Eclipse Solar – 26 de fevereiro – será um processo de purificação sem precedentes

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Estamos, enfim, chegando ao fim de um ciclo de dois mil anos, em que por um longo tempo vimos nos curando, nos purificando das velhas crenças, padrões cármicos e marcas genéticas/implantes que nos mantiveram escravizados em uma realidade limitada e sombria. Por isso que o ciclo dos últimos nove anos foi uma etapa de liberação muito intensa, que não pode ser comparada com as anteriores.

Esse eclipse – principalmente para as novas almas que estão acessando esta jornada – será um processo de purificação sem precedentes. Porque, é finalmente com esse eclipse solar, a 8 graus do etéreo signo de Peixes, o último até os próximos dezoito anos, que passamos da escravidão para a liberdade, por finalmente deixar para trás a Era de Peixes e entrar na emancipadora Era de Aquário.

Estamos profundamente imersos, desde o começo deste mês – e até o equinócio de março – em uma intensa passagem cósmica. Pois estamos constantemente dissolvendo e ativando as frequências mais elevadas para que possamos continuar com o nosso trabalho interior de reconexão do DNA e continuar a recuperar todo o antigo conhecimento, que ainda está intacto internamente e que certa vez foi desativado.

Durante esses seis meses, em que as energias dos eclipses serão sentidas fortemente, e à medida que continuamos a liberar e integrar essa nova onda em nossos corpos, vamos experimentar muitas sensações físicas, visto que estamos liberando mais densidade de nossos corpos. Tomem isso como uma parte natural do nosso processo de ascensão, em vez de uma experiência dramática, porque todos sabíamos que nem sempre seria fácil.

Neste momento, as energias dos eclipses, vão alterar de modo profundo os campos magnéticos da Terra. É por isso que os Guardiães estarão ocupados ancorando as frequências que se originam desses portais estelares, enquanto os estabilizadores, por exemplo, o meu papel, será de ancorar o equilíbrio.

Todo mundo tem o seu papel exclusivo na Criação, e todos temos codificado em nosso DNA os códigos de luz adequados, que nos conectam às frequências específicas que devemos transmutar, ancorar ou trazer à harmonia para o Todo.

Em um mês em que estamos envolvidos por muita impetuosidade, uma vez que temos cinco planetas em signos de fogo, para nos ajudar a queimar velhos mundos criados, certa vez, no nível de conscientização que possuíamos e começamos de novo, somos abençoados com as energias intuitivas e de cura de Peixes, cuja essência yin nos acalmará, enquanto continuamos navegando nessa intensa onda ardente, em uma eterna dança de liberar tudo e acolher novos horizontes.

A energia ígnea se concentra no eu e age no físico, enquanto a água de Peixes se concentra na consciência da unidade e no serviço. Ambas são essenciais para manter o equilíbrio, à medida que continuamos a experimentar um aspecto individualizado da Fonte, em um plano físico.

Peixes é o último signo do zodíaco. É com Peixes que começamos a lembrar de nossas verdadeiras origens, removendo débitos cármicos, nos purificando e alcançando a iluminação pessoal.

Esse eclipse marca um ponto fundamental no coletivo, porque vai trazer a verdade acima da ilusão, a cura e muitas revelações, principalmente para as almas que – devido aos seus contratos anímicos – estão se curando e se desprogramando, e começando a incorporar mais informações acerca da sua exclusiva missão de alma no Planeta, para estarem a serviço.

É também com Peixes que despertamos para a nossa derradeira lição, que todos somos Um na Criação – lembrando de nossa conexão com todos os seres, e enfim, passando de nossa personalidade tridimensional programada, para um espaço de livre soberania e compaixão relativamente a nós mesmos e ao Todo, acolhendo não apenas o nosso aspecto individualizado, como foi no começo com Áries, mas todos os aspectos multidimensionais de quem verdadeiramente somos, bem como os demais.

Quando atingimos esse signo de água, é porque estamos prontos para subir mais um degrau nessa espiral evolutiva infindável da Criação, e começamos a incorporar nossos chacras superiores e despertar para a consciência cósmica, uma vez que já dominamos nosso reino terreno, e estamos preparados agora para acolher uma perspectiva mais elevada de quem somos.

Esse eclipse é para terminarmos, assim como começarmos novamente, porque ambos estão entrelaçados, os antigos padrões, que ainda temos a tendência de repetir, e acolher o nível superior das Verdades, que nos ajudarão a lembrar de nossa natureza divina, em lugar do antigo estímulo da desesperança humana, de que somos meras vítimas de circunstâncias externas.

No período do eclipse solar, temos o Sol em conjunção com a Lua, e Netuno em Peixes, juntamente a Mercúrio, Pallas, Quíron e o Nodo Sul, nesse mesmo signo. Essa é uma dádiva cósmica para que curemos o nosso eu ferido e mergulhemos nas profundezas do oceano da consciência da unidade, que é o que Peixes e o seu regente, Netuno, nos convidam a fazer, dissolvendo-nos na totalidade de nossos domínios interiores – e sentidos superiores – assim como a Fonte de amor e seu eterno e amoroso abraço de onde todos emergimos.

O Sol em conjunção com Netuno – o regente de Peixes – e ainda mais com a Lua envolvida, vão ajudar a nos conectar com o nosso subconsciente e com os Reinos Superiores da Iluminação, trazendo desses planos ocultos o conhecimento que vai nos ajudar a discernir entre as muitas possibilidades que ainda estão oscilando em nosso plano mental, aguardando para serem trazidas para o tangível, de modo que o nosso criador interno possa continuar a evoluir nessa nova etapa de nossa jornada ascensional.

Trata-se de um momento mágico para estabelecer contato com o nosso Eu Unificado/Eus e outros seres que vêm andando conosco, em silêncio, até que dominemos nosso eu inferior, para nos lembrar de que esses seres são apenas as nossas versões mais elevadas e de outros companheiros cósmicos, que decidiram nos apoiar nos planos não-físicos da existência, enquanto caminhamos na Terra.

Este é um momento para as almas ascendentes, que vêm trilhando esse caminho por um longo tempo, começar a reconhecer a nossa verdadeira herança cósmica, assim como a conexão natural com as outras dimensões da Criação, porque isolados não podemos fazer tanto quanto quando estamos unidos.

O contato se faz de muitas maneiras, visto que somos todos únicos. Alguns ouvem, alguns veem, alguns sentem e outros se comunicam de modo telepático, entre muitos outros meios. Quando nos comparamos aos outros, nos enfraquecemos, por deixar de amar o aspecto individualizado da Fonte que está ávido para experimentar esta vida por nosso intermédio, simplesmente como somos. Todo mundo possui os próprios dons e meios de contatar o desconhecido. Todas as formas são iguais.

A frequência de Netuno – se integrada com o equilíbrio – pode nos ajudar a mergulhar em nossos domínios interiores ou pode nos levar a um estado de ilusão, porque Netuno é o planeta do subconsciente e também da ilusão. Isso é o que os extremos provocam, quando, em vez de nos alinharmos com a nossa alma, nos alinhamos com o nosso ego, escapando da realidade – fingindo ver e receber o que ainda não somos capazes de acolher, devido à nossa frequência inferior, e, portanto, mentimos para nós mesmos.

É por isso que é essencial honrar e respeitar o lugar em que estamos, sem criar mais ilusões, porque estamos sempre no lugar perfeito e em nosso tempo divino, para integrar os níveis mais elevados da consciência.

Outro importante aspecto desse eclipse pisciano, é a conjunção entre Marte e Urano, e a oposição entre esses dois planetas com Júpiter. O guerreiro, Marte, juntamente ao planeta da rebelião vão nos dar uma enorme infusão de criatividade e coragem, mas também uma impulsividade para agir, visto que esses planetas juntos são forças que não se pode deter. Eis onde Júpiter, em Libra, vem trazer uma percepção superior, paz, expansão no pensamento e discernimento.

Alguns astrólogos dizem que essa combinação provocará acidentes e muitas tragédias, mas já sabemos que essa poderosa onda simplesmente é. Somos nós que temos que fazer a escolha consciente a fim de direcionar as energias para a manifestação de nossas criações internas, ou utilizá-las para destruir.

Somos presenteados com uma nova oportunidade para agir com integridade e compaixão – com todos – a cada momento. As energias simplesmente existem, não são boas nem más, o seu significado e o uso que fazemos delas é de nossa responsabilidade.

Durante o eclipse solar, temos outro alinhamento cósmico entre o eclipse solar e a estrela fixa Skat, na constelação de Aquário, trazendo-nos a lembrança de nosso verdadeiro estado de ser natural, que é sempre um de regozijo e unidade com todos. O nome Skat significa “O Desejo” e se origina da antiga Pérsia. Como essa estrela está alinhada também com Júpiter e sua energia expansiva, vai iluminar, amar e proteger tudo o que tocar.

Diz-se que se formularmos um desejo no momento do eclipse(*), a estrela Skat nos concederá o que desejarmos.

(*) Nota Stela – será às 12:51:23 – horário de Brasília

Como almas em ascensão, sabemos que nada externo nos concederá nada, porque esse é outro aspecto da Criação – forças diferentes – tendo a própria experiência evolutiva na Criação. Elas não estão aí para nos abençoar ou rejeitar o que somos – como seres divinos – é nosso direito de nascimento, elas simplesmente são Seres.

