Registros Akáshicos, o que significa e como se conectar à esta Fonte.

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Registros Akáshicos (Akasha é uma palavra em sânscrito que significa “céu”, “espaço” ou “éter”), segundo o hinduísmo e diversas correntes místicas, são um conjunto de conhecimentos armazenados misticamente no éter, que abrange tudo o que ocorre, ocorreu e ocorrerá no Universo.

O Akasha é uma biblioteca de ações de cada alma, pensamentos e emoções que tiveram um lugar no planeta Terra e em outros sistemas planetários. Todos os eventos de pequeno ou grande porte são permanentemente gravados na grade eletromagnética do planeta e do cosmos.

Todo mundo tem a habilidade de se conectar com a fonte primordial como um ‘detentor de registro espiritual’ e é capaz de chamar a todos seus orientadores multi-dimensionais para receber as respostas de suas própria perguntas. Você é capaz de ser seu próprio guia, psicólogo, guru espiritual e professor. Sempre que você tem uma situação problemática ou um desentendimento com um indivíduo, esses incidentes ocorreram antes em outro tempo e lugar.

Se você tem perguntas para um problema ou situação, existem várias portas para escolher com muitas soluções variáveis. A porta A tem uma resposta, a porta B tem outra, e assim por diante. Se acontecer de você escolher a porta errada, o problema vai surgir novamente.

Escolhendo a porta correta conecta-se realmente com o que há de melhor para todos e não apenas para você. Essa escolha cria harmonia, beleza, paz e cura para todos os envolvidos.

Os Registros Akáshicos estão disponíveis para todos. Algumas das respostas não serão do seu agrado. No entanto, elas vão conter a energia da “verdade” de quem você realmente é e o que supostamente sejam seus aprendizados. Quando os seus guias sentirem que você está pronto para continuar por si próprio, você terá permissão para acessar seus registros quando você tiver a “necessidade de saber” outras informações. Isso geralmente se realiza sem canalização de transe e quando você está pleno de consciência, desperto e alerta.

É muito importante estar bem enraizado para receber e manter as frequências que vem de dentro. Esta é a razão pela qual deve se estar ligado a natureza para ter um bom aterramento. Caso contrário, você pode sentir tonturas ou mal estar e seu corpo pode não ser capaz de manter a vibração por muito tempo e suas respostas parecerem pouco claras.

As informações dos Registros Akáshicos só será dada a uma pessoa quando ela está sendo usada para curar a si mesma e sua parcela do planeta. As informações podem vir a você da mesma maneira quando você está meditando ou canalizando. Você pode ver imagens holográficas ou simbólicas, ouvir sons, começar a escrever, ou apenas de repente “saber” a resposta.

Os Registros Akáshicos não devem ser usados para adivinhações ou recordações de vidas passadas como um divertimento. Eles são muito sagrados e são protegidos por seres de luz em sentinela. Você não vai ter acesso a todos os registros a menos que tenha integridade e disciplina em seus hábitos diários e pensamentos. No entanto, você vai continuar a ser ajudado, abençoado, honrado e guiado pelos reinos dos espíritos em sua mais alta manifestação.

 

Via: Oculto Revelado – A Verdade

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29/05 – Lua Cheia de Maio – Um Diálogo Entre As Plêiades e a Alma Humana

