PLATÃO E O MITO DA CAVERNA

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O mito ou “Alegoria” da caverna é uma das passagens mais clássicas da história da Filosofia, sendo parte constituinte do livro VI de “A República” onde Platão discute sobre teoria do conhecimento, linguagem e educação na formação do Estado ideal.

A narrativa expressa dramaticamente a imagem de prisioneiros que desde o nascimento são acorrentados no interior de uma caverna de modo que olhem somente para uma parede iluminada por uma fogueira. Essa, ilumina um palco onde estátuas dos seres como homem, planta, animais etc. são manipuladas, como que representando o cotidiano desses seres. No entanto, as sombras das estátuas são projetadas na parede, sendo a única imagem que aqueles prisioneiros conseguem enxergar. Com o correr do tempo, os homens dão nomes a essas sombras (tal como nós damos às coisas) e também à regularidade de aparições destas. Os prisioneiros fazem, inclusive, torneios para se gabarem, se vangloriarem a quem acertar as corretas denominações e regularidades.

Imaginemos agora que um destes prisioneiros é forçado a sair das amarras e vasculhar o interior da caverna. Ele veria que o que permitia a visão era a fogueira e que na verdade, os seres reais eram as estátuas e não as sombras. Perceberia que passou a vida inteira julgando apenas sombras e ilusões, desconhecendo a verdade, isto é, estando afastado da verdadeira realidade. Mas imaginemos ainda que esse mesmo prisioneiro fosse arrastado para fora da caverna. Ao sair, a luz do sol ofuscaria sua visão imediatamente e só depois de muito habituar-se com a nova realidade, poderia voltar a enxergar as maravilhas dos seres fora da caverna. Não demoraria a perceber que aqueles seres tinham mais qualidades do que as sombras e as estátuas, sendo, portanto, mais reais. Significa dizer que ele poderia contemplar a verdadeira realidade, os seres como são em si mesmos. Não teria dificuldades em perceber que o Sol é a fonte da luz que o faz ver o real, bem como é desta fonte que provém toda existência (os ciclos de nascimento, do tempo, o calor que aquece etc.).

Maravilhado com esse novo mundo e com o conhecimento que então passara a ter da realidade, esse ex-prisioneiro lembrar-se-ia de seus antigos amigos no interior da caverna e da vida que lá levavam. Imediatamente, sentiria pena deles, da escuridão em que estavam envoltos e desceria à caverna para lhes contar o novo mundo que descobriu. No entanto, como os ainda prisioneiros não conseguem vislumbrar senão a realidade que presenciam, vão debochar do seu colega liberto, dizendo-lhe que está louco e que se não parasse com suas maluquices acabariam por matá-lo.

Este modo de contar as coisas tem o seu significado: os prisioneiros somos nós que, segundo nossas tradições diferentes, hábitos diferentes, culturas diferentes, estamos acostumados com as noções sem que delas reflitamos para fazer juízos corretos, mas apenas acreditamos e usamos como nos foi transmitido. A caverna é o mundo ao nosso redor, físico, sensível em que as imagens prevalecem sobre os conceitos, formando em nós opiniões por vezes errôneas e equivocadas, (pré-conceitos, pré-juízos). Quando começamos a descobrir a verdade, temos dificuldade para entender e apanhar o real (ofuscamento da visão ao sair da caverna) e para isso, precisamos nos esforçar, estudar, aprender, querer saber. O mundo fora da caverna representa o mundo real, que para Platão é o mundo inteligível por possuir Formas ou Ideias que guardam consigo uma identidade indestrutível e imóvel, garantindo o conhecimento dos seres sensíveis. O inteligível é o reino das matemáticas que são o modo como apreendemos o mundo e construímos o saber humano. A descida é a vontade ou a obrigação moral que o homem esclarecido tem de ajudar os seus semelhantes a saírem do mundo da ignorância e do mal para construírem um mundo (Estado) mais justo, com sabedoria. O Sol representa a Ideia suprema de Bem, ente supremo que governa o inteligível, permite ao homem conhecer e de onde deriva toda a realidade (o cristianismo o confundiu com Deus).

