Conheça as crianças Arco-íris enviadas à Terra para aumentar a frequência

cristal

As crianças arco-íris são a 3ª geração de crianças especiais que vieram ajudar a humanidade a evoluir. Diferente das crianças Índigo e Cristal, as crianças Arco-íris têm algumas características mais interessantes.

As crianças Arco-íris geralmente nasceram após o ano de 2000 e depois. Em alguns casos, também pode haver alguns pioneiros, ou batedores, que vieram à Terra antes de 2000. As poucas crianças Arco-íris que estão aqui hoje, nasceram juntas com os primeiros pioneiros de cristal que nasceram nos anos 80.

Como o nome indica, as crianças Arco-íris vêm à Terra com mais alguns outros espectro da cor dos raios. São da 9ª dimensão de consciência, a dimensão da consciência coletiva. Como muitas pessoas podem ter experimentado, as crianças Arco-íris trazem alegria e harmonia para suas famílias. Ao contrário das crianças Índigo e Cristal, a criança Arco-Íris nasceu para sorrir, que é acompanhada por seus enormes corações que estão cheios de perdão.

Doreen Virtue descreve as características das crianças arco-íris

Muito poucos atualmente encarnados
Os pais são adultos cristais
Nunca encarnou antes
Sem carma
Não escolhe famílias disfuncionais
São todas missionárias
Podem ter olhos grandes como as crianças cristais, e são totalmente confiantes
Totalmente destemidas
Trazendo a energia do arco-íris de cura anteriormente trazida através do Reiki, QiGong e cura prânica e outras mãos de cura

As crianças cristais também podem ter uma energia muito alta, ter personalidades fortes, serem criativas e manifestarem instantaneamente o que quiserem ou precisarem.

O objetivo das crianças arco-íris é completar os estágios finais da fundação que as crianças Índigo e Cristal fizeram. As três crianças, Indigo, Cristal e Arco-íris, têm uma tarefa específica.

As crianças índigo vão quebrar o paradigma do pensamento tradicional. Então as crianças Cristais irão construir suas bases no paradigma quebrado. Finalmente, as crianças arco-íris estão aqui para acabar de construir o que as crianças Índigo e Cristal começaram.

As crianças do arco-íris são perfeitamente equilibradas em suas energias masculina e feminina. Elas são confiantes sem agressividade; são intuitivas e psíquicas sem esforço; são mágicas e podem dobrar o tempo, tornam-se invisíveis e ficam sem dormir e sem comida. As sensibilidades das crianças Cristais as tornam vulneráveis a alergias e erupções cutâneas.

Os anjos dizem que as crianças Arco-Íris vão superar esse aspecto. As crianças arco-íris não têm carma, então não precisam escolher infâncias caóticas para o crescimento espiritual. As crianças Arco-Íris operam puramente por alegria, e não por necessidade ou impulso.

Os bebês serão reconhecidos, porque a energia deles é de dar aos pais e não de necessidade. Os pais perceberão que não podem ultrapassar seus filhos Arco-Íris, pois essas crianças são um espelho de todas as ações e energia do amor. Quaisquer pensamentos amorosos, sentimentos e ações que você envia para eles são ampliados e devolvidos cem vezes.

As crianças arco-íris já estão sintonizadas com o mundo para o qual estamos nos movendo quando as coisas se manifestarão instantaneamente. A humanidade como um todo ainda não está lá, então a grade da consciência de massa impede que a manifestação instantânea seja comum.

Uma criança tem dificuldade em entender isso. Elas pensam suco, e em seguida, o suco deve aparecer naturalmente instantaneamente. Em dimensões mais elevadas isso pode ser verdade e será verdade aqui também na Terra, graças aos garotos arco-íris que o fazem.

Crianças Arco-Íris tendem a:
Ter vontades e personalidades muito fortes
Ter energia muito alta
Ter vibrações de cores ao seu redor
Ter criatividade apaixonada
Amar roupas brilhantes e ambientes coloridos
Borbulhar com entusiasmo por tudo na vida
Esperar manifestação instantânea do que eles pensam/precisam
Ter habilidades de cura
Ter telepatia

As crianças Arco-Íris parecem estar aqui para implementar a Vontade Divina e usarão sua força de vontade e energia para construir o Novo Mundo sobre a fundação da paz e harmonia que as crianças Cristais estão estabelecendo.

As crianças cristal só são capazes de estabelecer essa fundação porque as crianças índigo já forjaram o caminho e derrubaram todas as barreiras antigas. Eles são muito importantes e têm que entrar nessa sequência para atingir seus objetivos.

Crianças Arco-íris são altamente sensíveis, amorosas, perdoadoras e mágica como as crianças cristais. A diferença é que as Arco-íris nunca estiveram na Terra, então elas não têm carma para se equilibrar, portanto, escolhem residências totalmente pacíficas e funcionais. Elas não precisam de caos ou desafios para equilibrar o karma ou crescer.

À medida que as outras crianças Cristais envelhecem, elas serão os pais amantes da paz que terão os novos filhos Arco-Íris. Os que nasceram antes de 2010 são os batedores, e o grande afluxo ocorrerá durante os anos de 2010 a 2030.

As crianças arco-íris são absolutamente abertas, amam incondicionalmente e não temem nenhum estranho. Ao contrário das crianças Cristais que só demonstram afeição pelas pessoas que garantem sua confiança, os Arco-íris são universalmente afetuosos. Eles nos curam com seus enormes chakras do coração e nos envolvem em uma manta de energia multicolorida que tanto precisamos. Eles são nossos anjos da Terra.