Todavia, como todos nós somos Um, se alinharmos nosso puro desejo de alma com esse nosso aspecto macro, que também habita internamente, nós, em cocriação com essas forças, podemos criar os milagres que alguns aguardam das forças externas – e dos seres – e manifestar em nossa experiência de vida, o que será para o bem mais elevado de todos.

Este é um momento muito especial, visto que estamos finalmente entrando em um ciclo de liberdade e integridade, e o modo pelo qual o cosmos nos mostra para onde estamos nos conduzindo, é com esse eclipse pisciano que encerra um antigo ciclo de dominação patriarcal e retorna ao feminino que ficou perdido, baseado no amor, compaixão e um modo de vida mais elevado.

É também um momento muito importante para encerrar nossos contratos de alma, em vez de ficarmos apegados a um determinado resultado em nossos relacionamentos, porque não vimos aqui para ficar repetindo o mesmo cenário todas as vezes, mas para estar nos expandindo constantemente, em novos horizontes, encontrando/reunindo com as almas que estão no mesmo nível de consciência que agora alcançamos.

Enquanto fazemos a jornada por essa passagem do eclipse, seremos abençoados com as revelações que nos mostrarão a verdade acerca de nós mesmos, bem como o que está realmente ocorrendo em nossas experiências.

É essencial nos interiorizar para acolher a verdade que sempre habitou internamente e que o nosso eu inferior tende a ocultar quando conveniente, visto que prefere a linearidade e o conforto do que é familiar, e começa a liberar todas as interações forçadas, sem autenticidade e integridade, que ainda mantemos, simplesmente por causa de nosso apego humano e do medo do desconhecido.

Lembrem-se, meus amados, enquanto estão apegados a um determinado relacionamento – ou desejando algo diferente daquilo que está acontecendo no momento – vocês estão impedindo a vinda em sua vida das almas preciosas que decidiram estar aqui encarnadas, neste momento único na Criação, apenas para compartilhar uma parte desta jornada física com vocês, mas elas não conseguem encontra-los até que vocês permitam que o Universo os conecte com vocês, porque a sua decisão, quer venha do ego, quer da alma, é sempre respeitada neste amoroso Universo.

Esse eclipse solar em Peixes, traz a verdade e a liberdade pessoais – liberação das antigas correntes, que o nosso humano inferior criou, e que nos serviu para despertar, mas que agora não é necessário nesta nova jornada que decidimos conscientemente acessar.

Esse portal cósmico traz clareza interna e em nossas experiências da vida física. Escutem os sussurros de sua alma, porque, mesmo que aquilo que vocês possam ouvir não seja compreendido pelo eu egoico, sempre será o que vocês precisam para o crescimento pessoal.

Uma comunicação superior vem somente, quando, primeiramente escutamos e aceitamos a verdade a nosso respeito e a nossa jornada pessoal. Só então estamos prontos para passar para o próximo nível.

Se vocês falam, leem ou assistem algum material espiritual/ascensão, mas em seguida agem movidos apenas pelos desejos inferiores, então, vocês não estão agindo com integridade e em uníssono com a vontade divina. Como almas em ascensão, não baseamos mais a nossa existência nos desejos egoicos, porque apenas somos movidos pela Inteligência Superior, dentro de nós, que sabe o que vai beneficiar a todos e não apenas a si mesmo.

Não há nada de errado em dizer aquilo que se pensa ser correto, mas depois agir de modo diferente, porque é assim que nos lembramos, por repetir os mesmos padrões até estejamos prontos para liberá-los. Portanto, se vocês dizem: “Todos nós somos Um”, mas continuam julgando, comparando e criando a separação entre si e os demais, então, vocês ainda precisam se lembrar da unidade interna em primeiro lugar.

Existem verdades acerca de nossa jornada que são difíceis de aceitar, mas que devem ser apreciadas quando recebidas, porque é o modo que o Universo tem para trazer-nos de volta ao nosso verdadeiro caminho, fazendo-nos reconhecer os velhos hábitos/pensamentos programados, que continuamos a alimentar e que estão nos impedindo de discernir a nossa jornada.

A verdade não é sempre o que esperamos ou o que nos é conveniente, mas é sempre o que é, e o que se precisa no momento para o nosso crescimento humano.

Esta é uma Nova Era de cocriação consciente. Nesta nova oitava superior de amor, em que estamos navegando. Já não buscamos do lado de fora, o que sabemos que só se encontra internamente.

Neste novo ciclo cósmico, aprendemos dessa Era de Peixes, passada, quem verdadeiramente somos por natureza, pela lembrança da alma, e estamos prontos para ir além das manipulações tridimensionais (inclusive aquelas que criamos inconscientemente para nós mesmos) e acolher uma nova jornada livre de limitações e medo.

Lembrem-se, meus amados, trabalhamos em uníssono – como iguais – não contamos mais com as forças ou seres externos para nos orientar, porque nos tornamos os nossos próprios mestres e curadores.

Isso não quer dizer que não precisaremos de confirmação e ajuda, porque não podemos viver isolados, mas agimos como seres soberanos, responsáveis pela própria experiência, em vez de sermos meras vítimas, governadas por circunstâncias externas. Isso porque agora nos lembramos de nossa Essência Divina e da unidade com o Todo, percebendo que somos feitos dos mesmos amor, luz e sabedoria que anteriormente buscávamos nos outros.

Nesta etapa intensa, acolham a verdade, independentemente do que isso lhes mostre, porque ela os libertará. Tornem-se os seres soberanos que vocês verdadeiramente são, e permaneçam sempre na Presença iluminada da sua Alma.

Tenham um eclipse abençoado e mágico, meus amados!

Com amor e luz infinitamente

Natalia Alba

 

Fonte – http://www.starseedsoul.com/

Tradução de Ivete Brito – adavai@me.com – www.adavai.wordpress.com

SORORIDADE

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A palavra sororidade não existe nos dicionários. Mas existe em um lugar sagrado chamado força interna feminina. Sóror quer dizer irmã. Sororidade é a capacidade que as mulheres possuem em se reconhecerem como irmãs. Estamos em um momento em que o divino feminino está retornando, está derrubando toda a escuridão e voltando à honra. Isso está no ar. Tem uma luz acendendo nos corações das mulheres, o chamado. Muitas de nós ainda não querem aceitar essa luz acendendo, não se lembram do próprio empoderamento e o repudiam, vibrando ainda na energia da inveja, maledicência e rivalidade. E repudiam portanto as suas irmãs empoderadas pois estão se ‘protegendo’ através do modelo masculino que imitam para serem ‘ aceitas’, consciente e inconscientemente. Elas estão fracas, vibrando em sofrimento nas sombras do esquecimento. Vamos aproveitar a energia da palavra sagrada Sororidade e rezar por todas as mulheres que precisam se curar no mundo.
E se você é uma delas, das que estão ainda esquecidas mas conseguem enxergar isso, agradeça. Depois desconecte-se de toda culpa e se entregue a gratidão de ter olhos de ver. Peça luz às mães santíssimas e aceite a força de suas águas internas para amolecer e fazer nascer da terra seca. Transborde, beba. Olho d’água, lágrima, suor, rios, mares, oceanos, útero, casa, Coração. O amor é líquido.

E que a irmandade feminina se faça.

Autoria de Newen Fuerza

 

Via: Gloria Cristina Reis

https://www.facebook.com/gloriacristina.reis

AS ERVAS E AS INFLUÊNCIAS DOS ASTROS

 

zzzSua função dentro da terapia vegeto-astromagnética é de serem condensadores das energias solares e cósmicas. Há ervas que recebem influxos mais diretos de certos planetas. Como sabemos, um corpo celeste é a concretização de certas Linhas de Força ou Forças Sutis que determinada força comanda. Assim, temos ervas para determinados força.

Deve ser colhida dentro na quinzena positiva, isto é, nas Luas Nova e Crescente porque a energia vital ou prana faz seu ciclo, no reino vegetal obedecendo ao seguinte ritmo:

Lua minguante: força prânica se concentra na raiz, vitalizando-a permitindo que ela tire do solo nutriente físicos e hiperfísicos. Dura 7 dias para ser completada.

Lua Nova: o éter vital ou prana se concentra nas folhas, flores e frutos.

Lua Crescente: Nessa fase ainda há uma corrente prânica nas folhas, após o 4 dia, a corrente se desloca para os galhos menores, e até o 7 passa para os galhos maiores.

Lua Cheia: A corrente prânica desce mais ainda, alcançando o caule primário; desce até o 7 dia da Lua Cheia, quando o prana já está praticamente acumulado na raiz.

Portanto:

Não se deve colher ervas nas Luas Cheia e Minguante, pois a força vital, o prana, as energias eletromagnéticas estão na raiz, e é claro que ninguém vai tomar banho de raiz, pois se tomar será uma só vez, e não é de nosso feitio aniquilar o reino vegetal, nobre auxiliar para a sobrevivência do homem.

Para os banhos, as ervas deverão ser colhidas e logo depois usadas. Devem ser verdes.

