A Sacerdotisa Gnóstica e as Iniciações

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A mulher é a mais bela expressão da Divindade, seja no Cosmo e na Natureza, seja na Sociedade. Como reflexo potencial do Aspecto Materno e Feminino de Deus e do Universo, a mulher deve também expressar as 7 funções sagradas do Eterno Feminino, que são: Gerar, Gestar, Parir, Nutrir, Educar, Manter e Absorver.

A mulher é a expressão da Natureza velada através de suas FUNÇÕES SAGRADAS.

A Sacerdotisa deve ser, para o sacerdote, simultaneamente: Esposa, Irmã, Mãe, Filha e Deusa.

Para o VM Samael Aun Weor, “sem a mulher não haveria Deuses”. Mas o que é ser uma Sacerdotisa, uma Iniciada?

Para a Gnose eterna, a Sacerdotisa é aquele Ser, encarnado em corpo de mulher, que potencializa em seu interior, por meio do autoconhecimento, arquétipos sagrados que nos tornam unos com a Realidade, o Todo e a Verdade.

Dentro do ser humano, independentemente de sexo, raça, religião e condições sociais diversas, há duas forças que se combatem mutuamente desde o início dos tempos. São a ovelha e o lobo interiores.

A ovelha é aquela nossa Essência, ou Alma, a Chispa Sagrada que veio das estrelas, do centro mesmo da galáxia, do coração cósmico que nos deu vida. E o Lobo são as forças que nos mantêm aprisionados a Maya, às ilusões fascinantes, o canto das sereias que nos ata e mata.

Essas duas forças interiores são as duas sendas da vida, a Senda Horizontal, da vida profana e sem metas, o existir por existir; e a Senda Vertical, a que nos leva diretamente ao mais profundo de nossa Alma e coração.

A mulher, quando decide trabalhar sobre si mesma, eliminando seus bloqueios, traumas, fobias, condicionamentos, complexos e ilusões sensoriais, passa a trilhar por uma Senda que a levará a encarnar princípios espirituais sagrados que foram apresentados em todos os mitos, religiões e tradições iniciáticas.

Esses princípios, ou mitos sagrados, femininos são as sacerdotisas, as profetisas, as heroínas, as deusas e as supermulheres (no sentido mais espiritual do termo).

Na tradição iniciática judaico-cristã, os arquétipos tanto positivos quanto negativos que a mulher pode encarnar estão representados nas seguintes personagens:

Arquétipos Positivos: Eva, Sara, Miriam (irmã de Moisés e Aarão), Maria mãe de Jesus, Maria Madalena etc.

Arquétipos Negativos: Lilith, Dalila, Salomé e Kundry (como veremos melhor em outro texto deste link A Mulher Gnóstica).

A Sacerdotisa e as Iniciações

A Iniciação é a sua própria vida. Se você quer a Iniciação, escreva-a sobre uma vara. Quem tiver entendimento que entenda, porque aqui há sabedoria. A Iniciação não se compra e nem se vende.

Fujamos das escolas que dão iniciações por correspondência. Fujamos de todos aqueles que vendem iniciações. A Iniciação é algo muito íntimo da Alma. O Eu não recebe iniciações. Aqueles que dizem, “Eu tenho tantas e tantas iniciações”, “Eu possuo tantos e tantos Graus”, são mentirosos e farsantes, porque o “Eu” não recebe Iniciações nem Graus.

Existem nove Iniciações de Mistérios Menores e cinco importantes Iniciações de Mistérios Maiores. É a Alma que recebe as Iniciações. Trata-se de algo muito íntimo, que não se anda dizendo e nem se deve contar a ninguém.

Todas as iniciações e graus que são conferidos por muitas escolas do mundo físico não têm realmente nenhum valor nos Mundos Superiores. Os Mestres da Loja Branca só reconhecem como verdadeiras as legítimas Iniciações da Alma. Isso é uma coisa completamente interna.

O discípulo pode subir as nove arcadas, pode atravessar todas as nove Iniciações de Mistérios Menores, sem haver trabalhado com o Arcano AZF (a Magia Sexual). Todavia, é impossível entrar nos Mistérios Maiores, sem a Magia Sexual (o AZF).

No Egito, todo aquele que chegava à Nona Esfera recebia inevitavelmente de lábios a ouvidos o segredo terrível do Grande Arcano (o Arcano mais poderoso, o Arcano AZF).

(fragmentos do livro: O Matrimônio Perfeito, de Samael Aun Weor.)

