Eclipse Solar – 26 de fevereiro – será um processo de purificação sem precedentes

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Estamos, enfim, chegando ao fim de um ciclo de dois mil anos, em que por um longo tempo vimos nos curando, nos purificando das velhas crenças, padrões cármicos e marcas genéticas/implantes que nos mantiveram escravizados em uma realidade limitada e sombria. Por isso que o ciclo dos últimos nove anos foi uma etapa de liberação muito intensa, que não pode ser comparada com as anteriores.

Esse eclipse – principalmente para as novas almas que estão acessando esta jornada – será um processo de purificação sem precedentes. Porque, é finalmente com esse eclipse solar, a 8 graus do etéreo signo de Peixes, o último até os próximos dezoito anos, que passamos da escravidão para a liberdade, por finalmente deixar para trás a Era de Peixes e entrar na emancipadora Era de Aquário.

Estamos profundamente imersos, desde o começo deste mês – e até o equinócio de março – em uma intensa passagem cósmica. Pois estamos constantemente dissolvendo e ativando as frequências mais elevadas para que possamos continuar com o nosso trabalho interior de reconexão do DNA e continuar a recuperar todo o antigo conhecimento, que ainda está intacto internamente e que certa vez foi desativado.

Durante esses seis meses, em que as energias dos eclipses serão sentidas fortemente, e à medida que continuamos a liberar e integrar essa nova onda em nossos corpos, vamos experimentar muitas sensações físicas, visto que estamos liberando mais densidade de nossos corpos. Tomem isso como uma parte natural do nosso processo de ascensão, em vez de uma experiência dramática, porque todos sabíamos que nem sempre seria fácil.

Neste momento, as energias dos eclipses, vão alterar de modo profundo os campos magnéticos da Terra. É por isso que os Guardiães estarão ocupados ancorando as frequências que se originam desses portais estelares, enquanto os estabilizadores, por exemplo, o meu papel, será de ancorar o equilíbrio.

Todo mundo tem o seu papel exclusivo na Criação, e todos temos codificado em nosso DNA os códigos de luz adequados, que nos conectam às frequências específicas que devemos transmutar, ancorar ou trazer à harmonia para o Todo.

Em um mês em que estamos envolvidos por muita impetuosidade, uma vez que temos cinco planetas em signos de fogo, para nos ajudar a queimar velhos mundos criados, certa vez, no nível de conscientização que possuíamos e começamos de novo, somos abençoados com as energias intuitivas e de cura de Peixes, cuja essência yin nos acalmará, enquanto continuamos navegando nessa intensa onda ardente, em uma eterna dança de liberar tudo e acolher novos horizontes.

A energia ígnea se concentra no eu e age no físico, enquanto a água de Peixes se concentra na consciência da unidade e no serviço. Ambas são essenciais para manter o equilíbrio, à medida que continuamos a experimentar um aspecto individualizado da Fonte, em um plano físico.

Peixes é o último signo do zodíaco. É com Peixes que começamos a lembrar de nossas verdadeiras origens, removendo débitos cármicos, nos purificando e alcançando a iluminação pessoal.

Esse eclipse marca um ponto fundamental no coletivo, porque vai trazer a verdade acima da ilusão, a cura e muitas revelações, principalmente para as almas que – devido aos seus contratos anímicos – estão se curando e se desprogramando, e começando a incorporar mais informações acerca da sua exclusiva missão de alma no Planeta, para estarem a serviço.

É também com Peixes que despertamos para a nossa derradeira lição, que todos somos Um na Criação – lembrando de nossa conexão com todos os seres, e enfim, passando de nossa personalidade tridimensional programada, para um espaço de livre soberania e compaixão relativamente a nós mesmos e ao Todo, acolhendo não apenas o nosso aspecto individualizado, como foi no começo com Áries, mas todos os aspectos multidimensionais de quem verdadeiramente somos, bem como os demais.

Quando atingimos esse signo de água, é porque estamos prontos para subir mais um degrau nessa espiral evolutiva infindável da Criação, e começamos a incorporar nossos chacras superiores e despertar para a consciência cósmica, uma vez que já dominamos nosso reino terreno, e estamos preparados agora para acolher uma perspectiva mais elevada de quem somos.

Esse eclipse é para terminarmos, assim como começarmos novamente, porque ambos estão entrelaçados, os antigos padrões, que ainda temos a tendência de repetir, e acolher o nível superior das Verdades, que nos ajudarão a lembrar de nossa natureza divina, em lugar do antigo estímulo da desesperança humana, de que somos meras vítimas de circunstâncias externas.

No período do eclipse solar, temos o Sol em conjunção com a Lua, e Netuno em Peixes, juntamente a Mercúrio, Pallas, Quíron e o Nodo Sul, nesse mesmo signo. Essa é uma dádiva cósmica para que curemos o nosso eu ferido e mergulhemos nas profundezas do oceano da consciência da unidade, que é o que Peixes e o seu regente, Netuno, nos convidam a fazer, dissolvendo-nos na totalidade de nossos domínios interiores – e sentidos superiores – assim como a Fonte de amor e seu eterno e amoroso abraço de onde todos emergimos.

