se voltam contra ele.(…)
Em que coisa os seres humanos se empenham todos os dias?
Em satisfazer os seus desejos e realizar as suas ambições.
Eles nunca se perguntaram sobre a natureza de todos esses cálculos, desses planos e desses arranjos?
Nunca pensaram em perguntar ao Céu: ´Oh, espíritos luminosos, estamos de acordo com os seus projetos?
Qual é a opinião de vocês?
Quais intenções vocês têm em relação a nós?
Onde e como devemos trabalhar para realizar a sua vontade?´.
Pouquíssimas pessoas se colocam essas perguntas. Porém, nada é mais importante para o homem do que suplicar às entidades invisíveis para que lhe dêem, finalmente, a possibilidade de realizar os projetos do Céu.
Nesse momento toda a sua vida muda, e ele pára de agir segundo os seus caprichos, as suas fraquezas, a sua cegueira.
Esforçando-se para conhecer a vontade do Céu, ele se coloca em outros trilhos, segue um rumo que corresponde aos projetos de Deus, e essa é a verdadeira vida!”


Por: Omraam Mikhaël Aïvanhov

Via: Gena Teresa – https://www.facebook.com/gena.teresa.3

OGUM – O SENHOR DOS CAMINHOS

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Ogum é o Senhor dos caminhos e realiza a abertura de caminhos, a ordenação, o afastamento da desordem e do caos, o corte das atuações negativas, mas tudo a partir do equilíbrio íntimo dos seres perante a Lei Divina. A primeira “batalha” que Pai Ogum nos ensina a realizar é vencer os vícios e a desordem interna para que, uma vez equilibrados, possamos atrair situações e relacionamentos ordenados, livres da desordem que nasce do desrespeito à Lei Maior e à Justiça Divina.

Lei e Justiça são interligadas, não se pode obter o amparo da Justiça Divina sem viver em obediência às Leis da Criação. O dragão subjugado por São Jorge e por São Miguel Arcanjo, que sincretizam com Ogum, representa exatamente o trabalho pela vitória sobre as nossas trevas interiores. O dragão é o símbolo da maldade, dos vícios, das negatividades, do ego exacerbado, da vaidade extrema, da ganância etc. Vencendo “o dragão”, sob o amparo de Ogum, nos habilitamos a atrair situações favoráveis, sob o amparo da Lei. Porque a Lei atua sem cessar, irradiando-se para toda a Criação. Sintonizados com a Lei, alcançamos o amparo da Lei e da Justiça do Criador. Então, os inimigos terão olhos, mãos, pés e armas, mas não conseguirão nos enxergar, não poderão nos tocar e nem nos alcançar ou ferir, como diz um ponto cantado.

Seu primeiro elemento de atuação é o Ar e o 2º. Elemento é o Fogo.

Na Linha pura da Lei Ogum faz par com Yansã, ambos atuando pelo elemento Ar.

Também faz par com Egunitá, a Mãe do Fogo e da Justiça, aqui formando com Ela uma Linha polarizada ou mista Lei/Justiça, pelos elementos Ar/Fogo.

Nos elementos, Ogum é o ar que refresca e a brisa que acalenta.

Na Lei, Ogum é o princípio ordenador inquebrantável.

Na Criação Divina, Ogum é a defesa de tudo o que foi criado, é a defesa da vida.

Na Irradiação da Lei, Ogum é passivo, pois seu magnetismo irradia-se em ondas retas, em corrente contínua, e seu núcleo magnético gira para a direita (sentido horário).

Seu Fator Ordenador nos ajuda a vencer nossas trevas e bloqueios interiores (as verdadeiras demandas) e nos protege dos obstáculos externos, quando vivemos de acordo com os ditames da Lei Divina.

Ogum é a Lei, é a via reta. É associado a Marte e ao número 7.

Na Bahia Ogum sincretiza com Santo Antonio de Pádua. Nos demais Estados, em geral é sincretizado com São Jorge e celebrado em 23 de abril.

A respeito do sincretismo de Ogum com São Jorge, FERNANDO FERNANDES, no excelente artigo “Astrologia e Mitos Religiosos”, comenta: “O simbolismo, aliás, não poderia ser mais adequado: São Jorge veste uma armadura de guerra (a proteção necessária para atuar em ambientes inferiores) e monta um cavalo branco (as forças da matéria e o lado animal da personalidade, já purificados – por isso a cor branca – e colocados a serviço de desígnios elevados). Utiliza a lança e a espada (um símbolo do direcionamento da energia) e consegue vencer o dragão (as forças das trevas).”

