A Grande Mãe, O Princípio Do Eterno Feminino

 

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A Grande Mãe representa a Energia Universal Geradora, o Útero de Toda Criação. Na Sagrada Tradição, a Deusa se mostra com três faces: a Virgem, a Mãe/Amante e a Anciã, sendo que esta última ficou mais relacionada à bruxa na imaginação popular. A Deusa Tríplice mostra os mistérios mais profundos da energia feminina, o poder da menstruação.

A Grande Mãe é a face mais conhecida da Deusa e pela qual Ela é mais chamada desde o começo dos tempos. A Deusa como Mãe simboliza aquela que dá a vida, mas também pode tirá-la, assim como tudo na Natureza. Ela se preocupa com seus filhos, ela é fértil, sexual, justa, segura de si.

Podemos entrar em contato com a Divina Mãe sempre que tivermos que fazer qualquer tipo de escolha, pedir bênçãos e proteção, agradecer por algo conseguido, pedir conselhos sobre que caminho tomar, ou mesmo quando busca estar em paz.

Como as outras faces, a Mãe também foi representada em diversas culturas do mundo e teve muitos nomes, tais como Deméter, Isis, Freya.

A adoração a uma Deusa Mãe foi a primeira forma de religiosidade dos povos antigos, mesmo no período Paleolítico. Há muitas evidências arqueológicas cerâmicas e pinturas nas cavernas que mostram esta realidade.

Uma grande evidência desse culto antigo vem das numerosas estátuas de mulheres grávidas com seios, quadris, coxas e vulvas exagerados. Os arqueólogos chamam essas imagens de “Vênus”. Tais estátuas foram encontradas na Espanha, França, Alemanha, Áustria, Checoslováquia e Rússia e parecem ter pelo menos dez mil anos.

São objetos particularmente interessantes porque mostram que a fertilidade da mulher era vista como sagrada. Talvez por isso exista uma relação tão grande entre a mulher e a Terra como um todo, pois os antigos viam como a Energia Criadora, que dava à luz uma nova vida, era feminina.

No entanto, que isso jamais teve o intuito de afirmar que os povos antigos acreditavam única e exclusivamente numa Grande Mãe; afirmar isso seria ignorar toda a crença politeísta que guiou os dias de hoje. O Sagrado Feminino não significava UM Sagrado Feminino, mas a sua representação.

Os seguidores da Sagrada Tradição veem o Sagrado Feminino como “A Deusa dos Mil Nomes”, em função da variedade de cultos a deusas em toda a história das civilizações.

Isto não significa que exista, na verdade, uma só Deusa que tenha tantas faces, mas que todas essas faces sejam divindades distintas. A denominação única “Deusa” não nos leva a um monoteísmo; pelo contrário! Apenas usamos para denominar essa crença no Sagrado Feminino como um todo.

Podemos entrar em contato com a Divina Mãe sempre que tivermos que fazer qualquer tipo de escolha, pedir bênçãos e proteção, agradecer por algo conseguido, pedir conselhos sobre que caminho tomar, ou mesmo quando busca estar em paz.

Oração da Grande Mãe

A sua Arte, Senhora, veio à luz.
Quem poderá escapar de seu poder?
Sua forma é um eterno mistério;
Sua presença paira
Sobre as terras quentes.
Os mares te obedecem,
As tempestades de acalmam.
A sua vontade detém o dilúvio.
E Eu, tua pequena criatura,
Faço a saudação:
Minha Grande Rainha,
Minha Grande Mãe!

Fonte: http://wicca.sucessoecultura.com/

As quatro faces da Deusa – Quando as quatro faces do masculino descobrem sua contraparte…

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O mundo contemporâneo assiste a transformações intensas e rápidas.

Quase que diariamente  modificações importantes ocorrem nos mais diversos setores.

Crise é uma palavra repetida e sentida em todos os meios.

Estamos vivendo os efeitos devastadores de um modo de vida que se mostrou não natural, não ecológico e não evolutivo.

Vivemos destruindo nossos recursos,  ignorando o bem estar das próximas gerações.

O velho procedimento de muitos povos indígenas segundo o qual cada ato deve ser pensado em suas conseqüências  até a  sétima geração perdeu-se completamente  neste mundo consumista e imediatista.

Quantos  compreendem que a Terra é como um aquário,  com recursos finitos?

Fome, doenças, guerras, destruição ambiental,  crises sociais, enfim uma longa lista de desequilíbrios pode ser aqui  descrita.

Mais do que nunca necessitamos estar plenos em nós mesmos para lidar com esses desafios e ainda realizarmos algo na busca de um equilíbrio maior .

Que mundo deixaremos para nossos descendentes?

As graves questões levantadas pelo nosso dia  a dia não podem ser respondidas satisfatoriamente enquanto continuarmos a ser esses entes fragmentados, neuróticos, isolados de nós mesmos.

Temos que recuperar nossa totalidade se desejarmos de fato  auxiliar nessa guerra entre as forças da consciência e da inconsciência que é travada instante a instante.

A crise que o mundo atravessa tem uma de suas causas  na negação do feminino.

Portanto a volta do feminino não deve  ser encarada como um  fenômeno passageiro, uma excentricidade ou um movimento inovador, descontextualizado .

É  antes de mais nada o equilíbrio se restabelecendo.

Este ponto é fundamental .

Quando o feminino foi perdido, quando as doutrinas patriarcais subjugaram as velhas tradições e impuseram seus valores limitados ao mundo, não foi apenas a mulher que perdeu.

Nós homens também muito perdemos,  pois cada homem traz dentro de si a  ânima, aspecto complementar e importante de sua psique que mal trabalhada nos torna menores e menos humanos.