 

Por Mojan, 22/07/2018

Start da 5ª Dimensão

 

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7 SINAIS DE QUE VOCÊ É UM PORTADOR DA LUZ

portador

 

1. Você não se sente superior aos outros, mas se sente mais poderoso/empoderado.

Você é instigado a causar um impacto positivo neste mundo e sabe disso subconscientemente.

2. Você sente o desejo de manifestar a divindade dentro de você.

Você sente que há algo dentro de você que pode mudar o mundo. Como um fogo que pode iluminar todo o mundo, mesmo você não esteja ciente do que exatamente é essa coisa. Você quer projetar/lançar essa coisa especial e tenta integrá-la em todas as suas atividades.

3. Você sente que agora é a hora de você espalhar A Paz, A Luz e A Unicidade.

Você tem aversão por drama e negatividade, e sempre que há um conflito você é a pessoa que tenta acalmar as coisas. Você quer conectar pessoas diferentes porque acredita que a química delas pode ser poderosa. Você está sempre positivo e brincando com os outros.

4. Você tem suas próprias crenças e práticas.

O poder pode diferir do dos outros, mas segue um Código constante que é comum a qualquer pessoa, independentemente de afinidade religiosa ou grupos espirituais. Este Código deriva do Divino, que é a Fonte de tudo e abrange tudo.

5. Você é dotado de Paciência incomparável.

Você tem Paciência e Compreensão que transcende os desafios da vida diária. Você vê o Propósito maior das coisas e o Amor Eterno que bate dentro de cada vida.

6. Você se move com graça e serenidade.

Apesar dos desafios da sua própria vida, você é capaz de oferecer Amor e Luz a todos os seres vivos. Mesmo que a sua vida corra risco, você sai e protege todas as formas de vida. Você as defende com o melhor que pode porque acredita que Somos Todos Um.

7. Você sente que está aqui para trazer equilíbrio.

Você tem uma forte tendência a preservar a vida e trazer equilíbrio aos seres humanos e à Natureza. Você faz isso vivendo em defesa da unidade a cada dia. E você nunca pára de se conhecer e evoluir para o melhor que pode ser.

Se todos os itens acima ressoarem com você, abrace o seu Caminho de Portador da Luz. Você exclusivamente está destinado a vivê-lo, e ninguém poderia fazer isso por você.

Você é o Farol neste mundo.
Reivindique a sua Luz e permita que a sua alma ilumine este mundo escuro.

 

Via: Start da 5ª Dimensão

08 de Julho de 1927 – Primeira Psicografia de Chico Xavier

chico xavier

Noite de 8 de Julho de 1927…Lá se vão 87 anos quando naquela noite, na pequena cidade de Pedro Leopoldo, em Minas Gerais, Chico Xavier recebia mediunicamente a primeira mensagem de sua lavra mediúnica. O próprio Chico diria a seu amigo Arnaldo Rocha:

“Tinha eu dezessete anos em 1927 quando, na noite de 8 de julho do referido ano, em uma reunião de preces, escutei, através de uma senhora presente, D. Carmem Penna Perácio, já falecida, a recomendação de um amigo espiritual aconselhando-me a tomar papel e lápis a fim de escrever mediunicamente. Eu não possuía conhecimento algum do assunto em que estava entrando, mesmo porque ali comparecia acompanhando uma irmã doente que recorria aos passes curativos daquele círculo íntimo, formado por pessoas dignas e humildes, todas elas de meu conhecimento pessoal. Do ponto de vista espiritual, apesar de muito jovem, era fervoroso católico que me confessava e recebia a Sagrada Comunhão, desde 1917, aos sete janeiros de idade.

Ignorando se me achava transgredindo algum preceito da igreja, que eu considerava minha mãe espiritual, tomei o lápis que um amigo me estendera com algumas folhas de papel em branco e meu braço, qual se estivesse desligado de meu corpo, passou a escrever, sob os meus olhos cerrados, certa mensagem que nos exortava a trabalhar, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo. A mensagem era constituída de dezessete páginas e veio assinada por um mensageiro que se declarava ‘Um amigo espiritual’, que somente conheceria depois. Nenhuma das pessoas presentes se interessou em conservar o comunicado, inclusive eu mesmo, pois nenhum de nós, os companheiros que formavam o círculo de orações, poderia prever que a tarefa de escrever mediunicamente se desdobraria para mim, através de vários decênios.”

E através mesmo de Chico Xavier, alguns anos mais tarde, em 1938, no livro “Brasil Coração Mundo, Pátria do Evangelho” ditado pelo Espírito Humberto de Campos, este admirável escritor diria:

“Jesus transplantou da Palestina para a região do Cruzeiro a árvore magnânima do seu Evangelho, a fim de que os seus rebentos delicados florescessem de novo, frutificando em obras de amor para todas as criaturas.”

      É inegável que a consolidação desta transferência, se daria através das obras psicografadas por Chico Xavier, sedimentadas pelo  exemplo de amor e renúncia do medianeiro, a sensibilizar os nossos corações para um entendimento maior do Evangelho de Jesus.

      É obvio, que para a materialização de um projeto desta magnitude, uma plêiade de Espíritos Superiores assessoravam o médium na sua tarefa inicial. Emmanuel, a definir-se como aquele elemento responsável e direcionador do grande projeto, estabeleceria que a disciplina, repetida três vezes, e que não representava ingenuamente as regras básicas de horários dentro de um contexto de rotina, seria aquela virtude identificada na vontade e na determinação de levar adiante a tarefa que se iniciava.

      O trabalho se inicia com grandes desafios. Parnaso de Além túmulo, seria a obra que marcaria o selo de autenticidade da mediunidade de Chico Xavier. Depois Humberto de Campos, viria trazer-nos obras maravilhosas, como Boa Nova, que resgata a partir de informes do mundo espiritual, passagens de Jesus, de cunho profundamente educacional. Ele mesmo definiria em seu prefácio: “Todas as expressões evangélicas têm, entre nós, a sua história viva. Nenhuma delas é símbolo superficial.”