O Sol em conjunção com Netuno – o regente de Peixes – e ainda mais com a Lua envolvida, vão ajudar a nos conectar com o nosso subconsciente e com os Reinos Superiores da Iluminação, trazendo desses planos ocultos o conhecimento que vai nos ajudar a discernir entre as muitas possibilidades que ainda estão oscilando em nosso plano mental, aguardando para serem trazidas para o tangível, de modo que o nosso criador interno possa continuar a evoluir nessa nova etapa de nossa jornada ascensional.

Trata-se de um momento mágico para estabelecer contato com o nosso Eu Unificado/Eus e outros seres que vêm andando conosco, em silêncio, até que dominemos nosso eu inferior, para nos lembrar de que esses seres são apenas as nossas versões mais elevadas e de outros companheiros cósmicos, que decidiram nos apoiar nos planos não-físicos da existência, enquanto caminhamos na Terra.

Este é um momento para as almas ascendentes, que vêm trilhando esse caminho por um longo tempo, começar a reconhecer a nossa verdadeira herança cósmica, assim como a conexão natural com as outras dimensões da Criação, porque isolados não podemos fazer tanto quanto quando estamos unidos.

O contato se faz de muitas maneiras, visto que somos todos únicos. Alguns ouvem, alguns veem, alguns sentem e outros se comunicam de modo telepático, entre muitos outros meios. Quando nos comparamos aos outros, nos enfraquecemos, por deixar de amar o aspecto individualizado da Fonte que está ávido para experimentar esta vida por nosso intermédio, simplesmente como somos. Todo mundo possui os próprios dons e meios de contatar o desconhecido. Todas as formas são iguais.

A frequência de Netuno – se integrada com o equilíbrio – pode nos ajudar a mergulhar em nossos domínios interiores ou pode nos levar a um estado de ilusão, porque Netuno é o planeta do subconsciente e também da ilusão. Isso é o que os extremos provocam, quando, em vez de nos alinharmos com a nossa alma, nos alinhamos com o nosso ego, escapando da realidade – fingindo ver e receber o que ainda não somos capazes de acolher, devido à nossa frequência inferior, e, portanto, mentimos para nós mesmos.

É por isso que é essencial honrar e respeitar o lugar em que estamos, sem criar mais ilusões, porque estamos sempre no lugar perfeito e em nosso tempo divino, para integrar os níveis mais elevados da consciência.

Outro importante aspecto desse eclipse pisciano, é a conjunção entre Marte e Urano, e a oposição entre esses dois planetas com Júpiter. O guerreiro, Marte, juntamente ao planeta da rebelião vão nos dar uma enorme infusão de criatividade e coragem, mas também uma impulsividade para agir, visto que esses planetas juntos são forças que não se pode deter. Eis onde Júpiter, em Libra, vem trazer uma percepção superior, paz, expansão no pensamento e discernimento.

Alguns astrólogos dizem que essa combinação provocará acidentes e muitas tragédias, mas já sabemos que essa poderosa onda simplesmente é. Somos nós que temos que fazer a escolha consciente a fim de direcionar as energias para a manifestação de nossas criações internas, ou utilizá-las para destruir.

Somos presenteados com uma nova oportunidade para agir com integridade e compaixão – com todos – a cada momento. As energias simplesmente existem, não são boas nem más, o seu significado e o uso que fazemos delas é de nossa responsabilidade.

Durante o eclipse solar, temos outro alinhamento cósmico entre o eclipse solar e a estrela fixa Skat, na constelação de Aquário, trazendo-nos a lembrança de nosso verdadeiro estado de ser natural, que é sempre um de regozijo e unidade com todos. O nome Skat significa “O Desejo” e se origina da antiga Pérsia. Como essa estrela está alinhada também com Júpiter e sua energia expansiva, vai iluminar, amar e proteger tudo o que tocar.

Diz-se que se formularmos um desejo no momento do eclipse(*), a estrela Skat nos concederá o que desejarmos.

(*) Nota Stela – será às 12:51:23 – horário de Brasília

Como almas em ascensão, sabemos que nada externo nos concederá nada, porque esse é outro aspecto da Criação – forças diferentes – tendo a própria experiência evolutiva na Criação. Elas não estão aí para nos abençoar ou rejeitar o que somos – como seres divinos – é nosso direito de nascimento, elas simplesmente são Seres.

Todavia, como todos nós somos Um, se alinharmos nosso puro desejo de alma com esse nosso aspecto macro, que também habita internamente, nós, em cocriação com essas forças, podemos criar os milagres que alguns aguardam das forças externas – e dos seres – e manifestar em nossa experiência de vida, o que será para o bem mais elevado de todos.

