As três classes de Deusas na mulher

deusatriplice
Arquétipo é um modelo ou exemplo de ideias ou conhecimentos do qual se derivam outros tantos para modelar os pensamentos e atitudes próprios de cada indivíduo, de cada conjunto, de cada sociedade, inclusive de cada sistema.
O conceito de arquétipo foi introduzido pelo psicólogo Carl Gustav Jung como um termo dentro do campo do psíquico. A existência do arquétipo só pode ser inferida, já que é, por definição, inconsciente. Porém, as imagens arquetípicas penetram na consciência e constituem-se em nosso mode de perceber o arquétipo. Eles então aparecem na forma de imagens.
Os arquétipos se manifestam através de nossas projeções, o que nos permite inferir sua presença. As estruturas arquetípicas aparecem no homem por meio de formas determinadas: nas mitologias, nas lendas, nos sonhos, em certos desejos coletivos…
Os homens dividem uma série de experiências que ficaram, por sua natureza coletiva, incorporadas como padrões de compreensão da realidade.
São as imagens primordiais, os símbolos universais com os quais fazemos uma conexão com dimensões superiores das quais não somos conscientes. São os padrões de energia que expressamos tão espontaneamente como os instintos. São as máscaras que usamos para representar um papel. São a fachada que exibimos publicamente para dar uma imagem favorável e ser aceitos socialmente.
Podemos usar diferentes máscaras em diferentes circunstâncias: uma com a família, outra no trabalho, outra com os amigos etc.
As máscaras ainda podem ser proveitosas ou nocivas, permitem obter benefícios, igualmente podemos nos fusionar demasiado com uma delas, deixando de lado as demais e não permitindo que se manifestem equitativamente todos os aspectos místicos de nosso interior.
Veremos uma parte do universo feminino visto pelos diferentes rostos com os que a Deusa Mãe se expressa no mundo físico através da mulher.
No inconsciente coletivo estão registradas as experiências que marcam de forma profunda a vida de uma mulher, como o ciclo menstrual, o início da sexualidade, a gravidez, o parto e a menopausa.
Essas experiências produzem um impacto diferente em cada ser feminino, as quais são divididas em todas as épocas, mantendo o fio da trama que nos une de forma inegável com a Deusa que vive em todas nós.
Deusa que se expressa em uma multiplicidade de formas, que cresce e se enriquece com o passar dos séculos, chegando até os dias de hoje intacta, como foi idealizada pelas primeiras mulheres que deixaram suas marcas nesta Terra, antes do Começo dos Tempos.
A Mitologia da Deusa é um dos arquétipos femininos e explica as diferentes experiências vividas durante nossa vida.
Tradicionalmente, considera-se que a mulher deve atravessar três etapas diferentes: a mulher jovem, a mulher em sua plenitude ou mulher madura, e a mulher sábia e anciã. Essas experiências psicológicas e físicas únicas caracterizam cada etapa, formando assim os arquétipos pertencentes à mitologia da Deusa.
Cada um dos mitos da Deusa é um arquétipo que se expressa na vida de toda mulher, produzindo um impacto direto sobre seu psiquismo.
Por isso, compreender a mitologia das diferentes Deusas é compreender o reflexo que o arquétipo produz em nós: visto à luz do mito, um pequeno detalhe de nosso comportamento pode ter uma importância maior e revelar-nos as claves de um enigma que tentamos resolver desde há muito tempo.
A versatilidade da mitologia da Deusa possibilita que cada mulher reconheça suas próprias experiências e características dentro de seu contexto, desenhando o Caminho que a levará a seu verdadeiro Ser, e por isso podemos dizer: Há uma Deusa em e para cada Mulher.
Os Conjuntos de Deusas
Podemos resumir, de forma didática, as Deusas Arquetípicas em três classes: as Virgens, as Vulneráveis e as Alquímicas, que são a representação, por meio de suas metáforas, do que uma mulher pode fazer de sua diversidade e de seus conflitos interiores, manifestando a complexidade e as múltiplas facetas do funcionamento feminino.
Essas três categorias por sua vez podem ser divididas em outras categorias r fazer com que a lista seja interminável, já que uma deusa pode ser encontrada em várias categorias. Exemplos:
Deusas Virgens, independentes e invulneráveis: Ártemis ou Diana, Ateneia ou Minerva e Vesta. Amam sua liberdade pessoal, suas próprias decisões e não se deixam influir pelos outros. São as artistas, as inovadoras, e funcionam por si mesmas.
Deusas vulneráveis, maternas e emocionais: Hera, Demeter, Perséfone, Çatal Huyuk. São dependentes dos outros; seus sentimentos e sua ação estão muito influenciados por seus próximos. Muito emotivas, correspondem às esposas, mães, filhas.
Deusas de grande fortaleza pessoal: Ísis, Pachamama, Freya e Coatlicue, entre outras. São deusas criadoras, muito fortes e de grande capacidade de realização e contenção. Exercem uma influência na comunidade.
Deusas de Cura: Minerva, Birgit, Yemanjá. São muito inspiradoras, relacionadas principalmente com os elementos água e fogo, conectadas com emoções mais sutis. Ajudam no contato com o amor e as energias mais invisíveis.
Deusas Obscuras ou Ocultas: Innana, Perséfone e Sekhmet, entre outras. São a sombra, porém não que sejam forças negativas: a parte de cada uma que nos custa ver e assumir. Quando as energias dessas deuses saem à luz, ajudam a mulher a desenvolver o sentido mais profundo da Morte, não necessariamente a morte física, mas de todas as trevas interiores, dando assim um sentido de muita energia, transmutação e transcendência.
Deusas da Compaixão: Tara e Kuan Yin. Generosas, meditativas, sanadoras, Elas nos ensinam a meditação, a misericórdia e a bondade. São de origem oriental e irradiam luminosidade e paz com somente sua presença, e, ainda mais, com sua invocação.
Deusa da Boa Sorte: Lakshmi. Do panteão hindu, representa a deidade da fortuna pessoal, da dita no plano espiritual e na terra. Quando aparecem, os jardins florescem e tudo tende a melhorar. É a Roda da Fortuna, o arcano 10 do Tarô, que todos temos em nosso interior.
 