Quando a Deusa foi oculta e seu arquétipo deturpado pelo clero machista e patriarcal, não apenas a mulher   deixou de ter acesso ao seu imenso potencial , como nós homens, também  perdemos uma parte profunda de nós  o que nos tornou menos homens, nos reduzindo a máquinas , a  machos,  machucados  por termos perdido parte de nossa realidade.

E desde então seguimos desanimados por termos sido subtraídos de aspectos de nossa ânima.

O renascer do feminino.

Após tanto tempo dominados por uma cultura patriarcal que nega os valores femininos e leva a uma abordagem linear e fragmentada da realidade estamos vivendo novamente o renascer do feminino em nossa cultura.

Exausta  após uma longa dominação  por paradigmas que nos levaram a esse momento onde  vivemos sob a ameaça de  extermínio não só da raça humana mas de toda a vida , a crise ecológica sem precedentes, o caos social, observamos a humanidade em busca de novos caminhos.

E sendo o feminino a contraparte natural do masculino e mais ainda, a força predominante da natureza  é sua volta que marca  um passo real na busca desse equilíbrio perdido.

Há uma relação dinâmica, podemos dizer dialética, entre os princípios feminino e masculino  e qualquer subjugação de um pelo outro resulta em desequilíbrio, em desarmonia.

Mas como nós homens podemos   participar dessa  volta do feminino?

De que forma nós, Xamãs desses tempos, percebemos tal movimento?

O 4 é um número sagrado.

Para todas as culturas, em vários  locais e em várias épocas vamos encontrar o  4 como número  símbolo da base e da estabilidade.

Assim temos as quatro direções, os 4 elementos e tantos outros níveis de manifestação do 4.

As 4 faces da Deusa, entendendo por Deusa uma símbolo da energia feminina.

Mas o que é a energia feminina?

Como ela se distingue da masculina?

Antes da diferenciação, antes da vinda do  Yin e do  Yang , do homem e da mulher,  há o Tao,  o andrógino que em si reúne as duas polaridades.

Em primeiro momento onde há apenas um Todo indiferenciado a vagar em si mesmo.

Então num certo momento esse Todo emana de si mesmo e a manifestação tem início.

O Todo emana uma parte de si mesmo.

O grande Dragão indiferenciado  bota um ovo e o envolve.

Desse ovo nasce o mundo tal qual o compreendemos.

Neste processo  surge em primeiro plano a energia  indiferenciada,  andrógina, plena.

Depois num outro momento ocorre a diferenciação , quando dois aspectos desse mesmo Todo tomam  forma e aqui encontramos  o primeiro masculino e o primeiro feminino.

Temos que ter muita sutileza para realmente compreender esse processo, pois os referenciais  de nossa cultura podem nos confundir , uma vez que eles desprezam, de forma explicita ou implícita o feminino.

A energia que estimula a vida é tida como masculina, e a que gera como feminina.

É dialética a relação que se estabelece entre essas duas forças, nenhuma é mais importante ou mais  “potente”.

São complementares, oriundas e impregnadas da mesma fonte, apenas aspectos diferentes no mundo da manifestação.

Dimensão, dois, di, tudo que o que aqui se manifesta é  dual.

Masculino e Feminino são  dois  momentos de manifestação da  inenarrável energia original da qual emanamos, a mesma que mais tarde vai ser usada pelas  hierarquias criadoras para  criar mundos e seres.

Em 4 momentos vamos encontrar essa energia.

Podemos tecer analogias.

As  4 estações,  as quatro fases da lua. Os quatro momentos do dia: manhã, tarde, noite e madrugada.

Assim encontramos as 4 faces dos Deuses e das Deusas.

O menino, o amante, o pai e o ancião.

A menina, a amante, a  mãe e a anciã.

Cada um desses aspectos revela no homem e na mulher  uma manifestação da Totalidade em si.

Temos cada um  desses quatro aspectos em nós, mas cada um  tem um desses aspectos mais  forte, mais ativo em nossa psique.

Em nossa vida passamos por estes quatro aspectos.

Podemos  chamá-los ; infância, juventude, maturidade e velhice.

E podemos vive-los de forma mais ou menos intensa e consciente, mas eles estão em nossas vidas se nós estivermos de fato vivos(vivas)  e não apenas sobrevivendo como é mais comum.

Uma coisa que perdemos em nossa cultura ocidental, vamos chamar assim a esta cultura dominante que hoje nos escraviza com seus (pré) conceitos,  são os ritos de passagem.

Deixamos de marcar, comemorar e ritualizar, os momentos de passagem de um estado para outro.

Assim o menino e a menina não mais percebem quando deixam esse estado e se tornam jovens, e o adulto não mais  tem sua entrada nessa fase marcada por ritos que re-atualizam suas lembranças de estar numa nova fase de sua vida, tão pouco a  idade da sabedoria é marcada por algum sinal.

Com esta ausência dos ritos de passagem, perdemos nós enquanto indivíduos e perde a sociedade como um todo por deixar de ter pessoas realmente integradas em seu seio.

Essa perda dos ritos de passagem,  os quais ainda existem nas  culturas chamadas primitivas, priva-nos de perceber nossa sincronicidade com o  Transcendente e com os arquétipos universais .

E nos impedem de mergulhar em nós mesmos e descobrirmos as faces do Deus e da Deusa em nosso interior.

E como compreender  a Divindade  quando a ignoramos em nós mesmos?

Cada mulher traz o ânimus em si e cada homem traz a ânima.

Não podemos mais seguir com  a vida , assim tão desanimados , como vemos as pessoas em nosso cotidiano.