      Emmanuel, por sua vez, amplia nossa capacidade de entendimento do Evangelho de Jesus. Estudar seus romances é penetrar num universo grandioso de informações sobre o período de consolidação do cristianismo na Terra. A obra “Paulo e Estevão”, 70 anos após sua publicação, continua sendo atualíssima, pois não se trata apenas de uma obra de cunho histórico, mas compreende um livro fala profundamente á nossas almas, como roteiro norteador para nossas vidas. Suas páginas estão impregnadas daquela vibração amorosa, de quem sentiu e viveu os primeiros anos do cristianismo nascente.

      E Emmanuel, na sua feição de educador, vem através de Chico Xavier, ditar uma série de livros de cunho evangélico: Pão Nosso, Vinha de Luz, Caminho Verdade e Vida, Fonte Viva e outros, são repositórios de profundas análises em torno dos textos bíblicos, onde o benfeitor em todas as passagens procurar extrair o “espírito da letra”, sugerindo-nos de como devemos estudar o Evangelho de Jesus.

      Outras obras extraordinárias ainda viriam como: Pensamento e Vida e A Caminho da Luz.         Curiosamente, são poucas as casas espíritas que estudam de maneira profunda as obras de Emmanuel, uma vez que retratam fielmente a continuidade das obras codificadas por Kardec. Vemos hoje, uma oferta imensa de obras espíritas, a maioria circulando em torno daquilo que já nos trouxe Humberto de Campos, Emmanuel e André Luiz, através da pena de Chico Xavier de maneira criteriosa e profunda. Mas perguntamos, qual o problema disso? O que isto acarreta ao movimento espírita e em extensão aos espíritas? Diríamos que de imediato quase nada, apenas um retardamento em relação ao entendimento da verdade ou da parcela desta, que foi disponibilizada pelo Mundo Maior, a benefício da humanidade. O projeto Emmanuel-Chico Xavier, representa o que há de há de mais profundo e abrangente em torno do Evangelho após o surgimento da Doutrina Espírita. O material está aí, disposto ao alcance de todos. Estudemo-lo.

Euripedes Mariano.

A LENDA DAS 13 MATRIARCAS

matriarcas

Conta-se que há milhares e milhares de anos a Terra era o próprio paraíso. Os humanos viviam em paz e equilíbrio com todos os outros seres da criação, havendo respeito entre homens e mulheres e entre os diferentes povos. Porém, mesmo vivendo em plena harmonia, surgiu, não se sabe de onde, uma pequena semente de ganância que se plantou nas mentes e corações dos seres humanos. Essa semente germinou à medida que os homens começaram a tirar o ouro do ventre da terra, pois eles acreditavam que fosse a própria luz do Pai Sol materializada e que quem possuísse mais dessa luz teria mais poder e reinaria sobre os outros.

O desejo de poder e de dominação apoderou-se dos humanos. Não mais havia harmonia entre as raças. Atos de violência começaram a proliferar, uns contra os outros e contra os animais. Queimavam-se florestas inteiras e envenenavam-se as águas, até que a Terra foi completamente destruída, consumida pelo fogo. Mas essa destruição trouxe também purificação e, para que uma nova humanidade pudesse renascer e recuperar o equilíbrio perdido, a Mãe Terra concedeu o amor, o perdão e a compaixão, resguardados nos corações das mulheres.

Assim, durante o ciclo de um ano, 13 aspectos da totalidade da sabedoria da Mãe Terra foram trazidos para o mundo visível com a ajuda da Avó Lua. A cada lua cheia, a luz prateada da Avó Lua tecia seus fios e materializava uma mulher, uma Mãe do Clã. Cada uma delas detinha um conhecimento particular, um ensinamento especial para ser transmitido aos filhos e filhas da Terra. Elas criaram uma irmandade que trabalhou com a mais pura dedicação para devolver às mulheres a força do amor e o bálsamo da compaixão. A Casa da Tartaruga, como foi chamado o conselho das Mães dos Clãs, compartilhava sua sabedoria para a cura da Terra, da alma das mulheres e para o restabelecimento do equilíbrio entre todos os seres.

O treze é o número da transformação e das lunações ao longo de um giro da Mãe Terra ao redor do Vovô Sol. Depois de cumprirem sua missão, elas voltaram para o ventre da Mãe Terra. Deixaram registrada toda sua sabedoria em 13 crânios de cristal de quartzo que foram guardados em locais sagrados de diversos pontos do mundo.

Por meio dos laços de sangue dos ciclos lunares, as Matriarcas criaram uma Irmandade que une todas as mulheres e visa a cura da Terra, começando com a cura das pessoas. Somente curando a si mesmas é que as mulheres poderão curar os outros (…) Apenas honrando seus corpos, suas mentes e suas necessidades emocionais, as mulheres terão condições de realizar seus sonhos.” (FAUR, 2015, p. 512)

1ª lunação:
Mãe da Natureza. Aquela que ensina a verdade e fala com todos os seres.
Guardiã das necessidades da Terra. Ela nos mostra o parentesco entre todos os seres da criação, nos ensina a respeitar o ritmo e o espaço sagrado de cada manifestação de vida e a ter cuidado conosco e com a Mãe Terra. Ela é a conexão entre todas as formas de vida.
Cor laranja, que representa eterna chama do amor existente em toda a criação.
Palavra-chave: pertencimento.

