O QUE APRENDI COM OS ORIXÁS

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*Exus* me ensinaram que se deseja algo, têm que conquistar !!!

*Pombogiras* me ensinaram que amor verdadeiro é conquistado, não amarrado.

*Caboclos* me ensiaram que a felicidade é uma permissão que temos que nos dar.

*Boiadeiros* me ensinaram que os verdadeiros amigos são os que permanecem do meu lado sempre.

*Erês* me ensinaram que a fé é o único sentimento puro que existe

*OXUM* me ensinou que o amor vale mais que o ouro.

*Omulu* me ensinou que não existe sofrimento que não acabe.

*Ogum* me ensinou que não existe vitória sem luta.

*Oxóssi* me ensinou que só a coragem é o suficiente pra realizar meus sonhos.

*Xango* me ensinou a acreditar na justiça divina, não na minha.

*Oxumare* me ensinou que arrogância não nos leva a bonança.

*Iansã* me ensinou a vencer as tempestades da vida com a cabeça erguida.

*Íyewá* me ensinou que é melhor ferir com verdades do que iludir com mentiras.

*Oba* me ensinou que nem todos são amigos, que a traição vem de onde menos esperamos.

*Iemanja* me ensinou que ser boa não é ser boba ou deixar que nos pisem.

*Nanã* me ensinou a ter paciência e mais certeza em nossos sonhos e objetivos.

*Oxalá* me ensinou que para ser bom não precisa ser santo, mas que eu não passe por cima dos outros pra ter o que quiser.

*Zambi* me ensinou que ele não tira nada de mim, mesmo que seja pra me dar algo melhor.

*Olorum* me ensinou que tudo que eu conquisto é mérito meu, fazer permanecer comigo é meu mérito também e se for possível e eu fizer por merecer ele me dará muito mais coisas sem me tirar o que já tenho…

Boa noite!

 

Por: Philippe Bandeira de Mello – Terapeuta Junguiano e Transpessoal (formado em Psicologia), Supervisor Clínico e Terapeuta de Vidas Passadas

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UMBANDISTA EM EXTINÇÃO!?

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Vale muito a pena lutar e refletir, é por nós.. Passo a semana inteira ansioso esperando chegar o dia da gira, estar no terreiro, o cheiro de erva, tocar atabaque, cantar os pontos e ver aquela entidade que você ama em terra, esse sentimento nunca mudou, a Umbanda muito me emociona, e enquanto for assim, meu caminho é lá, de branco, pé no chão, joelho em terra… Sei que muitos ainda seguem essa cartilha…e não peço à ninguém, para ser do mesmo jeito que eu..
“Se você, ao entrar no terreiro, pede licença e saúda os assentamentos e firmezas da casa;
*Se você, ao se afastar de um guia ou do altar, sai de costas e permanece de frente para o altar;
*Se Você, ao conversar com uma entidade, se curva e abaixa o olhar em sinal de respeito;
*Se você, ao tomar um passe, agradece de coração a entidade que o atendeu;
*Se você, ao ganhar de um guia um gole de sua bebida, pega sempre o cuia com as duas mãos;
*Se você, ao ser convocado para um trabalho difícil ou uma simples reunião, não se envaidece e se prepara com amor;
*Se você, ao ser corrigido por sua Mãe de santo não se enfurece, mas entende que é para sua evolução;
*Se você, ao encontrar sua Mãe de santo ou irmão, toma sua bênção
*Se você, ao cantar determinados pontos de umbanda ainda se emociona como no início;
*Se você, ao perceber um erro de alguém, não critica, mas procura orientar da forma adequada;
*Se você, ao não entender um ensinamento ou doutrina, questiona, pergunta, ao invés de fingir que entendeu;
*Se você, ao ouvir comentários desnecessários dentro do terreiro os ignora e não se envolve;
*Se você, ao faltar a gira ou em algum trabalho, pede desculpas aos seus guias por sua falta;
*Se você, ao fim de um trabalho fica feliz e ansioso pelos próximos compromissos;
*Se você, ao se sentir fraco, busca a ajuda de sua casa ao invés de se afastar dela;
*Se você, preocupa-se tanto com o seu próprio desenvolvimento quanto com o dos outros;
*Se você, tem respeito e amor verdadeiro por sua casa e entende o quão é difícil em vários momentos mantê-la…
PARABÉNS POR SUA POSTURA, MAS CUIDADO, VOCÊ É UM UMBANDISTA EM EXTINÇÃO…”
Vamos fazer do nosso espaço um ambiente gostoso e leve. Axé!