Este é um momento muito especial, visto que estamos finalmente entrando em um ciclo de liberdade e integridade, e o modo pelo qual o cosmos nos mostra para onde estamos nos conduzindo, é com esse eclipse pisciano que encerra um antigo ciclo de dominação patriarcal e retorna ao feminino que ficou perdido, baseado no amor, compaixão e um modo de vida mais elevado.

É também um momento muito importante para encerrar nossos contratos de alma, em vez de ficarmos apegados a um determinado resultado em nossos relacionamentos, porque não vimos aqui para ficar repetindo o mesmo cenário todas as vezes, mas para estar nos expandindo constantemente, em novos horizontes, encontrando/reunindo com as almas que estão no mesmo nível de consciência que agora alcançamos.

Enquanto fazemos a jornada por essa passagem do eclipse, seremos abençoados com as revelações que nos mostrarão a verdade acerca de nós mesmos, bem como o que está realmente ocorrendo em nossas experiências.

É essencial nos interiorizar para acolher a verdade que sempre habitou internamente e que o nosso eu inferior tende a ocultar quando conveniente, visto que prefere a linearidade e o conforto do que é familiar, e começa a liberar todas as interações forçadas, sem autenticidade e integridade, que ainda mantemos, simplesmente por causa de nosso apego humano e do medo do desconhecido.

Lembrem-se, meus amados, enquanto estão apegados a um determinado relacionamento – ou desejando algo diferente daquilo que está acontecendo no momento – vocês estão impedindo a vinda em sua vida das almas preciosas que decidiram estar aqui encarnadas, neste momento único na Criação, apenas para compartilhar uma parte desta jornada física com vocês, mas elas não conseguem encontra-los até que vocês permitam que o Universo os conecte com vocês, porque a sua decisão, quer venha do ego, quer da alma, é sempre respeitada neste amoroso Universo.

Esse eclipse solar em Peixes, traz a verdade e a liberdade pessoais – liberação das antigas correntes, que o nosso humano inferior criou, e que nos serviu para despertar, mas que agora não é necessário nesta nova jornada que decidimos conscientemente acessar.

Esse portal cósmico traz clareza interna e em nossas experiências da vida física. Escutem os sussurros de sua alma, porque, mesmo que aquilo que vocês possam ouvir não seja compreendido pelo eu egoico, sempre será o que vocês precisam para o crescimento pessoal.

Uma comunicação superior vem somente, quando, primeiramente escutamos e aceitamos a verdade a nosso respeito e a nossa jornada pessoal. Só então estamos prontos para passar para o próximo nível.

Se vocês falam, leem ou assistem algum material espiritual/ascensão, mas em seguida agem movidos apenas pelos desejos inferiores, então, vocês não estão agindo com integridade e em uníssono com a vontade divina. Como almas em ascensão, não baseamos mais a nossa existência nos desejos egoicos, porque apenas somos movidos pela Inteligência Superior, dentro de nós, que sabe o que vai beneficiar a todos e não apenas a si mesmo.

Não há nada de errado em dizer aquilo que se pensa ser correto, mas depois agir de modo diferente, porque é assim que nos lembramos, por repetir os mesmos padrões até estejamos prontos para liberá-los. Portanto, se vocês dizem: “Todos nós somos Um”, mas continuam julgando, comparando e criando a separação entre si e os demais, então, vocês ainda precisam se lembrar da unidade interna em primeiro lugar.

Existem verdades acerca de nossa jornada que são difíceis de aceitar, mas que devem ser apreciadas quando recebidas, porque é o modo que o Universo tem para trazer-nos de volta ao nosso verdadeiro caminho, fazendo-nos reconhecer os velhos hábitos/pensamentos programados, que continuamos a alimentar e que estão nos impedindo de discernir a nossa jornada.

A verdade não é sempre o que esperamos ou o que nos é conveniente, mas é sempre o que é, e o que se precisa no momento para o nosso crescimento humano.

Esta é uma Nova Era de cocriação consciente. Nesta nova oitava superior de amor, em que estamos navegando. Já não buscamos do lado de fora, o que sabemos que só se encontra internamente.

Neste novo ciclo cósmico, aprendemos dessa Era de Peixes, passada, quem verdadeiramente somos por natureza, pela lembrança da alma, e estamos prontos para ir além das manipulações tridimensionais (inclusive aquelas que criamos inconscientemente para nós mesmos) e acolher uma nova jornada livre de limitações e medo.

Lembrem-se, meus amados, trabalhamos em uníssono – como iguais – não contamos mais com as forças ou seres externos para nos orientar, porque nos tornamos os nossos próprios mestres e curadores.