Para os chás, os mais eficientes serão os colhidos e usados logo, mas se estiverem secas suas folhas podem se prestar a sua função, pois ainda mantêm em sua composição física certas substâncias que serão úteis. Mas é importante que tenham sido colhidas nas Luas Nova ou Crescente.

Banho de desimpregnação ou eliminação de cargas negativas:

Sua função é eliminar as cargas negativas que ficam no Auro do indivíduo.

Como se faz:

• As ervas deverão ser colhidas verdes na Lua Crescente, na quantidade de 1,3,5 ou 7 qualidades, mas da mesma Vibração Espiritual, Linha.

• Após lavarem as ervas, são colocadas numa vasilha de louça branca, sobre uma mesa, onde se acende uma vela branca dentro de um pentagrama, isso tudo preparado com orações.

• A seguir, acrescenta-se na vasilha, onde já contidas as ervas, água fervente ou água de cachoeira, rio, mar etc. Se for água dessas procedências, tritura-se as ervas com as mãos (previamente lavadas e depois limpas com álcool) e, antes de banhar-se, retiram-se os restos, coando o sumo.

• Se for água quente, espera-se o tempo suficiente para que haja as transmutações vibratórias e para que a água se esfrie até a temperatura que permita ser usada sem lesar ou trazer queimaduras.

• Após o banho de higienização, o indivíduo volta-se para o ponto Sul e toma o banho de ervas, deixando o mesmo, junto com as ervas, passar pelo corpo todo, isto é do pescoço para baixo.

• Ao tomar o banho de descarga, colocar sob os pés pequenos pedaços de carvão, os quais devido ao elemento carbono, fixarão as cargas que as ervas deslocarem.

O mecanismo básico deste banho é o de que a água, junto com as ervas, desloca cargas ou formas-pensamento que se tenham agregado ao Corpo Astral ou Corpo Etérico do indivíduo. Liberando as tensões, bloqueios e doenças e também limpando o corpo Astral.

• Após o banho, os detritos de ervas devem ser retirados do corpo, um a dois minutos depois, e colocados em algum recipiente de vidro por ser ele isolante, juntamente com o carvão, devendo ambos ser despachados em água corrente, sem o vidro é claro ou o resto das ervas, no caso de maceradas, podem ser despachados num rio ou numa mata.

O banho deve ser tomado com o indivíduo voltando-se de costas para o cardeal Oeste ou Leste. Quando a erva for macerada com as mãos as ervas não devem passar pelo corpo. Esse banho deve ser efetuado do pescoço para baixo.

 