Fonte: Gnosis On Line

AS MULHERES SAGRADAS

1307

Houve um tempo, em que todas as mulheres eram sagradas.
Em que eram vistas como Deusas, como senhoras de seu próprio destino.

Houve um tempo, em que o corpo era sagrado, em que o sexo era uma prece. Em que homens e mulheres respeitavam-se e reverenciavam-se.

Houve um tempo em que a mulher era feiticeira, faceira, tecelã, curandeira, parteira.

A mulher banhava-se na natureza, perfumava-se com jasmim. Andava de pés descalços, corria pela mata. Usava compridas saias, rodadas, coloridas, leves. Dançava para ela, dançava para a vida, dançava para seduzir, dançava para fertilizar.

Sua voz era como o canto da mais bela ave. Sua beleza era fascinante, encantadora. Era aos poetas a inspiração e aos músicos, canção. A mulher era rendeira, cozinheira, mãe, sagrada, admirada. De joias e pedrarias era adornada e, da natureza, sua maquiagem retirava.

Onde está esta mulher?
Em que fase da história ou período ela perdeu-se?
Onde devemos procurá-la?
Na verdade, esta mulher-sagrada ainda existe. Está imersa em outras formas, em outras faces, em outros costumes. Mas se priva, se poda, se adapta, se escraviza… E não lembra do que já foi em sua totalidade.

Hoje esta mulher é empresária, médica, advogada, policial, recepcionista, dona-de-casa, política, enfermeira, escritora, estilista. Ela ainda está aqui, mas não lembra quem realmente é. Perdeu a memória. Esqueceu-se de sua sacralidade, de sua divindade, de sua superioridade.

Mulher!
Coloca tua saia rodada, penteia-se com o orvalho, tira o sapato dos pés.
Permita-se bailar com o vento, satisfazer seus desejos, impor sua vontade.
Permita-se amar, realizar, cantar.
Permita-se sentir bela, amada, desejada, sentir prazer.
Permita-se fazer aquilo pelo qual tua alma anseia.
Permita-se honrar a Deusa, ao Deus, à natureza.
Permita-se viver a tua vida, e ser a senhora absoluta do teu destino.

Mulher, dentro de ti há tantas outras, que tu ignora totalmente.
Será você fértil doce e maternal como Deméter?
Ou vingativa como as três Fúrias?
Quem sabe arrebatadora e feroz, como as Harpias.
Talvez seja feiticeira, sábia e misteriosa como Hécate.
Ou soberana e dotada de magia como Ísis, mãe dos egípcios.
Um tanto implacável, forte e destemida como Kali.
Encantadora e misteriosa como as Nereidas.
Quem sabe é curiosas como Pandora. Confiável e mensageira, como Íris.
Ou justa como Têmis. Talvez seja sensual, impulsiva e totalmente movida pela paixão, como Afrodite.
Ou seja, selvagem como Ártemis.
Pode ser que seja repleta de cores e amores como Eros. Ou então maléfica como Éris.
Mas… Possivelmente, sejas todas elas juntas!