É necessário re-atualizar nosso elo com a Totalidade  e só como seres completos podemos realizar esse rito de união.

Portanto a redescoberta do feminino não é um caminho apenas das mulheres.

Houve uma perda para nós homens também e a nós cabe uma jornada iniciática de recuperação de nossa ânima.

Há ainda outro ponto importante.

Fala-se muito na perda do feminino e na sua volta, no seu redescobrir.

Mas quem disse que  temos o masculino de fato presente?

Pois a cultura dominante é segmentada, neurótica e esquizofrênica, realmente patológica.

Se  um indivíduo fosse clinicamente  considerado incapaz de viver em harmonia no seio da sociedade e seus atos representassem perigo à vida e ao bem estar de sua coletividade, nós não  cuidaríamos para que fosse internado e não pudesse ter  acesso a qualquer  meio de tornar reais as ameaças que nele vemos expressas?

Dentro deste princípio simples, só nossa profunda  ignorância do valor da vida nos leva a aceitarmos os governos estabelecidos , com sua loucura suicida  e desequilibrada.

Temos que compreender que não está o masculino  de fato presente em nossa cultura.

A cultura dominante é hoje regida por um clero patriarcal e  neo cristão.

Seus valores são anti ecológicos, predadores, valorizando uma relação parasitária com outros povos e nunca  optando por saídas inteligentes que envolvessem o comensalismo ou a simbiose.

A guerra foi transformada numa industria e uma grande parte dos recursos naturais  e muitas   mentes brilhantes estão empregados agora em  construir armas com maior capacidade de exterminar a vida, ao invés de preservá-la.

E através de uma intensa campanha  de propaganda valores falsos são impostos à pessoas despreparadas para tal  “lavagem cerebral”   via mídia.

Assim o homem perde sua  condição original e se torna apenas um macho.

E o macho não é homem, não é pleno, é  doente, machucado, por negar o feminino que traz em si.

Escondendo a dor de sua incompletude  em atitudes belicosas, em lutas pelo poder, o poder sobre outros , pois é incapaz de ser senhor de si mesmo.

Incapaz de amar, pois não ama a si mesmo,  está só, frustado e carente, escondido nas máscaras de senhor e de poderoso, mas , como o mágico de Oz, é apenas uma criança projetando uma falsa imagem. Infelizmente sem a sensibilidade deste.

Raros homens conseguem realmente amadurecer.

A maioria  estaciona na fase da puberdade e ficamos assistindo a seus jogos adolescentes por toda a vida, mudando o nível do jogo, mas ainda em disputas dentro de valores de ter e se firmar perante o meio, respondendo a padrões  completamente adolescentes e imaturos.

O ser humano está incompleto.

E incompleto não consegue a harmonia.

Não encontrando  sua contraparte dentro de si mesmo, não a reconhece no exterior.

Privando-se de um real contato com  as mulheres à volta, apenas usando das fêmeas que conhece para  que os impulsos biológicos determinados pela raça se satisfaçam e suas imensas carências tentem ser sanadas.

Então a sexualidade acaba se tornando uma outra arena de poder, onde o prazer , orgasmo pleno entre os parceiros é  perdido.

Isolados de sua plenitude homens e mulheres,  robotizados, menos que humanos, caminham em vidas estéreis, sem amor,  em jogos de  poder e dominação, de insegurança e medo, por não estarem completos em si mesmos e assim buscam fora o que está dentro de si .

Convido assim você que lê este texto a mergulhar comigo nas  questões que pretendo aqui trazer a tona, a não apenas ler , mas a meditar de fato, a dar sua opinião e enriquecer esse debate.

Um exemplo claro  está na lenda de antigos povos  da região do médio oriente,   recontadas pelos hebreus.

Nesta lenda  o homem, a mulher e a serpente são símbolos para os três centros que trazemos em nós.

Assim  a  serpente  é quem indica  à mulher algo que esta transmite ao homem.

Por conta dessa lenda e da interpretação literal de seu simbolismo  ficou a mulher marcada em todas as  religiões que mais tarde surgiram dessa tradição  como um ser  inferior através do qual o  ‘pecado’ entrou  no mundo.

Isso está profundamente gravado na psique de muitos povos e é difícil dar o primeiro passo que  é  entender ser essa lenda um símbolo,  uma   alegoria.

Em muitos outros povos as lendas foram deturpadas e a mulher foi afastada de sua essência pelo medo das forças patriarcais dominantes.

Como povos indígenas brasileiros, que contam de Jurupari.

Antes dele só as mulheres podiam exercer os ofícios mágicos, mas ele veio e  roubou delas o poder, e agora as flautas mágicas não podem ser vistas ou tocadas pelas mulheres, só pelos homens em suas festas.

Esse afastamento da mulher do núcleo das religiões sempre foi justificado com essas interpretações equivocadas das lendas antigas.

Como bem coloca Freud temos uma educação religiosa muito intensa quando ainda somos muito novos e nossa educação sexual em contrapartida é  atrasada.

E  hoje, na  erAIDS se ensina  sexo sob o signo do medo, da Morte, quantos “ orientadores  sexuais” frustados e  irrealizados em  sua  própria  sexualidade  estão hoje  ensinando adolescentes  que  sexo é morte, é medo. Eros confundido  com  Thanatos  e  Fobos.

E religiosamente transformamos  belos mitos em moralismos  tacanhos .

Conceitos complexos são apresentados antes que nossa mente esteja madura para com eles lidar.

Por isso fica difícil lidar com tais idéias, eles estão armazenados em níveis pré racionais, cercados de medo.

O primeiro passo para podermos mergulhar na questão do feminino é  desfazer em nós mesmos essa confusão que nos  deram como parte de nossa educação.