O Significado Astrológico das Plantas

Fonte: http://espacoastrologico.org/
As Plantas Mágicas
Botânica Oculta
Paracelso
Castiglione, em sua História da Medicina, é um dos que expõe a síntese da doutrina deParacelso. Para ele, “a natureza constitui o macrocosmo, cujo maior desenvolvimento é representado pelo homem, que, formado pelos mesmos materiais e sujeito às mesmas leis, repete, em si próprio, todos os fenômenos da natureza e está submetido a todas as influências cósmicas e telúricas que regulam o universo”.
 Dizia ele: “A alquimia não visa exclusivamente obter a pedra filosofal; a finalidade da ciência hermética consiste em produzir essências soberanas e empregá-las devidamente na cura das doenças”.
 Ao falarem dele como alquimista, os biógrafos de Paracelso colocam-no na categoria mais elevada. Todos afirmam unanimemente que era dotado de um poder escrutinador que lhe permitia adentrar o próprio espírito das coisas da Natureza. Ele penetrava os recônditos mais profundos da Natureza, explorava-os e, por meio de suas formas, sabia ver a influência dos metais, com uma penetração tão sagaz, que chegava a extrair deles novos remédios. No que se refere à filosofia hermética, tão árdua e tão misteriosa, ninguém o igualou.
Portraits of Paracelsus
arte de curar, de acordo com Paracelso, apóia-se em quatro pilares: a filosofia, que significa, antes de qualquer coisa, “abrir-se ao conjunto das forças naturais, observar essas forças invisíveis na penetração da realidade total e perceber o invisível no visível”; a astronomia, que nos ensina como as estrelas nos influenciam; a alquimia, útil principalmente na preparação dos remédios e “virtus”, a honestidade do médico. De acordo com ele, o médico é a imagem primordial de uma pessoa que está se aperfeiçoando. Mais do que qualquer um, o médico deve reconhecer a ação da natureza invisível no doente ou, em se tratando do remédio, como ela trabalha no visível.
 Para o médico suíço, a natureza não é apenas aquilo que nossos olhos enxergam, nem somente o que existe num outro lugar, mas ambos ao mesmo tempo. Escreveu Braun:“Assim, não é de surpreender que foi Paracelso quem introduziu a descrição da “força de imaginação” dando, desse modo, um nome à energia imanente que fixa as coisas do interior para fora (…). Outros atributos dessa força são: ela flui através de todas as coisas, através de todo esse imenso mundo e é tão eterna como tudo que existe e não existe, tudo que está sendo”.
 Rudolf Steiner, pai da antroposofia, escreve: “Entre Paracelso e Hahnemann existe uma grande diferença: até certo ponto o médico do século 16 ainda era clarividente, Hahnemann não. Ele conseguiu testar o efeito dos remédios pelos sentidos”. E o historiador da medicina Heinrich Schipperges chega à conclusão de que Paracelso, como médico de seu tempo, não praticava medicina tradicional nem moderna, ou seja, ele não pode ser encaixado na medicina ortodoxa tampouco na medicina total. Sua medicina se apoiava muito mais num conceito claro e inconfundível, numa teoria da medicina que tinha suas raízes na filosofia, que faz do homem um verdadeiro médico. No entanto, essa filosofia não confia apenas na natureza nem na mente; ela constrói da “luz da natureza”seu “cosmos anthropos”.
 Gunhild Porksen, tradutora de textos de Paracelso durante anos, diz que as controvérsias a respeito dele são causadas por seu comportamento grosseiro e rude. Ela chegou à conclusão de que ele era um homem de “energias especiais”. O fato é que ele sempre conseguiu entusiasmar pessoas bem diferentes como, por exemplo, Goethe em seu Fausto. Os sucessos astrológicos de Paracelso são famosos e ele, sem dúvida alguma, era um grande biólogo e um médico “total”, que entendeu muito do esoterismo. Era esotérico porque falou muito sobre o “interior”do homem e também sobre a influência das estrelas sobre os seres humanos.
Ainda segundo Paracelso, as doenças são catalogadas da seguinte forma:
 Do lado direito do corpo tudo é físico
Do lado esquerdo do corpo tudo é psíquico
Do lado da frente do corpo tudo é positivo (elétrico)
Do lado das costas do corpo tudo é negativo (magnético)
 “Não existe nenhuma coisa na natureza, criada ou dada à luz, que não revele exteriormente a sua forma interior, porque tudo o que é íntimo tende sempre a manifestar-se (…) como podemos observar e constatar com as estrelas e os elementos, com as criaturas, e com as árvores e as plantas (…). É por isso que a assinatura constitui uma fonte de compreensão, através da qual o homem não só se conhece a si próprio, mas pode reconhecer a quintessência de todos os seres”.
Jacob Boehme (1575-1624)
Terapia das Plantas
 A fitoterapia é a ciência que estuda a utilização de produtos de origem vegetal com finalidades terapêuticas, sendo para prevenir, atenuar ou curar um estado patológico. A palavra fitoterapia é formada por dois radicais gregos: fito vem “phyton”, que significa planta, e terapia vem de “therapia”, que significa tratamento, ou seja, tratamento em que se utilizam plantas medicinais.
 Os Astros e as Plantas
 Uma vez que todos os planetas de nosso sistema solar orbitam aproximadamente o mesmo plano, vemos o Sol e os planetas desfilarem pelo céu sempre pelo mesmo caminho aparente. Este caminho percorrido pelos planetas, que leva o nome de Zodíaco, está dividido em doze signos distribuídos em quatro grupos de três. Cada grupo está ligado a um dos elementos: terra, fogo, ar e água.
 Todos os planetas influenciam o reino vegetal de modo a imprimir nele suas principais características, mas o Sol e a Lua a exercem sua influência de maneira mais acentuada. Eis a influência dos planetas numa árvore:
 Flores: Vênus
Frutos: Júpiter
Folhas: Lua
Cascas e sementes: Mercúrio
Tronco: Marte
Raízes: Saturno
Sol: Toda a planta
 A Lua, embora exerça maior influência sobre as folhas, à medida que passa pelos signos transmite ao solo e também ao reino vegetal como um todo forças que vão beneficiar todas as suas partes. Por exemplo:
 – Raízes: serão beneficiadas pela passagem da Lua pelos signos regidos pelo elemento terra;
 – Folhas e Caules: serão beneficiados pela passagem da Lua pelos signos regidos pelo elemento água;
 – Flores: serão beneficiadas pela passagem da Lua pelos signos regidos pelo elemento ar;
 – Frutos e Sementes: serão beneficiados pela passagem da Lua pelos signos regidas pelo elemento fogo.
 As fases da Lua também participam do processo vital dos vegetais. Através dos tempos, o homem observou que as fases da Lua estão ligadas ao aproveitamento correto da luminosidade que, embora menos intensa que a solar, penetra mais fundo no solo e, assim, acelera o processo de germinação das sementes. Dessa maneira, as plantas que recebem mais luminosidade lunar na sua primeira fase de vida, tendem a brotar rapidamente, desenvolvendo mais folhas e flores, realizando a fotossíntese com mais eficácia. Então:
 Lua Nova é boa para fazer podas, capinar o mato (porque demora mais para crescer), colher raízes suculentas e fazer adubação;
 Lua Crescente é boa para preparar a terra; semear e colher folhas e frutos; fazer enxertos; plantar flores e folhagens em vasos;
 Lua Cheia não é boa para plantar nem transplantar e muito menos capinar, pois o mato cresce mais rapidamente. A seiva das plantas concentra-se toda nas extremidades e o ideal é não mexer nas plantas;
Lua Minguante é boa para plantar e colher raízes; colher e armazenar grãos.
A seguir, a descrição das principais características das plantas segundo a influência planetária que sofrem assim como alguns exemplos de plantas que representam, no reino vegetal, as energias de cada um desses planetas.
Plantas Lunares: são de folhas grandes ou pequenas, mas abundantes; as flores são brancas ou de cores claras; os frutos são de gosto insípido e sem cheiro e em geral são de aparência bizarra; vivem na água ou bem perto dela; são frias, leitosas, narcóticas e anti-afrodisíacas; costumam ser usadas nas práticas de feitiçaria. Exemplos: agriãoerva-pombinhatíliachapéu-de-courobananeiraabóboravioleta amarelatrevo,margaridalírio branco.
Plantas Mercurianas: possuem folhas pequenas e de cores variadas; produzem flores e folhas, porém não frutos; são sinuosas ou ondulantes e de tamanho médio; as flores geralmente são amarelas, de odor penetrante, com sabores diversos, mas um tanto adstringentes. São plantas normalmente relacionadas com a mente ou trabalhos na esfera mental. Exemplos: valerianasetesangriasguacoeucaliptoerva-lanceta,capim-cidrócanela-sassafrássalsaparrilhamanjeronaherafunchoalfazema,acácia.
Plantas Venusianas: são afrodisíacas, com perfume quase sempre suave; produz sementes em abundância e se dá frutos, são doces e com aroma agradável; são plantas pequenas, muito floridas, com flores alegres e belas (cor de rosa) e possuem muitas flores, mas sem frutos. Exemplos: stéviahortelãgengibreerva-da-vidaerva-de-bugrecatuabacatinga-de-mulataalgodoeirotomilhopoejomil-em-ramamalva,cerejeirabardanasabugueirovioletarosa.
Plantas Marcianas: muitas são espinhosas e provocam ardor ao tocá-las. Os frutos podem ser venenosos, são ácidos, amargos e de gosto picante. Em geral são arbustos pequenos, com flores pequenas e vermelhas e podem ser prejudiciais à visão. Exemplos:oréganocoentro, cajueiroguaranácardo-santoalho-poróalhoerva-de-bicho,alcachofrauva-ursiarrudalosnaurtiga.
Plantas Jupterianas: são plantas grandes, rústicas, com frutos abundantes e de aspecto esplendoroso. Os frutos são doces e as flores são muito bonitas, mas sem perfume, em geral azuis, brancas e violetas. Algumas vezes, as árvores podem esconder as flores. Exemplos: boldobaicuruanisabacateirosáviasabugueiropitangueirapicãopau-ferrojurubebajambolãodente-de-leãocarvalhocarquejacardamomocamomila.
Plantas Saturninas: são plantas melancólicas, tristes, sinistras, sombrias, pesadas e de caule duro; grandes e de forma rara. Produzem frutos sem flores de sabor amargo, acidulado e/ou acre. Se houver flores estas são, geralmente, sombrias, cinzentas ou negras. A reprodução é sem sementes, são resistentes e narcóticas e crescem lentamente. Exemplos: aroeiraavencacavalinhaciprestecominhocancorosa,espinheira santasalsataiviáipê-roxoerva-mate, bolsa-de-pastoramorperfeito.
Plantas Solares: são de altura média com flores geralmente amarelas com frutos bons de sabor agridoce. Movimentam-se na direção do Sol ou tem a figura deste em suas flores, folhas ou frutos. Algumas permanecem sempre verdes e são muito aromáticas. Tem grandes poderes mágicos e curativos. São usadas por suas virtudes de adivinhação, medicinais e contra “maus espíritos”. A maioria das plantas medicinais são solares. Exemplos: artemísianogueiratanchagemmarcelaestigmade milho, erva-cidreira,canelacalêndula, babosaarrudaalecrimerva-de-são-joãolaranjeiracamomila,açafrãolouromelissagirassol.
Homeopatia e Astrologia: A Lei da Correspondência em Ação
O que teriam em comum personalidades tão distantes no tempo e no espaço como Hipócrates, considerado o pai da medicina ocidental, Paracelso, um médico e alquimista da Idade Média, e Samuel Hahnemann, o iniciador da medicina homeopática? Estes três homens reconheceram e utilizaram nas mais variadas formas, uma lei universal:“Assim como é em cima, é em baixo”. Essa lei universal tem sido redefinida nos mais variados campos da ciência. Ela é a base da astrologia moderna. Jung a introduziu no campo da psicologia com o nome de “princípio da sincronicidade”.