Portanto, a alegoria da caverna é um modo de contar imageticamente o que conceitualmente os homens teriam dificuldade para entenderem, já que, pela própria narrativa, o sábio nem sempre se faz ouvir pela maioria ignorante.

Por: João Francisco P. Cabral
Colaborador Brasil Escola
Graduado em Filosofia pela Universidade Federal de Uberlândia – UFU
Mestrando em Filosofia pela Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP

HUMANA MENTE

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Todas as vezes que você reclamar que está tudo igual e que nada muda em sua vida, preste atenção ao todo. Expanda sua consciência. Você pode fazer o mesmo trabalho de todos os dias, mas com certeza estará usando uma roupa diferente, estará com um humor diferente, aquele mendigo que você via todo dia na esquina ao ir ao trabalho não estará mais naquele local, o trânsito estará menos pesado, a árvore em frente sua casa brotou uma flor, o tempo estará ensolarado e até seu chefe estará de bom humor, mas de tanto reclamar que tudo está igual, você nem percebeu, que na verdade, tudo está diferente.

Quando você deixa de reclamar e começa a prestar mais atenção ao todo, observando todas as outras partes que compõem este todo, ao ampliar sua visão, você começa a perceber todas as mudanças que acontecem ao seu redor todos os dias, e se dá conta de que o problema não é o marasmo e o tédio que você mesmo cria em sua vida, mas sim a sua visão limitada pelo hábito programado, que lhe impede de vislumbrar este fato diário, criando-se assim os motivos ilusórios de suas reclamações.

Ainda que apenas uma pequenina parte do todo mude, todas as outras partes deste todo, inevitavelmente, também mudarão… 

Ricardo Prado 

• HUMANA MENTE •

SAWABONA SHIKOBA

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Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o inicio deste milênio. As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor.

O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.

A ideia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século.
O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos.

Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher. Ela abandona suas características, para se amalgamar ao projeto masculino.

A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se sou manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante. Uma ideia prática de sobrevivência, e pouco romântica, por sinal.

A palavra de ordem deste século é parceria.

Estamos trocando o amor de necessidade, pelo amor de desejo.
Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente.

Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas, e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas.

Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fração.

Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma.

É apenas um companheiro de viagem.

O homem é um animal que vai mudando o mundo, e depois tem de ir se reciclando, para se adaptar ao mundo que fabricou.

Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo.

O egoísta não tem energia própria;

Ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral.

A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado.
Visa a aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades.

E ela só é possível para aqueles que conseguem trabalhar sua individualidade. Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.

A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso.

Ao contrário, dá dignidade à pessoa.

As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem.
Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado.

Cada cérebro é único.
Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém.
Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa Alma Gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.

Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal.

Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo, e não a partir do outro.

Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de Ser de Cada Um.

O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável.
Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.

Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém…

Algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo !!!

Caso tenha ficado curioso(a) em saber o significado de…

SAWABONA, é um cumprimento usado no sul da África quer dizer

“EU TE RESPEITO, EU TE VALORIZO, VOCÊ É IMPORTANTE PRA MIM”.

Em resposta as pessoas dizem…

SHIKOBA que é “ENTÃO EU EXISTO PRA VOCÊ”.

Por: Flávio Gikovate

HONRE A SI MESMO.

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Você merece o melhor.
Muitos de vocês estiveram passando por um tremendo crescimento espiritual e por mudanças. Com todas as mudanças e transformações que estiveram acontecendo a você, é o momento de se honrar mais e começar a confiar em sua orientação interior. Quanto mais você usa e confia nesta sabedoria, mais ela aumenta e mais orientação e apoio você sente. Seja o que for que você estimule, irá crescer exponencialmente. Vemos muita coisa acontecendo em sua Terra para aqueles que estão se tornando tão brilhantes.