Mulher, vem!
Resgata o teu papel, o teu feminino sagrado, tua ancestralidade.
Não tenha medo de seguir a luz, de se entregar ao Sol.
Muito menos de mergulhar nas trevas do submundo, das fogueiras, dos encantamentos.
Prove de todos os reinos e sabores, permita-se viver intensamente cada instante.
Siga seus instintos e extintos.
Seja simplesmente você.

 

(Autor desconhecido)

Via ❥ As Flores de Gaia

Apoio e Divulgação: Cibele Santos – Nutricionista, Taróloga, Shamanic Healer e Facilitadora de Círculos do Sagrado Feminino

A Deusa Tríplice, a Donzela, a Mãe e a Anciã

sacred4

A Deusa não governa o mundo de um lugar distante e transcendental. Ela é o mundo, Ela está no mundo. Ela é tudo que existe, existiu e existirá.

As forças de criação, manutenção e destruição fazem parte do ciclo da vida e da Natureza. A Grande Deusa é então a criadora, a nutridora e a destruidora, é a Deusa Tríplice, pois ela contém o ciclo contínuo de vida, morte e renascimento. Ela é a Donzela, a Mãe e a Anciã.

A lua por ser uma grande representante das energias femininas e da Deusa, simboliza as suas três faces. Mas as correspondências não param por aí e no ciclo anual do sol – que como força criadora era associado à Deusa antes das sociedades patriarcais – também encontramos as três faces da Deusa. O que não é de se admirar, já que toda a existência é composta destes aspectos tríplices, queiramos nós ou não, pois não há como fugir dos ciclos de vida, morte e renascimento. Pensando bem, por que haveríamos de querer fugir de um ciclo tão harmônico, justo e vital? E não é só isto, por que não nos sintonizamos com estes ciclos já que também somos natureza?

A mulher que é a máxima representante da Deusa por carregar a força do Sagrado Feminino com sua habilidade de criar, gerar e nutrir, se afina naturalmente com a energia da Deusa Tríplice. Não é por acaso que em épocas em que era mais íntima do Sagrado Feminino e mantinha uma conexão direta com suas energias, a mulher sintonizava o seu ciclo menstrual com as fases da Lua, geralmente ovulando na Cheia e menstruando da Minguante para a Nova.

E que significam estes aspectos  da Deusa Tríplice? Como já disse, a Deusa rege toda a Natureza e toda a existência. Ela Rege, sendo regida por Ela própria; Ela cria, sendo Criação de si mesma. Ela É e Está em tudo! Assim, dentro de seu ciclo de criação temos os seus apsectos de Donzela, Mãe e Anciã, representando as fases da vida. Por isto a Grande Deusa ser conhecida também como Deusa Tríplice. Vamos conhecer estas suas três faces.

A Donzela, representada pela Lua Nova a Crescente, simboliza os novos começos, a juventude, a esperença, as sementes, o crescimento, a vitalidade, o lúdico. Como Deusa Ela aparece enaltecendo sua beleza, feminilidade e sexualidade. Muitas vezes é denominada de virgem, mas não no sentido de abstinência sexual. E sim de não pertencer a ninguém, em ser livre e completa em si mesma.

A estação do ano correspondente à Donzela é a primavera, e dentre as Deusas Donzelas inumero algumas: Pérsefone (grega), Ártemis (grega), Diana (romana), Eostre (germânica), Aine (celta), Branwen (celta), Bast (egípcia).

A Lua Cheia traz o aspecto Mãe da Deusa. Ela é aquela que nutre, protege e ama incondicionalmente; Ela é fértil e próspera. Sua sexualidade é exuberante e também a Sua beleza. Ela está plena de Sua potência e força vital. Muitas vezes a Deusa Mãe é representada grávida, ou com vários seios, ou com seu filho nos braços, representando o Deus que renasce de seu ventre.

Sua estação é o verão e algumas das Deusas Mãe são: Deméter (grega), Ísis (egípcia), Danu (celta), Freya (nórdica), Lakshmi (indiana), Maeve (celta), Inanna (suméria), Kuan Yin (chinesa).

