20 DE MARÇO – ANO NOVO ROSACRUZ

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Os fenômenos dos ciclos, o aparente começo e fim dos acontecimentos na Natureza, são, possivelmente, os mais primitivos exemplos da lei natural que foram percebidos pelo ser humano. O movimento diurno da Terra, a chegada da alvorada, do crepúsculo, da elevação e baixa das marés, da sucessão das estações, tudo isto impressionou o ser humano.

Manifestou-se então a compreensão da inevitabilidade da mudança. O ser humano seria uma exceção a essa mutação? Seria a morte o fim? Haveria uma transição por meio da qual o homem, ou o que se supunha ser o seu espírito tangível, voltaria a viver? Dessas especulações, surgiram os mitos e lendas que se tornaram a base dos drama-rituais das antigas Escolas de Mistério do Egito.

Essas escolas, em forma dramática, chegaram a representar o nascimento do ser humano, sua vida, morte, ressureição e a nova vida. Essa nova vida era descrita como tendo lugar em um outro mundo, um mundo que transcendia a este. Nessas ideias e preceitos, tem suas raízes os dogmas de muitas das religiões modernas.

Fazia-se coincidir a ocasião de encenar esses eventos simbólicos com o nascimento de um novo ano. O início do ano novo relacionava-se com algumas importantes ocorrências cíclicas. Entre a maioria dos povos antigos, o Ano Novo ritualístico foi estabelecido na ocasião do equinócio vernal, ou início da primavera. Esse período era apropriado porque era uma época de renascimento.

Toda a natureza estava despertando da dormência do inverno e da morte aparente. Verdes rebentos emergiam do solo; flores e botões cobriam as árvores e arbustos. O próprio ar parecia revitalizado em contraste com a sombria atmosfera do inverno. Era uma época de alegria; a vida era boa. Consequentemente, para o homem primitivo, a morte parecia apenas uma mudança, desta para uma outra vida.

Em ocasiões como a do Ano Novo simbólico, grandes festividades eram realizadas. Cerimônias e ritos de significação esotérica eram levadas a efeito. Aqueles que deveriam tomar conhecimento do mistério da vida e da morte, eram preparados como que para uma iniciação solene.

Os alimentos e as bebidas eram simples, tendo, cada qual, um significado simbólico que favorecia o participante, perfeitamente cônscio das lições que encerravam. Essas festas eram, de certo modo, similares às festas comunais de algumas das religiões modernas, e, todavia, isentas da complexidade verbal e do ritualismo inexplicável.

Cada participante das antigas festividades era obrigado a compreender, perfeitamente, os atos que realizava. Embora atualmente chamemos a essas escolas de Escolas de Mistério, na verdade, naquela época, o candidato, ou iniciando, não era deixado na ignorância, na maneira como interpretamos este termo.  A compreensão era um requisito para a sua iniciação.

Os rosacruzes, cujas raízes como ordem fraternal estão no passado distante, herdaram a cerimônia simbólica do Ano Novo. Também o Ano Novo verdadeiro começa com a primavera no hemisfério Norte, época do equinócio vernal.

A ocasião exata desse fenômeno tem lugar quando o sol, em sua jornada celeste, penetra no signo zodiacal de Áries. O ano Novo Rosacruz é comemorado em uma data tão próxima do equinócio quanto possível. O equinócio ocorre duas vezes no ano, em março e em setembro. No equinócio ambos os hemisférios da Terra encontram-se igualmente iluminados pelo Sol. O ponto do céu que o Sol ocupa no equinócio de março define o ponto vernal. Devido à precessão dos equinócios, a localização do ponto vernal ao longo dos milênios não é fixa, e define a era astrológica. Atualmente, encontramo-nos na era dos Peixes; ou seja, em dias atuais o ponto vernal localiza-se na constelação dos Peixes. No equinócio de setembro o Sol localiza-se na constelação de virgem.

Tornou-se, também, costume e tradição, todas as Lojas, Capítulos e Pronaoi Rosacruzes, em todo o mundo, comemorar o acontecimento com uma bela e tradicional festividade cerimonial. Esta festividade consiste de três elementos simples, de relação mística, dos quais podem participar todos os estudantes rosacruzes.