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A Lua Cheia do mês de maio é um dos momentos mais marcantes do ciclo anual. Associada a Vaisakh ou Wesak – um mês da tradição hindu e budista – a lua cheia de maio é uma ocasião em que ocorre certo diálogo entre a Lua, a Terra, o Sol e as Plêiades.
É necessário admitir que o evento anual de Vaisakh tem sido amplamente deturpado por gerações de pseudoteosofistas, entre eles Annie Besant e seus clarividentes da ilusão.
Foi fabricada de modo pouco inteligente uma cerimônia ritualista envolvendo falsos mestres de sabedoria. As farsas antropomórficas em torno de Vaisakh foram produzidas pelos videntes da feitiçaria cerimonial que governaram a Sociedade de Adyar entre 1900 e 1934, e cujos discípulos ainda a governam hoje, em seu ciclo inevitável de decadência.
Toda mentira está condenada a imitar a verdade.
Ao desmistificar a ilusão, percebemos os fatos reais. A Lua Cheia de maio é um evento sagrado, em sua dimensão transcendente e celestial.
O diálogo silencioso entre Lua Cheia, Terra, Sol e Plêiades ocorre ao mesmo tempo no céu e no coração de cada ser humano; inclusive na consciência daqueles que buscam a sabedoria universal.
Associada popularmente ao Senhor Buddha, a inspiração impessoal que desce sobre a humanidade quando o Sol está em Touro inclui um contato com a influência oculta dos Sete Rishis. Situados na constelação Ursa Maior, os Rishis estão mitologicamente associados às “Sete Irmãs” ou Plêiades. Helena P. Blavatsky escreve em “A Doutrina Secreta”:
“… São eles, os Sete Rishis, que marcam o tempo e a duração dos acontecimentos em nosso ciclo setenário de vida. Eles são tão misteriosos como as suas supostas esposas, as Plêiades (…).” [1] 
E H. P. B. acrescenta:
“As Plêiades, como se sabe, são as sete estrelas situadas no limite de Touro, que aparecem no começo da primavera [do hemisfério Norte]. Elas têm um significado bastante oculto na filosofia esotérica do hinduísmo, e estão ligadas ao som e outros princípios místicos da Natureza.” [2]
As “sete irmãs” cumprem um papel decisivo no Universo, tal como é visto desde o nosso pequeno planeta:
“… As Plêiades ocupam o centro da simbologia sideral. Estão situadas no pescoço da constelação deTouro, e são consideradas por Mädler e outros, em astronomia, como o grupo central do sistema da Via Láctea. Na Cabala e no esoterismo do Oriente, elas são vistas como os sete princípios siderais, nascidos do primeiro lado manifestado do triângulo superior, o [triângulo] oculto. Este lado manifestado é Touro(…). As Plêiades (e especialmente Alcione) são, assim, consideradas, inclusive em astronomia, como o ponto central em torno do qual gira o nosso Universo de estrelas fixas. São o foco desde o qual e para o qual a respiração divina, o MOVIMENTO, trabalha incessantemente…”. [3]
Sob o signo de Touro, a lua cheia de maio promove um diálogo entre as Plêiades sagradas e a alma humana. É um momento especial para meditar: nele flui uma inspiração transcendente e sem palavras. Constitui uma ocasião para deixar de lado toda pressa ou distorção dos fatos da vida, e para permitir que os conteúdos mentais e emocionais se reorganizem espontaneamente a partir de uma nova e profunda onda de paz incondicional.
É apropriado dormir mais tempo em torno do plenilúnio de maio, e abrir espaço na agenda para práticas meditativas que não exijam esforço.
Cabe viver um “recolhimento não declarado” nestes dois ou três dias, e adotar uma atitude meditativa que não necessita ser formalizada como tal. O fluir da energia superior transcende todo esforço por catalogá-lo ou classificá-lo. Vale a pena dizer silenciosamente a nós próprios e aos outros:
Om, shanti, paz a todos.
NOTAS:
[1] “The Secret Doctrine”, Helena P. Blavatsky, Theosophy Company, Los Angeles, vol. II, p. 549.
[2] “The Secret Doctrine”, Helena P. Blavatsky, vol. I, p. 648, nota ao pé da página.
[3] “The Secret Doctrine”, vol. II, página 551.
Com tradução, prólogo e notas de Carlos Cardoso Aveline, a obra tem sete capítulos, 85 páginas, e foi publicada em 2014 por “The Aquarian Theosophist”.