O princípio básico da Homeopatia, a lei da similitude, diz: “Semelhante cura semelhante”. Tal princípio nada mais é do que uma utilização prática, no nível da saúde, da lei universal descrita por Paracelso. Isso explica a afirmação Hipocrática de que um médico que não conhecesse a astrologia não estava preparado para o exercício de sua profissão. Na Idade Média, os médicos-astrólogos acompanhavam a saúde dos reis através de suas cartas astrológicas. Na Renascença, astrônomos conceituados como Copérnico e Kepler levaram a uma ampliação do crédito da astrologia. Nos dias atuais, pode parecer bizarro a união entre a medicina e a astrologia e nem poderia ser de outra forma, já que a medicina tem se tornado uma ciência da especialização e da divisão. No entanto, a medicina homeopática prioriza o homem como um todo, e nesse sentido continua sendo fiel aos princípios hipocráticos.
Em seu estudo sobre alquimia, Paracelso afirmou: “A fim de alcançar o verdadeiro significado da alquimia e da astrologia, é necessário ter uma clara concepção da íntima relação e identidade do microcosmo com o macrocosmo, e de sua interação. Todas as forças do universo estão potencialmente presentes no homem e no seu corpo; todos os órgãos humanos nada mais são do que produtos e representantes dos poderes da Natureza”.
 Algumas das formas da astrologia auxiliar o homeopata em sua busca da totalidade e de uma compreensão mais ampla do paciente são:
– a identificação de áreas de vulnerabilidade e de sofrimento, tanto a nível emocional quanto físico.
– através de uma anamnese mais dirigida, o homeopata pode descobrir “pontos frágeis”que de outra forma poderiam passar despercebidos.
– fica mais fácil conhecer em profundidade um paciente que, por exemplo, se limite a seus sintomas físicos, não oferecendo ao médico dados de seu temperamento, já que o mapa astrológico revela características da personalidade do indivíduo.
– com bebês ou crianças pequenas o homeopata fica limitado ao relato dos pais. O mapa astrológico auxilia no reconhecimento prévio do potencial daquela personalidade, ajudando na eleição de medicações mais adequadas.
– através dos trânsitos, ou seja, dos ciclos astrológicos, o médico pode acompanhar o paciente em seus processos de vida, já sabendo com uma certa antecedência em que momentos a energia vital poderá ser alterada pelas inevitáveis mudanças da vida, espelhadas no mapa astrológico.
E estas são apenas algumas das utilizações da astrologia na homeopatia. Tanto uma como a outra utilizam a mesma linguagem, ou seja, a visão do todo baseando-se no mesmo princípio universal. É chegado o momento de se resgatar instrumentos que colaborem para o bem estar do homem enquanto indivíduo e enquanto coletividade. Aastrologia e a homeopatia estarão juntas, trilhando importantes caminhos para atender à ânsia do ser humano em se religar com a harmonia do Universo.
Teorias Herméticas
Na origem primordial das coisas, os filósofos concebiam um caosno qual estavam prefiguradas as formas de todo o Universo; uma matriz ou matéria cósmica e, por outro lado, um fogo gerador em que a ação recíproca constituía a mônada, a pedra de vida ou Mercúrio: meio e fim de todas as forças.
Este Fogo é ardente, seco, macho, puro, forte; é o espírito de Deus levado sobre as águas, a cabeça do dragão, o Enxofre.
Este Caos é uma água espermática, cálida, fêmea, úmida, lodosa, impura: o Mercúrio dos alquimistas. A ação destes dois princípios, no Céu, constitui o bom princípio: luz, o calor, a geração das coisas.
A ação destes dois princípios sobre a Terra constitui o mau princípio: a obscuridade, o frio, putrefação ou a morte.
Sobre a Terra o fogo puro se converte em grande Limbo o yliástermisterium magnumde Paracelso; isto é, uma terra vã e confusa, uma lua, com água mercurial, o Tohu v’bohou de Moisés. Finalmente, a água pura e celeste passa a ser uma matriz, terrestre, fria e seca, passiva: o Sal dos alquimistas.
Desta maneira vemos como na Natureza todas as coisas passam por três idades. Seu começo ou nascimento surge na presença de seus princípios criadores. Este duplo contato produz uma luz, depois vêm as trevas e uma matéria confusa e mista: é afermentação.
Esta fermentação termina com uma decomposição geral ou putrefação, depois do que as moléculas da matéria em ação começam a coordenar-se, segundo a sutilidade da mesma: é a sublimação, é a vida que se manifesta.
Finalmente, chega o momento em que este último trabalho cessa: é a terceira idade.Então se estabelece a separação entre o sutil e o rude; o primeiro se eleva ao céu; o segundo permanece na terra; o restante permanece nas regiões aéreas. É o último término, a morte.
Conseguimos registrar o transcurso das quatro modalidades da substância universal chamadas Elementos; o fogo, a terra e a água reconhecemo-los facilmente e podemos coordenar todas estas noções, estabelecendo um quadro de analogia que podemos ler mediante o triângulo pitagórico. Este processo é seguido na índia (sistema Sankya) e na Cabala (Tarot e Sefiroth).
Eis aqui os princípios atuantes nos três mundos, segundo a terminologia hermética:
No primeiro mundo, o Espírito de Deus, o Fogo incri-ado, fecunda a água sutil, caótica, que é a luz criada ou a alma dos corpos.
No segundo mundo, essa água caótica, que é ígnea e contém o enxofre de vida, fecunda a água intermédia, este vapor viscoso, úmido e gorduroso, que é o espírito dos corpos.
No terceiro mundo, esse espírito, que é fogo elemental, fecunda o éter ígneo, que se chama também água espessa, lodo, terra andrógina, primeiro sólido e misto fecundado.
Assim, cada criatura terrestre é formada pela ação de três grandes séries de forças: umas provêm do céu empírico; outras chegam do céu zodiacal; e as últimas do planeta ao qual a respectiva criatura pertence.
Do céu empírico vêm a Anima MundiSpiritus Mundi e a Matéria Mundivapor viscoso, semente universal e incriada.
Do céu zodiacal vêm o enxofre de vida, o mercúrio intelectual ou éter de vida e o sal de vida ou água-princípio, semente criada e matéria segunda dos corpos.
Do planeta vêm o fogo elemental, o ar elemental (veículo de vida) e a água elemental (receptáculo de sementes e semente inata dos corpos).
Constituição Estática da Planta
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 Antes de traçar um esboço da fisiologia vegetal, convém anotar os princípios em ação que existem no reino que nos ocupa, de modo que nos seja possível conhecer com simplicidade seu complicado funcionamento.
Se estudarmos os vegetais sob o ponto de vista de sua constituição, reconheceremos neles cinco princípios:
 Uma matéria, formada por Água vegetativa.
 Uma alma, formada por Ar sensitivo.
 Uma forma, composta de Fogo concupiscível.
 Uma matriz, ou Terra intelectiva.
 Uma Essência universal e primitiva ou Misto memorávelformada pelos quatro elementos que determina as quatro fases do movimento: a fermentação, a putrefação, a formação e o crescimento.
Se os estudamos sob o ponto de vista gerativo, encontraremos sete forças em ação:
 Uma matéria ou paciente, formada de luzes e trevas, água caótica e vegetativa; eis aqui as Derses de Paracelso, exalação oculta da terra, em virtude da qual a planta cresce.
 Uma forma, princípio ativo ou fogo.
 Um vínculo entre os dois precedentes.
 Um movimento, resultado da ação da gente sobre o paciente. Este movimento, que se propaga pelos quatro elementos, determina as quatro fases anteriormente citadas a propósito do Misto memorável.
Todo este trabalho, em sua maior parte preparatório e oculto, dá como resultados visíveis:
 A alma do vegetal, ou semente corporificada, o Clissus de Paracelso, poder específico e força vital.
 O espírito ou Misto organizado, o Leffas de Paracelso, ou corpo astral da planta.
 O corpo da planta.
Classificação dos Elementos
É sabido que um dos quatro elementos, além da quintessência, correspondem a cada um de nossos cinco sentidos; isto é, cada uma dessas cinco formas de movimento nos revela as qualidades dos objetos por meio da vibração de um de nossos centros nervosos ou sensitivos: A Terra corresponde ao Olfato (cheiro).
Água corresponde ao Gosto (paladar). O Fogo corresponde à Visão (forma). O Arcorresponde ao Tato (volume). A Quintessência corresponde ao Ouvido (espírito). Daí a origem de composição do quadro distributivo adiante:
Este quadro abrange somente os tipos simples, que são pura e exclusivamente teóricos; na realidade, é preciso combinar uns com os outros, estes quatro elementos, para se obter o quadro número dois dos signos zodiacais, o qual poderá indicar-nos o caráter geral de uma planta.
Agora, se desejamos conhecer, a priori, as qualidades de uma planta sob o signo de Áries, se nos fixarmos neste segundo quadro veremos que Áries é um fogo (coluna vertical) deterra (coluna horizontal); as qualidades desta planta serão, portanto, de acordo com o primeiro quadro, um perfume penetrante; um sabor picante; as flores serão vermelhas e a planta será de caule médio.
As plantas que se acham sob o signo de Áries são quentes e secas; o elemento FOGO predomina nelas; finalmente, sua forma oferece semelhanças mais ou menos longínquas com a cabeça e suas partes secundárias; os olhos, o nariz, a língua, os dentes, a barba; têm flores amarelas, de sabor acre, as folhas e o caule são débeis, com duas pétalas. Perfume: a mirra.
As plantas sob o signo de Touro são frias e secas; nelas predomina o elemento TERRA; seu sabor será, portanto, acre e de cheiro suave; têm o caule muito comprido, elevam eflúvios aromáticos, esfriam facilmente, produzem frutos em abundância. Algumas delas têm a forma duma garganta; plantas cujas flores são andrógenas. Perfume parecido ao do costo, a erva aromática.
As plantas sob o signo de Gêmeos são quentes e ligeiramente úmidas; seu elemento é o AR; plantas cujas flores são brancas ou muito pálidas; folha extraordinariamente verde, sabor doce, quase sempre leitosas; apresenta certa relação de forma com as costas, o braço, as mãos, os seios; folhas com sete pontas. Perfume: almecega.
As plantas sob o signo de Câncer são frias e úmidas; a ÁGUA predomina nelas; são insípidas, vivem em terreno pantanoso, produzem flores de cor branca ou cinza; suas folhas têm forma de pulmões, de fígado ou de baços; mostram manchas e cinco pétalas. Perfume: cânfora.
As plantas sob o signo de Leão são quentes e secas; dominadas pelo elemento FOGO; dão flores vermelhas, de sabor muito acre, quase amargo; seu fruto tem a forma de estômago ou de coração; são crucíferas. Perfume: incenso.
As plantas sob o signo de Virgem são frias, secas e nelas predomina a TERRA; plantas trepadeiras, com tecidos duros, mas se rompem com facilidade; suas folhas e raízes se assemelham ao abdome ou aos intestinos. Suas flores costumam desabrochar com cinco pétalas. Perfume: sândalo branco.
As plantas sob o signo de Libra são quentes, úmidas e aéreas; suas flores são raras; seus caules, altos e flexíveis; seus frutos ou sua folha lembram a forma dos rins, do umbigo, da bexiga; seu sabor é doce; crescem de preferência nos terrenos pedregosos. Perfume: ogálbano.
As plantas sob o signo de Escorpião são quentes, úmidas. Possuem amiúde um gosto insípido; às vezes são aquosas, leitosas, de cheiro fétido; têm a forma dos órgãos sexuais do homem. Perfume: coral vermelho.
As plantas sob o signo de Sagitário são quentes e secas; são dominadas pelo elemento FOGO; são amargas e sua forma se parece com determinadas partes da região anal. Perfume: aloés.
As plantas sob o signo de Capricórnio são frias e secas; nelas predomina o elemento TERRA; suas flores são esverdeadas; sua seiva é tóxica e coagula-se. Perfume: nardo.
As plantas sob o signo de Aquário são ligeiramente quentes e úmidas; são dominadas pelo AR; costumam ser aromáticas; têm forma de pernas. Perfume: eufórbio.
As plantas sob o signo de Peixes são frias e úmidas; nelas predomina o elemento ÁGUA; quase não têm sabor; têm forma de dedos; crescem amiúde em lugares frescos e umbrosos, perto dos lagos e pântanos. Perfume: tomilho.