As Responsabilidades da Sacerdotisa Gnóstica

As Sacerdotisas, como os Sacerdotes, têm uma grande responsabilidade espiritual. Seu estado moral, de pureza e exemplo de vida refletem sobre todo o ambiente social ao seu redor, em geral, e sobre toda a comunidade gnóstica e os que dela participam, em particular, especialmente nos exemplos e na conduta.

A mulher gnóstica deve ser modelo de obediência espiritual e dedicação ao seu trabalho porque é um símbolo vivo da Mãe Divina.Como exemplo vivo da Mãe junto à comunidade, cabe também à Sacerdotisa participar ativamente da psicologia da comunidade, da consciência grupal e das naturais dificuldades iniciáticas individuais de cada irmão (questionamentos, crises emocionais, provas etc.).

As Sacerdotisas, com sua intuição, sentido de observação e na busca da função acalentadora e compreensiva de Mãe, Instrutora, Líder e Iniciada, deverão zelar veladamente pelo bem estar de todos ao seu redor.

As mulheres gnósticas são as “sacerdotisas do templo”. Portanto, além de se darem o respeito, devem igualmente fazerem-se respeitadas pela comunidade por seus conhecimentos, sabedoria, desprendimento, anelo de servir à Causa e, principalmente, seus exemplos de vida.

Para maior compreensão, a mulher gnóstica deve estudar e meditar nas seguintes obras: O Matrimônio PerfeitoPsicologia RevolucionáriaO Mistério do Áureo FlorescerTarot e Cabala(estudo dos Arcanos 2, 3, 6, 11, 14 e 19); Curso Esotérico de Cabala; Textos selecionados do VM Samael sobre a Mãe Divina e seus 5 aspectos; Textos selecionados do VM Samael sobre a mulher e as Deusas dos diversos mitos (deusas greco-latinas, astecas, nórdicas etc.).

FONTE: Gnosis On Line – http://www.gnosisonline.org

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A LENDA DAS 13 MATRIARCAS

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Conta-se que há milhares e milhares de anos a Terra era o próprio paraíso. Os humanos viviam em paz e equilíbrio com todos os outros seres da criação, havendo respeito entre homens e mulheres e entre os diferentes povos. Porém, mesmo vivendo em plena harmonia, surgiu, não se sabe de onde, uma pequena semente de ganância que se plantou nas mentes e corações dos seres humanos. Essa semente germinou à medida que os homens começaram a tirar o ouro do ventre da terra, pois eles acreditavam que fosse a própria luz do Pai Sol materializada e que quem possuísse mais dessa luz teria mais poder e reinaria sobre os outros.

O desejo de poder e de dominação apoderou-se dos humanos. Não mais havia harmonia entre as raças. Atos de violência começaram a proliferar, uns contra os outros e contra os animais. Queimavam-se florestas inteiras e envenenavam-se as águas, até que a Terra foi completamente destruída, consumida pelo fogo. Mas essa destruição trouxe também purificação e, para que uma nova humanidade pudesse renascer e recuperar o equilíbrio perdido, a Mãe Terra concedeu o amor, o perdão e a compaixão, resguardados nos corações das mulheres.

Assim, durante o ciclo de um ano, 13 aspectos da totalidade da sabedoria da Mãe Terra foram trazidos para o mundo visível com a ajuda da Avó Lua. A cada lua cheia, a luz prateada da Avó Lua tecia seus fios e materializava uma mulher, uma Mãe do Clã. Cada uma delas detinha um conhecimento particular, um ensinamento especial para ser transmitido aos filhos e filhas da Terra. Elas criaram uma irmandade que trabalhou com a mais pura dedicação para devolver às mulheres a força do amor e o bálsamo da compaixão. A Casa da Tartaruga, como foi chamado o conselho das Mães dos Clãs, compartilhava sua sabedoria para a cura da Terra, da alma das mulheres e para o restabelecimento do equilíbrio entre todos os seres.

O treze é o número da transformação e das lunações ao longo de um giro da Mãe Terra ao redor do Vovô Sol. Depois de cumprirem sua missão, elas voltaram para o ventre da Mãe Terra. Deixaram registrada toda sua sabedoria em 13 crânios de cristal de quartzo que foram guardados em locais sagrados de diversos pontos do mundo.

Por meio dos laços de sangue dos ciclos lunares, as Matriarcas criaram uma Irmandade que une todas as mulheres e visa a cura da Terra, começando com a cura das pessoas. Somente curando a si mesmas é que as mulheres poderão curar os outros (…) Apenas honrando seus corpos, suas mentes e suas necessidades emocionais, as mulheres terão condições de realizar seus sonhos.” (FAUR, 2015, p. 512)

1ª lunação:
Mãe da Natureza. Aquela que ensina a verdade e fala com todos os seres.
Guardiã das necessidades da Terra. Ela nos mostra o parentesco entre todos os seres da criação, nos ensina a respeitar o ritmo e o espaço sagrado de cada manifestação de vida e a ter cuidado conosco e com a Mãe Terra. Ela é a conexão entre todas as formas de vida.
Cor laranja, que representa eterna chama do amor existente em toda a criação.
Palavra-chave: pertencimento.