O UNIVERSO E A CRIAÇÃO

UNIVERSO

Tudo se cria em Três raios e se organiza em Sete centros

O três é o número da Criação;
Átomo – positivo, negativo, neutro.
Célula – membrana, citoplasma, núcleo.
Pai, mãe, filho – toda criação.
Graves, médios e agudos – se organizam em sete notas musicais.
As três cores primárias – amarelo, azul e vermelho, são a base das sete cores espectrais.
Dia – manhã, tarde e noite, se organizam na semana.
Homem – espiritual, mental e físico, se organiza nos sete corpos, físico, vital, astral, mental, Vontade, Consciência e o Ser.
Pensamento, sentimento e comportamento, se organizam nos sete chakras.
Do mesmo modo, as três fúrias clássicas da traição – desejo, dúvida e malevolência, dão origem aos sete pecados capitais, luxúria, ira, orgulho, inveja, cobiça, preguiça e gula.
Pensamento – profusão de idéias, em sua maioria, ligadas ao desejo, aos egos.
Sentimento – relacionado às idéias, em realizar os pensamentos, os desejos.
Comportamento – influenciado diretamente pelos sentimentos, na forma de agir, expressar, falar, em desequilibrio tendem a realizar os desejos.
Tudo que pensamos, sentimos e tudo que sentimos, fazemos.
Se tenho pensamentos negativos, terei sentimentos negativos.
Se tenho sentimentos negativos terei comportamentos negativos.
Se tenho pensamentos positivos, terei sentimentos positivos.
Se tenho sentimentos positivos, terei comportamentos positivos.
A base para uma vida consciente é uma mente equilibrada. Leituras, filmes, músicas, diálogos, ambientes, interferem no equilibrio ou desequilibrio da mente.
Leituras, filmes, músicas, diálogos e ambientes densos geram pensamentos densos. E consequentemente, desequilibrio.
Leituras, filmes, músicas, diálogos e ambientes sutis, como contato com a natureza, ajudam a ter pensamentos positivos. E consequentemente mais equilibrio.


Via:  Desligando a Matrix

AS SETE LEIS HERMÉTICAS – O PRINCÍPIO DA VERDADE

As sete principais leis herméticas se baseiam nos princípios incluídos no livro “O Caibalion” que reúne os ensinamentos básicos da Lei que rege todas as coisas manifestadas. A palavra Caibalion, na língua hebraica significa tradição ou preceito manifestado por um ente de cima. Esta palavra tem a mesma raiz da palavra Kabbalah, que em hebraico, significa recepção.


1 – A LEI DO MENTALISMO

“O Todo é Mente; o Universo é mental.” (O Caibalion)

O universo funciona como um grande pensamento divino. É a mente de um Ser Superior que “pensa” e assim, tudo existe. É o Todo. Toda a criação principiou como uma idéia da mente divina que continuaria a viver, a mover-se e a ter seu ser na divina consciência.

O Universo e toda a matéria são como os neurônios de uma grande mente, um universo consciente e que “pensa”. Todo o conhecimento flui e reflui de nossa mente, já que estamos ligados a uma mente divina que contém todo o conhecimento.


2 – A LEI DA CORRESPONDÊNCIA

“O que está em cima é como o que está embaixo. E o que está embaixo é como o que está em cima”  (O Caibalion)

Essa lei  nos lembra que vivemos em mais que um mundo.

Vivemos nas coordenadas do espaço físico, mas também vivemos em um mundo sem espaço e sem tempo.

A perspectiva muda de acordo com o referencial. A perspectiva da Terra normalmente nos impede de enxergar outros domínios acima e abaixo de nós. A nossa atenção está tão concentrada no microcosmo que não nos percebemos o imenso macrocosmo à nossa volta.

O principio de correspondência diz-nos que o que é verdadeiro no macrocosmo é também verdadeiro no microcosmo e vice-versa. Portanto podemos aprender as grandes verdades do cosmo observando como elas se manifestam em nossas próprias vidas.

Por isso estudamos o universo: para aprender mais sobre nós mesmos. Na menor partícula existe toda a informação do Universo.


3 – A LEI DA VIBRAÇÃO

“Nada está parado, tudo se move, tudo vibra”.

No universo todo movimento é vibratório. O todo se manifesta por esse princípio. Todas as coisas se movimentam e vibram com seu próprio regime de vibração. Nada está em repouso. Das galáxias às partículas sub-atômicas, tudo é movimento.