2ª lunação:
Mãe da Sabedoria. Aquela que honra a verdade e guarda os conhecimentos antigos.
Guardiã da Sabedoria. É protetora de todas as Tradições Sagradas e da Memória. Ela tem uma grande conexão como Povo das Pedras, pois esses têm registrado todas as experiências já vividas pela Mãe Terra. Ela nos ensina a honrar a Verdade em todos os Sagrados Pontos de Vista. Em sua sabedoria, compreende que existe verdade em todas as formas de vida.
Cor cinza, que representa imparcialidade, amizade e a aceitação da presença e verdade alheia, sem querer impor nossos próprios pontos de vista, valores e conceitos.
Palavra-chave: tolerância.

3ª lunação:
Mãe da Verdade. Aquela que avalia a verdade e ensina as leis divinas.
Guardiã da Justiça. Ensina os princípios da Lei Divina, o equilíbrio, a lei de ação e reação, a aceitação da verdade e o reconhecimento da nossa força e fraqueza, focalizando as qualidades e possibilidades para expandir a nossa essência.
Cor marrom, que representa o solo fértil da Mãe Terra e a conexão da Terra com as leis divinas.
Palavra-chave: compaixão.

4ª lunação:
Mãe das Visões. Aquela que vê a verdade em tudo e enxerga longe.
Guardiã das Profecias. É a que guia os espíritos durante os sonhos e as viagens astrais e ensina como compreender os símbolos das visões e os sinais que a vida apresenta. Ajuda o buscador a desenvolver a visão interna e avaliar as oportunidades e opções através da intuição. Embarcar na viagem interior, superar o medo pela confiança.
Cores pastéis, que representam a projeção da verdade em todos os matizes.
Palavra-chave: confiança na intuição.

5ª lunação:
Mãe da Quietude. Aquela que ouve a verdade e escuta as mensagens.
Guardiã do Silêncio. Ensina como silenciar para ouvir as mensagens da natureza, dos espíritos, dos Mestres, dos homens, dos nossos corações. Precisamos ouvir os pontos de vista de todos para aprender e progredir, discernindo a verdade das mentiras criadas como defesas.
Cor preta, que representa a busca de respostas e o silêncio necessário para encontrá-las.
Palavra-chave: silêncio.

6ª lunação:
Mãe da Fala. Aquela que fala a verdade e conta histórias que curam.
Contadora de Histórias. Ensina a falar sempre com o coração, dizer a verdade, mas com amor e sem incluir nossas projeções pessoais e os julgamentos a priori. Usar o humor para afastar os medos, equilibrar o sagrado com o profano, preservar a sabedoria dos ancestrais e a tradição oral.
Cor vermelha, a cor do sangue, que contém no DNA a sabedoria do legado ancestral.
Palavra-chave: poder da palavra.

7ª lunação:
Mãe do Amor. Aquela que ama a verdade em todas as manifestações da vida.
Guardiã do Amor Incondicional. Ensina a compaixão e o amor em todas as manifestações da vida (nosso corpo, nossos prazeres, respirar, comer, andar, brincar, trabalhar, amar, dançar).
Cor amarela (Avô Sol), que ama todos os filhos igualmente, sem julgar seus comportamentos e permitindo que eles passem pelas lições da vida arcando com as consequências dos seus erros ou escolhas prejudiciais.
Palavra-chave: desapego.

8ª lunação:
Mãe da Intuição. Aquela que serve à verdade e cura os filhos da Terra.
Protetora dos Mistérios da Vida e da Morte. Ensina as artes de curar e conhecimento sobre os ciclos da natureza, cura as feridas do corpo e da alma. Rege os momentos de passagem do nascimento à morte.
Cor azul, que representa intuição, verdade, harmonia, água e emoções.
Palavra-chave: auto-cura.

9ª lunação:
Mãe da Vontade. Aquela que ensina como viver a verdade.
Guardiã das Gerações Futuras e dos Sonhos. Rege a direção Oeste, lugar do princípio feminino. Ela ensina como olhar para dentro de si e encontrar a verdade pessoal, a encarar o futuro sem medo e manifestar os sonhos na Terra.
Cor verde, que representa a verdade.
Palavra-chave: futuro.

10ª lunação:
Mãe da Criatividade. Aquela que ensina como trabalhar com a verdade.
Guardiã da Força Criativa. Ela ensina como expressar nossa criatividade, desenvolver nossas habilidades e materializar nossos sonhos e idéias, destruindo as limitações e saindo da estagnação. Para materializar nossos sonhos devemos ter o desejo de criar, decidir fazê-lo e tomar as medidas necessárias para usar a força vital.
Cor de rosa.
Palavra-chave: autoexpressão.

11ª lunação:
Mãe da Beleza. Aquela que caminha com verdade, altivez e firmeza.
Guardiã da Liderança. Ensina a termos orgulho das nossas realizações, afirmar nossa auto-estima, criar nossa reputação pela nossa integridade e conhecimento. Traz novas idéias aos caminhos e verdades dos ancestrais. É a criadora da tradição da Tenda da Lua.
Cor branca, do uso adequado da vontade e autoridade e o lema é ‘pratique aquilo que fala’.
Palavra-chave: autoestima.

12ª lunação:
Mãe da Coragem. Aquela que louva a verdade e ensina a gratidão.
Guardiã da Abundância. Ela ensina a agradecer por tudo que recebemos da vida, abrindo espaço para a futura abundância. Através de testes e lições progredimos na nossa senda, não importa quais os desafios e as dificuldades, devemos agradecer por estas oportunidades que nos permitem desenvolver a nossa força interior. Ela nos mostra o valor do dar e receber e a celebrar a vida e louvar as bênçãos.
Cor púrpura.
Palavra-chave: gratidão.