Raríssimas pessoas conseguem escapar dessa armadilha.

Mas sem sair dela tudo o que podemos alcançar intelectualmente pode se desfazer subitamente.

Portanto mergulhar no feminino e resgatar seus valores é  enfrentar os paradigmas que fizeram da civilização euro-burguesa que nos domina  aquilo que ela é hoje.

Sim ,  resgatar  a  princesa  oculta no fundo da caverna é enfrentar os monstros que deixaram  a guardá-la.

É uma verdadeira jornada iniciática, em busca da  princesa que dorme na alta torre, ornando-lhe   a fronte ,uma grinalda de hera.

E o buscador a principio é dela ignorado, ele para ela não existe, ela para ele é ninguém.

Mas um dia, após vencer a estrada e os perigos que nela estavam, ele poderá entrar na torre, levar a mão , erguer a hera, e descobrir que ele mesmo era a princesa que dormia.

Essa frase, transcrita de um poema de Fernando Pessoa mostra bem a fundamental  importância desse reencontro com o feminino.

Yin e Yang são conceitos complexos.

Eles  indicam polaridades e não devemos nos esquecer que  o Yin traz o jovem Yang dentro de si e o Yang traz o jovem Yin dentro de si.

Não se opondo, mas se complementando,  se substituindo na dança cósmica da manifestação universal. Uma dança, um fluir por momentos da existência .

Como numa equação de balanceamento químico, se alteramos qualquer dos dois lados do processo o Todo sofre com isso.

Descaracterizando o  feminino acabamos por  descaracterizar o masculino também e  é nesse ponto que insistimos quando dizemos que o retorno do feminino não é apenas  interessante as mulheres, mas nós mesmos, homens, vamos recuperar nossa plenitude a medida que os valores femininos forem restaurados em sua plenitude.

O conceito de força e fragilidade é outro par de idéias que muito foi deturpado.

Este conceito ficou tão arraigado, estereotipadamente, que  a cultura dominante conseguiu fazer com que a maioria das pessoas os aceite como naturais sem se deter para um questionamento mais sensato.

O homem é forte, a mulher é frágil.

Alguns pensadores chegam a usar o termo feminino como sinônimo de  fragilidade, fraqueza e comportamento histérico.

Falam de valores viris e de homens que  ao desequilibrarem-se  ficam como mulheres frágeis e histéricas.

Tal deturpação do sentido do feminino mostra quão longe estamos da harmonia em nossa cultura e o quanto precisamos trabalhar para restabelecê-lo .

Ao mesmo tempo atribuem ao masculino a potência, a força.

A violência, a  “hybris”  fica confundida com um valor de virilidade e  desde   Francis Bacon os cientistas, homens, falam em  explorar a Terra, arrancar da natureza seus segredos.

São conceitos  tidos até  como “naturais”  por muitos pensadores.

Entretanto uma observação atenta das mulheres nos leva a conclusões diametralmente opostas.

Há uma cena evocada por Frank Herbert em um dos  livros da série Duna.

Ele fala  de uma mulher  tocando um arado, um filho pequeno amarrado  em si.

Essa mulher está ali, trabalhando pela manutenção da vida. Ela é o elo da vida.

Seu filho mais velho e seu marido?

Estão em alguma guerra , convocados por algum senhor feudal que se sentiu ofendido por  atitudes  tolas de um de seus pares. Homens em brigas imaturas e egóicas.

Caminhando em morte suas vidas.

Esses homens em guerra serão lembrados pelos livros de história, mas o elo da vida, a força da sobrevivência da espécie  está nessa mulher, simples, anônima  com o filho ao lado,  tocando com esforço o arado, para que a Terra continue dando  o que comer.

O barão ladrão que convocou a guerra terá seu nome citado e provavelmente ao passar por esta cena não perceberá que nela está a força da vida e da continuidade. Tudo destruirá.

Ele será tido por herói,  mas é apenas um desequilibrado gerando mais  desequilíbrio, enquanto a força da vida continua, quase imperceptível, mas com toda sua força em mulheres como esta.

Amplo  tema a ser meditado. Com cuidado e atenção.

Por: Julio Cesar Guerrero – http://www.imagick.org.br

A Deusa Tríplice, a Donzela, a Mãe e a Anciã

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A Deusa não governa o mundo de um lugar distante e transcendental. Ela é o mundo, Ela está no mundo. Ela é tudo que existe, existiu e existirá.

As forças de criação, manutenção e destruição fazem parte do ciclo da vida e da Natureza. A Grande Deusa é então a criadora, a nutridora e a destruidora, é a Deusa Tríplice, pois ela contém o ciclo contínuo de vida, morte e renascimento. Ela é a Donzela, a Mãe e a Anciã.

A lua por ser uma grande representante das energias femininas e da Deusa, simboliza as suas três faces. Mas as correspondências não param por aí e no ciclo anual do sol – que como força criadora era associado à Deusa antes das sociedades patriarcais – também encontramos as três faces da Deusa. O que não é de se admirar, já que toda a existência é composta destes aspectos tríplices, queiramos nós ou não, pois não há como fugir dos ciclos de vida, morte e renascimento. Pensando bem, por que haveríamos de querer fugir de um ciclo tão harmônico, justo e vital? E não é só isto, por que não nos sintonizamos com estes ciclos já que também somos natureza?

A mulher que é a máxima representante da Deusa por carregar a força do Sagrado Feminino com sua habilidade de criar, gerar e nutrir, se afina naturalmente com a energia da Deusa Tríplice. Não é por acaso que em épocas em que era mais íntima do Sagrado Feminino e mantinha uma conexão direta com suas energias, a mulher sintonizava o seu ciclo menstrual com as fases da Lua, geralmente ovulando na Cheia e menstruando da Minguante para a Nova.