Reserve algum tempo hoje para se divertir, para brincar e se sentir livre. Estar ao ar livre quando puder e se divertir um pouco irá ajudar em suas mudanças, limpará a sua mente e também ajudará na liberação do que não mais lhe serve. Tenha um tempo para respirar o ar puro e expandir os seus pulmões, enquanto você segue rindo e se divertindo, e a partir disto, novas idéias poderão surgir inesperadamente em sua cabeça, a partir da sua comitiva de Seres de Luz, bem como do seu Eu Superior. Quando você encontra mais alegria em sua jornada, cada dia se torna mais brilhante do que o anterior.
Aproveite o tempo para se honrar e o seu espírito. Você é digno disto e o merece.

Sharon

Via: Energia Canela

https://www.facebook.com/energiacanela

E O RESTO?

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“Existe o certo, o errado e todo o resto.”

Esta é uma frase dita pelo ator Daniel Oliveira representando Cazuza, em uma conversa com o pai, numa cena que a meu ver, resume o espírito do filme.

Aliás, resume a vida.

Certo e errado são convenções que se confirmam com meia dúzia de atitudes.

Certo é ser gentil, respeitar os mais velhos, seguir uma dieta balanceada, dormir oito horas por dia, lembrar dos aniversários, trabalhar, estudar, casar e ter filhos, certo é morrer bem velho e com o dever cumprido.

Errado é dar calote, repetir de ano, beber demais, fumar, se drogar, não programar um futuro decente, dar saltos sem rede.

Todo mundo de acordo?

Todo mundo teoricamente de acordo, porém a vida não é feita de teorias.

E o resto?

E tudo aquilo que a gente mal consegue verbalizar, de tão intenso?

Desejos, impulsos, fantasias, emoções.

Ora, meia dúzia de normas preestabelecidas não dão conta do recado.

Impossível enquadrar o que lateja, o que arde, o que grita dentro de nós.

Somos maduros e ao mesmo tempo infantis, por trás do nosso autocontrole há um desespero infernal.

Possuímos uma criatividade insuspeita: inventamos músicas, amores e problemas, e somos curiosos, queremos espiar pelo buraco da fechadura do mundo para descobrir o que não nos contaram.

O amor é certo, o ódio é errado.

O resto é uma montanha de outros sentimentos, uma solidão gigantesca, muita confusão, desassossego, saudades cortantes, necessidade de afeto.

Há bilhetes guardados no fundo das gavetas que contariam outra versão da nossa história, caso viessem a público.

Todo o resto é o que nos assombra: as escolhas não feitas, os beijos não dados, as decisões não tomadas, os mandamentos que não obedecemos ou que obedecemos bem demais – a troco de que fomos tão bonzinhos?

Há o certo, o errado e aquilo que nos dá medo, que nos atrai, que nos sufoca, que nos entorpece.

O certo é ser magra, bonita, rica e educada, o errado é ser gorda, feia, pobre e analfabeta, e o resto nada tem a ver com esses reducionismos: é nossa fome por idéias novas, é nosso rosto que se transforma com o tempo, são nossas cicatrizes de estimação, nossos erros e desilusões.

Todo o resto é muito mais vasto.

É nossa porra-louquice, nossa ausência de certezas, nossos silêncios inquisidores, a pureza e a inocência que se mantêm vivas dentro de nós, mas que ninguém percebe, só porque crescemos.

A maturidade é um álibi frágil.

Seguimos com uma alma de criança que finge saber direitinho tudo o que deve ser feito, mas que no fundo entende muito pouco sobre as engrenagens do mundo.

Todo o resto é tudo que ninguém aplaude e ninguém vaia, porque ninguém vê.