Classificação Septenária ou Planetária
Vejamos abaixo, resumidas em poucas palavras, as bases de classificação:
Saturno: Adstringente, concentrador.
Júpiter: Resplandecente, majestoso.
Marte: Cólera, espinhos.
Sol: Beleza, nobreza e harmonia.
Vênus: Beleza e suavidade.
Mercúrio: Indeterminada.
Lua: Estranheza, melancolia.
O sabor é produzido pelo sal da terra onde a planta cresce; ele indica o ideal da planta e o caminho que há de seguir para extrair o bálsamo.
As folhas e o caule indicam o planeta que domina as plantas.
 Em todo vegetal, a raiz corresponde ao planeta Saturno.
 A semente e a casca, a Mercúrio.
O lenho, o tronco forte, a Marte.
 As folhas, à Lua.
As flores, a Vênus.
O fruto, a Júpiter.
Os Signos Planetários
As plantas influenciadas por Saturno são pesadas, pegajosas, adstringentes, de sabor amargo, acre ou ácido e produzem frutos sem flor, reproduzem-se sem semente, são ásperas e negruscas; possuem odor penetrante, forma rara, sombra sinistra; São resinosas, narcóticas, crescem muito lentamente; consagram-se em cerimônias fúnebres e empregam-se em trabalhos de magia negra.
As plantas que recebem a influência de Júpiter têm um sabor doce, suave, sutil, fracamente acidulado; todos os vegetais desta classe dão fruto, embora alguns não mostrem a flor; muitos dão fruto abundante e de aspecto esplendoroso.
As plantas influenciadas por Marte são ácidas, amargas, acres e picantes e tornam-se venenosas por excesso de calor; são também espinhosas, provocam comichão ao tocá-las ou prejudicam a vista.
As plantas do Sol são aromáticas, de um sabor bastante acídulo; tornam-se admiráveis contravenenos; algumas delas permanecem sempre verdes; possuem a virtude da adivinhação e são aconselhadas contra os maus espíritos; movimentam-se em direção ao sol ou apresentam a figura dele em suas folhas, flores ou frutos.
As plantas influenciadas por Vênus são de sabor doce, agradáveis e untuosas; produzem flores, mas sem dar frutos, possuem sementes em abundância e são geralmente afrodisíacas; seu perfume é quase sempre suave. São empregadas nas práticas de magia sexual.
As plantas que estão sob a influência do planeta Mercúrio possuem um sabor misto; produzem flores e folhas, mas não frutos; as flores são pequenas e de cores variadas.
 As plantas que sofrem a influência da Lua são insípidas, vivem perto da água ou dentro da água; são frias, leitosas, narcóticas, anti-afrodisíacas; suas folhas costumam ser de grande tamanho. Empregam-se em despachos de bruxaria.
Combinações de Influências
Para ajuda do estudante leitor, vejamos alguns exemplos dos resultados que produzem as influências combinadas de vários planetas.
Por exemplo, Saturno com seu domínio forma uma planta de cor negra ou cinzenta — escura, de caule duro e sabor forte; uma planta grande, de flores sombrias; para dita forjação chama comumente a Marte e então a planta se torna rugosa, cheia de nós, de galhos inflados, de aspecto selvagem e atormentada.
Saturno Vênus produzem grandes árvores, de grande resistência, porque a doçura venusiana proporciona a matéria que se desenvolverá no enxofre de Saturno.
 Se Júpiter se encontra perto de Vênus,a planta nasce forte e cheia de virtudes.
Se Mercúrio influir sobre uma planta entre Vênus e Júpiter,então é ainda mais perfeita; torna-se um belíssimo vegetal, de corpo médio, com flores brancas ou azuis.
 Se o Sol se aproxima dos dois citados anteriormente, a flor se torna amarela.
 Se Marte não se mostra contrário a isso, a planta é capaz de resistir a todas as más influências e torna-se própria para excelentes remédios, embora semelhante combinação costume ser muito rara.
 Se Marte Saturno opõem-se, a MercúrioVênus Júpiter, resulta uma árvore venenosa de flores avermelhadas e amiúde (por causa de Vênus), de tato áspero e sabor detestável.
 Sim, apesar de Marte Saturno se oporem, Júpiter Vênus manifestam seu grande poder e Mercúrio mostra certa debilidade; a planta será quente e de virtudes curativas; seu caule será fino, a intervalos áspero e espinhoso; suas flores nascerão brancas.
 Se Vênus está próxima de Saturno e se a Lua não está em oposição a Marte Júpiter, teremos então uma planta bonita, tenra e delicada, com flores brancas, inofensiva, porém de pouca utilidade.
“Todas as doenças têm seu princípio em alguma das três substâncias: Sal, Enxofre ou Mercúrio; quer dizer que podem ter sua origem no domínio da matéria, na esfera da alma, ou no reino do espírito. Se o corpo, a alma e a mente estão em perfeita harmonia, uns com os outros, não existe nenhuma discordância; mas se origina-se uma causa de discordância em um destes três planos, isto se comunica aos demais”.
 “Aquele que pode curar doenças é médico. Nem os imperadores, nem os papas, nem os colegas, nem as escolas superiores podem criar médicos. Podem outorgar privilégios e fazer com que uma pessoa, que não é médico, aparentemente o seja; podem conceder-lhe licença para matar, mas não podem dar-lhe o poder de curar; não podem fazer dessa pessoa um médico verdadeiro, se já não foi ordenada por Deus.”
 Paracelso
Biblioteca das Plantas
Dicionário de Botânica Oculta
Agave (Angustifolia Marginata): Deve ser colhido na hora de Saturno.
Abrótano (Abrotanum): Colhe-se sob o signo de Escorpião.
Absíntio (Artemisa Absinthyum): Planeta Marte. Signo zodiacal Capricórnio.
Acácia (Acacia): Planeta Mercúrio.
Açafrão (Crocus Sativus): Colhe-se quando o Sol está em Leão ou em Peixes ou quando aLua está em Câncer.
Acanto (Acanthus Mollis): Planeta Marte.
Acônito (Aconitum Napellus): Planeta Saturno. Signo zodiacal Capricórnio.
Agno Casto (Agnus Castus): Planeta Saturno. Signo zodiacal Câncer.
Alcachofra (Cynara Scolymus): Planeta Marte. Signo zodiacal Escorpião.
Aloés (Aloé Socotrina): Planeta Sol.
Angélica (Archangelica Officinalis): Colhidas na hora de Saturno, as folhas são boas para curar a gota; a raiz, arrancada na hora do Sol ou de Marte, sob o signo de Leão, cura a gangrena e as mordidas venenosas.
Anis-Verde (Pimpinella Anisum): Suas propriedades curativas são mais eficazes se dita planta for colhida na hora de Mercúrio sob os signos de Gêmeos ou Virgem.
Arnica (Arnica Montana): Planeta Sol.
Aveia (Avena Sativa): Planeta Sol e Lua.
Hamamélis (Hamamelis Virginica): Planeta Mercúrio.
Beladona (Atropa Belladona): Suas folhas secas e trituradas e misturadas ao açafrão e cânfora constituem um perfume mágico para afugentar as larvas do astral. PlanetasSaturno e Vênus. Signo zodiacal Escorpião.
Briônia (Bryonia Alba): Planeta Mercúrio.
Cana (Arundo Donax): Planeta Mercúrio.
Canela (Cinnamomum Zeylanicum): Emprega-se nos perfumes mágicos do Sol e em certos filtros de amor.
Cânhamo Hindu (Cannabis Indica): Planeta Saturno.
Celidônia (Chelidonium Majus): Planeta Sol. Signo zodiacal Sagitário.
Centáurea Menor (Erythraea Centaurium): Planeta Júpiter. Signo zodiacal Leão.
Cevada (Hordeum Vulgare): Planeta Sol.
Coca (Erythroxylum Coca): Planetas Saturno e Sol.
Coentro (Coriandrum Sativum): Com os frutos desta planta, reduzidos a pó e misturados com almíscar, açafrão e incenso, obtém-se um perfume de Vênus muito eficaz nas práticas de magia sexual. Os amuletos e talismãs amorosos devem ser defumados com este perfume (Agrippa).
Consólida (Symphytum Officinalis): Quente e seca. Vênus em Sagitário ou em Aquário. Planta consagrada pelos gregos a Juno, primeira das divindades femininas e rainha dos deuses. Seu nome grego é Hebe.
Corriola (Calystegia Sepium): Planetas Júpiter Sol.
Couve (Brassica Oleracea): As sementes da couve são um excelente vermífugo. Signos zodiacais Câncer e Escorpião. A couve vermelha, chamada Lombarda, comida antes de um banquete, evita os mal-estares produzidos pelo vinho tomado em grande quantidade. Tem propriedades contra as flatulências, a bílis e a icterícia. Planetas Lua e Júpiter.
Cravinhos (Eugenia Caryophyllus): Planta quente e seca. Colhe-se quando o Sol está emPeixes ou quando a Lua está em Câncer.
Culantrilho (Adianthum Capillus): Planeta Saturno.
Dictamo Branco (Dictamnus albus): Planeta Marte. Signo zodiacal Câncer.
Erva Gateira (Nepeta Cataria): Planeta Mercúrio.
Erva Moura (Solanum Nigrum): Signo zodiacal Libra.
Escabiosa (Succina Pratensis): Signos zodiacais Touro e Libra. Planeta Mercúrio.
Espinheiro Cervical (Rhamnus Catharticus): Planta consagrada a Saturno. Signo zodiacal Libra.
Estramônio (Datura Stramonium): Planeta Saturno.
Faia (Fagus Sylvatica): Planetas Júpiter e Saturno.
Fava (Faba Vulgaris): As favas, colhidas em fins de outubro, estão sob os auspícios deEscorpião e Mercúrio. O fruto é de Saturno e da Lua.
Feto Macho (Polystichum Fílixmas): Planeta Saturno. Signo zodiacal Sagitário.
Figueira (Ficus Carica): O fruto branco pertence a Júpiter e Vênus. O fruto negro, aSaturno. Signo zodiacal Aquário.
Funcho (Foeniculum Vulgare): Signos zodiacais Peixes ou Aquário.
Genciana (Gentiana Lutea): Planeta Sol. Signo zodiacal Leão.
Girassol (Helianthus Annuus): Planeta Sol. Signo zodiacal Leão.
Heléboro Negro (Helleborus Niger): O Heléboro negro é uma das plantas mais usadas pelos bruxos. Sua raiz é colhida na hora de Saturno (Agrippa).
Hissopo (Hyssopus Officinalis): Planeta Sol. Signo zodiacal Leão.
Incenso (Commiphora Myrrha): No comércio é conhecido com o nome de incenso macho, aquele que emana diretamente da árvore. O que é extraído artificialmente leva o nome de incenso fêmea. O primeiro é o mais apreciado, chamado também olíbano. Planetas Sol e Júpiter. Signo zodiacal Leão.
Ipecacuanha (Cephaelis Ipecacuanha): Planetas Lua e Sol.
Íris (Iris x Germanica): Vênus em Libra.
Jacinto (Hyacinthus Orientalis): Planetas Sol e Vênus.
Junípero (Juniperus Communis): Planeta Vênus. Signo zodiacal Gêmeos.
Kousso (Brayera Anthelmintica): Secas e pulverizadas e lançadas sobre brasas vivas, suas flores desprendem emanações que ajudam eficazmente o desenvolvimento das forças psíquicas e facilitam o aperfeiçoamento mediúnico. Planeta Sol.
Lírio (Lilium): Deve ser colhida quando a Lua ou Vênus estejam sob os signos de Áries ouLibra. Com esta planta se fabrica um perfume mágico muito conveniente para queimar no recinto onde se realizam experiências teúrgicas ou se esperam manifestações astrais. Frio e seco. Planetas Júpiter e VênusLua em Áries ou Touro.
Lótus (Nelumbo Nucifera): Planeta Sol. Signo zodiacal Leão.
Loureiro-Cerejeira (Prunus Laurocerasus): O louro cereja é um dos vegetais que mais se empregam nos trabalhos de feitiçaria. Planetas Saturno e Lua.
Loureiro-Comum (Laurus Nobilis): Sol em Leão ou Lua em Peixes.
Lúpulo (Humulus Lupulus): Planetas Saturno e Lua.
Macela (Anthemis Nobilis): Planeta Sol. Signo zodiacal Libra.
Macieira (Pyrus Malus): Árvore consagrada a Ceres. O talo é de Escorpião. As folhas são de Gêmeos e Virgem. O fruto é de Vênus.
Mandrágora (Mandragora Officinalis): Planeta Saturno. Signo zodiacal Capricórnio.
Marroio-Branco (Marrubium Vulgare): Colhe-se sob o signo zodiacal de Virgem.
Melissa (Melissa Officinalis): Planetas Sol Júpiter.
Mercurialis (Mercurialis Annua): Planeta Lua. Signo zodiacal Virgem.
Mil-Folhas (Achillea Millefolium): Planetas Sol e Lua. Signo zodiacal Câncer.
Mirra (Chenopodium Mirrah): Planeta Vênus.
Morangueiro (Fragaria Vesca): Planeta Júpiter. Signo zodiacal Peixes.
Murta (Myrtus Communis): Planeta Vênus. Signo zodiacal Touro.
Nabo (Brassica Napus): Planeta Lua. Signo zodiacal Capricórnio.
Narciso (Narcissus Poeticus): Planeta Vênus. Signos zodiacais Touro e Leão.
Nogueira (Juglans Regia): Planeta Lua. Signo zodiacal Sagitário.
Oliveira (Olea Europea): Planeta Júpiter. Signo zodiacal Peixes.
Tansagem (Plantago Major): Colhe-se quando o Sol e a Lua estão em Câncer ou então quando o Sol está em Peixes e a Lua em Câncer.
Urupê (Polyporus Officinalis): Planeta Lua.