2ª lunação:
Mãe da Sabedoria. Aquela que honra a verdade e guarda os conhecimentos antigos.
Guardiã da Sabedoria. É protetora de todas as Tradições Sagradas e da Memória. Ela tem uma grande conexão como Povo das Pedras, pois esses têm registrado todas as experiências já vividas pela Mãe Terra. Ela nos ensina a honrar a Verdade em todos os Sagrados Pontos de Vista. Em sua sabedoria, compreende que existe verdade em todas as formas de vida.
Cor cinza, que representa imparcialidade, amizade e a aceitação da presença e verdade alheia, sem querer impor nossos próprios pontos de vista, valores e conceitos.
Palavra-chave: tolerância.

3ª lunação:
Mãe da Verdade. Aquela que avalia a verdade e ensina as leis divinas.
Guardiã da Justiça. Ensina os princípios da Lei Divina, o equilíbrio, a lei de ação e reação, a aceitação da verdade e o reconhecimento da nossa força e fraqueza, focalizando as qualidades e possibilidades para expandir a nossa essência.
Cor marrom, que representa o solo fértil da Mãe Terra e a conexão da Terra com as leis divinas.
Palavra-chave: compaixão.

4ª lunação:
Mãe das Visões. Aquela que vê a verdade em tudo e enxerga longe.
Guardiã das Profecias. É a que guia os espíritos durante os sonhos e as viagens astrais e ensina como compreender os símbolos das visões e os sinais que a vida apresenta. Ajuda o buscador a desenvolver a visão interna e avaliar as oportunidades e opções através da intuição. Embarcar na viagem interior, superar o medo pela confiança.
Cores pastéis, que representam a projeção da verdade em todos os matizes.
Palavra-chave: confiança na intuição.

5ª lunação:
Mãe da Quietude. Aquela que ouve a verdade e escuta as mensagens.
Guardiã do Silêncio. Ensina como silenciar para ouvir as mensagens da natureza, dos espíritos, dos Mestres, dos homens, dos nossos corações. Precisamos ouvir os pontos de vista de todos para aprender e progredir, discernindo a verdade das mentiras criadas como defesas.
Cor preta, que representa a busca de respostas e o silêncio necessário para encontrá-las.
Palavra-chave: silêncio.

6ª lunação:
Mãe da Fala. Aquela que fala a verdade e conta histórias que curam.
Contadora de Histórias. Ensina a falar sempre com o coração, dizer a verdade, mas com amor e sem incluir nossas projeções pessoais e os julgamentos a priori. Usar o humor para afastar os medos, equilibrar o sagrado com o profano, preservar a sabedoria dos ancestrais e a tradição oral.
Cor vermelha, a cor do sangue, que contém no DNA a sabedoria do legado ancestral.
Palavra-chave: poder da palavra.

7ª lunação:
Mãe do Amor. Aquela que ama a verdade em todas as manifestações da vida.
Guardiã do Amor Incondicional. Ensina a compaixão e o amor em todas as manifestações da vida (nosso corpo, nossos prazeres, respirar, comer, andar, brincar, trabalhar, amar, dançar).
Cor amarela (Avô Sol), que ama todos os filhos igualmente, sem julgar seus comportamentos e permitindo que eles passem pelas lições da vida arcando com as consequências dos seus erros ou escolhas prejudiciais.
Palavra-chave: desapego.

8ª lunação:
Mãe da Intuição. Aquela que serve à verdade e cura os filhos da Terra.
Protetora dos Mistérios da Vida e da Morte. Ensina as artes de curar e conhecimento sobre os ciclos da natureza, cura as feridas do corpo e da alma. Rege os momentos de passagem do nascimento à morte.
Cor azul, que representa intuição, verdade, harmonia, água e emoções.
Palavra-chave: auto-cura.

9ª lunação:
Mãe da Vontade. Aquela que ensina como viver a verdade.
Guardiã das Gerações Futuras e dos Sonhos. Rege a direção Oeste, lugar do princípio feminino. Ela ensina como olhar para dentro de si e encontrar a verdade pessoal, a encarar o futuro sem medo e manifestar os sonhos na Terra.
Cor verde, que representa a verdade.
Palavra-chave: futuro.