Em seguida, o referido autor fala sobre características de Ogum na Umbanda e no Candomblé e sua associação ao planeta Marte: ”A espada está ligada ao Orixá de três formas: por ser guerreiro e caçador, Ogum rege as armas em geral; por ser ferreiro, é fabricante de objetos de metal; e, finalmente, é o orixá regente do ferro, matéria-prima para a maioria das armas. Como símbolo, a espada representa a energia mobilizada e direcionada para cortar o avanço do mal. Basta lembrar outra lenda, criada num ambiente bem diferente do que estamos tratando: a história céltica do Rei Artur que, munido da espada mágica Excalibur e sob a orientação de um iniciado, o Mago Merlin, combate as forças malignas acionadas por temíveis feiticeiros. Excalibur é o instrumento do combate da magia branca contra a magia negra. A espada de Ogum tem o mesmo significado.

Cabe observar também que o ferro é o elemento químico essencial para a formação dos glóbulos vermelhos. Da mesma forma como sua carência torna o indivíduo anêmico, a carência da raiz energética de Ogum cria uma espécie de anemia espiritual, ou seja, uma falta de coragem e de disposição para lutar pelo próprio desenvolvimento. É por causa dessa função revitalizadora que Ogum é apresentado nos mitos africanos como o orixá que vem na frente, o pioneiro na tarefa de descer à Terra e acordar os homens. Trata-se, evidentemente, de uma função típica de Áries e Marte.

(…) Ogum muitas vezes é invocado como se fosse uma espécie de guarda-costas celeste, um orixá que, se devidamente agradado, tomará partido em favor do filho de fé e voltará sua fúria contra os inimigos. (…) As concepções mais elaboradas, entretanto, não vêem o orixá como um ser a serviço dos interesses do homem, nem disposto a tomar partido em seus conflitos.

Em essência, as lutas de Ogum processam-se dentro da própria alma, que traz simultaneamente o dragão e a serpente das tendências inferiores assim como o germe da Divindade. Invocar Ogum significa ativar as energias vitais que estão adormecidas na alma, despertar a parcela divina presente em cada ser humano e mobilizar a força necessária para avançar.”

Em seguida, ele comenta o ponto cantado que diz: “Cavaleiro supremo/mora dentro da lua /Sua bandeira divina/ é o manto da Virgem pura”, acrescentando: “A lenda de São Jorge, que não tem qualquer origem no culto dos orixás, mas sim no Cristianismo Popular, atribui-lhe o domínio da Lua, onde ele estaria em permanente combate com o dragão. É interessante notar que o símbolo da Lua, do ponto de vista astrológico, não é o desenho da Lua Cheia, mas do Crescente, que é formado por dois semi-círculos. Enquanto o círculo – o Sol – representa o espírito enquanto instância permanente e perfeita, o semicírculo é a alma, ou seja, o espírito ainda submetido às experiências da evolução, aprisionado nas sombras da própria ignorância e no vendaval das paixões ainda não dominadas. A Lua não tem brilho próprio, apenas refletindo a luz do Sol. Da mesma forma, para tomar de empréstimo uma concepção do pensamento hinduísta, a alma que perambula nas experiências de aprendizagem expressa apenas um reflexo provisório de sua verdadeira identidade, que só brilhará de forma pura quando o espírito transcender o ciclo das reencarnações e alcançar os planos mais elevados da absoluta ausência de forma, no mental superior.

Ogunhê meu Pai!

 

As quatro faces da Deusa – Quando as quatro faces do masculino descobrem sua contraparte…

fases

O mundo contemporâneo assiste a transformações intensas e rápidas.

Quase que diariamente  modificações importantes ocorrem nos mais diversos setores.

Crise é uma palavra repetida e sentida em todos os meios.

Estamos vivendo os efeitos devastadores de um modo de vida que se mostrou não natural, não ecológico e não evolutivo.

Vivemos destruindo nossos recursos,  ignorando o bem estar das próximas gerações.