Isso não quer dizer que não precisaremos de confirmação e ajuda, porque não podemos viver isolados, mas agimos como seres soberanos, responsáveis pela própria experiência, em vez de sermos meras vítimas, governadas por circunstâncias externas. Isso porque agora nos lembramos de nossa Essência Divina e da unidade com o Todo, percebendo que somos feitos dos mesmos amor, luz e sabedoria que anteriormente buscávamos nos outros.

Nesta etapa intensa, acolham a verdade, independentemente do que isso lhes mostre, porque ela os libertará. Tornem-se os seres soberanos que vocês verdadeiramente são, e permaneçam sempre na Presença iluminada da sua Alma.

Tenham um eclipse abençoado e mágico, meus amados!

Com amor e luz infinitamente

Natalia Alba

 

Fonte – http://www.starseedsoul.com/

Tradução de Ivete Brito – adavai@me.com – www.adavai.wordpress.com

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O PAPEL DE UM MESTRE XAMÃ

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No mundo ocidental, hoje, mais e mais ocidentais não-tribais estão buscando um professor de xamanismo e em resposta, um número crescente de professores xamânicos estão aparecendo na tela. Mas como podemos garantir que seremos atraídos para uma pessoa autêntica, um iniciado que vai nos “servir” bem?

No início de nossa conexão com as tradições da sabedoria antiga, alguns de nós decidem procurar os professores no mundo indígena, muitas vezes através da participação em grupos de viagens ou passeios em regiões remotas do mundo. Estes passeios são geralmente acompanhados ou liderados por um especialista reconhecido ou auto-proclamados, e essas experiências podem ser intensas, emocionantes e de mudança de vida. No entanto, nós freqüentemente descobrimos que só porque alguém parece ser um especialista nem sempre o é, o conhecimento pode ser bastante limitado e superficial. Além disso, essas experiências geralmente não possuem uma conexão permanente para facilitar o nosso treinamento xamânico e desenvolver habilidades xamânicas. Assim, continuamos a busca.

Alguns de nós procuram anciãos espirituais indígenas mais perto de casa, mas geralmente descobrimos que há muito poucos agora que sabem as antigas tradições e menos ainda que desejam compartilhar sua sabedoria espiritual com estranhos. Alguns de nós têm a sorte de encontrar uma pessoa idosa que tenha optado por compartilhar os seus conhecimentos a todos, independentemente de cultura, raça ou etnia.

Há um crescente número de buscadores espirituais que se tornam conscientes do caminho do xamã através da leitura das obras publicadas de indivíduos que têm “tempo gasto” com os povos indígenas. Alguns encontram seu caminho em relação com essas pessoas, que oferecem conhecimentos, bem como formação experiencial em seminários e workshops em institutos e centros de conferências.

Para os ocidentais, os workshops experienciais oferecem oportunidades de imersão intensa na cosmovisão do xamã e sua prática. Essas configurações estruturadas fornecem ferramentas e técnicas destinadas a trazer-nos uma ligação reforçada com ajudantes do nosso espírito, os professores do nosso espírito e nossos guias, a criação de uma fundação boa para a nossa própria prática. No mundo do xamã, sempre se fala que os Mestres encontram-se realmente, do outro lado. Somente os espíritos podem transmitir o ensino verdadeiro, bem como a iniciação à fé xamanista.

Assim, o trabalho do professor xamânico autêntico é o de facilitar essa conexão …

Uma vez que o aspirante xamânico tenha sido posto em relação com seus espíritos auxiliares, o papel do professor é essencialmente exterior. Mas também é verdade que muitos retornam do trabalho como um professor singular em oficinas de formação xamânica, a fim de aprofundar a sua prática em áreas específicas como o trabalho com os espíritos ancestrais, recuperação da alma e cura transpessoal, ou a explorar as realidades dimensionais dos mundos superiores.

Ao fazê-lo, os ocidentais descobrem que as metodologias antigas do xamã, desenvolvida através de dezenas de milênios por nossos ancestrais da idade da pedra, são direitos inalienáveis de todos os seres humanos em toda parte. Se retrocedermos o suficiente, somos todos descendentes de povos indígenas tribais, ocidentais e não ocidentais iguais, e todos eles tinham grandes xamãs.

Isto significa que não é necessário que você seja um Zulu ou da Sibéria, um americano ou maia, nativo havaiano para praticar o xamanismo. A prática, o método é essencialmente o mesmo em todo o mundo. Ela pertence a todos.

Estas são algumas reflexões sobre a natureza do professor xamânico autêntico, permitindo-nos a partilhar algumas idéias, para quem está procurando um professor de xamanismo, bem como aqueles que se sentem atraídos para tornarem-se xamanistas.

Ao fazê-lo, estamos falando de mais de 27 anos de aprendizado nessa tradição intemporal, um período durante o qual temos estudado com vários Mestres no mundo exterior, tanto ocidentais e indígenas, bem como com os nossos “Maestros” no interior do espírito.