A Deusa como Anciã vem com a Lua Minguante. Ela é a parteira, a Bruxa, a Mulher Sábia, pois é a Senhora da Sabedoria e conhece o oculto e a magia. É a Rainha dos Mistérios e também Deusa da Cura. Ela rege os finais, o desapego, o conhecimento, as transformações e a morte. Lembrando que a morte contém a vida (e vice-versa), e assim como a Lua que mingua desaparecendo no Céu, ressurgindo Nova para iniciar um novo ciclo, a vida se reinicia num ciclo contínuo de vida- morte-vida.

Também estamos sempre nos transformando, abrindo e fechando ciclos. Alguns procuram estas mudanças, outros resistem em vão e parecem mortos-vivos. As podem ser sutis e internas, mas uma mudança de energia e percepção ocorre e, daí, tudo se torna novo, mesmo que aparentemente nada tenha mudado.

O meio do outono e o inverno são regidos pela Deusa Anciã, que nos convida a um tempo de maior interiorização e introspecção. Algumas Deusas Anciãs: Baba Yaga (escandinava), Hécate (grega), Sedna (Inuit), Kali (indiana), Cailleach (celta), Sheela Na Gig (celta).

Algumas Deusas abrangem os três aspectos de Donzela, Mãe e Anciã e por isto são consideradas Deusas Tríplices. São elas: Ísis (egípcia), Cerridwen (celta), Brigith(celta), Morrighan (celta), Sedna (Inuit), entre outras.

Isto acontece pelo fato de seus cultos terem sido fortes o bastante para resistirem a tendência separativista e compartimentada do patriarcado,uma forma nada holística de viver e sentir a vida. A força da cultura de uma região também é de vital importância para este fato, como por exemplo, a cultura Celta, que sempre valorizou o poder sagrado da triplicidade e o sentido de Totalidade, daí a maioria de suas Deusas serem Deusas Tríplices.

  Lei Triplice wicca

A Lei Wiccana respeita,
Perfeito amor, confiança perfeita.
Viva e deixa viver,
Dá o justo para assim receber.
Três vezes o círculo traça
E assim o mal afasta.
E para firmar bem o encanto
Entoa em verso ou em canto.
Olhos brandos, toque leve,
Fala pouco, muito ouve.
Pelo horário a crescente se levanta
E a Runa da Bruxa canta.
Pelo anti-horário a minguante vigia
E entoa a Runa Sombria.
Quando está nova a lua da Mãe,
Beija duas vezes Suas mãos.
Quando a lua ao topo chegar,
Teu coração se deixará levar.
Para o poderoso vento norte,
Tranca as portas e boa sorte.
Do sul o vento benfazejo,
Do amor te traz um beijo.
Quando vem do oeste o vento,
Vêm os espíritos sem alento.
E quando do leste ele soprar,
Novidades para comemorar.
Nove madeiras no caldeirão,
Queima com pressa e lentidão.
Mas a árvore anciã, venera,
Se queimares, o mal te espera.
Quando a Roda começa a girar
É hora do fogo de Beltane queimar.
Em Yule, acende tua tora,
O Deus de chifres reina agora.
A flor, a erva, a fruta boa,
É a Deusa que te abençoa.
Para onde a água correr,
Joga uma pedra para tudo ver.
Se precisas de algo com razão,
À cobiça alheia não dá atenção.
E a companhia do tolo, melhor evitar,
Ou arriscas a ele te igualar.
Encontra feliz e feliz despede,
Um bom momento não se mede.
Da Lei Tríplice lembre também,
Três vezes o mal, três vezes o bem.
Quando quer que o mal desponte,
Usa a estrela azul na fronte.
Cultiva no amor a sinceridade,
Para receber igual verdade.
Ou um resumo, se assim preferes estar:
faz o que tu queres,
Sem nenhum mal causar.

Por: 

2 DE FEVEREIRO – DIA DE IEMANJÁ

Imagem

Iemanjá é um orixá feminino (divindade africana) das religiões Candomblé Umbanda. O seu nome tem origem nos termos do idioma Yorubá “Yèyé omo ejá”, que significam “Mãe cujos filhos são como peixes”.

Mãe-d’água dos Iorubatanos no Daomé, de orixá fluvial africano passou a marítimo no Norte do Brasil.

No Brasil, a deusa Iemanjá recebe diferentes nomes, dentre eles: Dandalunda, Inaé, Ísis, Janaína, Marabô, Maria, Mucunã, Princesa de Aiocá, Princesa do Mar, Rainha do Mar, Sereia do Mar, etc.