10ª lunação:
Mãe da Criatividade. Aquela que ensina como trabalhar com a verdade.
Guardiã da Força Criativa. Ela ensina como expressar nossa criatividade, desenvolver nossas habilidades e materializar nossos sonhos e idéias, destruindo as limitações e saindo da estagnação. Para materializar nossos sonhos devemos ter o desejo de criar, decidir fazê-lo e tomar as medidas necessárias para usar a força vital.
Cor de rosa.
Palavra-chave: autoexpressão.

11ª lunação:
Mãe da Beleza. Aquela que caminha com verdade, altivez e firmeza.
Guardiã da Liderança. Ensina a termos orgulho das nossas realizações, afirmar nossa auto-estima, criar nossa reputação pela nossa integridade e conhecimento. Traz novas idéias aos caminhos e verdades dos ancestrais. É a criadora da tradição da Tenda da Lua.
Cor branca, do uso adequado da vontade e autoridade e o lema é ‘pratique aquilo que fala’.
Palavra-chave: autoestima.

12ª lunação:
Mãe da Coragem. Aquela que louva a verdade e ensina a gratidão.
Guardiã da Abundância. Ela ensina a agradecer por tudo que recebemos da vida, abrindo espaço para a futura abundância. Através de testes e lições progredimos na nossa senda, não importa quais os desafios e as dificuldades, devemos agradecer por estas oportunidades que nos permitem desenvolver a nossa força interior. Ela nos mostra o valor do dar e receber e a celebrar a vida e louvar as bênçãos.
Cor púrpura.
Palavra-chave: gratidão.

13ª lunação:
Mãe da Transformação. Aquela que se torna a visão e ensina a mudança.
Guardiã dos Ciclos de Transformação. Ela é a síntese das qualidades das outras 12 Mães, mais do que a soma de todas elas, é aquela que realiza sua Orenda (missão espiritual) e cria um Sistema de Saber. Ela ensina como passar através das lições e mudanças para evoluir espiritualmente, sem nos deixar desviar pelas ilusões, buscando sempre a realização da essência do Ser.
Cor cristalina e luminosa, como os raios lunares e o brilho dos crânios de cristal.
Palavra-chave: realização.

Meditação para entrar em contato com as Matriarcas

Para entrar em contato com a Matriarca de qualquer lunação, sente-se confortavelmente, sozinha ou em grupo, e transporte-se mentalmente para uma planície longínqua. Ande devagar por entre os arbustos e diferente tipos de cactos, nascendo do chão pedregoso. O ar está calmo, o silêncio quebrado apenas pelo canto de alguns pássaros. Veja o Sol se pondo, colorindo o céu nos mais variados tons de dourado e púrpura. No meio dos arbustos, você enxerga uma construção rudimentar de adobe, meio enterrada no chão, lembrando o casco de uma tartaruga. Ao redor, há um círculo de treze índias, algumas idosas, outras jovens, vestidas com roupas e xales coloridos e enfeitadas com colares e pulseiras de prata, turquesa e coral. A mais idosa bate um tambor, as outras cantarolam uma canção que lhe parece familiar. Uma delas lhe faz sinal para que você se aproxime e você a segue respeitosamente.

Sabendo que chegou à Casa do Conselho, onde receberá apoio e orientação, você entra na estranha construção de teto, por uma abertura, descendo por uma escada rústica de madeira. Ao descer a escada, você se percebe dentro de uma Kiva, a câmara sagrada de iniciação dos povos nativos. As paredes estão decoradas com treze escudos, cada um ornado de maneira diferente, com penas, símbolos, conchas e fitas coloridas. O chão de terra batida está coberto de ervas cheirosas e algumas esteiras de palha trançada. No fundo da Kiva, você vê duas pequenas fogueiras, cuja fumaça sai por duas aberturas no teto. Esses fogos cerimoniais representam os dois mundos – o material e o espiritual – e as aberturas representam os canais ou “antenas ” que permitem a percepção dos planos sutis. A fumaça representa o caminho pelo qual os pedidos de auxílio e as preces são encaminhados para o Grande Espírito.

No centro, perto de um caldeirão, está sentada a Matriarca que você veio procurar. Ajoelhe-se e exponha-lhe seu problema. Ouça, então, sua orientação sábia ecoando em sua mente. Peça, em seguida, que ela toque seu peito, acendendo assim o terceiro fogo, a chama amorosa de seu próprio coração. Sinta o calor de sua benção curando antigas feridas e dissolvendo todas as dores, enquanto a chama lhe devolve a coragem, a força, a fé e a esperança. Agradeça à Matriarca pela dádiva que lhe devolveu seu dom inato e comprometa-se a restabelecer os vínculos com a Irmandade das mulheres, lembrando e revivendo a sabedoria ancestral. Despeça-se e volte pelo mesmo caminho, tendo adquirido uma nova consciência e a certeza de que jamais estará só, pois a Matriarca da Lunação de seu nascimento a apoiará e guiará sempre.