E que significam estes aspectos  da Deusa Tríplice? Como já disse, a Deusa rege toda a Natureza e toda a existência. Ela Rege, sendo regida por Ela própria; Ela cria, sendo Criação de si mesma. Ela É e Está em tudo! Assim, dentro de seu ciclo de criação temos os seus apsectos de Donzela, Mãe e Anciã, representando as fases da vida. Por isto a Grande Deusa ser conhecida também como Deusa Tríplice. Vamos conhecer estas suas três faces.

A Donzela, representada pela Lua Nova a Crescente, simboliza os novos começos, a juventude, a esperença, as sementes, o crescimento, a vitalidade, o lúdico. Como Deusa Ela aparece enaltecendo sua beleza, feminilidade e sexualidade. Muitas vezes é denominada de virgem, mas não no sentido de abstinência sexual. E sim de não pertencer a ninguém, em ser livre e completa em si mesma.

A estação do ano correspondente à Donzela é a primavera, e dentre as Deusas Donzelas inumero algumas: Pérsefone (grega), Ártemis (grega), Diana (romana), Eostre (germânica), Aine (celta), Branwen (celta), Bast (egípcia).

A Lua Cheia traz o aspecto Mãe da Deusa. Ela é aquela que nutre, protege e ama incondicionalmente; Ela é fértil e próspera. Sua sexualidade é exuberante e também a Sua beleza. Ela está plena de Sua potência e força vital. Muitas vezes a Deusa Mãe é representada grávida, ou com vários seios, ou com seu filho nos braços, representando o Deus que renasce de seu ventre.

Sua estação é o verão e algumas das Deusas Mãe são: Deméter (grega), Ísis (egípcia), Danu (celta), Freya (nórdica), Lakshmi (indiana), Maeve (celta), Inanna (suméria), Kuan Yin (chinesa).

A Deusa como Anciã vem com a Lua Minguante. Ela é a parteira, a Bruxa, a Mulher Sábia, pois é a Senhora da Sabedoria e conhece o oculto e a magia. É a Rainha dos Mistérios e também Deusa da Cura. Ela rege os finais, o desapego, o conhecimento, as transformações e a morte. Lembrando que a morte contém a vida (e vice-versa), e assim como a Lua que mingua desaparecendo no Céu, ressurgindo Nova para iniciar um novo ciclo, a vida se reinicia num ciclo contínuo de vida- morte-vida.

Também estamos sempre nos transformando, abrindo e fechando ciclos. Alguns procuram estas mudanças, outros resistem em vão e parecem mortos-vivos. As podem ser sutis e internas, mas uma mudança de energia e percepção ocorre e, daí, tudo se torna novo, mesmo que aparentemente nada tenha mudado.

O meio do outono e o inverno são regidos pela Deusa Anciã, que nos convida a um tempo de maior interiorização e introspecção. Algumas Deusas Anciãs: Baba Yaga (escandinava), Hécate (grega), Sedna (Inuit), Kali (indiana), Cailleach (celta), Sheela Na Gig (celta).

Algumas Deusas abrangem os três aspectos de Donzela, Mãe e Anciã e por isto são consideradas Deusas Tríplices. São elas: Ísis (egípcia), Cerridwen (celta), Brigith(celta), Morrighan (celta), Sedna (Inuit), entre outras.

Isto acontece pelo fato de seus cultos terem sido fortes o bastante para resistirem a tendência separativista e compartimentada do patriarcado,uma forma nada holística de viver e sentir a vida. A força da cultura de uma região também é de vital importância para este fato, como por exemplo, a cultura Celta, que sempre valorizou o poder sagrado da triplicidade e o sentido de Totalidade, daí a maioria de suas Deusas serem Deusas Tríplices.

  Lei Triplice wicca

A Lei Wiccana respeita,
Perfeito amor, confiança perfeita.
Viva e deixa viver,
Dá o justo para assim receber.
Três vezes o círculo traça
E assim o mal afasta.
E para firmar bem o encanto
Entoa em verso ou em canto.
Olhos brandos, toque leve,
Fala pouco, muito ouve.
Pelo horário a crescente se levanta
E a Runa da Bruxa canta.
Pelo anti-horário a minguante vigia
E entoa a Runa Sombria.
Quando está nova a lua da Mãe,
Beija duas vezes Suas mãos.
Quando a lua ao topo chegar,
Teu coração se deixará levar.
Para o poderoso vento norte,
Tranca as portas e boa sorte.
Do sul o vento benfazejo,
Do amor te traz um beijo.
Quando vem do oeste o vento,
Vêm os espíritos sem alento.
E quando do leste ele soprar,
Novidades para comemorar.
Nove madeiras no caldeirão,
Queima com pressa e lentidão.
Mas a árvore anciã, venera,
Se queimares, o mal te espera.
Quando a Roda começa a girar
É hora do fogo de Beltane queimar.
Em Yule, acende tua tora,
O Deus de chifres reina agora.
A flor, a erva, a fruta boa,
É a Deusa que te abençoa.
Para onde a água correr,
Joga uma pedra para tudo ver.
Se precisas de algo com razão,
À cobiça alheia não dá atenção.
E a companhia do tolo, melhor evitar,
Ou arriscas a ele te igualar.
Encontra feliz e feliz despede,
Um bom momento não se mede.
Da Lei Tríplice lembre também,
Três vezes o mal, três vezes o bem.
Quando quer que o mal desponte,
Usa a estrela azul na fronte.
Cultiva no amor a sinceridade,
Para receber igual verdade.
Ou um resumo, se assim preferes estar:
faz o que tu queres,
Sem nenhum mal causar.