13ª lunação:
Mãe da Transformação. Aquela que se torna a visão e ensina a mudança.
Guardiã dos Ciclos de Transformação. Ela é a síntese das qualidades das outras 12 Mães, mais do que a soma de todas elas, é aquela que realiza sua Orenda (missão espiritual) e cria um Sistema de Saber. Ela ensina como passar através das lições e mudanças para evoluir espiritualmente, sem nos deixar desviar pelas ilusões, buscando sempre a realização da essência do Ser.
Cor cristalina e luminosa, como os raios lunares e o brilho dos crânios de cristal.
Palavra-chave: realização.

Meditação para entrar em contato com as Matriarcas

Para entrar em contato com a Matriarca de qualquer lunação, sente-se confortavelmente, sozinha ou em grupo, e transporte-se mentalmente para uma planície longínqua. Ande devagar por entre os arbustos e diferente tipos de cactos, nascendo do chão pedregoso. O ar está calmo, o silêncio quebrado apenas pelo canto de alguns pássaros. Veja o Sol se pondo, colorindo o céu nos mais variados tons de dourado e púrpura. No meio dos arbustos, você enxerga uma construção rudimentar de adobe, meio enterrada no chão, lembrando o casco de uma tartaruga. Ao redor, há um círculo de treze índias, algumas idosas, outras jovens, vestidas com roupas e xales coloridos e enfeitadas com colares e pulseiras de prata, turquesa e coral. A mais idosa bate um tambor, as outras cantarolam uma canção que lhe parece familiar. Uma delas lhe faz sinal para que você se aproxime e você a segue respeitosamente.

Sabendo que chegou à Casa do Conselho, onde receberá apoio e orientação, você entra na estranha construção de teto, por uma abertura, descendo por uma escada rústica de madeira. Ao descer a escada, você se percebe dentro de uma Kiva, a câmara sagrada de iniciação dos povos nativos. As paredes estão decoradas com treze escudos, cada um ornado de maneira diferente, com penas, símbolos, conchas e fitas coloridas. O chão de terra batida está coberto de ervas cheirosas e algumas esteiras de palha trançada. No fundo da Kiva, você vê duas pequenas fogueiras, cuja fumaça sai por duas aberturas no teto. Esses fogos cerimoniais representam os dois mundos – o material e o espiritual – e as aberturas representam os canais ou “antenas ” que permitem a percepção dos planos sutis. A fumaça representa o caminho pelo qual os pedidos de auxílio e as preces são encaminhados para o Grande Espírito.

No centro, perto de um caldeirão, está sentada a Matriarca que você veio procurar. Ajoelhe-se e exponha-lhe seu problema. Ouça, então, sua orientação sábia ecoando em sua mente. Peça, em seguida, que ela toque seu peito, acendendo assim o terceiro fogo, a chama amorosa de seu próprio coração. Sinta o calor de sua benção curando antigas feridas e dissolvendo todas as dores, enquanto a chama lhe devolve a coragem, a força, a fé e a esperança. Agradeça à Matriarca pela dádiva que lhe devolveu seu dom inato e comprometa-se a restabelecer os vínculos com a Irmandade das mulheres, lembrando e revivendo a sabedoria ancestral. Despeça-se e volte pelo mesmo caminho, tendo adquirido uma nova consciência e a certeza de que jamais estará só, pois a Matriarca da Lunação de seu nascimento a apoiará e guiará sempre.

FAUR, M. O Anuário da Grande Mãe;
FAUR, M. Círculos Sagrados para Mulheres Contemporâneas)

https://www.facebook.com/mirella.faur

30 DE MAIO – DIA DE SANTA JOANA D’ARC

joana darc

Joana D’arc, nascida como humilde camponesa, sem qualquer tipo de instrução, mas portadora de extraordinários dons mediúnicos, obtinha com freqüência as visões do além e a audição de vozes, as quais a guiaram e sustentaram na grande missão que desempenhou, libertando sua pátria do domínio inglês, além de pacificá-la e uní-la.

Ó Santa Joana D’arc, vós que, cumprindo a vontade de Deus, de espada em punho, vos lançastes à luta, por Deus e pela Pátria, ajudai-me a perceber, no meu íntimo, as inspirações de Deus.
Com o auxílio da vossa espada, fazei recuar os meus inimigos que atentam contra minha fé e contra as pessoas mais pobres e desvalidas que habitam nossa Pátria.
Santa Joana D’arc, ajudai-me a vencer as dificuldades no lar, no emprego, no estudo e na vida diária.
Que nada me obrigue a recuar, quando estou com a razão e a verdade: nem opressões, nem ameaças, nem processos, nem mesmo a fogueira.
Santa Joana D’arc, iluminai-me, guiai-me, fortalecei-me, defendei-me.
Que assim seja.!

 

 