 

Martha Medeiros

NO ANO PASSADO

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Já repararam como é bom dizer “o ano passado”? É como quem já tivesse atravessado um rio, deixando tudo na outra margem…Tudo sim, tudo mesmo! Porque, embora nesse “tudo” se incluam algumas ilusões, a alma está leve, livre, numa extraodinária sensação de alívio, como só se poderiam sentir as almas desencarnadas. Mas no ano passado, como eu ia dizendo, ou mais precisamente, no último dia do ano passado deparei com um despacho da Associeted Press em que, depois de anunciado como se comemoraria nos diversos países da Europa a chegada do Ano Novo, informava-se o seguinte, que bem merece um parágrafo à parte:

“Na Itália, quando soarem os sinos à meia-noite, todo mundo atirará pelas janelas as panelas velhas e os vasos rachados”.

Ótimo! O meu ímpeto, modesto mas sincero, foi atirar-me eu próprio pela janela, tendo apenas no bolso, à guisa de explicação para as autoridades, um recorte do referido despacho. Mas seria levar muito longe uma simples metáfora, aliás praticamente irrealizável, porque resido num andar térreo. E, por outro lado, metáforas a gente não faz para a Polícia, que só quer saber de coisas concretas. Metáforas são para aproveitar em versos…

Atirei-me, pois, metaforicamente, pela janela do tricentésimo-sexagésimo-quinto andar do ano passado.
Morri? Não. Ressuscitei. Que isto da passagem de um ano para outro é um corriqueiro fenômeno de morte e ressurreição – morte do ano velho e sua ressurreição como ano novo, morte da nossa vida velha para uma vida nova.

Mario Quintana

MATURIDADE

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Quando digo maturidade, estou falando de integridade interior. E essa integridade interior só surge quando você pára de responsabilizar os outros, quando pára de dizer que um outro é responsável pelo seu sofrimento, quando começa a perceber que é você o responsável por seu próprio sofrimento. Esse é o primeiro passo em direção à maturidade: “Eu sou o responsável. Seja o que for que esteja acontecendo, está partindo de mim”.
Você se sente infeliz. É responsabilidade sua? Você irá se sentir muito desconfortável, mas se puder manter esse sentimento, mas cedo ou mais tarde você será capaz de parar de fazer muitas coisas. Isso é o que a teoria do carma diz. Você é responsável. Não diga que a sociedade é responsável, não diga que seus pais são responsáveis, não diga que as condições econômicas são responsáveis, não jogue a responsabilidade em ninguém – você é responsável.
No inicio, isso irá parecer um fardo, porque você não poderá mais jogar a responsabilidade para outras pessoas. Ainda assim, suporte esse fardo.

(Osho)

 

MANTENHA-SE POSITIVO DURANTE TEMPOS DIFÍCEIS

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Todo mundo enfrenta tempos difíceis. A vida pode ser um teste! Saber como interpretar e reagir aos desafios da vida é a chave. Mudar conscientemente a sua mente e escolher ancorar-se no positivo traz muitas recompensas. Siga as dicas abaixo para manter o pensamento positivo e fortalecido nos momentos difíceis.

 

Instruções:

Mantendo-se positivo durante tempos difíceis

 

1-      Avalie a situação. Às vezes é fácil pintar a situação mais grave e dramática do que realmente é. Em vez de se envolver no drama ou ficar excessivamente preso a suas emoções, enxergue a situação de um ponto de vista mais distante. Seja uma testemunha! Isso irá ajudá-lo a identificar a ideia ou sentimento que está classificando a situação como “difícil”.

 

2-      Pare de se ver como uma vítima. Essa é uma grande armadilha. Quando você sente como se alguma outra pessoa ou situação é responsável pela sua dificuldade, você perde o seu poder. Entenda que você é um poderoso co-criador de sua vida e que é responsável por seus sentimentos. Então, você poderá ditar o que quer ou como você quer se sentir nos momentos difíceis. Você pode escolher! Permaneça no controle e mantenha uma atitude positiva.