FAUR, M. O Anuário da Grande Mãe;
FAUR, M. Círculos Sagrados para Mulheres Contemporâneas)

https://www.facebook.com/mirella.faur

29/05 – Lua Cheia de Maio – Um Diálogo Entre As Plêiades e a Alma Humana

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A Lua Cheia do mês de maio é um dos momentos mais marcantes do ciclo anual. Associada a Vaisakh ou Wesak – um mês da tradição hindu e budista – a lua cheia de maio é uma ocasião em que ocorre certo diálogo entre a Lua, a Terra, o Sol e as Plêiades.
É necessário admitir que o evento anual de Vaisakh tem sido amplamente deturpado por gerações de pseudoteosofistas, entre eles Annie Besant e seus clarividentes da ilusão.
Foi fabricada de modo pouco inteligente uma cerimônia ritualista envolvendo falsos mestres de sabedoria. As farsas antropomórficas em torno de Vaisakh foram produzidas pelos videntes da feitiçaria cerimonial que governaram a Sociedade de Adyar entre 1900 e 1934, e cujos discípulos ainda a governam hoje, em seu ciclo inevitável de decadência.
Toda mentira está condenada a imitar a verdade.
Ao desmistificar a ilusão, percebemos os fatos reais. A Lua Cheia de maio é um evento sagrado, em sua dimensão transcendente e celestial.
O diálogo silencioso entre Lua Cheia, Terra, Sol e Plêiades ocorre ao mesmo tempo no céu e no coração de cada ser humano; inclusive na consciência daqueles que buscam a sabedoria universal.
Associada popularmente ao Senhor Buddha, a inspiração impessoal que desce sobre a humanidade quando o Sol está em Touro inclui um contato com a influência oculta dos Sete Rishis. Situados na constelação Ursa Maior, os Rishis estão mitologicamente associados às “Sete Irmãs” ou Plêiades. Helena P. Blavatsky escreve em “A Doutrina Secreta”:
“… São eles, os Sete Rishis, que marcam o tempo e a duração dos acontecimentos em nosso ciclo setenário de vida. Eles são tão misteriosos como as suas supostas esposas, as Plêiades (…).” [1] 
E H. P. B. acrescenta:
“As Plêiades, como se sabe, são as sete estrelas situadas no limite de Touro, que aparecem no começo da primavera [do hemisfério Norte]. Elas têm um significado bastante oculto na filosofia esotérica do hinduísmo, e estão ligadas ao som e outros princípios místicos da Natureza.” [2]
As “sete irmãs” cumprem um papel decisivo no Universo, tal como é visto desde o nosso pequeno planeta:
“… As Plêiades ocupam o centro da simbologia sideral. Estão situadas no pescoço da constelação deTouro, e são consideradas por Mädler e outros, em astronomia, como o grupo central do sistema da Via Láctea. Na Cabala e no esoterismo do Oriente, elas são vistas como os sete princípios siderais, nascidos do primeiro lado manifestado do triângulo superior, o [triângulo] oculto. Este lado manifestado é Touro(…). As Plêiades (e especialmente Alcione) são, assim, consideradas, inclusive em astronomia, como o ponto central em torno do qual gira o nosso Universo de estrelas fixas. São o foco desde o qual e para o qual a respiração divina, o MOVIMENTO, trabalha incessantemente…”. [3]
Sob o signo de Touro, a lua cheia de maio promove um diálogo entre as Plêiades sagradas e a alma humana. É um momento especial para meditar: nele flui uma inspiração transcendente e sem palavras. Constitui uma ocasião para deixar de lado toda pressa ou distorção dos fatos da vida, e para permitir que os conteúdos mentais e emocionais se reorganizem espontaneamente a partir de uma nova e profunda onda de paz incondicional.
É apropriado dormir mais tempo em torno do plenilúnio de maio, e abrir espaço na agenda para práticas meditativas que não exijam esforço.
Cabe viver um “recolhimento não declarado” nestes dois ou três dias, e adotar uma atitude meditativa que não necessita ser formalizada como tal. O fluir da energia superior transcende todo esforço por catalogá-lo ou classificá-lo. Vale a pena dizer silenciosamente a nós próprios e aos outros:
Om, shanti, paz a todos.
NOTAS:
[1] “The Secret Doctrine”, Helena P. Blavatsky, Theosophy Company, Los Angeles, vol. II, p. 549.
[2] “The Secret Doctrine”, Helena P. Blavatsky, vol. I, p. 648, nota ao pé da página.
[3] “The Secret Doctrine”, vol. II, página 551.
Com tradução, prólogo e notas de Carlos Cardoso Aveline, a obra tem sete capítulos, 85 páginas, e foi publicada em 2014 por “The Aquarian Theosophist”.