No entanto, a grande questão ainda se esconde nas sombras para nossa consideração: como você sabe quando um professor xamânico é autêntico? Como você sabe se este autor famoso ou aquela pessoa conhecida ou o indivíduo desconhecido foi autenticamente iniciado? Isso é muito importante pois se há uma coisa que os buscadores espirituais da comunidade de transformação estão procurando, é autenticidade, e aqui, a partir de nossa experiência, segue alguns pontos que vocês devem considerar.

A primeira coisa que procuramos em um líder espiritual é a humildade.

Se alguém se levanta na frente de um grupo e anuncia que é um xamã, devemos ficar com os dois pés atrás. Nenhum xamã verdadeiro reivindica este título, ele é reconhecido pela comunidade com tal. Todos os xamãs sabem que os Poderes a que têm acesso são empréstimo dos espíritos. Eles também sabem que quando um deles se torna orgulhoso, proclamando-se a este ou aquele, esta é a maneira mais rápida de perder a conexão com o Poder. Assim, todos os xamãs verdadeiros tendem a ser pessoas muito humildes. Às vezes eles usam o termo xamanista, que está alinhado com humildade.

A segunda qualidade que assistimos é a reverência.

Neste caso, a reverência se refere a uma relação ativa que se estende a tudo e a todos, independentemente de quem e quais são elas. Se você está em um grupo com um professor que é autocrático, exigente, condenando, poderá reconsiderar o seu compromisso com aquele mestre. Se você está em um grupo de viagem, onde o líder trata os moradores com desrespeito, este não é um sinal favorável.

A terceira qualidade que assistimos é a auto-disciplina.

Se você encontrou-se com um líder espiritual que é arrogante, que se expressa através da proclamação e pontificação, ou se tiver encontrado sozinho na presença de alguém que o seduz com histórias maravilhosas, que podem ou não ser verdade, você deve estrar provavelmente no lugar errado. Se ouvir que um professor conhecido viola os limites dos alunos, especificamente o sexual, o melhor a fazer é procurar uma pessoa mais digna, de confiança, para ajudar a facilitar o seu crescimento espiritual.

Quando percorremos o caminho xamânico de revelação direta, nos engajamos em uma prática espiritual que nos foi revelada por um sábio kahuna que disse: “Devemos amar tudo o que vemos com humildade, viver tudo o que sentimos com reverência, e saber a usar todo o conhecimento que possuímos com disciplina, honra e sabedoria”.

“Aqueles que buscam um xamã quando o encontram, não devem esperar movimentos mágicos.
A sua Arte é a de provocar seus demônios que tão bem escondes.
Se buscas um xamã, prepare-se para o seu silêncio.
Mantenha-se alerta quando ele mostrar toda sua sinceridade.
Mas tenha a certeza de que ele irá prepará-lo para a sua pior batalha: o encontro consigo mesmo.”

Hank Wesselman

Escritor, Antropólogo Paleontologista e Xamanista

http://www.xamanismo.com

QUEM É ORISÀ?

