Os 5 Estágios da Nossa Consciência segundo a Filosofia dos Vedas

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De acordo com a filosofia dos Vedas, a consciência humana passa por 5 estágios distintos durante o seu processo de evolução. Passando pelo estágio inicial de materialista à criadora.

Algumas pessoas podem considerar essas informações um pouco mística, no entanto, trata-se de uma tradição filosófica antiga. Segundo a maioria dos historiadores ocidentais, a civilização védica começou a elaborar seu pensamento filosófico no primeiro milênio a.C.

A  civilização védica desenvolveu suas concepções filosóficas na região do subcontinente indiano e tinha como base de sua cultura, tanto a materialidade quanto a espiritualidade. A dualidade já estava presente na forma como a sociedade se organizava.

Conheça agora os 5 estágios da nossa consciência segundo a filosofia dos vedas.

Estágio Obscuro

Obscuro aqui não tem o mesmo significado do que “mau”, mas sim, sem “luz”.

Nesse estágio o homem não consegue enxergar além do mundo físico. Para ele nada existe além da criação material. Por isso, forma seus conceitos com base naquilo que vê. O que para os vedas é o motivo para causar dor e sofrimento existencial, mas como o todo é perfeito, nada permanece igual para sempre, nem mesmo o homem que se diz convicto de um conhecimento em relação ao mundo.

A pessoa no estágio obscuro é levada naturalmente a ter vislumbres de uma consciência mais ampla. Sua ideia de mundo material vai sendo aos poucos colocada em questão, mesmo contra a sua vontade.

O filósofo pré-socrático, Heraclítico, dizia que tudo muda, não existe nada fixo, exceto a certeza da mudança. Os nossos pensamentos mudam conforme nossas relações com o mundo. Nunca permanece imutável.

Estágio Motivado

Esse estágio é alcançado quando a pessoa assume que deve haver algo a mais,  isto é, além daquilo que consegue compreender em relação a sua existência na sociedade. Ele luta para descobrir a verdadeira natureza do universo e persiste na busca da compreensão de tudo aquilo que existe ao seu redor. Dessa forma, ele concentra-se sua mente e descobre o seu interior.

Estágio Firme

O homem chega a esse estágio quando a compreensão dessa existência interior se torna natural e há percepção de que os fenômenos externos nada mais são do que criações mentais. Nesse estágio a pessoa submerge-se nos mais profundos dos seus pensamentos, o que os vedas chamam de “rio sagrado”.  Ele chega gradualmente a postura espontânea de gratidão ao universo simplesmente por existir.

Estágio Devotado

Nesse estágio a devoção aos pensamentos do “rio sagrado” torna-se o estado natural de sua consciência.  Nesse estágio de consciência o homem consegue compreender a totalidade de ilusão  do mundo da qual ele mesmo é parte, bem como toda a criação.

Estágio Puro

O último estágio é alcançado quando o homem está completamente ciente das ilusões do mundo, e compreende  a espiritualidade na plenitude de sua existência, no todo do universo. Aqui ele não se sente inferior ou superior a ninguém, ele se sente parte de todo o universo. Sente-se conectado em tudo o que existe. Portanto, o falso ego não tem mais poder em sua consciência. Nesse estágio a sua luz é percebida por qualquer pessoa que se aproxime. A lucidez espiritual  é perceptível.

Dessa maneira, ele abandona a ideia de indivíduo, eu, sujeito, singularidade, etc..  Passa a sentir como um ser plural conectado ao universo.

Indicação de leitura complementar: Veda: Segredo do Oriente, uma Antologia de Artigos e Ensaios.

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Por: O Martelo de Nietzsche

https://omartelodenietzsche.com

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QUAL A FINALIDADE DA VIDA?