“O dia que vestir branco for obrigação, filho, não vista mais. A caridade tem de vir do coração.” – Preta Velha Maria Redonda

Por: Filho de Cabocla

Via: https://www.facebook.com/perolasdamacumba/

O QUE SIGNIFICA ASÉ! (ou Axé em português)

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Essa talvez seja a palavra mais conhecida, e utilizada, por todas pessoas, iniciadas ou não em minha amada religião.
Mas afinal de contas, você sabe o que significa Asé?
A palavra Axé é de origem yorubá e é muito usada nas casas de Candomblé. Axé significa “força, poder” mas também é empregada para sacramentar certas frases ditas entre o povo de santo, como por exemplo:
Eu digo: – “Eu estou muito bem”. Outro responde: – “Axé!” Esse “axé” aí dito equivaleria ao “Amém” do Catolicismo (“que Deus permita”).
Por sua grafia, explica-se que, ASÉ significa isso: Awa = nós; se = realizar.
AXÉ, nós realizamos, com a ajuda, a força e o poder de nossa crença nos Òrìsà e nos nossos Ancestrais.
Mas, o Axé ainda pode significar a própria casa de Candomblé em toda a sua plenitude. Daí, uma Yalorixá também ser chamada de Yalaxé (Iyálàse), ou seja, “Mãe do Axé” ou a pessoa responsável pelo zelo do Axé ou força da casa de Orixá.
Axé também pode significar “Vida”. E tudo que tem vida tem origem. Chamar a vida é chamar o Axé e as origens. Os Orixás são Axé, os Orixás são Vida.
Agora, o que seria Contra-Axé?
Os contra-axés são todas as estruturas de opressão e morte que destroem a vida das comunidades. O contra-axé ainda pode ser todas a quizilás dentro de uma casa de orixá e também certos tabus que cercam o Omo-orixá.
Na tradição dos orixás, axé também pode significar a “força das águas, do fogo, da terra, das árvores, das pedras” enfim de tudo que tem vida. Pois, o Candomblé é um culto de celebração à vida e a toda a força que dela advém, ou seja, o próprio culto, é o próprio Axé.
Para o yoruba, o verbo mais importante é realizar. Um homem vem ao AIYE, o Planeta Terra, para sua lembrança. É assim que ele será recordado por sua descendência, através de suas realizações.
Nada é feito sem o apoio dos Òrìsà, porque é através da força que flui deles para nós que essa realização ocorre.
Hoje, essa nossa palavra de significado mágico se banalizou, virou música chula, de bom ritmo e de forte apelo sexual. Para muitos, AXÉ é dançar com pouca roupa, “colocando a mão aqui e passando a mão ali, sentando na garrafa e mexendo o que não deve”.
É uma palavra sagrada tão importante quanto AMÉM, MAKTUB, ASSIM SEJA, ALELUIA e tantas outras, em tantas línguas, e está por aí desvirtuada, destituída de seu significado religioso, servindo de apelo comercial e chamariz sexual.
Conclamo aos sacerdotes afros-descendentes sair a campo esclarecendo, defendendo, e se reapossando de nosso AXÉ!
Que volte a encerrar as nossas bênçãos, as nossas preces! Que aqueles que ouvirem a palavra AXÉ sintam-se abençoados e plenos de graça. Que um homem de AXÉ seja um sacerdote e não um símbolo sexual. Que uma viagem de AXÉ seja uma visita a Terra Mãe África e não alguns dias de carnaval na Bahia.
Que todo brasileiro, independente de sua opção religiosa, tenha muita AXÉ!