O velho procedimento de muitos povos indígenas segundo o qual cada ato deve ser pensado em suas conseqüências  até a  sétima geração perdeu-se completamente  neste mundo consumista e imediatista.

Quantos  compreendem que a Terra é como um aquário,  com recursos finitos?

Fome, doenças, guerras, destruição ambiental,  crises sociais, enfim uma longa lista de desequilíbrios pode ser aqui  descrita.

Mais do que nunca necessitamos estar plenos em nós mesmos para lidar com esses desafios e ainda realizarmos algo na busca de um equilíbrio maior .

Que mundo deixaremos para nossos descendentes?

As graves questões levantadas pelo nosso dia  a dia não podem ser respondidas satisfatoriamente enquanto continuarmos a ser esses entes fragmentados, neuróticos, isolados de nós mesmos.

Temos que recuperar nossa totalidade se desejarmos de fato  auxiliar nessa guerra entre as forças da consciência e da inconsciência que é travada instante a instante.

A crise que o mundo atravessa tem uma de suas causas  na negação do feminino.

Portanto a volta do feminino não deve  ser encarada como um  fenômeno passageiro, uma excentricidade ou um movimento inovador, descontextualizado .

É  antes de mais nada o equilíbrio se restabelecendo.

Este ponto é fundamental .

Quando o feminino foi perdido, quando as doutrinas patriarcais subjugaram as velhas tradições e impuseram seus valores limitados ao mundo, não foi apenas a mulher que perdeu.

Nós homens também muito perdemos,  pois cada homem traz dentro de si a  ânima, aspecto complementar e importante de sua psique que mal trabalhada nos torna menores e menos humanos.

Quando a Deusa foi oculta e seu arquétipo deturpado pelo clero machista e patriarcal, não apenas a mulher   deixou de ter acesso ao seu imenso potencial , como nós homens, também  perdemos uma parte profunda de nós  o que nos tornou menos homens, nos reduzindo a máquinas , a  machos,  machucados  por termos perdido parte de nossa realidade.

E desde então seguimos desanimados por termos sido subtraídos de aspectos de nossa ânima.

O renascer do feminino.

Após tanto tempo dominados por uma cultura patriarcal que nega os valores femininos e leva a uma abordagem linear e fragmentada da realidade estamos vivendo novamente o renascer do feminino em nossa cultura.

Exausta  após uma longa dominação  por paradigmas que nos levaram a esse momento onde  vivemos sob a ameaça de  extermínio não só da raça humana mas de toda a vida , a crise ecológica sem precedentes, o caos social, observamos a humanidade em busca de novos caminhos.

E sendo o feminino a contraparte natural do masculino e mais ainda, a força predominante da natureza  é sua volta que marca  um passo real na busca desse equilíbrio perdido.

Há uma relação dinâmica, podemos dizer dialética, entre os princípios feminino e masculino  e qualquer subjugação de um pelo outro resulta em desequilíbrio, em desarmonia.

Mas como nós homens podemos   participar dessa  volta do feminino?

De que forma nós, Xamãs desses tempos, percebemos tal movimento?

O 4 é um número sagrado.

Para todas as culturas, em vários  locais e em várias épocas vamos encontrar o  4 como número  símbolo da base e da estabilidade.

Assim temos as quatro direções, os 4 elementos e tantos outros níveis de manifestação do 4.

As 4 faces da Deusa, entendendo por Deusa uma símbolo da energia feminina.

Mas o que é a energia feminina?

Como ela se distingue da masculina?

Antes da diferenciação, antes da vinda do  Yin e do  Yang , do homem e da mulher,  há o Tao,  o andrógino que em si reúne as duas polaridades.

Em primeiro momento onde há apenas um Todo indiferenciado a vagar em si mesmo.

Então num certo momento esse Todo emana de si mesmo e a manifestação tem início.

O Todo emana uma parte de si mesmo.

O grande Dragão indiferenciado  bota um ovo e o envolve.

Desse ovo nasce o mundo tal qual o compreendemos.

Neste processo  surge em primeiro plano a energia  indiferenciada,  andrógina, plena.

Depois num outro momento ocorre a diferenciação , quando dois aspectos desse mesmo Todo tomam  forma e aqui encontramos  o primeiro masculino e o primeiro feminino.