Via: http://blog.amorc.org.br

O SIMBOLISMO DA BORBOLETA

 

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A borboleta é considerada o símbolo da transformação, da felicidade, da beleza, da inconstância, da efemeridade da natureza e da renovação, mas há inúmeros significados atribuídos à simbologia das borboletas.

Metamorfose das Borboletas

A metamorfose das borboletas é simbolizada como: a crisálida é o ovo que contém a potencialidade do ser e a borboleta que sai dele é um símbolo de ressurreição ou também pode ser vista como a saída do túmulo.

Em outras palavras, os estágios desse inseto, que são a lagarta, a crisálida e a borboleta significam respectivamente vida, morte e ressurreição representando, dessa maneira, a metamorfose cristã.

As Cores das Borboletas

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Faz referência à metamorfose, portanto, da transformação que os seres humanos passam ao longo da vida, não só física (crescimento), como sociais (mudança de trabalho, casamento, nascimento de um filho, entre outros). A borboleta azul é por muitos considerada a borboleta da sorte.

Borboletas Coloridas

As borboletas coloridas são mensageiras de alegrias e felicidade.

Borboletas Pretas

São mensageiras da morte e têm, ainda, o significado da alma de uma criança que morreu ser ter recebido o Batismo ou simboliza uma bruxa reencarnada.

Borboleta Amarela

Simboliza uma nova vida, numa analogia às flores da primavera, cuja cor predominante é o amarelo.

Borboleta Branca

Por sua vez, a borboleta branca simboliza a serenidade, a calma, a paz.

A Borboleta e o Espiritismo

Uma vez que a borboleta é referência de renovação, para os espíritas, ela simboliza a reencarnação. A reencarnação é o regresso da alma para outro corpo, uma nova vida.

A borboleta é, assim, a alma que sai de uma pessoa que morre e se liberta (a saída do casulo) e vai para outra pessoa numa oportunidade de refazer a sua história de vida com mais experiência tendo em conta as vivências passadas, num processo de desenvolvimento ou progressão da alma.

Outras Simbologias da Borboleta

A borboleta é o símbolo do renascimento para a psicanálise moderna, que é representada com asas de borboleta.

Na mitologia grega, a personificação da alma é representada por uma mulher com asas de borboleta e segundo as crenças gregas populares, quando alguém morria, o espírito saía do corpo com forma de borboleta.

No Japão a borboleta é o símbolo da gueixa e representa a figura feminina (mulher), visto que está associada à ligeireza, gentileza e graciosidade. Dessa forma, a felicidade matrimonial é simbolizada por duas borboletas (masculino e feminino) e, muitas vezes, sua figura é utilizada nos casamentos.  No mito do imortal jardineiro Yuan-k’o, sua bela esposa ensina o segredo dos bichos-da-seda, sendo ela própria, um bicho-da-seda.

Por outro lado, no mundo sino-vietnamita a borboleta exprime a longevidade ou está associada ao crisântemo, o qual simboliza o outono, ou seja, a renovação, uma vez que no outono ocorre a queda das folhas.

Para os astecas e os maias, a borboleta simbolizava o deus do fogo Xiutecutli, conhecido também por Huehueteotl, o qual levava como emblema um peitoral chamado “borboleta de obsidiana” que simbolizava a alma ou o sopro vital que escapa da boca de quem está morrendo. A borboleta no meio das flores representa a alma do guerreiro morto no campo de batalha.

Os Balubas e os Luluas do Kasai, do Zaire central, também associam a borboleta com a alma. Para eles, o homem segue o ciclo da borboleta desde sua nascença até sua morte. Dessa maneira, a infância está associada a uma pequena lagarta; na maturidade, a uma grande lagarta e, à medida que vai envelhecendo, se transforma em uma crisálida. O casulo é o túmulo de onde sai a sua alma, cuja forma é uma borboleta.

Além disso, o seu túmulo seria associado ao casulo, de onde a alma sairá sob a forma de uma borboleta. Por fim, os iranianos e alguns povos turcos da Ásia central acreditam que os defuntos podem aparecer de noite na forma de borboleta.

Na mitologia irlandesa, a borboleta simboliza a alma liberta de seu invólucro carnal, da mesma maneira que na simbologia cristã. O conto Corte de Etain nara a a história do Deus Miter que se casa pela segunda vez com a deusa Etain, e por ciúmes, sua primeira esposa, a transforma em uma poça de água. Após algum tempo, a poça dá vida a uma lagarta que se transforma em uma linda borboleta.