QUEM É ORISÀ?

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Quando mencionamos os “Orisàs ou Orixás”, precisamos ter a compreensão que apesar dos Itans de Ifá, que são os contos da mitologia iorubá.
Os Orisás não são humanos, mas as grandes forças universais da natureza que passaram por um processo cultural de humanização, para que a mente humana fosse capaz de uma compreensão ainda que muito pequena, desses mistérios. Quando você se apega demais em uma determinada lenda, que conta sobre a personalidade “humana” e fatos da “vida” cotidiana de um Orisà. Nos encontramos fragmentados entre vários relatos orais sobre, reis, rainhas, outros seres humanos, rios e forças da natureza.
Foram homens e mulheres que viveram em tempos muito remotos da história, a maioria perdida em diversificadas lendas iorubás.
Quando você humaniza demais um Orisà, fica cada vez mais distante de compreender o que eles são de verdade.
A maioria dos itans (lendas) são mais para compreendermos a relação de sua atuação na natureza e a sua interação na vida humana.
Haja visto as vastas discussões… meu Orisà e assim, só veste isto, gosta daquilo, tem quizila do que se come, ou do outro Orisá.
Todos nós possuímos em nossos corpos todos os Orisàs.
E eles não estão brigando dentro de nós. Mas possuímos mesmo a todos? Sim, todos! São os elementos divinizados da natureza em nós. Exemplo; água salgada e doce, Iemanjá e Oxum. Se temos ferro no nosso sangue, temos Ogum. Os nosso ossos, são Omolu/Obaluaye.
Os elementos minerais encontrado na terra nas pedras, estão em nosso corpo, temos Xangô. Todos os elementos alquimicos que são dominados ou representados pelos Orisàs estão em nós.
Somos o todo com eles e eles conosco. Eles já fazem parte de nosso corpo físico e espiritual antes mesmo de nossa geração no ventre materno.
Esù, habita em todos nós, é o nosso juiz interior, o guardião da nossa consciência, juiz e executor das leis.
Ele é o grande abismo o grande nada de onde tudo foi gerado.
Da grande massa de energia existente no núcleo do universo onde, houve a grande explosão, a grande iluminação. O fogo vermelho, o calor gerador do universo se expandiu no negro, na escuridão e iluminou o grande vazio. O negro ou preto, foram as primeiras cores geradas, por esse motivo os “Baras” são representados nestas duas cores. Do seu encontro nasceu a incandescência branca da iluminação. As cores vermelho e preto, geraram a luminescência branca. Que foi o caminho e a cor dos outros Orisàs gerados, os brancos ou “Fun Funs”. Essas forças desceram a terra para lhe dar forma e seus corpos elementais formaram a Terra, as criaturas e os homens.
De outros planos desceram e ascenderam os seres espirituais.
Esù/Bara, e neutro, nem bom, nem mau. Elemento controlador do equilíbrio. Assim como nos processos da natureza, não são bons ou maus. Apenas trabalham a dualidade destas forças. Os homens precisam ter bom entendimento de seus Odus (Destinos) , e fé para poderem se guiar entre eles.
O que nomeamos deuses, Orisàs, são em um entendimento maior, as grandes consciências vivas de matéria e energia.
Energias essas, incompreensíveis para os padrões da mente humana . Orisà é bem mais que qualquer “itam” ou história humanizada possa nos contar.
Orisàs são mistérios que levarão ainda milhares de anos para que a humanidade possa compreende-los mais um pouco.
Estão bem além da vaidade humana, sabendo de nossa pequenez no universo, onde somos apenas um ponto dentro de uma pequena galáxia, que esta orbitando na periferia de outras duzentas bilhões de galáxias. Que não sejamos orgulhosos, vaidosos e egoístas, em relação aos Orisàs. Pois não somos mais que ínfimas faiscas de seus gloriosos reflexos.
Orisàs não são as roupas de luxo, as contas de cristal e muranos, não são as paramentas reluzentes. Embora mereçam, sim o nosso melhor, a nossa maior dedicação, nada é rico ou luxuoso demais para homenageá-los. Mas lembremos sempre em nossos corações. Orisà é natureza, é folha, água, vento, fogo, terra, é a vida nas suas formas mais simples e puras. É a palha mariô, o pano branco de algodão, a quartinha de barro, o coração puro e a mente em paz.
Que os Orisàs sejam sempre louvados e amados de nosso mais profundo sentimento. Pois quando praticarmos o louvar do Orisà desta forma, estaremos verdadeiramente mais perto dos Orisàs divinos, puros e não dos humanizados cheios de defeitos, egos e vaidades construidos por histórias de homens e não por eles.