Iemanjá é a padroeira dos pescadores. É ela quem decide o destino de todos aqueles que entram no mar. Também é considerada como a “Afrodite brasileira”, a deusa do amor a quem recorrem os apaixonados em casos de desafetos amorosos.

No dia 2 de fevereiro acontece em Salvador, capital do Estado da Bahia, a maior festa popular dedicada a Iemanjá. Neste dia, milhares de pessoas trajadas de branco fazem uma procissão até ao templo de Iemanjá, localizado na praia do Rio Vermelho, onde deixam os presentes que vão encher os barcos que os levam para o mar.

No Rio de Janeiro as festas em honra de Iemanjá estão relacionadas com a passagem de ano.

Nos candomblés fiéis às origens africanas, o culto é prestado em locais fechados, nos atuais o culto é ao ar livre, prestado no mar e nas lagoas, sendo Iemanjá muitas vezes representada como sereia.

Os devotos levam para o mar vários presentes que são tidos como recusados quando não afundam ou quando são devolvidos à praia.

Dentre as diversas oferendas para a bela e vaidosa deusa, encontram-se flores, bijuterias, vidros de perfumes, sabonetes, espelhos e comidas. O ritual se repete em outras praias do Brasil.

As celebrações em homenagem a Iemanjá também acontecem em 15 de agosto, 8 de dezembro e 31 de dezembro.

Iemanjá e Música

Existem várias músicas que são feitas em homenagem a Iemanjá. Exemplo disso é a música “Iemanjá” do grupo musical Chimarruts, uma banda de reggae do Rio Grande do Sul.

Iemanjá e Sincretismo

No sincretismo religioso, Iemanjá corresponde a Nossa Senhora dos Navegantes, Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora das Candeias, Nossa Senhora da Piedade e Virgem Maria.

MULHERES – DEUSAS E RAINHAS

Imagem

Toda a mulher traz dentro de si um enorme potencial para ser a mulher “perfeita” do homem que escolher. Por mais que não acredite, por mais que se deixe levar por curvas não tão chamativas, ela tem todos os requisitos para dar e receber o que há de melhor e de pior do seu parceiro na proporção que desejar.

Muitas não acreditam e vagam pela vida sonhando em turbinar seios, bundas e pernas e em secar aquelas partes indesejadas mais proeminentes, achando que com isso, tudo estará resolvido. Esse talvez seja um dos mais estúpidos e repetitivos enganos que se comete por aqui. Corre-se atrás de algo que por si só não resolve questões mais importantes e que vem antes dessa, tais como: aspectos psicológicos de baixa auto estima e o cultivo exagerado do medo-vergonha-culpa.

A MULHER É QUE ESCOLHE O PARCEIRO. Que fique bem claro! Elas decidem com quem querem estar. Os machos, bobos por natureza, acham que conseguem caçar, atrair ou conquistar a tão sonhada dama. No entanto, o primeiro pressuposto parte da mulher e de seu poder de decisão, que tanto maior será quanto maior for a confiança que nutre de si.

De fato, muitas vezes parece que o Macho, o Varão tomou a “iniciativa”. Mas esta é só resultado de uma permissão subliminar dada pela mulher preliminarmente, através de um olhar, de uma expressão, movimento, sorriso e etc.

A doce, sutil e delicada mensagem enviada pela interessada muitas vezes passa despercebida, sob o ponto de vista mais intelectual e direto. No entanto, tem a mesma força de uma abordagem direta, dependendo da capacidade de percepção dos envolvidos.

O fato é que – seja de maneira mais sutil, seja de maneira mais direta – a mulher comanda o espetáculo. É ela que determina até onde o parceiro pode chegar, atributos que somente Deusas e Rainhas possuem.

Daí se conclui que um relacionamento pode ter forte expansão e chegar a níveis de prazer e descobertas nunca antes sentidos, se vocês, mulheres, assumirem de uma vez por todas a parte que lhes cabe neste lindo espetáculo: seja guiando, estimulando, provocando, experimentando novas modalidades, questionando e aprofundando o SENTIR na relação.

É preciso começar, ainda que se tenha dúvidas, pois estas vão sendo devidamente esclarecidas enquanto se caminha, enquanto se exerce este dom natural que lhes foi concedido pelo universo.

Sendo assim, vamos lá?!

Fonte: Entendendo a Libido