 

FONTE: Dicionário de Símbolos

 

RITUAL DO CONSELHO CÁRMICO

MESTRES

O CONSELHO CÁRMICO É FORMADO POR SERES DE LUZ QUE AMPARAM A HUMANIDADE NESTES MOMENTOS DE TRANSFORMAÇÃO.REÚNEM-SE 4 VEZES AO ANO (no último dia de cada mês em março, junho, setembro e dezembro).

A PRESENÇA “EU SOU” DE TODAS AS PESSOAS ENCARNADAS SE ENCONTRAM COM ESTES SERES PARA JUNTOS ESCOLHEREM SEUS DESTINOS PARA OS PRÓXIMOS 3 MESES.

RITUAL AO CONSELHO CÁRMICO Antes da meia noite – dia 31 de MARÇO (ou outra data, conforme mencionado acima).

Todas as pessoas encarnadas, nesta noite de 31 de março para dia 01 de abril, em corpo espiritual, enquanto dormem, se encontram com os Seres de Luz responsáveis por todas as formas de evolução no planeta e cada uma ESCOLHE o que se propõe a fazer nos próximos 3 meses.

Aproveite este dia para estabelecer seu compromisso interno com a sua Verdade e Força Vital, projetando assim no mundo externo o potencial da sua alma: Felicidade, Harmonia, Saúde, Abundância, Realizações.

Ritual Em um papel de seda, escrever a lápis seu nome de solteiro (nome de batismo) e data de nascimento.

Depois escrever a frase:PELA PAZ E CURA UNIVERSAL.

ESCREVER SEUS PEDIDOS AO CONSELHO CÁRMICO.

DOBRAR O PAPEL E FAZER UMA ORAÇÃO, ENTÃO QUEIMAR PRIMEIRO UM PAPEL EM BRANCO, O SEU PAPEL ESCRITO E OUTRO EM BRANCO NO FINAL.

SE VÁRIAS PESSOAS PARTICIPAREM DO RITUAL, QUEIMAR PRIMEIRO UM PAPEL EM BRANCO, DEPOIS TODOS OS ESCRITOS E POR ÚLTIMO OUTRO PAPEL EM BRANCO.SUGERIMOS A PRECE: “A GRANDE INVOCAÇÃO”Do ponto de Luz na mente de Deus, que flua Luz à mente dos homens, e que a Luz desça à Terra.

Do ponto de Amor no coração de Deus que flua amor ao coração dos homens, que Cristo retorne à Terra.

Do centro onde a vontade de Deus é conhecida, que o propósito guie as pequenas vontades dos homens, propósito que os mestres conhecem e servem.

Do centro a que chamamos a raça dos homens que se realize o plano de Amor e de Luz e feche a porta onde se encontra o mal.

Que a Luz, o Amor e o Poder restabeleçam o Plano Divino sobre a Terra hoje e por toda a eternidade.

Amém.

FAZEM PARTE DO CONSELHO CÁRMICO:

Pórtia – Justiça e Oportunidade – é o Complemento do Mestre Saint Germain

Mestra Nada – Amor Devocional e Gratidão

Kwan Yin – Misericórdia e Compaixão Libra – Equilíbrio

Palas Athena – Verdade

Elohim Vista – Ciência, Concentração e CuraSaithru – Ser responsável pela sétima raça raiz da humanidade terrestre

Arcanjo Miguel – Fé, Proteção, Vontade Divina Irmãos Interdimensionais e Interplanetários – energia eletromagnética que facilita a manifestação de nossos sonhos.

Presença EU SOU de todos os Seres encarnados na Terra.

Durante o Ritual mantenha sua atenção no elemento fogo que purifica, transmuta e manifesta, pois são estes Seres que irão levar a freqüência de seus pedidos ao Conselho Cármico.

“Cada alma que se eleva, eleva o mundo inteiro” (E. Laser F.R.C.)

Por: Raphael Hammoud

DETOX NA VIDA – PORQUE A SAÚDE NÃO MORA SÓ NO CORPO

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Passou o natal, passou o ano novo, passou o carnaval. The game is over e a vida real pede passagem. É nessa hora que a febre detox-vida-nova-entrar-nos-eixos vem com força ainda maior- se é que isso é possível.