UMA INVASÃO SILENCIOSA

lili

Na superfície da Terra, exatamente agora, há guerras e violência e tudo parece negro. Mas, simultaneamente, algo silencioso, calmo e oculto está acontecendo e certas pessoas estão sendo chamadas por uma Luz mais elevada. Uma revolução silenciosa está se instalando de dentro para fora. De baixo para cima. É uma operação global. Uma conspiração espiritual. Há células dessa operação em cada nação do planeta. Vocês não vão nos assistir na TV, nem ouvir nossas palavras nos rádios e nem ler sobre nós nos jornais. Não buscamos a glória. Não usamos uniformes. Nós chegamos em diversas formas e tamanhos diferentes. Temos costumes e cores diferentes. A maioria trabalha anonimamente. Silenciosamente trabalhamos fora de cena, em cada cultura e lugar do mundo. Nas grandes e pequenas cidades, em suas montanhas e vales. Nas fazendas, vilas, tribos e ilhas remotas. Você talvez cruze conosco nas ruas. E nem perceba… Seguimos disfarçados. Ficamos atrás da cena. E não nos importamos com quem ganha os louros do resultado, e sim, que se realize o trabalho. De vez em quando nos encontramos pelas ruas. Trocamos olhares de reconhecimento e seguimos nosso caminho. Durante o dia muitos se disfarçam em seus empregos normais. Mas a noite, por trás de nossas aparências, o verdadeiro trabalho se inicia. Alguns que conhecem o trabalho nos chamam de “O Exército da Consciência”. Lentamente estamos construindo um novo mundo, com o poder de nossos corações e mentes. Seguimos com alegria e paixão. Nossas ordens nos chegam da Inteligência Espiritual e Central. Estamos jogando bombas suaves de amor sem que ninguém note: poemas, abraços, músicas, fotos, filmes, palavras carinhosas, meditações e preces , danças, ativismo social, sites , blogs, atos de bondades. O mundo precisa de amor! Expressamo-nos de uma forma única e pessoal, com nossos talentos e dons. Sendo a mudança que queremos ver no mundo. Essa é a força que move nossos corações. Sabemos que essa é a única forma de conseguir realizar a transformação. Sabemos que no silêncio e humildade teremos o poder de todos os oceanos juntos. Nosso trabalho é lento e meticuloso. Como na formação das montanhas. O amor será a religião do século XXI. Sem pré-requisitos de grau de educação. Sem requisitar um conhecimento excepcional para a sua compreensão. Porque nasce da inteligência do coração, escondida pela eternidade no pulso evolucionário de todo ser humano. Seja a mudança que quer ver acontecer no mundo. Ninguém pode fazer esse trabalho por você. Nós estamos recrutando. Talvez você se junte a nós ou talvez já tenha se unido. Todos são bem-vindos. A porta está aberta!

Emmanuel

As divindades femininas: No princípio, eram as Deusas

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Nos quatro cantos do mundo, as primeiras divindades eram mulheres: Pótnia, Astarte, Ísis, Amaterazu, Nu Gua. Nas antigas sociedades, elas representavam o começo e o fim de tudo. Hoje, ajudam a entender o passado remoto dos homens.

Em Çatal Huyuk, na Turquia, a estatueta de uma mulher sentada num trono e ladeada por duas panteras, em cujas cabeças ela coloca as mãos, sugere ao mesmo tempo a imagem da mãe e da senhora da natureza. Suas formas generosas — quadris largos e seios grandes— reforçam ainda mais essa idéia. O nome da figura feminina é Pótnia, a deusa de Çatal Huyuk, a mais antiga cidade que se conhece do período Neolítico, cerca de 10 mil anos atrás. De Pótnia nasceram outras divindades femininas também adoradas pelos homens pré- históricos. Sua estatueta, esculpida por volta de 6500 a.C., foi uma das muitas encontradas na Europa e no Oriente Médio, algumas mais antigas, do Paleolítico Superior (de 50 mil a 10 mil anos atrás).

Essas descobertas levaram historiadores e arqueólogos a sugerir que, bem antes de venerar deuses masculinos, os antepassados do homem teriam adorado as deusas, cujo reinado chegou até a Idade do Bronze, há cerca de 5 mil anos. Não se sabe a rigor o exato significado daquelas estatuetas, até porque pouco ou quase nada se conhece dos costumes dos homens pré-históricos. Mas não resta dúvida de que por um bom tempo as deusas reinaram sozinhas, deixando os poderes masculinos à sombra. Em seu livro Um é o outro, a filósofa e professora francesa Elisabeth Badinter tenta explicar a supremacia feminina a partir do que se supõe teriam sido as relações entre homens e mulheres naquelas épocas distantes.

A idéia é que o homem do Neolítico—ao contrário dos seus antecessores do Paleolítico, que eram caçadores, e dos seus descendentes da Idade do Bronze, guerreiros—dedicava-se à criação de rebanhos e à agricultura. Ou seja, já não era necessário arriscar a vida para sobreviver. Nesses tempos relativamente pacíficos, em que a força bruta não contava tanto como fator de prestígio e as diferenças sociais entre os sexos se estreitavam, é bem possível que deusas—e não deuses—tivessem encarnado as principais virtudes da cultura neolítica.

Entre as centenas de estatuetas encontradas, algumas têm em comum os seios fartos e os quadris volumosos como Pótnia. Talvez a mais famosa seja a Vênus de Willendorf, encontrada às margens do rio Danúbio, na Europa Central. Nela, os seios, as nádegas e o ventre formam uma massa compacta, de onde emergem a cabeça e as pernas — na verdade, pequenos tocos. Igualmente reveladora é a Vênus de Lespugne, descoberta na França: embora mais estilizada, guarda as mesmas características de sua irmã de Willendorf.

Mas, das esculturas pré- históricas encontradas até hoje, são raras as que apresentam os traços femininos tão exagerados — o que dá margem a um debate sobre o que significava afinal a figura feminina (devidamente divinizada) nos primórdios das sociedades humanas. Os historiadores tendem a achar que os primeiros homens a viver em grupos organizados davam mais importância à sexualidade feminina do que à fertilidade, embora não seja nada fácil separar uma coisa da outra. No entanto. a imagem à qual acabaram associadas foi a da maternidade. Há quem não concorde. “Traduzir o culto dos ancestrais às deusas como simples exaltação à fertilidade é simplificar demais”, comenta a historiadora e antropóloga Norma Telles, da PUC de São Paulo, que estuda mitologia praticamente desde criança. “Na realidade, a deusa não é aquela que só gera. Ela é também guerreira, doadora das artes da civilização, criadora do céu, do tecido e da cerâmica, entre muitas outras coisas.”