Temos que ter muita sutileza para realmente compreender esse processo, pois os referenciais  de nossa cultura podem nos confundir , uma vez que eles desprezam, de forma explicita ou implícita o feminino.

A energia que estimula a vida é tida como masculina, e a que gera como feminina.

É dialética a relação que se estabelece entre essas duas forças, nenhuma é mais importante ou mais  “potente”.

São complementares, oriundas e impregnadas da mesma fonte, apenas aspectos diferentes no mundo da manifestação.

Dimensão, dois, di, tudo que o que aqui se manifesta é  dual.

Masculino e Feminino são  dois  momentos de manifestação da  inenarrável energia original da qual emanamos, a mesma que mais tarde vai ser usada pelas  hierarquias criadoras para  criar mundos e seres.

Em 4 momentos vamos encontrar essa energia.

Podemos tecer analogias.

As  4 estações,  as quatro fases da lua. Os quatro momentos do dia: manhã, tarde, noite e madrugada.

Assim encontramos as 4 faces dos Deuses e das Deusas.

O menino, o amante, o pai e o ancião.

A menina, a amante, a  mãe e a anciã.

Cada um desses aspectos revela no homem e na mulher  uma manifestação da Totalidade em si.

Temos cada um  desses quatro aspectos em nós, mas cada um  tem um desses aspectos mais  forte, mais ativo em nossa psique.

Em nossa vida passamos por estes quatro aspectos.

Podemos  chamá-los ; infância, juventude, maturidade e velhice.

E podemos vive-los de forma mais ou menos intensa e consciente, mas eles estão em nossas vidas se nós estivermos de fato vivos(vivas)  e não apenas sobrevivendo como é mais comum.

Uma coisa que perdemos em nossa cultura ocidental, vamos chamar assim a esta cultura dominante que hoje nos escraviza com seus (pré) conceitos,  são os ritos de passagem.

Deixamos de marcar, comemorar e ritualizar, os momentos de passagem de um estado para outro.

Assim o menino e a menina não mais percebem quando deixam esse estado e se tornam jovens, e o adulto não mais  tem sua entrada nessa fase marcada por ritos que re-atualizam suas lembranças de estar numa nova fase de sua vida, tão pouco a  idade da sabedoria é marcada por algum sinal.

Com esta ausência dos ritos de passagem, perdemos nós enquanto indivíduos e perde a sociedade como um todo por deixar de ter pessoas realmente integradas em seu seio.

Essa perda dos ritos de passagem,  os quais ainda existem nas  culturas chamadas primitivas, priva-nos de perceber nossa sincronicidade com o  Transcendente e com os arquétipos universais .

E nos impedem de mergulhar em nós mesmos e descobrirmos as faces do Deus e da Deusa em nosso interior.

E como compreender  a Divindade  quando a ignoramos em nós mesmos?

Cada mulher traz o ânimus em si e cada homem traz a ânima.

Não podemos mais seguir com  a vida , assim tão desanimados , como vemos as pessoas em nosso cotidiano.

É necessário re-atualizar nosso elo com a Totalidade  e só como seres completos podemos realizar esse rito de união.

Portanto a redescoberta do feminino não é um caminho apenas das mulheres.

Houve uma perda para nós homens também e a nós cabe uma jornada iniciática de recuperação de nossa ânima.

Há ainda outro ponto importante.

Fala-se muito na perda do feminino e na sua volta, no seu redescobrir.

Mas quem disse que  temos o masculino de fato presente?

Pois a cultura dominante é segmentada, neurótica e esquizofrênica, realmente patológica.

Se  um indivíduo fosse clinicamente  considerado incapaz de viver em harmonia no seio da sociedade e seus atos representassem perigo à vida e ao bem estar de sua coletividade, nós não  cuidaríamos para que fosse internado e não pudesse ter  acesso a qualquer  meio de tornar reais as ameaças que nele vemos expressas?

Dentro deste princípio simples, só nossa profunda  ignorância do valor da vida nos leva a aceitarmos os governos estabelecidos , com sua loucura suicida  e desequilibrada.

Temos que compreender que não está o masculino  de fato presente em nossa cultura.

A cultura dominante é hoje regida por um clero patriarcal e  neo cristão.

Seus valores são anti ecológicos, predadores, valorizando uma relação parasitária com outros povos e nunca  optando por saídas inteligentes que envolvessem o comensalismo ou a simbiose.