UM EXCELENTE DIA CHEIO DE MUITO ASE!!!

Por: 

2 DE FEVEREIRO – DIA DE IEMANJÁ

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Iemanjá é um orixá feminino (divindade africana) das religiões Candomblé Umbanda. O seu nome tem origem nos termos do idioma Yorubá “Yèyé omo ejá”, que significam “Mãe cujos filhos são como peixes”.

Mãe-d’água dos Iorubatanos no Daomé, de orixá fluvial africano passou a marítimo no Norte do Brasil.

No Brasil, a deusa Iemanjá recebe diferentes nomes, dentre eles: Dandalunda, Inaé, Ísis, Janaína, Marabô, Maria, Mucunã, Princesa de Aiocá, Princesa do Mar, Rainha do Mar, Sereia do Mar, etc.

Iemanjá é a padroeira dos pescadores. É ela quem decide o destino de todos aqueles que entram no mar. Também é considerada como a “Afrodite brasileira”, a deusa do amor a quem recorrem os apaixonados em casos de desafetos amorosos.

No dia 2 de fevereiro acontece em Salvador, capital do Estado da Bahia, a maior festa popular dedicada a Iemanjá. Neste dia, milhares de pessoas trajadas de branco fazem uma procissão até ao templo de Iemanjá, localizado na praia do Rio Vermelho, onde deixam os presentes que vão encher os barcos que os levam para o mar.

No Rio de Janeiro as festas em honra de Iemanjá estão relacionadas com a passagem de ano.

Nos candomblés fiéis às origens africanas, o culto é prestado em locais fechados, nos atuais o culto é ao ar livre, prestado no mar e nas lagoas, sendo Iemanjá muitas vezes representada como sereia.

Os devotos levam para o mar vários presentes que são tidos como recusados quando não afundam ou quando são devolvidos à praia.

Dentre as diversas oferendas para a bela e vaidosa deusa, encontram-se flores, bijuterias, vidros de perfumes, sabonetes, espelhos e comidas. O ritual se repete em outras praias do Brasil.

As celebrações em homenagem a Iemanjá também acontecem em 15 de agosto, 8 de dezembro e 31 de dezembro.

Iemanjá e Música

Existem várias músicas que são feitas em homenagem a Iemanjá. Exemplo disso é a música “Iemanjá” do grupo musical Chimarruts, uma banda de reggae do Rio Grande do Sul.

Iemanjá e Sincretismo

No sincretismo religioso, Iemanjá corresponde a Nossa Senhora dos Navegantes, Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora das Candeias, Nossa Senhora da Piedade e Virgem Maria.

8 DE DEZEMBRO – DIA DE OXUM

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Oxum, na religião yoruba, é uma orixá que reina sobre a água doce dos rios, o amor, a intimidade, a beleza, a riqueza e a diplomacia. Também é um orixá do candomblé. Oxum é dona do ouro e da nação ijexá. Tem o título de Ìyálòdè entre os orixás.
Nas religiões afro-brasileiras é sincretizada com diversas Nossas Senhoras. Na Bahia, ela é tida como Nossa Senhora das Candeias ou Nossa Senhora dos Prazeres. No Sul do Brasil, é muitas vezes sincretizada com Nossa Senhora da Conceição, enquanto no Centro-Oeste e Sudeste é associada ora à denominação de Nossa Senhora, ora com Nossa Senhora da Conceição Aparecida.
Oxum é uma orixá, é a rainha da água doce, dona dos rios e cachoeiras, cultuada no candomblé e também na umbanda, religiões de origem africana.

O arquétipo de Oxum é de uma mulher graciosa e elegante, que tem predileção por joias, perfumes e roupas. A figura de Oxum carrega um espelho na mão.

Oxum representa a Deusa da beleza, orixá do amor, da fertilidade e da maternidade, responsável pela proteção dos fetos e das crianças recém-nascidas, sendo adorada pelas mulheres que querem engravidar. Seu elemento é a água, sua cor é o amarelo e seu dia é o Sábado.

SALVE,OXUM!