VOCÊ É TUDO -POR KRISHNAMURTI

Divination-Wizard

Há pessoas que esperam por um messias, um salvador, ou algum tipo de “guia” para que haja uma mudança. Outras esperam por eventos exteriores de magnitude elevada.
Em ambos os casos, o que existe é apenas uma tola fantasia mental. Não existe um salvador senão aquele que vive em cada ser humano deste planeta. Somente nós podemos mudar o nosso mundo, assim como somente você pode mudar a si próprio
O que vai mudar se o seu messias retornar amanhã?

Você começará a amar a todas as pessoas do mundo? Você começará a amar aquelas que não são de sua mesma filosofia/religião? Você será feliz instantaneamente? Você deixará de julgar as ações de terceiros? Você aceitará as diferenças?

O mundo não vai se tornar magicamente belo, pacífico e cheio de felicidade. Nada pode mudar o mundo a não ser os seres que nele habitam. E ninguém pode fazer por nós aquilo que é de nossa responsabilidade. Ninguém pode nos fazer amar uns aos outros, ninguém pode nos fazer deixar de nos importarmos com as diferenças, ninguém pode nos fazer felizes. Apenas nós temos esse poder.

As pessoas esperam por um salvador para acreditar numa mudança, porque pensam que não são capazes de mudar a si mesmas sem uma condição exterior. Inventam desculpas para não saírem da zona de conforto de suas fugas mentais.

Mas se um “salvador” vier, nada irá mudar. As contas ainda precisarão ser pagas; você ainda sentirá dores físicas; você ainda precisará ir ao banheiro; você ainda pagará impostos; você ainda precisará trabalhar; você ainda terá problemas conjugais; você ainda terá de conviver com as mesmas pessoas de outrora. Nada irá mudar.

A mudança só pode acontecer individualmente no coração de cada um. Cabe a você aprender a amar outras pessoas, cabe a você aprender a aceitá-las como são, cabe a você encontrar a paz interior. Nada disso depende de outra pessoa senão de você.

Se você quer viver em mundo melhor, comece sendo uma pessoa melhor. Não espere por ninguém e por nada. Não espere por um mestre, um salvador ou uma nova era.
Faça acontecer agora!
O que estamos tentando fazer, durante todas essas discussões aqui, é ver se não podemos trazer radicalmente uma transformação da mente, não aceitar as coisas como elas são, nem revoltar-se contra elas. Se revoltar não ajuda em nada. Você deve buscar entender isso, examinar essa questão, dar o seu coração e sua mente, com tudo o que você tem, para descobrir uma maneira de viver de uma forma diferente.
Isso depende de você, e não de outra pessoa, porque nisso não há nenhum professor, nenhum aluno; não há um líder; não há guru; não há nenhum mestre, nenhum Salvador.
Você mesmo é o professor e o aluno; Você é o mestre; você é o guru; você é o líder; VOCÊ É TUDO.
E entender isso é transformar o que é.

Jiddu Krishnamurti

O PAPEL DE UM MESTRE XAMÃ

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No mundo ocidental, hoje, mais e mais ocidentais não-tribais estão buscando um professor de xamanismo e em resposta, um número crescente de professores xamânicos estão aparecendo na tela. Mas como podemos garantir que seremos atraídos para uma pessoa autêntica, um iniciado que vai nos “servir” bem?

No início de nossa conexão com as tradições da sabedoria antiga, alguns de nós decidem procurar os professores no mundo indígena, muitas vezes através da participação em grupos de viagens ou passeios em regiões remotas do mundo. Estes passeios são geralmente acompanhados ou liderados por um especialista reconhecido ou auto-proclamados, e essas experiências podem ser intensas, emocionantes e de mudança de vida. No entanto, nós freqüentemente descobrimos que só porque alguém parece ser um especialista nem sempre o é, o conhecimento pode ser bastante limitado e superficial. Além disso, essas experiências geralmente não possuem uma conexão permanente para facilitar o nosso treinamento xamânico e desenvolver habilidades xamânicas. Assim, continuamos a busca.

Alguns de nós procuram anciãos espirituais indígenas mais perto de casa, mas geralmente descobrimos que há muito poucos agora que sabem as antigas tradições e menos ainda que desejam compartilhar sua sabedoria espiritual com estranhos. Alguns de nós têm a sorte de encontrar uma pessoa idosa que tenha optado por compartilhar os seus conhecimentos a todos, independentemente de cultura, raça ou etnia.

Há um crescente número de buscadores espirituais que se tornam conscientes do caminho do xamã através da leitura das obras publicadas de indivíduos que têm “tempo gasto” com os povos indígenas. Alguns encontram seu caminho em relação com essas pessoas, que oferecem conhecimentos, bem como formação experiencial em seminários e workshops em institutos e centros de conferências.

Para os ocidentais, os workshops experienciais oferecem oportunidades de imersão intensa na cosmovisão do xamã e sua prática. Essas configurações estruturadas fornecem ferramentas e técnicas destinadas a trazer-nos uma ligação reforçada com ajudantes do nosso espírito, os professores do nosso espírito e nossos guias, a criação de uma fundação boa para a nossa própria prática. No mundo do xamã, sempre se fala que os Mestres encontram-se realmente, do outro lado. Somente os espíritos podem transmitir o ensino verdadeiro, bem como a iniciação à fé xamanista.