Por: 

A ERA DA ENERGIA FEMININA – A ERA DE AQUÁRIO

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Com o Raio Sincronizador emanado do Centro da Galáxia, às 14h17min (horário de Brasília), do dia 21 de dezembro de 2012, que atingiu o planeta Terra sete minutos depois (tempo que levou para chegar a este Sistema Solar), começou definitivamente a Era da Energia Feminina – a Era de Aquário.

Com este Impulso Cósmico começou uma nova disposição mental e vibratória predispondo a humanidade a um novo pensar e agir, para que possa readquirir sentimentos outrora possuídos, quando foram distorcidos por falsos valores e por conceitos impostos, que desde então estavam inseridos no proceder dos seres humanos – e, muitos deles associados à sua sexualidade.

Estes Sentimentos de uma época mais remota expressos como uma Energia Pura e que começam agora ser resgatados, as Amazonas Matriciais já os tinham em outro período da historia da humanidade. O seu campo vibratório especial não tinha energeticamente nenhuma mistura, porque ele não misturava com o campo vibratório de outras pessoas. Elas conseguiam neutralizar qualquer energia em desarmonia que por acaso tentasse aderir no campo eletromagnético de seu corpo (aura).

A presença neste planeta das Amazonas Matriciais em outra época sempre foi do conhecimento de alguns (“iniciados”). Entretanto, para o publico em geral esta presença é tida como uma lenda na forma de mulheres guerreiras. Estas Sumo-Sacerdotisas viveram em comunidades sem a presença de homens, que só eram aceitos quando demonstravam capacidade mental e vibracional associada à paranormalidade (“sacerdotes”), mas mesmo assim suas presenças eram aceitas apenas durante o tempo necessário para gerar filhos, que eram criados por elas se fossem do sexo feminino.

Durante muito tempo a lenda das Amazonas já povoava o imaginário dos gregos e dos romanos, sendo citada no poema épico Eneida de Virgilio e também na Ilíada de Homero. Ela está também presente em todos os continentes, com exceção da Oceania. E, todas as mulheres citadas na Bíblia são da linhagem das Amazonas Matriciais, que contribuíram para a presença física de Cristo na Terra. Atualmente as mulheres que herdaram a genética das amazonas são as caucasianas, mas, no Brasil existem também tanto mulheres com a sua descendência na vibração de “sacerdotisas” quanto os homens com a sua descendência na vibração de “sacerdotes” – pessoas diferenciadas geneticamente pela sua sensibilidade, criatividade e  habilidades paranormais.

O motivo verdadeiro da presença das Amazonas no planeta Terra não esteve relacionado “à arte de guerrear”, mas o de trazer Harmonia à humanidade através da estabilização da Freqüência Schumman, com o auxilio das vibrações sonoras que produziam através de suas cordas vocais. Emitiam um som melódico que ressoava como vibrações celestiais, para que sincronizassem as moléculas da água no formato tetraédrico e influenciassem com esta vibração todos os corpos vivos (vegetais, animais e seres humanos), que são constituídos em grande parte de água. Portanto, elas tiveram uma missão muito especial, que só elas poderiam realizar, ajudando harmonizar a maneira de pensar e de agir das pessoas daquela época, quando já as preparava vibratoriamente para a vinda de Jesus Cristo. Portanto, elas vieram em função da paz e não em função da guerra, como diz a lenda.

As Amazonas Matriciais eram “Sumo-Sacerdotisas” com diversos dons extrasensoriais, que as permitiam manipular com facilidade as Leis Universais para a terceira dimensão. Elas traziam também em seu olhar o poder da magia, que através desta sua força extraordinária também as possibilitava apenas mentalmente serem compreendidas, sem se expressarem oralmente.

A energia que elas irradiavam era de muita pureza, porque não tinham bloqueios emocionais ou de julgamento em relação ao que faziam. Logo após o ato sexual que tinham com os “sacerdotes” apenas por necessidade de procriação, elas neutralizavam através do seu campo energético a energia do homem (inserido no “sacerdote”), conservando-se com a sua pureza vibratória inicial, como se não o tivesse feito e sem o sentido de pecado como muitas vezes a sexualidade ainda é vista hoje.

As Amazonas Matriciais tiveram a missão de reciclar a energia sexual, que naquele tempo como hoje era muito má utilizada, para uma vibração mais pura através de vibrações sonoras provenientes de suas cordas vocais na forma de canções e de “mantras” ultra-sônicos. A entonação por elas criada vibrando na freqüência semelhante à da harpa, gerava uma sincronia com tudo e com todos.

Estas Matriciais pertencem a uma raça de um mundo em uma galáxia em espiral, que está distante da Terra 2,2 milhões de anos-luz. É uma galáxia que em um ciclo de 144 mil anos tem uma aparência como estivesse esticada, para depois em mais 144 mil anos ter a aparência de uma espiral ou de uma cobra enrolada. A energia da kundalini é representada na forma de uma serpente enrolada por este motivo.

A 13ª. Constelação (Ophiuchus, Ofiúco – Caçador de Serpentes) tem como signo do zodíaco a cobra. Ela está relacionada à “13ª Tribo” ou às Amazonas, que superaram todas as outras doze tribos pelo seu alto grau de evolução e iluminação.