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Quando mencionamos os “Orisàs ou Orixás”, precisamos ter a compreensão que apesar dos Itans de Ifá, que são os contos da mitologia iorubá.
Os Orisás não são humanos, mas as grandes forças universais da natureza que passaram por um processo cultural de humanização, para que a mente humana fosse capaz de uma compreensão ainda que muito pequena, desses mistérios. Quando você se apega demais em uma determinada lenda, que conta sobre a personalidade “humana” e fatos da “vida” cotidiana de um Orisà. Nos encontramos fragmentados entre vários relatos orais sobre, reis, rainhas, outros seres humanos, rios e forças da natureza.
Foram homens e mulheres que viveram em tempos muito remotos da história, a maioria perdida em diversificadas lendas iorubás.
Quando você humaniza demais um Orisà, fica cada vez mais distante de compreender o que eles são de verdade.
A maioria dos itans (lendas) são mais para compreendermos a relação de sua atuação na natureza e a sua interação na vida humana.
Haja visto as vastas discussões… meu Orisà e assim, só veste isto, gosta daquilo, tem quizila do que se come, ou do outro Orisá.
Todos nós possuímos em nossos corpos todos os Orisàs.
E eles não estão brigando dentro de nós. Mas possuímos mesmo a todos? Sim, todos! São os elementos divinizados da natureza em nós. Exemplo; água salgada e doce, Iemanjá e Oxum. Se temos ferro no nosso sangue, temos Ogum. Os nosso ossos, são Omolu/Obaluaye.
Os elementos minerais encontrado na terra nas pedras, estão em nosso corpo, temos Xangô. Todos os elementos alquimicos que são dominados ou representados pelos Orisàs estão em nós.
Somos o todo com eles e eles conosco. Eles já fazem parte de nosso corpo físico e espiritual antes mesmo de nossa geração no ventre materno.
Esù, habita em todos nós, é o nosso juiz interior, o guardião da nossa consciência, juiz e executor das leis.
Ele é o grande abismo o grande nada de onde tudo foi gerado.
Da grande massa de energia existente no núcleo do universo onde, houve a grande explosão, a grande iluminação. O fogo vermelho, o calor gerador do universo se expandiu no negro, na escuridão e iluminou o grande vazio. O negro ou preto, foram as primeiras cores geradas, por esse motivo os “Baras” são representados nestas duas cores. Do seu encontro nasceu a incandescência branca da iluminação. As cores vermelho e preto, geraram a luminescência branca. Que foi o caminho e a cor dos outros Orisàs gerados, os brancos ou “Fun Funs”. Essas forças desceram a terra para lhe dar forma e seus corpos elementais formaram a Terra, as criaturas e os homens.
De outros planos desceram e ascenderam os seres espirituais.
Esù/Bara, e neutro, nem bom, nem mau. Elemento controlador do equilíbrio. Assim como nos processos da natureza, não são bons ou maus. Apenas trabalham a dualidade destas forças. Os homens precisam ter bom entendimento de seus Odus (Destinos) , e fé para poderem se guiar entre eles.
O que nomeamos deuses, Orisàs, são em um entendimento maior, as grandes consciências vivas de matéria e energia.
Energias essas, incompreensíveis para os padrões da mente humana . Orisà é bem mais que qualquer “itam” ou história humanizada possa nos contar.
Orisàs são mistérios que levarão ainda milhares de anos para que a humanidade possa compreende-los mais um pouco.
Estão bem além da vaidade humana, sabendo de nossa pequenez no universo, onde somos apenas um ponto dentro de uma pequena galáxia, que esta orbitando na periferia de outras duzentas bilhões de galáxias. Que não sejamos orgulhosos, vaidosos e egoístas, em relação aos Orisàs. Pois não somos mais que ínfimas faiscas de seus gloriosos reflexos.
Orisàs não são as roupas de luxo, as contas de cristal e muranos, não são as paramentas reluzentes. Embora mereçam, sim o nosso melhor, a nossa maior dedicação, nada é rico ou luxuoso demais para homenageá-los. Mas lembremos sempre em nossos corações. Orisà é natureza, é folha, água, vento, fogo, terra, é a vida nas suas formas mais simples e puras. É a palha mariô, o pano branco de algodão, a quartinha de barro, o coração puro e a mente em paz.
Que os Orisàs sejam sempre louvados e amados de nosso mais profundo sentimento. Pois quando praticarmos o louvar do Orisà desta forma, estaremos verdadeiramente mais perto dos Orisàs divinos, puros e não dos humanizados cheios de defeitos, egos e vaidades construidos por histórias de homens e não por eles.

Asé Motumba Orisà!

Sacerdote: Valdir Callegari

https://www.facebook.com/valdircallegari

O QUE APRENDI COM OS ORIXÁS

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*Exus* me ensinaram que se deseja algo, têm que conquistar !!!

*Pombogiras* me ensinaram que amor verdadeiro é conquistado, não amarrado.

*Caboclos* me ensiaram que a felicidade é uma permissão que temos que nos dar.

*Boiadeiros* me ensinaram que os verdadeiros amigos são os que permanecem do meu lado sempre.

*Erês* me ensinaram que a fé é o único sentimento puro que existe

*OXUM* me ensinou que o amor vale mais que o ouro.

*Omulu* me ensinou que não existe sofrimento que não acabe.

*Ogum* me ensinou que não existe vitória sem luta.

*Oxóssi* me ensinou que só a coragem é o suficiente pra realizar meus sonhos.

*Xango* me ensinou a acreditar na justiça divina, não na minha.

*Oxumare* me ensinou que arrogância não nos leva a bonança.

*Iansã* me ensinou a vencer as tempestades da vida com a cabeça erguida.

*Íyewá* me ensinou que é melhor ferir com verdades do que iludir com mentiras.

*Oba* me ensinou que nem todos são amigos, que a traição vem de onde menos esperamos.

*Iemanja* me ensinou que ser boa não é ser boba ou deixar que nos pisem.

*Nanã* me ensinou a ter paciência e mais certeza em nossos sonhos e objetivos.

*Oxalá* me ensinou que para ser bom não precisa ser santo, mas que eu não passe por cima dos outros pra ter o que quiser.

*Zambi* me ensinou que ele não tira nada de mim, mesmo que seja pra me dar algo melhor.

*Olorum* me ensinou que tudo que eu conquisto é mérito meu, fazer permanecer comigo é meu mérito também e se for possível e eu fizer por merecer ele me dará muito mais coisas sem me tirar o que já tenho…

Boa noite!

 

Por: Philippe Bandeira de Mello – Terapeuta Junguiano e Transpessoal (formado em Psicologia), Supervisor Clínico e Terapeuta de Vidas Passadas

13 de Maio é “Dia de Preto Velho”

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Dia 13 de Maio quando relembramos a histórica “Abolição da Escravatura” no Brasil, é comemorado na umbanda o “Dia do Preto Velho”.