Asé Motumba Orisà!

Sacerdote: Valdir Callegari

https://www.facebook.com/valdircallegari

A Grande Mãe, O Princípio Do Eterno Feminino

 

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A Grande Mãe representa a Energia Universal Geradora, o Útero de Toda Criação. Na Sagrada Tradição, a Deusa se mostra com três faces: a Virgem, a Mãe/Amante e a Anciã, sendo que esta última ficou mais relacionada à bruxa na imaginação popular. A Deusa Tríplice mostra os mistérios mais profundos da energia feminina, o poder da menstruação.

A Grande Mãe é a face mais conhecida da Deusa e pela qual Ela é mais chamada desde o começo dos tempos. A Deusa como Mãe simboliza aquela que dá a vida, mas também pode tirá-la, assim como tudo na Natureza. Ela se preocupa com seus filhos, ela é fértil, sexual, justa, segura de si.

Podemos entrar em contato com a Divina Mãe sempre que tivermos que fazer qualquer tipo de escolha, pedir bênçãos e proteção, agradecer por algo conseguido, pedir conselhos sobre que caminho tomar, ou mesmo quando busca estar em paz.

Como as outras faces, a Mãe também foi representada em diversas culturas do mundo e teve muitos nomes, tais como Deméter, Isis, Freya.

A adoração a uma Deusa Mãe foi a primeira forma de religiosidade dos povos antigos, mesmo no período Paleolítico. Há muitas evidências arqueológicas cerâmicas e pinturas nas cavernas que mostram esta realidade.

Uma grande evidência desse culto antigo vem das numerosas estátuas de mulheres grávidas com seios, quadris, coxas e vulvas exagerados. Os arqueólogos chamam essas imagens de “Vênus”. Tais estátuas foram encontradas na Espanha, França, Alemanha, Áustria, Checoslováquia e Rússia e parecem ter pelo menos dez mil anos.

São objetos particularmente interessantes porque mostram que a fertilidade da mulher era vista como sagrada. Talvez por isso exista uma relação tão grande entre a mulher e a Terra como um todo, pois os antigos viam como a Energia Criadora, que dava à luz uma nova vida, era feminina.

No entanto, que isso jamais teve o intuito de afirmar que os povos antigos acreditavam única e exclusivamente numa Grande Mãe; afirmar isso seria ignorar toda a crença politeísta que guiou os dias de hoje. O Sagrado Feminino não significava UM Sagrado Feminino, mas a sua representação.

Os seguidores da Sagrada Tradição veem o Sagrado Feminino como “A Deusa dos Mil Nomes”, em função da variedade de cultos a deusas em toda a história das civilizações.

Isto não significa que exista, na verdade, uma só Deusa que tenha tantas faces, mas que todas essas faces sejam divindades distintas. A denominação única “Deusa” não nos leva a um monoteísmo; pelo contrário! Apenas usamos para denominar essa crença no Sagrado Feminino como um todo.

Podemos entrar em contato com a Divina Mãe sempre que tivermos que fazer qualquer tipo de escolha, pedir bênçãos e proteção, agradecer por algo conseguido, pedir conselhos sobre que caminho tomar, ou mesmo quando busca estar em paz.

Oração da Grande Mãe

A sua Arte, Senhora, veio à luz.
Quem poderá escapar de seu poder?
Sua forma é um eterno mistério;
Sua presença paira
Sobre as terras quentes.
Os mares te obedecem,
As tempestades de acalmam.
A sua vontade detém o dilúvio.
E Eu, tua pequena criatura,
Faço a saudação:
Minha Grande Rainha,
Minha Grande Mãe!

Fonte: http://wicca.sucessoecultura.com/

O CREDO DAS SACERDOTISAS

 

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Ouça agora a palavra das Sacerdotisas,
os segredos que na noite escondemos,
Quando a obscuridade era caminho e destino,
e que agora à luz nós trazemos.

Conhecendo a essência profunda,
dos mistérios da Água e do Fogo,
E da Terra e do Ar que circunda,
manteve silêncio o nosso povo.