Entretanto, os indícios mais autênticos desta “13ª. Tribo” foram apagados ou removidos propositalmente com o sentido de eliminar tanto os ensinamentos destes seres quanto a prova de suas presenças!… Por quê?… Porque removeram da face da Terra qualquer lembrança mais precisa do poder mágico destas Sumo-Sacerdotisas, que eram seres iluminados com o poder alquímico da transformação e que irradiavam através do seu olhar, do seu sorriso e da sua voz grande magnetismo e magia?…

As atividades vibracionais (do Projeto Portal) estão voltadas para este Novo Ciclo, portanto estão também em sintonia vibracional com a Freqüência das Amazonas. E estas atividades resumindo agora tudo o que já foi feito em relação à energia da kundalini – à energia sexual já transformada em Freqüências Multivibracionais, elas finalizam nesta freqüência as demais atividades que ali já foram feitas anteriormente.

Estas “sacerdotisas e os sacerdotes” de hoje descendentes das Amazonas Matriciais possuem qualidades extrassensoriais ativas. Possuem também informações conseguidas através das linhas de reencarnação. Com informações e treinamentos, despertam-se para a percepção de altas freqüências vibratórias, que são posteriormente convertidas em Energia Taquiônica (Energia do Pensamento), acelerando o seu padrão evolutivo.

Estas mulheres e homens pesquisadores do Projeto Portal que possuem a genética destas Matriciais e que agora ainda interagindo com seus parceiros de outras realidades estão mais informados, já sabem transformar a Energia da Kundalini – energia sexual, em Energia Vibracional. Sabem também que esta Energia já transformada em Freqüências Multivibracionais, só acontece através da Energia Taquiônica, que já é a soma de todas as formas de energia (sexual e emocional) por eles geradas em sintonia com o Cosmo. Sabem ainda que agora podem se expressar de fato na Vibração do Amor Universal, que não é mais apenas aquele amor limitado por sensações humanas pregado por religiosos, filósofos e poetas. Sabem que esta Vibração é mais ampla, permitindo-os que equilibrem totalmente as três linhas básicas do destino pré-programado de suas Três Linhas da Vida.

O Novo Ciclo que agora se inicia com a Era de Aquário, identificando-se com a presença mais consistente da Energia Feminina, ele é também o momento que se inicia “O Retorno”, para que principalmente as mulheres (as “sacerdotisas modernas”) possam a partir de agora direcionar com muito mais sensibilidade, mas também comandar com a firmeza de “guerreiras” a humanidade, para que ela volte aos verdadeiros valores e objetivos do Cristo Cósmico, em obediência ao Quinto Princípio Universal – em obediência ao movimento de retorno entre dois pólos que sempre se manifesta nos planos físico, mental e espiritual.

Chegou o momento para que com a liderança destas mulheres (auxiliadas pelos homens) usem de fato sua Vontade, para que possam finalmente em um grau de Equilíbrio e Firmeza Mentais, não mais deixarem a humanidade mover à direita e à esquerda pelo pendulo mental das condições e das emoções coletivas, que sempre a jogaram para lá e para cá em varias ocasiões de sua historia. Estas “sacerdotisas” modernas já possuem capacidade de mudar a vibração de tudo através do seu direcionamento mental, quando já são vistas cada vez mais em todas as atividades humanas comandando-as. Elas podem!… E podem muito mais!… Já tem condições de se tornarem “senhoras de todas as Leis”, por agirem em sintonia com elas, por agirem com mais acuidade de acordo com os Princípios que as regem.

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Neste Novo Tempo com a sensibilidade feminina mais presente e que é mais própria da mulher, serão desmitificados certos paradigmas e dogmas que pontuam doutrinas religiosas e mesmo esotéricas (herméticas). Serão paulatinamente derrubadas teorias que versam sobre liturgias, cerimoniais e a criação da raça humana, para que se reescreva a história da humanidade, já extirpada de versões que ainda nos dias de hoje correm como verdades imutáveis.

Neste reinicio para a humanidade com a Era de Aquário se mostrando cada vez mais, a presença da mulher de maneira gradativa e silenciosa começa conquistar com a sua versatilidade espaços de trabalho praticamente em todas as atividades humanas, usufruindo do seu poder – do poder mais criativo de seus trinta e sete canais mentais, que o homem apenas os possui em numero de dezoito.

A mulher possuindo mais do dobro de canais mentais que o homem, ela é mais intuitiva e mais criativa do que ele. É mais capacitada para se inserir nesta nova etapa do conhecimento e de realizações humanos, fazendo-se mais presente, quando não é mais necessária a força bruta masculina anexadora de novos espaços físicos, como acontecia comumente como conquistas territoriais na era anterior, na Era de Peixes – hoje a força bruta é utilizada empregando-se a tecnologia das maquinas, que podem facilmente ser comandadas tanto por homens quanto por mulheres.

Na Era de Aquário com novas descobertas tecnológicas e de transformações profundas no comportamento humano, “vícios” milenares serão a partir de agora mais firmemente removidos, mas talvez aqueles mais difíceis de serem removido estejam na forma de informações acumuladas como aparente cultura, que para ser removidas vai exigir uma esforçada “faxina mental” – principalmente àquelas fundamentadas em culturas religiosas.

A verdadeira transmutação é uma Arte Mental. A palavra transmutar significa mudar de uma natureza (substancia) em outra e da mesma forma. Então, a Transmutação Mental é a arte de transformar e de mudar os estados, as formas e as condições mentais em outras – é a Arte da Química Mental.

O “universo humano” é criação mental de uma mente finita (humana), enquanto o Universo d’O Todo é criação de uma Mente Infinita (Deus). Ambos são semelhantes em natureza, mas infinitamente diferentes em grau.