Todos os objetos materiais são feitos de átomos e a enorme variedade de estruturas moleculares não é rígida ou imóvel, mas oscila de acordo com as temperaturas e com harmonia.

Todas as coisas se movimentam e vibram com seu próprio regime de vibração. Nada está em repouso. Das galáxias às partículas sub-atômicas, tudo está em movimento.

A matéria não é passiva ou inerte, como nos pode parecer a nível material, mas cheia de movimento e ritmo.


4 – A LEI DA POLARIDADE

“Tudo é duplo, tudo tem dois pólos, tudo tem o seu oposto. O igual e o desigual são a mesma coisa. Os extremos se tocam. Todas as verdades são meias-verdades. Todos os paradoxos podem ser reconciliados”
(O Caibalion)

A polaridade revela a dualidade, os opostos representam a chave de poder no sistema hermético. Mais do que isso, tudo é dual, os opostos são apenas extremos da mesma coisa. Tudo se torna idêntico em natureza.

O pólo positivo (+) e o negativo (-) da corrente elétrica são uma mera convenção. Energia negativa (-) é tão “boa” ou “má” quanto energia positiva (+).

Amor e o ódio são simplesmente manifestações de uma mesma coisa, diferentes graus de um sentimento.


5 – A LEI DO RITMO

“Tudo tem fluxo e refluxo, tudo tem suas marés, tudo sobe e desce, o ritmo é a compensação”.

Pode se dizer que o princípio é manifestado pela criação e pela destruição. É o ritmo da ascensão e da queda, da conversão de energia cinética para potencial e da energia potencial para energia cinética. Os opostos se movem em círculos.

É a expansão até chegar o ponto máximo, e depois que atingir sua maior força, se torna massa inerte, recomeçando novamente um novo ciclo, dessa vez em um sentido inverso.

Tudo está em movimento, a realidade compõe-se de opostos. A lei do ritmo assegura que cada ciclo busque sua complementação. As coisas avançam e recuam, sobem e descem. Mas também giram em círculos e em espirais ascendentes e descendentes.


6 – A LEI DO GÊNERO

“O Gênero está em tudo: tudo tem seus princípios Masculino e Feminino, o gênero se manifesta em todos os planos da criação”.

Os princípios de atração e repulsão não existem por si só, mas somente um dependendo do outro. Tudo tem um componente masculino e um feminino independente do gênero físico. Nada é 100% masculino ou feminino, mas sim um balanceamento desses gêneros.

Existe uma energia receptiva feminina e uma energia projetiva masculina, a que os chineses chamavam de “ying” e de “yang”. Nenhum dos dois pólos é capaz de criar sem o outro. É a manifestação do desejo materno com o desejo paterno.

É uma importante aplicação da lei da polaridade. É semelhante ao principio animas – animus de Carl Jung ou seja, que cada pessoa contém aspectos masculinos e femininos, independente do seu gênero físico. Nenhum ser humano é 100% masculino ou 100% feminino.


7 – A LEI DE CAUSA E EFEITO

“Toda causa tem seu efeito, todo o efeito tem sua causa, existem muitos planos de causalidade mas nenhum escapa à Lei”.

Nada acontece por acaso, pois não existe o acaso, já que acaso é simplesmente um termo dado a um fenômeno existente e do qual não conhecemos a origem, ou seja, não reconhecemos nele a Lei à qual se aplica.

Para todo efeito existe uma causa, e que toda causa é, por sua vez, um efeito de alguma outra causa.

Esse princípio é um dos mais polêmicos, pois também implica no fato de sermos responsáveis por todos os nossos atos.

No entanto, esse princípio é aceito por todas as filosofias de pensamento, desde a antiguidade. Também é conhecido como karma.

“Os lábios da Sabedoria estão fechados, exceto aos ouvidos do Entendimento.”