Detox vem da ideia de desintoxicar, tirar do corpo tudo o que não lhe faz bem. Louvável, sem dúvida nenhuma. Mas o problema começa quando as pessoas resolvem achar que duas garrafas de suco verde são a milagrosa solução para melhorar suas vidas.

2015 tá aqui na nossa frente e de nada vai adiantar desintoxicar o corpo, se a vida e a alma estão povoadas de hábitos, pessoas, dias e caminhos tóxicos. Parasitas, comodismos, vícios, medos.

Gente tóxica é o que mais tem. Gente cinza, amarga, invejosa, gente que gosta de problema, que gosta de doença, que gosta de discórdia, gente que vive de aparência, gente rasa. E não tem jeito, temos que fugir mesmo, cortar, evitar ao máximo. Bom dia, boa tarde e até logo. Não nos deixemos contaminar.

Não adianta comer chia toda manhã se a gente odeia o emprego e já sai de casa com vontade de voltar. Não dá para achar que o corpo vai estar puro se você não acredita no que faz e passa mais de 40 horas da semana ruminando tarefas infelizes.

Não adianta beber 3 litros de água por dia quando se está num relacionamento que afundou. É cômodo, todos sabemos. Mas a vida é uma só e não dá para ver os dias, meses e anos passarem com migalhas de amor e sem vestígios de paixão.

Não adianta colocar linhaça nas receitas quando só se reclama da vida, dos outros, do país, do calor, da chuva, do trânsito. É um círculo vicioso, quanto mais a gente fala das coisas ruins, menos atenção a gente dá às coisas boas e a vida vai ficando ruim, ruim, ruim.

É ilusão achar que a mudança vem de fora para dentro. Que a felicidade e a saúde cabem em embalagens plásticas com códigos de barra. Produtos podem ser ótimos coadjuvantes nessa busca, mas a verdadeira mudança é só o protagonista quem faz.

E eu quero um 2015 detox.

Detox de dias iguais.

Detox de gente ruim.

Detox de maus hábitos.

Detox de inveja.

Detox de relações doentes.

Detox de obsessões.

Detox de pessimistas.

Detox de medo de mudar.

Detox de dias desperdiçados.

Detox de sentimentos pobres.

Detox de superficialidade.

Detox de vícios.

Detox de viver por viver.

E pra fazer detox na vida é preciso coragem. Coragem para mudar, para arriscar, para romper, para fechar ciclos que há muito tempo deveriam ter terminado. O ano oficialmente começou e a pergunta é: vai ter só suco verde ou vai ter detox na vida?

Por: Ruth Manus

Via: http://vida-estilo.estadao.com.br/blogs/ruth-manus/detox-na-vida/

A IDADE DE SER FELIZ

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Existe somente uma idade para a gente ser feliz,

somente uma época na vida de cada pessoa

em que é possível sonhar e fazer planos

e ter energia bastante para realizá-las

a despeito de todas as dificuldades e obstáculos.

Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente

e desfrutar tudo com toda intensidade

sem medo, nem culpa de sentir prazer.

Fase dourada em que a gente pode criar

e recriar a vida,

a nossa própria imagem e semelhança

e vestir-se com todas as cores

e experimentar todos os sabores

e entregar-se a todos os amores

sem preconceito nem pudor.

Tempo de entusiasmo e coragem

em que todo o desafio é mais um convite à luta

que a gente enfrenta com toda disposição

de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO,

e quantas vezes for preciso.

Essa idade tão fugaz na vida da gente

chama-se PRESENTE

e tem a duração do instante que passa.