A guerra foi transformada numa industria e uma grande parte dos recursos naturais  e muitas   mentes brilhantes estão empregados agora em  construir armas com maior capacidade de exterminar a vida, ao invés de preservá-la.

E através de uma intensa campanha  de propaganda valores falsos são impostos à pessoas despreparadas para tal  “lavagem cerebral”   via mídia.

Assim o homem perde sua  condição original e se torna apenas um macho.

E o macho não é homem, não é pleno, é  doente, machucado, por negar o feminino que traz em si.

Escondendo a dor de sua incompletude  em atitudes belicosas, em lutas pelo poder, o poder sobre outros , pois é incapaz de ser senhor de si mesmo.

Incapaz de amar, pois não ama a si mesmo,  está só, frustado e carente, escondido nas máscaras de senhor e de poderoso, mas , como o mágico de Oz, é apenas uma criança projetando uma falsa imagem. Infelizmente sem a sensibilidade deste.

Raros homens conseguem realmente amadurecer.

A maioria  estaciona na fase da puberdade e ficamos assistindo a seus jogos adolescentes por toda a vida, mudando o nível do jogo, mas ainda em disputas dentro de valores de ter e se firmar perante o meio, respondendo a padrões  completamente adolescentes e imaturos.

O ser humano está incompleto.

E incompleto não consegue a harmonia.

Não encontrando  sua contraparte dentro de si mesmo, não a reconhece no exterior.

Privando-se de um real contato com  as mulheres à volta, apenas usando das fêmeas que conhece para  que os impulsos biológicos determinados pela raça se satisfaçam e suas imensas carências tentem ser sanadas.

Então a sexualidade acaba se tornando uma outra arena de poder, onde o prazer , orgasmo pleno entre os parceiros é  perdido.

Isolados de sua plenitude homens e mulheres,  robotizados, menos que humanos, caminham em vidas estéreis, sem amor,  em jogos de  poder e dominação, de insegurança e medo, por não estarem completos em si mesmos e assim buscam fora o que está dentro de si .

Convido assim você que lê este texto a mergulhar comigo nas  questões que pretendo aqui trazer a tona, a não apenas ler , mas a meditar de fato, a dar sua opinião e enriquecer esse debate.

Um exemplo claro  está na lenda de antigos povos  da região do médio oriente,   recontadas pelos hebreus.

Nesta lenda  o homem, a mulher e a serpente são símbolos para os três centros que trazemos em nós.

Assim  a  serpente  é quem indica  à mulher algo que esta transmite ao homem.

Por conta dessa lenda e da interpretação literal de seu simbolismo  ficou a mulher marcada em todas as  religiões que mais tarde surgiram dessa tradição  como um ser  inferior através do qual o  ‘pecado’ entrou  no mundo.

Isso está profundamente gravado na psique de muitos povos e é difícil dar o primeiro passo que  é  entender ser essa lenda um símbolo,  uma   alegoria.

Em muitos outros povos as lendas foram deturpadas e a mulher foi afastada de sua essência pelo medo das forças patriarcais dominantes.

Como povos indígenas brasileiros, que contam de Jurupari.

Antes dele só as mulheres podiam exercer os ofícios mágicos, mas ele veio e  roubou delas o poder, e agora as flautas mágicas não podem ser vistas ou tocadas pelas mulheres, só pelos homens em suas festas.

Esse afastamento da mulher do núcleo das religiões sempre foi justificado com essas interpretações equivocadas das lendas antigas.

Como bem coloca Freud temos uma educação religiosa muito intensa quando ainda somos muito novos e nossa educação sexual em contrapartida é  atrasada.

E  hoje, na  erAIDS se ensina  sexo sob o signo do medo, da Morte, quantos “ orientadores  sexuais” frustados e  irrealizados em  sua  própria  sexualidade  estão hoje  ensinando adolescentes  que  sexo é morte, é medo. Eros confundido  com  Thanatos  e  Fobos.

E religiosamente transformamos  belos mitos em moralismos  tacanhos .

Conceitos complexos são apresentados antes que nossa mente esteja madura para com eles lidar.

Por isso fica difícil lidar com tais idéias, eles estão armazenados em níveis pré racionais, cercados de medo.