 

3-      Dê-se espaço e tempo para se emocionar. Suprimir as emoções não é saudável. Permita-se sentir qualquer sentimento presente na situação. Se você está com raiva de alguém, bata em um saco de pancadas por algum tempo e continue a perguntar-se o que você quer. Chore se precisar Chame um amigo  e compartilhe seus sentimentos. Um bom desabafo quase sempre mudará a sua mentalidade e perspectivas.

 

4-      Procure a bênção disfarçada. Tempos aparentemente difíceis sempre têm alguma lição e bênção em si. Veja o ensinamento na situação e assuma uma perspectiva iluminada. Converse com alguém que tenha uma perspectiva de vida diferente da sua e um bom senso de humor. O riso é incrivelmente curativo e pode clarear situações pesadas.

 

5-      Cuide-se. Coma corretamente, descanse o suficiente, exercite-se e mantenha seus passatempos. Se tiver que tender a uma situação difícil com frequência ou dar atenção a alguém que está doente, faça pausas regulares para manter-se focado; use técnicas de alongamento, meditação e respiração profunda. Se você estiver completamente fortalecido será muito mais fácil manter o pensamento positivo.

 

Por:  Contributing Writer | Tradução por Carlos Cassimiro

O VÔO DA FÊNIX

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Na Índia vive um pássaro que é único: a encantadora fênix tem um bico extraordinariamente longo e muito duro, perfurado com uma centena de orifícios, como uma flauta. Não tem fêmea, vive isolada e seu reinado é absoluto. Cada abertura em seu bico produz um som diferente, e cada um desses sons revela um segredo particular, sutil e profundo.

Quando ela faz ouvir essas notas plangentes, os pássaros e os peixes agitam-se, as bestas mais ferozes entram em êxtase; depois todos silenciam. Foi desse canto que um sábio aprendeu a ciência da música.

A fênix vive cerca de mil anos e conhece de antemão a hora de sua morte. Quando ela sente aproximar-se o momento de retirar o seu coração do mundo, e todos os indícios lhe confirmam que deve partir, constrói uma pira reunindo ao redor de si lenha e folhas de palmeira. Em meio a essas folhas entoa tristes melodias, e cada nota lamentosa que emite é uma evidência de sua alma imaculada. Enquanto canta, a amarga dor da morte penetra seu íntimo e ela treme como uma folha.

Todos os pássaros e animais são atraídos por seu canto, que soa agora como as trombetas do Último Dia; todos aproximam-se para assistir o espetáculo de sua morte, e, por seu exemplo, cada um deles determina-se a deixar o mundo para trás e resigna-se a morrer. De fato, nesse dia um grande número de animais morre com o coração ensanguentado diante da fênix, por causa da tristeza de que a veem presa. É um dia extraordinário: alguns soluçam em simpatia, outros perdem os sentidos, outros ainda morrem ao ouvir seu lamento apaixonado.Quando lhe resta apenas um sopro de vida, a fênix bate suas asas e agita suas plumas, e deste movimento produz-se um fogo que transforma seu estado. Este fogo espalha-se rapidamente para folhagens e madeira, que ardem agradavelmente. Breve, madeira e pássaro tornam-se brasas vivas, e então cinzas. Porém, quando a pira foi consumida e a última centelha se extingue, uma pequena fênix desperta do leito de cinzas.

Aconteceu alguma vez a alguém deste mundo renascer depois da morte? Mesmo que te fosse concedida uma vida tão longa quanto a da fênix, terias de morrer quando a medida de tua vida fosse preenchida. A fênix permaneceu por mil anos completamente só, no lamento e na dor, sem companheira nem progenitora. Não contraiu laços com ninguém neste mundo, nenhuma criança alegrou sua idade e, ao final de sua vida, quando teve de deixar de existir, lançou suas cinzas ao vento, a fim de que saibas que ninguém pode escapar à morte, não importa que astúcia empregue. Em todo o mundo não há ninguém que não morra. Sabe, pelo milagre da fênix, que ninguém tem abrigo contra a morte. Ainda que a morte seja dura e tirânica, é preciso conviver com ela, e embora muitas provações caiam sobre nós, a morte permanece a mais dura prova que o Caminho nos exigirá”.