Referencias: O Caiballion

A VONTADE DO CÉU

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Não basta conhecer os métodos que permitem que se tornem clarividentes, magos, alquimistas e etc. Deve-se questionar primeiro sobre o objetivo com o qual se trabalha, e saber que existem leis a serem respeitadas…

Quem pratica os métodos do Ocultismo apenas para o próprio interesse, infringe as leis da harmonia cósmica e, no final, será o próprio cosmos que colocará um veto, e ele fracassará lamentavelmente.
Muitos ocultistas ou pretensos espiritualistas, que trabalhavam para alcançarem determinadas realizações, sem se preocuparem em saber se trabalhavam em harmonia com os projetos da Inteligência cósmica, acabaram muito mal.
As obras sobre ciências ocultas propõem um grande número de técnicas, de ritos, dos quais muitos trazem riscos.
Mas nenhuma dessas práticas vale tanto quanto aquela de se colocar em harmonia com a ordem cósmica.
E as coisas vão mais além: para aquele que não se preocupa em conservar a harmonia e se deixa subjugar pelas próprias tendências anárquicas, até as práticas mais inofensivas se tornam perigosas e se voltam contra ele.(…)
Em que coisa os seres humanos se empenham todos os dias?
Em satisfazer os seus desejos e realizar as suas ambições.
Eles nunca se perguntaram sobre a natureza de todos esses cálculos, desses planos e desses arranjos?
Nunca pensaram em perguntar ao Céu: ´Oh, espíritos luminosos, estamos de acordo com os seus projetos?
Qual é a opinião de vocês?
Quais intenções vocês têm em relação a nós?
Onde e como devemos trabalhar para realizar a sua vontade?´.
Pouquíssimas pessoas se colocam essas perguntas. Porém, nada é mais importante para o homem do que suplicar às entidades invisíveis para que lhe dêem, finalmente, a possibilidade de realizar os projetos do Céu.
Nesse momento toda a sua vida muda, e ele pára de agir segundo os seus caprichos, as suas fraquezas, a sua cegueira.
Esforçando-se para conhecer a vontade do Céu, ele se coloca em outros trilhos, segue um rumo que corresponde aos projetos de Deus, e essa é a verdadeira vida!”


Por: Omraam Mikhaël Aïvanhov

Via: Gena Teresa – https://www.facebook.com/gena.teresa.3

Rosacruz: Guardiães do Saber Oculto

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A irmandade mística que pode ter suas raízes no Egito antigo e se espalhou pelo mundo pregando a busca do conhecimento, a tolerância religiosa e a harmonia entre os homens de bem.

Poucas sociedades precisaram tanto do segredo para sobreviver como a Rosacruz. Na Idade Média, enquanto a Inquisição jogava na fogueira quem ousasse questionar os dogmas católicos, os integrantes da confraria se reuniam a fim de penetrar nos mistérios religiosos mais profundos. Para isso, recorriam a fontes diversas: gnosticismo (que buscava o conhecimento à margem do que dizia a Igreja), cabala (misticismo judaico), esoterismo islâmico, filosofia, mitologia egípcia, astrologia e alquimia.

Era com esse repertório tão vasto que os rosacrucianos acreditavam ser possível sair das trevas da ignorância e caminhar rumo à sabedoria. Diziam que o autoconhecimento era a chave para a “paz do indivíduo” e, a partir dela, o bem-estar da humanidade. Até hoje, os grupos que se dizem herdeiros da Rosacruz pregam a tolerância religiosa, a harmonia e a paz. O que ninguém sabe direito é como essa sociedade surgiu.

ROSENKREUZ

Não faltam teorias para a origem da ordem. Uns dizem que ela foi criada em Alexandria, no Egito, no ano 46, quando o sábio gnóstico Ormus e seus seguidores foram convertidos ao cristianismo. Outros afirmam que a Rosacruz surgiu no século 17, no vácuo da Reforma Protestante. De acordo com a lenda mais popular, no entanto, seu criador foi o monge Christian Rosenkreuz (ou Frater C.R.C.), nascido na Alemanha em 1378. Aos 16 anos, Rosenkreuz viajou ao Oriente Médio e estudou artes ocultas com mestres muçulmanos. Ao voltar para a Alemanha, construiu a Spiritus Sanctum (“Casa do Espírito Santo”), para celebrar seus rituais secretos.