De fato, em muitos mitos, a deusa aparece como quem dá o grão aos homens, e não apenas no sentido literal de nutrição. Assim, por exemplo, Deméter, venerada pelos gregos como a deusa da colheita, ajudava a cultivar a terra — arar, semear, colher e transformar os grãos em farinha e depois em pão. Deméter ensinava ainda os homens a atrelar as animais e a se organizar. Os gregos explicaram a origem do mundo com outro mito feminino: o da deusa Gaia. Doadora da sabedoria aos homens, ela limitou o Caos—o espaço infinito—e criou um ser igual a ela própria: Urano, o céu estrelado.

Pouco depois, Eros, símbolo do amor universal, fez com que Gaia e Urano se unissem. Desse casamento nasceram muitos filhos e, assim, a Terra foi povoada. A crença de que o Universo foi criado por uma divindade feminina está presente em quase toda parte.

Ísis, a mais antiga deusa do Egito, tinha dado a luz ao Sol. Na Índia, Aditi era a deusa-mãe de tudo que existe no céu. Na Mesopotâmia, Astarte, uma das mais cultuadas deusas do Oriente Médio, era a verdadeira soberana do mundo, que eliminava o velho e gerava o novo. Essa idéia aparece com clareza nas efígies datadas de 2 300 a.C., que mostram Astarte sentada sobre um cadáver. Também para os chineses foi uma deusa—Nu Gua — quem criou a humanidade. Seu culto apareceu durante o período da dinastia Han (202 a.C.-220 d.C.). Representada com cabeça de mulher e corpo de serpente, a venerável Nu Gua encarnava a ordem e a tranqüilidade.

Os chineses dizem que, cavando barro do chão, ela moldou uma figura que, para sua surpresa, ganhou vida e movimento próprio. Entusiasmada, a deusa continuou a moldar figuras, mas a natureza mortal de suas criaturas a obrigava a repetir eternamente o trabalho. Por isso, Nu Gua decidiu que os seres deviam se acasalar para se perpetuarem—daí também ela ser considerada pelos antigos chineses a deusa do casamento. Do outro lado do mundo, na América pré – colombiana, os astecas tinham em Tlauteutli sua deusa da criação. Para eles, o Universo fora feito de seu corpo. Os maias tinham igualmente sua deusa-mãe. Era Ix Chel. De sua união com o deus Itzamná nasceram os outros deuses e os homens.

Com o passar do tempo, deuses e homens passaram a dividir com as deusas o espaço no Panteão, o lugar reservado às divindades. Para Elisabeth Badinter, isso acontece quando a noção de casal vai deitando raízes nas sociedades. Pouco a pouco, da Europa Ocidental ao Oriente, “reconhece-se que é preciso ser dois para procriar e produzir”, escreve ela. Mas o culto à deusa – mãe ainda não é substituído pelo do deus – pai. O casal divino passa a ser venerado em conjunto. As deusas só serão destronadas com o advento das religiões monoteístas, que admitem um só deus, masculino. Com a difusão do cristianismo, as antigas deusas são banidas do imaginário popular.

No Ocidente, algumas acabaram associadas à Virgem Maria, mãe do Deus dos cristãos, outras se transformaram em santas. Mas outras ou foram excluídas da história ou acusadas pelos padres de demônios e prostitutas. As deusas das culturas indo-européias tinham em comum o poder de criar, preservar e destruir—davam a vida e recebiam de volta o que se desfazia. Esse aspecto destrutivo das divindades femininas foi o mais atacado pelos inimigos do politeísmo. A suméria Astarte, por exemplo, não escaparia à ira nem dos profetas bíblicos nem dos primeiros cristãos: para uns e outros, ela era a encarnação do diabo.

No império babilônico, Astarte foi venerada sob o nome de Ishtar, que quer dizer estrela. Nos escritos babilônicos, ela é a luz do mundo, a que abre o ventre, faz justiça, dá a força e perdoa. A Bíblia, porém, a descreveria como uma acabada prostituta. A importância dada ao lado violento, destrutivo, talvez explique por que a deusa hindu Kali Ma aparece no filme de Steven Spielberg, O templo da perdição, como a encarnação da violência. Ela é a sanguinária figura em nome da qual se matam e torturam adultos e se escravizam crianças.

No entanto, para os hindus, mais especialmente para os tantras — adeptos de uma derivação do hinduísmo —, Kali é a deusa da transformação e nesse sentido mais filosófico é que ela é destruidora, da mesma forma como a passagem do tempo destrói. Representada como uma mulher negra com quatro braços e uma serpente na cintura, pode aparecer também com um colar de crânios no colo e uma cabeça em cada mão.

Em seus templos, espalhados por toda a Índia, realizavam-se sacrifícios de búfalos e cabras. “Para os orientais, Kali é a desintegração contida na vida, visão essa que nós ocidentais não temos”, interpreta a antropóloga Norma Telles. Se Kali foi vista como deusa sanguinária, outras divindades compensavam tanta violência. Sarasvati, a deusa dos rios, era para os hindus a inventora de todas as artes da civilização, como o calendário, a Matemática, o alfabeto original e até os Vedas, o texto sagrado do hinduísmo.

Também na América pré-colombiana, sobretudo entre os astecas, o culto às deusas e deuses incluía muitas vezes sacrifícios humanos. A deusa Tlauteutli é um bom exemplo. Um dia, os deuses descobriram que ela ficaria estéril, a menos que fosse alimentada de corações humanos. Na verdade, os astecas tinham uma visão apocalíptica do mundo: se não alimentassem a deusa, a Terra se acabaria.