 

Por: Farid al-Din Attar – A Conferência dos Pássaros

 

10 DICAS PARA AMAR A SI MESMO

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1. Pare de ser Criticar. Não adianta fingirmos que somos perfeitos, os que se auto-impõe a obrigação de ser perfeitos, criam uma imensa pressão sobre si mesmos. Temos um Papel único a desempenhar nesta vida, e a crítica só serve para obscurecer nossa compreensão sobre este papel.

2. Pare se Amedrontar-se. Muitos de nós tornam situações piores do que são. Pegamos um pequenos problema e o transformamos em um monstro. Isto cria situações terríveis, pois não há nada mais desgastante do viver esperando o pior que a vida pode oferecer. Pensamentos assustadores são afirmações negativas. Comece aos poucos a buscar pensamentos positivos (isto pode ser feito através de afirmações positivas)

3. Seja gentil e paciente consigo mesmo. A maioria das pessoas sobre porque está sempre esperando gratificação imediata. Entenda que você sempre se sentirá desconfortável quando estiver tentando fazer algo novo. De início pode parecer estranho mas com a prática o novo vai se tornando normal e natural. Por isto, seja paciente até mesmo quando se propuser a se amar. Ninguém aprende a se amar no primeiro dia, mas podemos ir nos amando mais a cada dia que passa.

4. Seja gentil com sua mente. Ser gentil com sua mente significa afastar dela toda a culpa, as acusações, os castigos e a dor. Nada melhor para a mente do que o relaxamento. Ele é absolutamente essencial para propiciar a ligação com nosso Poder Interior.

5. Elogie-se. Quando você se menospreza está depreciando o Poder que criou. Aprenda a se elogiar começando com pequena coisas. A primeira vez que tentar algo novo, incentive-se por seus sucessos, por menores que sejam

6. Procure apoio externo. Um número exagerado de pessoas acabou aprendendo a se tornar auto-suficiente e não consegue pedir ajuda nas horas de necessidade. Em vez de tentar fazer tudo sozinho e depois enfurecer-se com si mesmo por ser incapaz de resolver um problema, recorra à ajuda externa. De acordo com o que estiver sentindo, busque Terapeutas, Grupos de Desenvolvimento ou Coachs, atualmente existem vários que trabalham diversos assuntos.

7. Ame suas falhas. Se nos punirmos por elas, acaremos transformando esta atitude em um padrão que levará muito tempo para ser modificado, deixando de abrir espaço para as escolhas positivas. Não importa qual seja a situação negativa que você está enfrentando ela existe por algum motivo, talvez para lhe ensinar algo ou levá-lo a procurar um modo mais positivo de atender suas necessidades.

8. Cuide do seu corpo. Pense em seu corpo como sendo uma casa em que você morará por algum tempo. Você gostaria de morar em uma casa suja e maltratada? Então, cuide do que põe dentro dela. O álcool e as drogas são o meio mais grave de sujar ou maltratar sua casa.

9. Trabalho no espelho. Se algo desagradável lhe acontecer, vá para diante do espelho assim que tiver uma oportunidade e diga: “Eu me amo, apesar de tudo”. Os eventos podem ir e vir, mas o amor por você mesmo deve se manter constante.

10. Ame-se agora. Comece a amar-se imediatamente! Não se deixe conter por qualquer tipo de insatisfação que tenha com sua própria pessoa. A insatisfação consigo mesma às vezes se torna um hábito e não deixa desfrutar as coisas boas que acontecem em sua vida. Ame-se, a partir deste instante. Não adie este prazer.

 

Por: Louise Hay – “O Poder Dentro de Você” 

 

Saiba mais: https://omundodegaya.wordpress.com/misttico/