Rosenkreuz teria morrido em 1484, aos 106 anos, mas sua tumba só foi encontrada 120 anos depois – o que motivou a retomada das atividades da Rosacruz, agora sob a liderança do pastor luterano Johann Andrae. Foi ele quem publicou 3 manifestos que mencionaram a ordem pela primeira vez: Fama Fraternitatis Rosae Crucis (1614), Confessio Fraternitatis (1615) e Núpcias Químicas de Christian Rosenkreuz (1616). Os textos tiveram enorme impacto entre os europeus e não demorou para que os rosacrucianos se espalhassem pelo Velho Mundo.

Para as fraternidades modernas que se dizem herdeiras da Rosacruz, não importa se Rosenkreuz realmente existiu. O importante é o valor simbólico dessa história. Suas andanças pelo mundo, incorporando elementos de várias tradições, aludem à chamada Religião Universal da Sabedoria. Ser cristão, por exemplo, iria além de seguir a figura bíblica de Jesus: faria parte da busca do conhecimento oculto e esotérico.

Outro fato interessante é que o grau 18 da maçonaria é o Cavaleiro Rosacruz. Não se trata de mera coincidência: nos séculos 17 e 18, maçons e rosacrucianos trocaram muitas figurinhas. Eles buscavam uma sociedade tolerante, livre de dogmas e que pudesse se aperfeiçoar à medida que os homens ficassem mais sábios. A estrutura das duas fraternidades também era similar. Mas havia diferenças importantes: a Ordem Rosacruz enveredava pelo cristianismo e por caminhos místicos, enquanto a maçonaria se guiava pelo pensamento racional.

“No século 18, a Rosacruz fazia rituais de admissão usando diversos símbolos. Um deles era um globo de vidro num pedestal que tinha 7 degraus e era dividido em duas partes, representando a luz e a escuridão”, diz Sylvia Browne, autora do livro Sociedades Secretas. “E também usavam 9 copos, simbolizando qualidades masculinas e femininas.”

Segundo a pesquisadora, a Rosacruz contava com o Colégio dos Invisíveis, espécie de fonte de informação por trás do movimento. Seus integrantes acreditavam que o significado do Universo estava explicado no símbolo da ordem. “Como a flor que brota no meio da cruz, os seres humanos deveriam desenvolver a capacidade de amar de forma irrestrita, compreender as leis que regem o mundo e agir por meio da intuição e da inteligência amorosa do coração.”

HERDEIROS

Hoje, diversas sociedades se declaram descendentes da confraria inicial. Entre elas, a Fraternidade Rosacruz de Max Heindel, a Fraternitas Rosacruciana Antiqua e a Antiga e Mística Ordem Rosa Cruz (Amorc). A julgar pelo que cada uma diz em seu site na internet, todas procuram despertar o potencial interior do ser humano pela busca da verdade.

A Amorc do Brasil, localizada em Curitiba, garante que seu método de orientação para o autoconhecimento “está à disposição de toda pessoa sincera e de mente aberta”. Já a Fraternitas Rosacruciana, com sede no Rio, afirma que sua finalidade é “buscar a felicidade sem distinção de castas, cor, sexo, nacionalidade ou condição social”.

 

Passado nebuloso

A história da Rosacruz segundo a lenda mais popular

1394 – Rosenkreuz vai ao Oriente Médio para estudar artes ocultas com mestres muçulmanos.

1484 – O fundador da Rosacruz morre na Alemanha (segundo a lenda, aos 106 anos de idade).

1604 – A tumba de Rosenkreuz é encontrada, levando ao ressurgimento da ordem.

1614-1616 – Johann Andrae publica manifestos rosacrucianos, os primeiros documentos a citar a ordem.

Séc. 18 – Maçons e rosacrucianos se aproximam enquanto a ordem se espalha por toda a Europa.

Séc. 20 – Grupos como a Amorc declaram-se herdeiros dos segredos acumulados pela Rosacruz original.