Mas, à medida que começava a crescer o culto à deusa da maternidade, Tonantzin, diminuía o interesse dos astecas pelos deuses aos quais se faziam sacrifícios sangrentos. Mais tarde, com a chegada dos conquistadores espanhóis, Tonantzin foi identificada com a Virgem Maria. Isso acabaria acontecendo também com a deusa Ísis. Cultuada no Egito e no mundo greco – romano, ela representava a energia transformadora. Casada com o deus Osíris, morto pelo próprio irmão, Ísis não sossegou enquanto não lhe restituiu a vida. A lenda conta que as enchentes do Nilo eram causadas pelas lágrimas da deusa que pranteava a morte do amado. Por isso, as festas em sua homenagem coincidiam sempre com a época das cheias. É evidente que, ao festejá-la, os egípcios comemoravam a generosa fertilidade do rio Nilo. Nos primeiros séculos cristãos, Ísis passou a ser identificada com Maria.

Já a deusa Brighid, cultuada pelos celtas, ancestrais dos irlandeses, foi transformada pelo cristianismo em Santa Brigida. A veneração daquele povo por Brighid era tanta que ela era chamada simplesmente “a deusa”. Dona das palavras e da poesia, era também a padroeira da cura, do artesanato e do conhecimento. As festas em sua homenagem se davam no dia 1º de fevereiro, antecipando a chegada da primavera. Na história cristã, a santa nasceu no pôr-do-sol, nem dentro nem fora de uma casa, e foi alimentada por uma vaca branca com manchas vermelhas. Na tradição irlandesa, a vaca era considerada sobrenatural.

Antes mesmo da chegada das religiões monoteístas, os mitos dizem que o convívio entre deuses e deusas começou a se tornar difícil e a igualdade dos poderes divinos começava a ficar abalada. Assim, por exemplo, Amaterazu, a deusa japonesa do Sol, de quem descendiam os imperadores, não se dava muito bem com o deus da tempestade. Conta a lenda que certo dia ele foi visitar os domínios da deusa e acabou por destruir seus campos de arroz. Furiosa, Amaterazu resolveu vingar-se trancando-se numa caverna — o que deixou o mundo às escuras. Depois de um tempo, como ela não saísse da caverna, uma multidão de deuses e deuses menores decidiu armar uma estratégia para convencê-la a mudar de idéia. Assim, colocaram diante da caverna um espelho que refletia a imagem do deus da tempestade, como se ele estivesse enforcado numa árvore, e começaram a dançar.

Atraída pela música, a deusa decidiu sair para ver o que acontecia. Ao deparar com a imagem no espelho ficou feliz e voltou ao mundo. Com isso, tudo se normalizou e os dias continuaram a suceder às noites. Outro exemplo dos conflitos entre as divindades é o caso da deusa grega Deméter e seu marido Hades, o deus do mundo dos mortos. Eles começaram a brigar pela guarda da filha Perséfone e a questão só foi resolvida com a mediação de Zeus, o deus supremo do Olimpo. Salomonicamente, ele determinou que a menina ficasse com cada um seis meses por ano. Das deusas veneradas no mundo antigo, não houve tantas nem tão famosas como as da mitologia greco – romana. Afrodite (Vênus, em Roma) talvez fosse a mais popular de todas, por encarnar o amor e as formas belas da natureza.

Já Ártemis (Diana) era a caçadora solitária, senhora dos bosques e dos animais. Seus lugares preferidos eram sempre aqueles onde o homem ainda não tinha chegado. Atena (Minerva) protegia a cidade, as casas e as famílias. O predomínio que as divindades femininas exerceram ao longo do tempo levou alguns pesquisadores do século XIX a supor que na pré-história as mulheres detiveram alguma forma de autoridade política. Não há registros arqueológicos que confirmem isso — hoje os especialistas não admitem que tenha existido alguma sociedade cujo controle estivesse com as mulheres. Mas também é certo que nos tempos pré-históricos, quando era outra a divisão social do trabalho, as mulheres tinham um papel preponderante na luta pela sobrevivência do grupo. É impossível saber com exatidão quando e por que deixou de ser assim. De uma coisa, porém, não se duvida: foram os homens quem primeiro traçaram a mitologia das deusas.

A primeira mulher de Adão

Segundo uma antiga lenda, a primeira companheira de Adão não foi Eva, mas uma deusa chamada Lilith—”monstro da noite”, para os antigos hebreus—que brigou com Deus e por isso foi transformada em demônio. Na verdade, o castigo maior que Ihe impuseram os sacerdotes foi excluí-la dos relatos bíblicos da criação do mundo. Lilith, versão hebraica de uma divindade babilônica, sinônimo de “face escura da Lua”, não se dava bem com Adão. Certo dia, cansada de desavenças, Lilith abandonou o marido e foi para o mar Vermelho, onde passou a viver entre demônios, com quem teve vários filhos.

Inconformado, Adão foi pedir a interferência de Deus. Este determinou então que Lilith voltasse imediatamente para casa. Mas ela recusou-se e foi condenada a devorar todos os seus filhos. Não bastasse, passou a ser considerada um demônio igual a outras deuses do mundo das trevas. Por tudo isso, no folclore judaico, cada vez que morria uma criança, dizia-se que Lilith a tinha levado. A lenda de Lilith perdurou entre os judeus pelo menos até o século VII.

Para saber mais:

Nas montanhas dos deuses

(SUPER número 10, ano 3)

Prometeu, martir e herói

(SUPER número 4, ano 4)

Um touro seduziu a Europa

(SUPER número 6, ano 4)

O lado feminino do Brasil colonial

(SUPER número 4, ano 8)

Por: Maria Inês Zanchetta – Via https://super.abril.com.br/cultura/as-divindades-femininas-no-principio-eram-as-deusas/