Autor Desconhecido

RENASCER

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Outono, estação da “morte” para as folhas que cumpriram seu papel na existência da árvore.
Outono, estação de movimentos introspectivos, movimento de recolhimento para as futuras conclusões.
Outono, estação que prepara o inverno, esta etapa de recolhimento maior…
Para as folhas que “envelhecem”, amarelam e caem, o final de uma jornada… Para a árvore, o preparo da renovação. O recolhimento necessário para a vinda de novas folhas… folhas que nascerão fortes, verdejantes, belas; com uma grande força vital, alimentada pela decomposição das folhas velhas que caíram.
Para a árvore, o outono é a estação que antecede e prepara a vida que ressurgirá na primavera. O inverno é o tempo necessário para preparar tal renovação.
Será que as folhas velhas, ao caírem amareladas, têm compreensão de que servirão para fertilizar a terra, fortalecendo assim seu próprio ressurgimento?
E na primavera? Folhas novas, ansiosas para crescer, lembram-se das folhas secas que foram?
Utilizo tal alegoria para lembrar da grande sabedoria Daquele que cria a VIDA! Em todos os seus níveis e aspectos, essa sabedoria é visível. Por que seria diferente conosco? Por que seria diferente com a face da vida que tem a seu favor a inteligência, a capacidade de escolha e de construção de seu próprio desenvolvimento?
Muitas vezes, nos ”momentos outonais” que temos na vida, deixamos de vislumbrar, lá adiante, a primavera que virá.
E quantas vezes, nos “invernos” que envolvem o tempo da nossa existência terrena, nos aconchegamos nas “mantas” da nossa ignorância e queremos dormir, desnudos das nossas “folhas”? Nem percebemos que temos que preparar a alegria das flores que logo chegarão…
Façam o melhor que puderem nas “estações” de suas existências. Aproveitem o verão, vivendo a alegria, o vigor. Recebam o outono com sabedoria, aproveitem-no para reflexões, acolham o inverno com a esperança da primavera vindoura.

 

Por: Fonte Eterna (www.facebook.com/pages/Fonte-Eterna/)

O VÔO DA FÊNIX

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Na Índia vive um pássaro que é único: a encantadora fênix tem um bico extraordinariamente longo e muito duro, perfurado com uma centena de orifícios, como uma flauta. Não tem fêmea, vive isolada e seu reinado é absoluto. Cada abertura em seu bico produz um som diferente, e cada um desses sons revela um segredo particular, sutil e profundo.

Quando ela faz ouvir essas notas plangentes, os pássaros e os peixes agitam-se, as bestas mais ferozes entram em êxtase; depois todos silenciam. Foi desse canto que um sábio aprendeu a ciência da música.

A fênix vive cerca de mil anos e conhece de antemão a hora de sua morte. Quando ela sente aproximar-se o momento de retirar o seu coração do mundo, e todos os indícios lhe confirmam que deve partir, constrói uma pira reunindo ao redor de si lenha e folhas de palmeira. Em meio a essas folhas entoa tristes melodias, e cada nota lamentosa que emite é uma evidência de sua alma imaculada. Enquanto canta, a amarga dor da morte penetra seu íntimo e ela treme como uma folha.

Todos os pássaros e animais são atraídos por seu canto, que soa agora como as trombetas do Último Dia; todos aproximam-se para assistir o espetáculo de sua morte, e, por seu exemplo, cada um deles determina-se a deixar o mundo para trás e resigna-se a morrer. De fato, nesse dia um grande número de animais morre com o coração ensanguentado diante da fênix, por causa da tristeza de que a veem presa. É um dia extraordinário: alguns soluçam em simpatia, outros perdem os sentidos, outros ainda morrem ao ouvir seu lamento apaixonado.Quando lhe resta apenas um sopro de vida, a fênix bate suas asas e agita suas plumas, e deste movimento produz-se um fogo que transforma seu estado. Este fogo espalha-se rapidamente para folhagens e madeira, que ardem agradavelmente. Breve, madeira e pássaro tornam-se brasas vivas, e então cinzas. Porém, quando a pira foi consumida e a última centelha se extingue, uma pequena fênix desperta do leito de cinzas.

Aconteceu alguma vez a alguém deste mundo renascer depois da morte? Mesmo que te fosse concedida uma vida tão longa quanto a da fênix, terias de morrer quando a medida de tua vida fosse preenchida. A fênix permaneceu por mil anos completamente só, no lamento e na dor, sem companheira nem progenitora. Não contraiu laços com ninguém neste mundo, nenhuma criança alegrou sua idade e, ao final de sua vida, quando teve de deixar de existir, lançou suas cinzas ao vento, a fim de que saibas que ninguém pode escapar à morte, não importa que astúcia empregue. Em todo o mundo não há ninguém que não morra. Sabe, pelo milagre da fênix, que ninguém tem abrigo contra a morte. Ainda que a morte seja dura e tirânica, é preciso conviver com ela, e embora muitas provações caiam sobre nós, a morte permanece a mais dura prova que o Caminho nos exigirá”.

 

Por: Farid al-Din Attar – A Conferência dos Pássaros