No eterno renascimento da Natureza,
à passagem do Inverno e da Primavera,
Compartilhamos com o Universo da vida,
que num Círculo Mágico se alegra.

Quatro vezes por ano somos vistas,
no retorno dos grandes Sabás,
No antigo Halloween e em Beltane,
ou dançando em Imbolc e Lammas.

Dia e noite em tempo iguais vão estar,
ou o Sol bem mais perto ou longe de nós,
Quando, mais uma vez, Bruxas a festejar,
Ostara, Mabon, Litha ou Yule saudar.

Treze Luas de prata cada ano tem,
e treze são os Covens também,
Treze vezes dançar nos Esbás com alegria,
para saudar a cada precioso ano e dia.

De um século a outro persiste o poder,
Que através das eras tem sido levado,
Transmitido sempre entre homem e mulher,
desde o princípio de todo o passado.

Quando o círculo mágico for desenhado,
do poder conferido a algum instrumento,
Seu compasso será a união entre os mundos,
na Terra das sombras daquele momento.

O mundo comum não deve saber,
e o mundo do além também não dirá,
Que o maior dos Deuses se faz conhecer,
e a grande Magia ali se realizará.

Na Natureza, são dois os poderes,
com formas e forças sagradas,
Nesse templo, são dois os pilares,
que protegem e guardam a entrada.

E fazer o que queres, será o desafio,
como amar a um Amor que a ninguém vá magoar.
Essa única regra seguimos a fio,
para a Magia dos antigos se manifestar.

Oito palavras o credo das Sacerdotisas enseja:
sem prejudicar a ninguém, faça o que você deseja!

 

Doreen Valiente, “Witchcraft For Tomorrow” pp.172-173

Versão Traduzida para o Português

 

O SAGRADO FEMININO

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“Sagrado Feminino” significa várias coisas, uma vez que se expressa em várias dimensões da vida:

• Na dimensão espiritual significa incluir e valorizar o feminino como uma dinâmica igualmente fundamental da força criativa da vida e do Divino. O yang não pode existir sem o yin. Significa lembrar a nossa interconexão e unicidade: não estamos separados uns dos outros nem da criação.

• Na dimensão religiosa, significa incluir e honrar o rosto feminino de Deus na expressão religiosa, rituais e cerimônias, com linguagem inclusiva (como Deusa Mãe/ Deus Pai). Significa reconhecer e honrar as divindades femininas e arquétipos da Deusa ao longo de toda a história e culturas.

• Na dimensão planetária significa ver a Mãe Terra como a nossa Mãe, respeitando-a e curando-a.

• Na dimensão cultural significa reconhecer a sacralidade de toda a vida, a nossa rede de interconexão e comunidade; celebrar a grandeza e sabedoria do feminino em todas as culturas, nas artes e na expressão criativa.

• Na dimensão psicológica, significa recuperar as qualidades do Feminino como importantes qualidades interiores de totalidade e equilíbrio dentro de cada indivíduo, do sexo feminino e masculino.

• Na dimensão humana, significa valorizar a mulher como pessoa inteira-corpo, mente e espírito e valorizar as mulheres em igualdade com os homens.

• Na dimensão social, significa resgatar as vozes, visões e sabedoria das mulheres para serem recebidas e integradas ao serviço da cura social e do equilíbrio. Significa valorizar as contribuições das mulheres em casa, como cuidadoras, bem como no local de trabalho e na comunidade.

• Na dimensão política, significa usar a autoridade do poder para servir o bem maior, para proteger e servir a vida e não para dominação, ganância e interesse pessoal. Significa proteger a riqueza comum dos recursos planetários, tais como água, comida, ar, solo, energia.

• Na dimensão histórica, significa reconhecer e ensinar nas escolas as descobertas arqueológicas das culturas da Deusa, no tempo pré-patriarcal, baseadas em valores de parceria e aprender com elas um paradigma de sociedade que usa o poder para servir a vida, e não por ganância. Significa também incluir na história as contribuições das mulheres, bem como a história do Holocausto das Mulheres (600 anos de fogueira).

• Em valores da vida diária que significa boas-vindas, incluindo e ouvindo um ao outro, ao serviço da compreensão. Significa aceitar e respeitar as diferenças. Estar aberta à compaixão. Significa estar aterrado no coração, usando a cabeça a serviço de um bem maior. Significa incluir a intuição na percepção e tomada de decisão. Isso significa estar ligado à bondade, vivacidade, sensualidade e sabedoria de o corpo. Significa usar o poder pessoal para servir e para criar, não para dominar e explorar.

Texto: Vikki Hanchin, LSW

Traduzido e adaptado por SM/IC/A mulher e a SexualidadeSagrada