Para saber mais:  Sociedades Secretas – Sylvia Browne, Prumo, 2008

Por: Eduardo Szklarz

A MAGIA DO CAOS

A Estrela do Caos (também chamada ‘caosfera’ por alguns praticantes) é o simbolo mais popular na Magia do Caos, outras variantes também existem.

Possui oito pontas equidistantes que partem de um ponto central, e pode representar o vazio do cosmos, o universo ou ainda, as oito direções (oito portas), tal qual a rosa dos ventos, composta dos quatro elementos (terra, água, ar e fogo) e os quatro estados intermediários da matéria (o seco, o úmido, o frio e o quente).

Foi criada originalmente pelo escritor britânico Michael Moorcock com o intuito de representar o “Símbolo do Caos” e, posteriormente, foi adotada como símbolo da “Magia do Caos”, portanto, sendo utilizada por magos e ocultistas

Magia do Caos ou Caoísmo (dentre tantos outros nomes adotados pelos praticantes) é uma forma de ritual e magia relativamente nova, utilizando-se de quebras de paradigmas e alterações do estado de consciência (ora de formas excitativas, ora de formas inibitórias), como técnicas gnósticas, meditativas, sufis, orgásticas, ou com uso desubstâncias psicoativas.[1]

Princípios gerais

Mesmo que poucas técnicas sejam exclusivas da Magia do Caos, ela é frequentemente altamente individual e toma emprestado deliberadamente de outros sistemas de crenças, devido à crença central de que a crença é um instrumento. Algumas fontes comuns de inspiração incluem diversas áreas como ficção científica, teorias científicas, magia cerimonial tradicional,neoxamanismo, filosofia oriental, religiões e experimentações individuais. Não obstante a tremenda variação individual, os magos do caos frequentemente trabalham com paradigmas caóticos e humorísticos, como Hundun do taoísmo e Éris do discordianismo.

Magos do caos frequentemente são vistos por outros ocultistas como perigosos ou preocupantes revolucionários.

História

Austin Osman Spare era inicialmente envolvido com a Ordem da Golden Dawn, e por fora também com ordens como a O.T.O e a Astrum Argentum de Aleister Crowley; porém, mais tarde se afastou delas para trabalhar independentemente.

Dali em diante ele iria desenvolver práticas e teorias que iriam, após a sua morte, influenciar profundamente a I.O.T.. Especificamente, Spare desenvolveu o uso de sigilos, e técnicas envolvendo estados de êxtase para dar poder a estes sigilos. Spare também foi pioneiro no desenvolvimento de um “alfabeto sagrado pessoal”, e, sendo um artista plástico talentoso, usou imagens como parte de sua técnica de magia. A maior parte dos trabalhos recentes em sigilos remete ao trabalho de Spare: a construção de uma frase detalhando o intento mágico, seguida da eliminação de letras repetidas e a recombinação artística (normalmente simétrica) das letras restantes em uma só imagem formando o sigilo.

Embora ele não tenha originado o termo, e talvez não aprovasse o mesmo, hoje ele é visto como o primeiro Magista do Caos.

Após a morte de Aleister Crowley (e a do então obscuro Spare), a magia praticada pelos ocultistas remanescentes no Reino Unido tendeu a se tornar cada vez mais experimentalista, pessoal, e bem menos ligada às tradições mágicas estabelecidas pelas ordens. Reações a isso incluem a disponibilidade pública de informações secretas antes do século XX (especialmente nos trabalhos publicados por Crowley e Israel Regardie), o Zos Kia Cultus (nome do estilo de magia radicalmente inortodoxa de Austin Osman Spare), a influência do Discordianismo e seu popularizador Robert Anton Wilson, o Dadaísmo, e a grande popularização da magia causada por cultos folcloristas embasados em sistemas mágicos de Crowley, como a Wicca, e o uso de drogas psicodélicas.