A Mente Infinita d’O Todo é a matriz dos Universos. O Universo como a humanidade o conhece não é substancial e nem duradouro – é uma coisa de tempo, espaço e mobilidade. A Verdade Absoluta pode ser definida como sendo as Coisas como a Mente de Deus as conhece, ao passo que a verdade relativa está relacionada às coisas como a mais elevada razão da mulher e do homem as compreendem.

Sabedores dos Princípios Universais as “sacerdotisas” e os “sacerdotes” de hoje (no Projeto Portal) valendo-se, sobretudo, da Primeira Lei Universal, que estabelece ser o Universo Mental em sua natureza, aceleram a sua freqüência mental e “chamam” as “Naves” (GNA, Gemus e outras de freqüências diferentes) para que se mostrem fisicamente como se aparecessem “do nada” e depois se sumissem “no nada” e, quando então, deduzem que é através da Infinita Mente Vivente (Deus), que mentes finitas (humanas) podem mesmo em realidades diferentes se comunicar e interagir.

Neste Novo Ciclo de especial abertura mental o ser humano precisa sair de uma realidade estática e obscurantista que já faz tempo nele foi incutida pelo GO (Governo Oculto) e começar a vivenciar outra realidade mais dinâmica – mais vibrante e eterna. Vida é conhecer, é vivenciar o eterno conhecimento e, sobretudo, é cada um se conhecer cada vez mais, buscando no mais profundo de seu ser o Cristo interno.

Aquela ou aquele que busca o Cristo Cósmico deve ter a alma transbordando de aventura, certo de que se jogou destemido no mundo do nada das coisas materiais, mas tendo a certeza de que neste mundo visível como ponto mais baixo, encontrará o ponto mais alto alem mesmo do Universo físico, ao ser conduzido através de seu Cristo interno pelos mundos mental-invisíveis, pelos mundos multidimensionais.

O “novo ser” desta Nova Era que realmente esta em busca de si mesmo, ele deve “ser mental”, mas ao mesmo tempo deve também “ser espiritual” dentro de uma “alquimia” necessária para que se descubra em relação à realidade em sua volta, tanto aquela que ele vê, quanto àquela que ele normalmente não vê, “experimentando-se como “o observador” alem mesmo dos processos quânticos de “entrelaçamento”.

A Física Quântica desmitificou a dicotomia matéria-onda. O Universo em constante vibração é composto de ondas. Nele o pensamento esparge ondas que se propagam na veiculação da energia empregada. O direcionamento do pensamento submetido à Vontade de forma concentrada realiza “milagres”, pela interação ondulatória do pensamento na estrutura ondulatória da própria matéria.

As “novas” mulheres e os “novos” homens deste Novo Tempo ao se concentrarem já são capazes de utilizarem da força de sua Vontade para dominarem Leis Universais como Co-Criadores, para então manipularem Freqüências Multivibracionais no mundo da matéria, materializando-a ou transformando-a.

O Universo pode ser dividido em três grandes classes conhecidas de fenômenos, que como Três Grandes Planos são denominados: Grande Plano Físico, Grande Plano Mental e Grande Plano Espiritual. Estes três Planos penetram uns nos outros, assim esta divisão que não é solida e nem exata pode ser colocada entre os mais elevados fenômenos do Plano Físico e o mais inferior do Plano Mental. A vida antes de emergir em um nível de complexidade da matéria, já existia potencialmente nela. A mente que também emerge com certo nível de complexidade da vida com o auxilio do cérebro,  também já existia potencialmente nela. O “mundo Terra” já existia na Infinita Mente Vivente, projetado para que através dos elementos fogo, água, terra e ar servissem ao reino mineral, vegetal e animal coexistindo em equilíbrio.

As “sacerdotisas e os sacerdotes” de hoje estão em busca do Verdadeiro Conhecimento perdido no tempo, muitos deles associados distorcidamente a lendas e mitos.   Com informações que agora estão recuperando procuram tornar as “Senhoras” e os “Senhores” que dominam Leis Universais, porque é através delas que podem ser também os donos de suas próprias leis em seu “mundo interior”.

Buscar informações para adquirir novos conhecimentos é “vibrar” em outro nível de consciência e almejar também, ir alem do “laboratório” de experiências espaço-tempo.

Estas buscadoras e estes buscadores de si mesmos que procuram se conhecer através do Real Conhecimento, eles estão em permanente o estado de auto-referência, olhando para si mesmos conscientes de seu Eu Verdadeiro.

Elas e eles que buscam desenvolver a sua Potencialidade de Co-criadores estão em intenso processo de criatividade interior para melhor perceber o “Mecanismo” da Causalidade Descendente – a Consciência Cósmica ou Deus fazendo presente em sua vida de “observadores”.

A Nova Ciência traduzida pelos conceitos da Física Quântica exige das sacerdotisas e dos sacerdotes de hoje que pesquisam neste novo campo, um estado de percepção (intuição) mais apurado que os permite também mais interiorizados, “se ligarem” mais à Consciência Cósmica – o Ser Quântico que é o Verdadeiro Portador da Criatividade.

Tudo no Universo é Energia. Os seres humanos são partículas conscientes no Universo. Partículas divinas constituídas de memória e vibrando através de Freqüências de Onda. Mas, aqueles que ficam flutuando entre a atração e a repulsão (quase sempre perdidos em seu mundo interior), o seu direcionamento a nível eletromagnético através de seu campo energético utilizando-se de seus olhos ou de sua fala, ele acaba por interferir em seu padrão evolutivo. Portanto, é necessário que todos os caminhantes destes novos tempos (mulheres e homens) abram para novos conhecimentos, abram a mente para uma maior compreensão em relação às Energias, mas não só aquelas de campos eletromagnéticos.

Por: Antônio Carlos Tanure

Via: pegasus.portal.com.br