SER MÃE

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Ser mãe não é apenas carregar no ventre, por alguns meses, um óvulo fecundado!

 Ser mãe não é somente passar pela dor cruciante de trazer um filho ao mundo!

Ser mãe não é simplesmente dar o alimento, vestir e cuidar do físico e dos estudos!

Ser mãe não é embonecar uma criança, fazendo dela um enfeite, um “bibelô”!

Ser mãe é muito mais do que isso!

Ser mãe é dividir o que se tem, sempre priorizando os filhos;

Ser mãe é cuidar, amar, amar e amar!

Ser mãe é depender da graça de Deus dia após dia, hora após hora, minuto após minuto;

Ser mãe é estar na dependência total do Deus Maravilhoso que não falta nunca, que sempre nos protege e nos ampara;

Ser mãe é se sentir abençoado por ter recebido do Senhor o privilégio de tomar conta de um pequeno ser;

Ser mãe é ver o seu amor imperfeito comparado ao perfeito amor do grande Deus.

Ser mãe é envelhecer sorrindo;

Mesmo na solidão do ninho que ficou vazio;

 Porque sabe que cumpriu a sua parte;

E o que faltou, o Pai celeste completará;

Pois dele vem a promessa:

“Não temas, pois Eu estou contigo em todo momento”.

Ser mãe é ser feliz somente por ser mãe!

MÃE – DESNECESSÁRIA

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A boa mãe é aquela que vai se tornando desnecessária com o passar do tempo. Várias vezes ouvi de um amigo psicanalista essa frase, e ela sempre me soou estranha. 
Até agora. Agora, quando minha filha de quase 18 anos começa a dar vôos-solo.
Chegou a hora de reprimir de vez o impulso natural materno de querer colocar a cria embaixo da asa, protegida de todos os erros, tristezas e perigos. Uma batalha hercúlea, confesso. Quando começo a esmorecer na luta para controlar a super-mãe que todas temos dentro de nós, lembro logo da frase, hoje absolutamente clara.
Se eu fiz o meu trabalho direito, tenho que me tornar desnecessária. 
Antes que alguma mãe apressada me acuse de desamor, explico o que significa isso.
Ser “desnecessária” é não deixar que o amor incondicional de mãe, que sempre existirá, provoque vício e dependência nos filhos, como uma droga, a ponto de eles não conseguirem ser autônomos, confiantes e independentes. Prontos para traçar seu rumo, fazer suas escolhas, superar suas frustrações e cometer os próprios erros também. A cada fase da vida, vamos cortando e refazendo o cordão umbilical. A cada nova fase, uma nova perda é um novo ganho, para os dois lados, mãe e filho. 
Porque o amor é um processo de libertação permanente e esse vínculo não pára de se transformar ao longo da vida. Até o dia em que os filhos se tornam adultos, constituem a própria família e recomeçam o ciclo. O que eles precisam é ter certeza de que estamos lá, firmes, na concordância ou na divergência, no sucesso ou no fracasso, com o peito aberto para o aconchego, o abraço apertado, o conforto nas horas difíceis.
Pai e mãe – solidários – criam filhos para serem livres. Esse é o maior desafio e a principal missão.
Ao aprendermos a ser “desnecessários”, nos transformamos em porto seguro para quando eles decidirem atracar.

Dê a quem você ama: asas para voar, raízes para voltar e motivos para ficar.” (Dalai Lama)

Por: Márcia Neder