O termo Magia do Caos apareceu pela primeira vez no Liber 0 (também chamado “Liber Null”) de Peter Carroll, publicado pela primeira vez em 1978. Nele, Carrol formulou vários conceitos de magia radicalmente diferentes daqueles considerados “mistérios mágicos” na época de Crowley. Este livro, junto ao “Psychonaut” (1981) do mesmo autor, mantém importantes fontes. magistas que se alinham a estas ideias costumam se chamar de várias formas, evitando repetir a mesma. Algumas destas formas de nomenclatura são: “Caoísta”, “Caota”, “Magista do Caos”, “Caoticista”, “Eriano”, “Discordista”, “Caoseiro”, dentre outros tantos nomes – por vezes muito bem humorados e/ou pouco polidos.

Carroll também co-fundou com Ray Sherwin O Pacto Mágico dos Illuminates of Thanateros, ou, na abreviatura mais conhecida, I.O.T., uma organização que continua a pesquisa e desenvolvimento da Magia do Caos hoje em dia. A maior parte dos autores e praticantes renomados de Magia do Caos mencionam afiliação ou algum grau de influência a esta. Porém, a Magia do Caos tem como característica marcante ser uma das vertentes de magia menos organizadas do mundo, fazendo isso propositalmente.

Quebra de Paradigma Mágico – ou “Quebrar o Ego”

Uma das mais curiosas questões da Magia do Caos é o conceito de Quebra (ou Troca) de Paradígma Mágico, ou “Quebra do Ego”. Usando o termo de Thomas Kuhn, Carroll criou a técnica de arbitrariamente modificar o modelo (ou paradigma) de magia das pessoas, uma questão principal na Magia do Caos. Através desta, o magista busca por trocar constantemente a crença em um paradigma, não apenas de forma linear como é visto nas outras pessoas, mas de forma objetiva e proposital, ziguezagueando entre crenças diferentes (e geralmente contraditórias) e “se aproveitando” dos resultados que elas geram sem ficar preso a nenhuma.

Esta quebra é encontrada não apenas em ritos, mas também no dia a dia, através da chamada “quebra do ego”.

Muitos caoístas uniram a Magia do Caos ao uso de diversas ciências modernas, entre elas a Psicologia e a Psicanálise.

Como a base de trabalho dos ritos caoístas consiste na total desconstrução de tudo rumo ao Caos (daí o nome Caoísmo), uma técnica muito utilizada no treinamento pessoal dos caoístas é a chamada “quebra do ego”, que consiste em negar e trocar gostos pessoais como uma forma de banimento pessoal, indo contra tudo aquilo que o ego acredita como pessoa, gerando em si mesmo a desconstrução buscada pela Magia do Caos. Um exemplo de quebra do ego é por exemplo, um vegetariano comer carne. Aqui cabe imaginação ao magista, para aplicar estes exercícios em âmbitos profissionais, sexuais, familiares, gregários, entre outros, e conseguir permanecer são – podendo ser até este conceito questionado.

O principal mote da Magia do Caos é: Nada é verdadeiro, tudo é permitido – atribuído a Hassan i Sabbah – O Velho da Montanha, líder da Ordem dos Hashishins que impôs seu poderio no Oriente Médio medieval, influenciando os Templários, e consequentemente as ordens de magia contemporâneas que neles se inspiraram.

Como o “Faze o que tu queres há de ser toda a Lei” de Crowley, essa frase é por vezes mal compreendida e interpretada de forma literal como “Não há verdade, então faça o que você quiser”, quando “Nada é verdadeiro, tudo é permitido” significa algo como “Não existe uma verdade objetiva fora da percepção pessoal; assim sendo, qualquer coisa pode ser verdadeira e possível”.

A ideia é que a crença é uma ferramenta que pode ser aplicada à vontade de formas conscientes. Alguns magistas do caos creem que ter crenças inusuais e por vezes bizarras é interessante como uma forma de considerar a flexibilidade de crenças e utilizá-las a seu dispor.

Magia do Caos no Brasil

A cada ano, novos magistas se tornam adeptos deste meta-sistema mágicko, especialmente no Brasil.

Encontra-se em plena atividade a sede sul-americana da I.O.T. com reuniões no Rio de Janeiro, e magistas independentes trabalham na divulgação da Magia do Caos, mesmo não pertencendo à I.O.T.

Fonte: Wikipédia – https://pt.wikipedia.org/wiki/Magia_do_Caos