O primeiro passo para podermos mergulhar na questão do feminino é  desfazer em nós mesmos essa confusão que nos  deram como parte de nossa educação.

Raríssimas pessoas conseguem escapar dessa armadilha.

Mas sem sair dela tudo o que podemos alcançar intelectualmente pode se desfazer subitamente.

Portanto mergulhar no feminino e resgatar seus valores é  enfrentar os paradigmas que fizeram da civilização euro-burguesa que nos domina  aquilo que ela é hoje.

Sim ,  resgatar  a  princesa  oculta no fundo da caverna é enfrentar os monstros que deixaram  a guardá-la.

É uma verdadeira jornada iniciática, em busca da  princesa que dorme na alta torre, ornando-lhe   a fronte ,uma grinalda de hera.

E o buscador a principio é dela ignorado, ele para ela não existe, ela para ele é ninguém.

Mas um dia, após vencer a estrada e os perigos que nela estavam, ele poderá entrar na torre, levar a mão , erguer a hera, e descobrir que ele mesmo era a princesa que dormia.

Essa frase, transcrita de um poema de Fernando Pessoa mostra bem a fundamental  importância desse reencontro com o feminino.

Yin e Yang são conceitos complexos.

Eles  indicam polaridades e não devemos nos esquecer que  o Yin traz o jovem Yang dentro de si e o Yang traz o jovem Yin dentro de si.

Não se opondo, mas se complementando,  se substituindo na dança cósmica da manifestação universal. Uma dança, um fluir por momentos da existência .

Como numa equação de balanceamento químico, se alteramos qualquer dos dois lados do processo o Todo sofre com isso.

Descaracterizando o  feminino acabamos por  descaracterizar o masculino também e  é nesse ponto que insistimos quando dizemos que o retorno do feminino não é apenas  interessante as mulheres, mas nós mesmos, homens, vamos recuperar nossa plenitude a medida que os valores femininos forem restaurados em sua plenitude.

O conceito de força e fragilidade é outro par de idéias que muito foi deturpado.

Este conceito ficou tão arraigado, estereotipadamente, que  a cultura dominante conseguiu fazer com que a maioria das pessoas os aceite como naturais sem se deter para um questionamento mais sensato.

O homem é forte, a mulher é frágil.

Alguns pensadores chegam a usar o termo feminino como sinônimo de  fragilidade, fraqueza e comportamento histérico.

Falam de valores viris e de homens que  ao desequilibrarem-se  ficam como mulheres frágeis e histéricas.

Tal deturpação do sentido do feminino mostra quão longe estamos da harmonia em nossa cultura e o quanto precisamos trabalhar para restabelecê-lo .

Ao mesmo tempo atribuem ao masculino a potência, a força.

A violência, a  “hybris”  fica confundida com um valor de virilidade e  desde   Francis Bacon os cientistas, homens, falam em  explorar a Terra, arrancar da natureza seus segredos.

São conceitos  tidos até  como “naturais”  por muitos pensadores.

Entretanto uma observação atenta das mulheres nos leva a conclusões diametralmente opostas.

Há uma cena evocada por Frank Herbert em um dos  livros da série Duna.

Ele fala  de uma mulher  tocando um arado, um filho pequeno amarrado  em si.

Essa mulher está ali, trabalhando pela manutenção da vida. Ela é o elo da vida.

Seu filho mais velho e seu marido?

Estão em alguma guerra , convocados por algum senhor feudal que se sentiu ofendido por  atitudes  tolas de um de seus pares. Homens em brigas imaturas e egóicas.

Caminhando em morte suas vidas.

Esses homens em guerra serão lembrados pelos livros de história, mas o elo da vida, a força da sobrevivência da espécie  está nessa mulher, simples, anônima  com o filho ao lado,  tocando com esforço o arado, para que a Terra continue dando  o que comer.

O barão ladrão que convocou a guerra terá seu nome citado e provavelmente ao passar por esta cena não perceberá que nela está a força da vida e da continuidade. Tudo destruirá.

Ele será tido por herói,  mas é apenas um desequilibrado gerando mais  desequilíbrio, enquanto a força da vida continua, quase imperceptível, mas com toda sua força em mulheres como esta.

Amplo  tema a ser meditado. Com cuidado e atenção.

Por: Julio Cesar Guerrero – http://www.imagick.org.br