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O ser humano vem ao mundo e logo pensa que o objetivo da vida é um ou vários destes: adorar um Deus, trabalhar, criar famílias, estudar, buscar prazeres, fazer o bem, acumular riquezas e tornar-se famoso. Então, encontra seu par conjugal, uma vocação, uma posição, uma carreira que lhe satisfaz. Além de um espaço só seu, quer ser respeitado e admirado. Aí surgem as dificuldades: o ser humano precisa lutar pela posição que, a seu ver, lhe pertence. Assim, começa uma batalha sem fim pela sobrevivência – às vezes oculta e extremamente astuta. Não raro é uma luta sem misericórdia, contanto que seja alcançada a meta tão cobiçada. Porém, ao encontrar alternadamente êxitos e fracassos, começa a sentir que esse combate se torna insuportável. A vida parece ser injusta e imprevisível.

Uma vez alcançado o objetivo cobiçado, o desejo satisfeito perde todo o seu encanto e esplendor, e outro objetivo aparece no horizonte. O ser humano sente a imperfeição, a crueza e o absurdo da vida. Vê as deficiências claramente diante de si e quer corrigi-las. Pensa que é possível existir uma vida melhor: uma vida de paz e de harmonia, uma vida sem exploração, violência e medo. Acredita que é possível instaurar esse novo estado.

Seus novos sonhos tomarão forma finalmente? Não! Eles sempre se transformam em ilusões e utopias. A vida é e permanece imperfeita. A meta atingida escorre pelas mãos e converte-se no oposto: o bem transforma- se em mal; a perfeição, em imperfeição; a alegria, em sofrimento. Toda ação gera seu contrário, e ambos aniquilam-se mutuamente.

O resultado é nulo, sempre nulo. A existência revela-se um desencanto, uma desilusão. O número de derrotas é excessivamente grande. Onde se pode encontrar a resposta para o anseio insaciável de viver? Os desejos ardentes, o querer e o buscar incessantes não representam o reconhecimento relutante de uma falha fundamental? Não são eles a lembrança inconsciente de um estado de vida perfeito que já existiu?

Não são uma tentativa de suprir e corrigir o próprio estado de imperfeição e, assim, restabelecer a condição de vida original? A aspiração por progresso e por uma vida mais harmoniosa, por cultura, ciência e religião não é o indício mais patente da imperfeição desta vida?

Entretanto, o ser humano não quer confessar seu desencanto. Não quer enxergar os míseros resultados de sua luta e de seus atos, pois prefere sonhar com o que perdeu há muito tempo: a perfeição. Por enquanto, ele se satisfaz com resultados insignificantes. Narcotiza-se com eles e simula esse estado de perfeição.

Dessa maneira, assume um curioso comportamento conflitante: nega a imortalidade, mas se esforça ao máximo por ignorar a morte. Iludindo-se, declara que o mundo é belo e tudo corre às mil maravilhas. Ele se imagina no apogeu do conhecimento e da cultura, comporta-se como um rei… Mas não deixa de ser um mendigo.

O objetivo do verdadeiro ser humano é retornar ao reino divino, ao campo da verdadeira existência, que fica completamente separado das limitações e constrangimentos da vida material e que um dia, há muito tempo, foi seu verdadeiro lar. Para tanto, ela nos acena com um ensinamento: o caminho da Transfiguração. É esse caminho que leva o homem interior a sair deste campo de vida perecível e transitório rumo ao campo de vida imperecível e eterno. A Transfiguração é a grande metamorfose do espírito, da alma e do corpo.

Durante esse processo de transfiguração, o homem mortal é elevado a um estado de consciência completamente novo. Esse estado é o caminho de iniciação do cristianismo original, tal como é descrito por João no Novo Testamento: “É preciso que eu diminua para que o Outro cresça”.

O Outro, o imortal, não se sente em casa neste mundo de opostos e antíteses, pois ele vem de uma ordem de natureza muito mais elevada. No entanto, quando o ser humano consegue encontrar e realizar esse caminho, pode retornar à fonte original: ao reino ilimitado, da unidade e da harmonia. E assim alcança, finalmente, a perfeição.

 

 Por: Fernando Leite  – Escola Internacional da Rosacruz Áurea