Os Pretos Velhos representam o espírito de superação e transcendência de toda a tortura e sofrimento vividos por escravos no passado; quando homens negros eram tratados como objetos de comércio e lucro dos grandes senhores.

Os Pretos Velhos após sucessivas reencarnações transformam-se em espíritos de luz guias mediúnicosmuito eficazes para trabalhar em diversos setores.

Pretos Velhos são espíritos guias de elevada sabedoria,feiticeiros poderosos que dominam a “arte” do uso das ervas para trabalhar medicamentos espirituais e feitiços em diversas áreas.

Espíritos misericordiosos, não costumam deixar de atender aos pedidos de seus filhos, por isso não deixe de entregar suas oferendas com seus pedidos neste dia.

VIBRAÇÕES DE PRETO VELHO

Quando falamos em Preto Velho, nos vem à mente quatro palavras básicas: calma, sabedoria, humildade e caridade.

Voltando no tempo, durante o período colonial brasileiro, as grandes potencias européias da época subjugaram e escravizaram negros vindos de diversas nações africanas, transformando-os em mercadorias, seres sem alma, apenas objetos de venda de trabalho.

Nesse mercado, os traficantes negreiros costumavam se utilizar de maneiras diversas para conseguir arrebanhar sua “mercadoria”: chegavam surpreendendo a todos na tribo, separavam, é claro, sempre os mais jovens e fortes. Costumavam buscar os negros nas regiões Oeste, Centro-Oeste, Nordeste e Sul da África. Trocavam por outras mercadorias, como espelhos, facas e bebidas, os que eram cativos oriundos de tribos vencidas em guerra e trazendo como escravos os que eram vencidos.

No Brasil, em principio os escravos negros chegaram pelo Nordeste; mais tarde, também pelo Rio de Janeiro. Os primeiros a chegarem foram os Bantos, Cabindos, Sudaneses, Iorubas, Minas e Malés.

Para a África, o trafico negreiro custou caro: em quatro séculos foram escravizados e mortos cerca de 75 MILHÕES de pessoas, basicamente a parte mais selecionada da população.

Esses negros, que foram brutalmente arrancados de sua terra, separados de suas famílias, passando por terríveis privações, trabalharam quase que ininterruptamente nas grandes fazendas de açúcar da colônia. O trabalho era tão árduo, que um negro escravo no Brasil não chegava a durar dez anos.

Em troca de tanto esforço, nada recebiam, a não serem trapos para se vestir e pão para comer, quando não eram terrivelmente açoitados nos troncos pelas tentativas de fuga e insubordinação aos senhores. Muitas vezes, reagiam a tudo suicidando-se, evitando a reprodução, matando feitores, capitães-do-mato e senhores de engenho.

O que restava ao negro africano escravo no Brasil era sua fé, e era em seus cultos que ela resistia, como um ritual de liberdade, protesto a reação contra a opressão do branco. As danças e cânticos eram a única forma que tinham para extravasar e aliviar a dor da escravidão.

Mas, apesar de toda a revolta, havia também os que se adaptavam mais facilmente à nova situação. Esses recebiam tratamento diferenciado e exerciam tarefas como reprodutores, caldeireiros ou carpinteiros. Também trabalhavam na Casa Grande, eram os chamados “escravos domésticos”. Outros, ainda, conquistavam a alforria através de seus senhores ou das leis (Sexagenário, Ventre Livre e Lei Áurea). Com isso, foram pouco a pouco conseguindo envelhecer e constituir seu culto aos Orixás e antepassados, tornando-se referencia para mais jovens, ensinando-lhes os costumes da Mãe África. Assim, através do sincretismo, conseguiram preservar sua cultura e religião.