Assim, o trabalho do professor xamânico autêntico é o de facilitar essa conexão …

Uma vez que o aspirante xamânico tenha sido posto em relação com seus espíritos auxiliares, o papel do professor é essencialmente exterior. Mas também é verdade que muitos retornam do trabalho como um professor singular em oficinas de formação xamânica, a fim de aprofundar a sua prática em áreas específicas como o trabalho com os espíritos ancestrais, recuperação da alma e cura transpessoal, ou a explorar as realidades dimensionais dos mundos superiores.

Ao fazê-lo, os ocidentais descobrem que as metodologias antigas do xamã, desenvolvida através de dezenas de milênios por nossos ancestrais da idade da pedra, são direitos inalienáveis de todos os seres humanos em toda parte. Se retrocedermos o suficiente, somos todos descendentes de povos indígenas tribais, ocidentais e não ocidentais iguais, e todos eles tinham grandes xamãs.

Isto significa que não é necessário que você seja um Zulu ou da Sibéria, um americano ou maia, nativo havaiano para praticar o xamanismo. A prática, o método é essencialmente o mesmo em todo o mundo. Ela pertence a todos.

Estas são algumas reflexões sobre a natureza do professor xamânico autêntico, permitindo-nos a partilhar algumas idéias, para quem está procurando um professor de xamanismo, bem como aqueles que se sentem atraídos para tornarem-se xamanistas.

Ao fazê-lo, estamos falando de mais de 27 anos de aprendizado nessa tradição intemporal, um período durante o qual temos estudado com vários Mestres no mundo exterior, tanto ocidentais e indígenas, bem como com os nossos “Maestros” no interior do espírito.

No entanto, a grande questão ainda se esconde nas sombras para nossa consideração: como você sabe quando um professor xamânico é autêntico? Como você sabe se este autor famoso ou aquela pessoa conhecida ou o indivíduo desconhecido foi autenticamente iniciado? Isso é muito importante pois se há uma coisa que os buscadores espirituais da comunidade de transformação estão procurando, é autenticidade, e aqui, a partir de nossa experiência, segue alguns pontos que vocês devem considerar.

A primeira coisa que procuramos em um líder espiritual é a humildade.

Se alguém se levanta na frente de um grupo e anuncia que é um xamã, devemos ficar com os dois pés atrás. Nenhum xamã verdadeiro reivindica este título, ele é reconhecido pela comunidade com tal. Todos os xamãs sabem que os Poderes a que têm acesso são empréstimo dos espíritos. Eles também sabem que quando um deles se torna orgulhoso, proclamando-se a este ou aquele, esta é a maneira mais rápida de perder a conexão com o Poder. Assim, todos os xamãs verdadeiros tendem a ser pessoas muito humildes. Às vezes eles usam o termo xamanista, que está alinhado com humildade.

A segunda qualidade que assistimos é a reverência.

Neste caso, a reverência se refere a uma relação ativa que se estende a tudo e a todos, independentemente de quem e quais são elas. Se você está em um grupo com um professor que é autocrático, exigente, condenando, poderá reconsiderar o seu compromisso com aquele mestre. Se você está em um grupo de viagem, onde o líder trata os moradores com desrespeito, este não é um sinal favorável.

A terceira qualidade que assistimos é a auto-disciplina.

Se você encontrou-se com um líder espiritual que é arrogante, que se expressa através da proclamação e pontificação, ou se tiver encontrado sozinho na presença de alguém que o seduz com histórias maravilhosas, que podem ou não ser verdade, você deve estrar provavelmente no lugar errado. Se ouvir que um professor conhecido viola os limites dos alunos, especificamente o sexual, o melhor a fazer é procurar uma pessoa mais digna, de confiança, para ajudar a facilitar o seu crescimento espiritual.

Quando percorremos o caminho xamânico de revelação direta, nos engajamos em uma prática espiritual que nos foi revelada por um sábio kahuna que disse: “Devemos amar tudo o que vemos com humildade, viver tudo o que sentimos com reverência, e saber a usar todo o conhecimento que possuímos com disciplina, honra e sabedoria”.

“Aqueles que buscam um xamã quando o encontram, não devem esperar movimentos mágicos.
A sua Arte é a de provocar seus demônios que tão bem escondes.
Se buscas um xamã, prepare-se para o seu silêncio.
Mantenha-se alerta quando ele mostrar toda sua sinceridade.
Mas tenha a certeza de que ele irá prepará-lo para a sua pior batalha: o encontro consigo mesmo.”

Hank Wesselman

Escritor, Antropólogo Paleontologista e Xamanista

http://www.xamanismo.com

QUEM É ORISÀ?

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Quando mencionamos os “Orisàs ou Orixás”, precisamos ter a compreensão que apesar dos Itans de Ifá, que são os contos da mitologia iorubá.
Os Orisás não são humanos, mas as grandes forças universais da natureza que passaram por um processo cultural de humanização, para que a mente humana fosse capaz de uma compreensão ainda que muito pequena, desses mistérios. Quando você se apega demais em uma determinada lenda, que conta sobre a personalidade “humana” e fatos da “vida” cotidiana de um Orisà. Nos encontramos fragmentados entre vários relatos orais sobre, reis, rainhas, outros seres humanos, rios e forças da natureza.
Foram homens e mulheres que viveram em tempos muito remotos da história, a maioria perdida em diversificadas lendas iorubás.
Quando você humaniza demais um Orisà, fica cada vez mais distante de compreender o que eles são de verdade.
A maioria dos itans (lendas) são mais para compreendermos a relação de sua atuação na natureza e a sua interação na vida humana.
Haja visto as vastas discussões… meu Orisà e assim, só veste isto, gosta daquilo, tem quizila do que se come, ou do outro Orisá.
Todos nós possuímos em nossos corpos todos os Orisàs.
E eles não estão brigando dentro de nós. Mas possuímos mesmo a todos? Sim, todos! São os elementos divinizados da natureza em nós. Exemplo; água salgada e doce, Iemanjá e Oxum. Se temos ferro no nosso sangue, temos Ogum. Os nosso ossos, são Omolu/Obaluaye.
Os elementos minerais encontrado na terra nas pedras, estão em nosso corpo, temos Xangô. Todos os elementos alquimicos que são dominados ou representados pelos Orisàs estão em nós.
Somos o todo com eles e eles conosco. Eles já fazem parte de nosso corpo físico e espiritual antes mesmo de nossa geração no ventre materno.
Esù, habita em todos nós, é o nosso juiz interior, o guardião da nossa consciência, juiz e executor das leis.
Ele é o grande abismo o grande nada de onde tudo foi gerado.
Da grande massa de energia existente no núcleo do universo onde, houve a grande explosão, a grande iluminação. O fogo vermelho, o calor gerador do universo se expandiu no negro, na escuridão e iluminou o grande vazio. O negro ou preto, foram as primeiras cores geradas, por esse motivo os “Baras” são representados nestas duas cores. Do seu encontro nasceu a incandescência branca da iluminação. As cores vermelho e preto, geraram a luminescência branca. Que foi o caminho e a cor dos outros Orisàs gerados, os brancos ou “Fun Funs”. Essas forças desceram a terra para lhe dar forma e seus corpos elementais formaram a Terra, as criaturas e os homens.
De outros planos desceram e ascenderam os seres espirituais.
Esù/Bara, e neutro, nem bom, nem mau. Elemento controlador do equilíbrio. Assim como nos processos da natureza, não são bons ou maus. Apenas trabalham a dualidade destas forças. Os homens precisam ter bom entendimento de seus Odus (Destinos) , e fé para poderem se guiar entre eles.
O que nomeamos deuses, Orisàs, são em um entendimento maior, as grandes consciências vivas de matéria e energia.
Energias essas, incompreensíveis para os padrões da mente humana . Orisà é bem mais que qualquer “itam” ou história humanizada possa nos contar.
Orisàs são mistérios que levarão ainda milhares de anos para que a humanidade possa compreende-los mais um pouco.
Estão bem além da vaidade humana, sabendo de nossa pequenez no universo, onde somos apenas um ponto dentro de uma pequena galáxia, que esta orbitando na periferia de outras duzentas bilhões de galáxias. Que não sejamos orgulhosos, vaidosos e egoístas, em relação aos Orisàs. Pois não somos mais que ínfimas faiscas de seus gloriosos reflexos.
Orisàs não são as roupas de luxo, as contas de cristal e muranos, não são as paramentas reluzentes. Embora mereçam, sim o nosso melhor, a nossa maior dedicação, nada é rico ou luxuoso demais para homenageá-los. Mas lembremos sempre em nossos corações. Orisà é natureza, é folha, água, vento, fogo, terra, é a vida nas suas formas mais simples e puras. É a palha mariô, o pano branco de algodão, a quartinha de barro, o coração puro e a mente em paz.
Que os Orisàs sejam sempre louvados e amados de nosso mais profundo sentimento. Pois quando praticarmos o louvar do Orisà desta forma, estaremos verdadeiramente mais perto dos Orisàs divinos, puros e não dos humanizados cheios de defeitos, egos e vaidades construidos por histórias de homens e não por eles.

Asé Motumba Orisà!

Sacerdote: Valdir Callegari

https://www.facebook.com/valdircallegari