ATUAÇÃO DOS PRETOS VELHOS
Esses são os Pretos Velhos da Umbanda, que em suas giras nos terreiros representam a força, a resignação, a sabedoria, o amor e a caridade. São um ponto de referencia para aqueles que os procuram, curando, ensinando e educando, aos encarnados e desencarnados necessitados de luz e de um caminho a trilhar.
Um Preto Velho representa a humildade, jamais demonstrando qualquer tipo de sentimento de vingança contra as atrocidades e humilhações sofridas no passado. Pretos Velhos ajudam a todos, independente de cor, sexo ou religião.
Em sua totalidade, não se pode afirmar que as entidades que se apresentam nas giras são os mesmos Pretos Velhos escravos. Muitos passaram por ciclos reencarnatórios e podem ter sido em suas vidas anteriores médicos ou filósofos, ricos ou pobres, e, para cumprir sua missão espiritual e ajudar aos necessitados, escolheram incorporar a forma de Pretos Velhos. Outros, nem negros foram, mas também escolheram essa forma de apresentação.
Muitos podem estar perguntando: “Mas então os Pretos Velhos não Pretos Velhos?”. A explicação é simples: todo espírito que já alcançou determinado grau de evolução tem a capacidade de descer sob qualquer forma passada, pois é energia pura, a forma é apenas uma conseqüência da missão que vem cumprir na Terra. Podem também, em locais diferentes, se apresentarem como médicos, Caboclos ou até Exu, depende do trabalho a que vêm realizar. Em alguns casos, se tiverem autorização, eles mesmos nos dizem quem são.
MENSAGENS DE PRETO VELHO
A principal característica de um Preto Velho é a de conselheiro; para alguns, são como psicólogos, amigos e confidentes, para outros, são os que lutam contra o mal com suas mirongas, banhos de ervas, pontos riscados, sempre protegidos pelos Exus de Lei.
A figura de um Preto Velho representa a paciência e a calma que todos sempre devemos ter para evoluir espiritualmente, essa é a sua principal mensagem.
Certas pessoa costumam procurar um Preto Velho apenas para resolver problemas materiais, usando os trabalhos na Umbanda para beneficio próprio, esquecendo de ajudar ao próximo. Quanto a isso, esses maravilhosos Espíritos de Luz deixam sempre uma importante lição, a de que essas pessoas, preocupadas apenas consigo próprias, são escravas do próprio egoísmo, mas sempre procuram ajudá-las brincando de “pedir obrigações”. Mas em meio a essas pessoas, sempre haverá os que podem ser aproveitados, que em pouco tempo vestirão suas roupas brancas, descalçarão seus pés e farão parte dos trabalhos de caridade do terreiro. Essa é a sabedoria do Preto Velho, saber lapidar o que há de bom em cada um de nós.
Pretos Velhos levam a força de Zambi a todos que buscam aprender a encontrar sua fé, sem julgar ou colocar pecado em ninguém, mostrando que somente o amor a Deus, ao próximo e a si mesmo, poderá mudar sua vida e seu processo de ciclos reencarnatórios, aliviando os sofrimentos cármicos e elevando o espírito. Assim fortalecem a todos espiritualmente, aliviando o peso do fardo de cada um, e cada um pode fazer com que seu sofrimento diminua ou aumente, de acordo com a forma de encarar os acontecimentos de sua vida: “Cada um colhe o que plantou. Se plantares vento, colherás tempestade. Mas, se entender que lutando poderá transformar seu sofrimento em alegria, verá que deve tomar consciência de seu passado, aprendendo com os erros, galgando o crescimento e a felicidade futura. Nunca seja egoísta, sempre passe aos outros aquilo que aprende. Tudo que receber de graça, deverá dar também de graça. Só na fé, no amor e na caridade, poderá encontrar seu caminho interior, a luz e Deus” (Pai Cipriano)
APRESENTAÇÃO DA ENTIDADE
O termo “Velho, Vovô e Vovó, são usados para mostrar sua experiência, pois, quando pensamos em alguém mais velho, entendemos que este já viveu muito mais tempo do que nós, com coisas para nos passar e historias para nos contar através de sua longa experiência. No mundo espiritual isso é bastante parecido, e a característica da entidade Preto Velho é sempre o conselho.
Suas vestes são bem simples e não necessitam de muitos apetrechos para trabalhar, apenas da concentração e atenção de seu médium durante a consulta. Costumam usar cachimbo, lenços, toalhas e algumas vezes fumo de corda ou cigarro de palha.
Sua incorporação não necessita de dançar ou pular muito. A vibração começa com um “peso” nas costas, fazendo com que o médium incline o corpo para frente, sempre com os pés bem fixos no chão. Andam apenas para as saudações ao Atabaque, Conga e Babalorixá. Atendem sentados praticando sua caridade. Raras às vezes alguns mantêm-se em pé.
Sua simplicidade se manifesta em sua maneira de ser e de falar, sempre usando um vocabulário simples. A maneira carregada com que falam é para mostrar que são bastante antigos.
A Linha de Preto Velho possui suas características gerais, mas cada médium tem uma coroa diferente, determinando as diferenças entre os Pretos Velhos.
As diferenças ocorrem porque cada Preto Velho trabalha em nome de um Orixá, utilizando a essência de cada força da natureza em sua atividade. Essas diferenças são facilmente percebidas na forma de incorporação.
Retirado da Revista Espiritual de Umbanda (Edição Especial 1 Editora Escala) – Pesquisa e texto: Virgínia Rodrigues
Referencias Bibliográficas:
– Portal Guardiões da Luz
– Luz da Fraternidade
– Revista USP nº 28 – As Religiões Negras do Brasil
– As Religiões Negras do Brasil
Vídeo em Homenagem aos Nossos Anjos de Aruanda, nossos Amanos Pretos e Pretas Velhas:

Salve os Pretos Velhos e Pretas Velhas no dia de Hoje!