NÃO PRECISAS MAIS

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Tudo aquilo de que dispões hoje é o estritamente necessário para passares à fase seguinte da tua vida. Nem mais, nem menos. Só. Assim. Tal e qual. Tudo o que tens hoje à tua disposição é o que necessitas. É óbvio que querias mais. Claro que sim. Claro que gostarias de ter mais condições para, pensas tu, andares mais depressa de encontro aos teus objectivos.

A primeira pergunta que eu te faço é: Será que tens de andar mais depressa? Será que a este ritmo não estarás a capacitar-te mais, a consolidar-te mais,a estruturar-te mais? Será que não atraíste a velocidade exacta de andamento, necessária para conseguires vencer as tuas resistências consistentemente? Será que essa resistência seria vencida se tudo andasse mais depressa?

E a última pergunta que te faço é: Queres que tudo ande mais depressa para chegares mais depressa aos teus objectivos? Quais objectivos? Será que neste caminho mais lento, mais restritivo, não ficarás mais maleável para aceitar que aqueles não são os teus verdadeiros objectivos?

Se queres mais, mais coisas, mais depressa, está na hora de chorar a impotência. Chora. Chora essa impotência de as coisas terem de ser desta maneira. Chora, porque é a única coisa que podes fazer neste momento. Chorar e conformares-te que hoje é o que tens. E mais nada. E não precisas de mais nada.

Tudo o que atraíste neste momento, tudo de que dispões agora é o estritamente necessário para alcançares a próxima fase da tua vida. Querer mais agora, é ego. E isto é tudo o que eu tenho para te dizer.

O LIVRO DA LUZ Pergunte, O Céu Responde,

de Alexandra Solnado

 

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A MONTANHA

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Imagina um homem a caminhar por uma estrada. E a estrada tem contornos, tem curvas, tem subidas e descidas. Imagina também que esse homem encontra à sua frente um verdadeiro obstáculo. Grande. Alto. Largo. Uma montanha. O que é que ele faz? Tem três hipóteses. Ou fica a esmurrar a montanha até a transformar em pó. Ou volta para trás e segue um outro caminho. Ou, a hipótese mais difícil: sobe a montanha. Passa por ela sem sair do seu caminho.

Na primeira hipótese, o homem cansa-se, desgasta-se e se conseguir derrubar a montanha, nessa altura estará tão exausto que não terá forças para continuar o caminho. E o caminho acaba aí. Na segunda hipótese, o homem amedronta-se com a montanha, e volta. Sai, portanto, do seu caminho. Na terceira hipótese, o homem sobe a montanha. Só tem essa chance. Subir. Mas, para subir, ele precisa de se livrar da sua carga. Libertar-se de coisas, desapegar-se de elementos que julgava serem cruciais para essa jornada.

Para subir, o homem tem de aceitar «ser». E vai ficando mais leve. Quanto mais sobe, mais carga liberta e mais leve fica. E quando finalmente chega ao topo, está verdadeiramente liberto. Pode olhar lá de cima para todo o horizonte. E percebe que está diferente. Já não pode descer para voltar ao seu caminho inicial. Deverá continuar dali. E quando ele sentir verdadeiramente isso, eis que um caminho se anuncia a partir dali. Alto, leve, livre.

Quando ele aceitou subir a montanha não sabia que estava a subir de nível energético. E só quando chegou lá acima é que percebeu que já não era necessário descer. O caminho seria feito a partir dali. A vida é exactamente assim. Quando aparece um obstáculo, podes evitá-lo, mudando de caminho mas não de vibração. Ou podes encará-lo, confrontando-te com todas as tuas limitações.

E lembra-te de que confrontares-te com as tuas limitações não é criticá-las nem julgá-las. É aceitá-las e tentar fazer cada dia melhor… mas sem exagero. E é também deixares de te centrar nessas limitações para poderes procurar as tuas capacidades, pois onde há limitações também há capacidades. E quando tiveres encarado o obstáculo e libertado densidade através da aceitação das limitações, nessa altura, estarás a subir a tua frequência energética. E o caminho nunca mais será o mesmo.

Alexandra Solnado

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APRENDENDO A RECEBER

Aceitar receber. Essa é a questão. Vocês são habituados a dar, e aí estão no controle. Enquanto dão, vão controlando o evoluir dos acontecimentos. Controlam os eventos e controlam a pessoa a quem estão a dar. «Enquanto ela estiver a receber, está a aceitar-me. Não me está a rejeitar.» E assim, ao se limitarem a dar, tentando controlar o afecto alheio, vão-se bloqueando.

Quem acredita que só dar é que é importante, bloqueia. Bloqueia porque não perde o controle, não relaxa, não recebe. Receber é perder o controle. Receber é aceitar. E saber que depois podes voltar a precisar e não receber mais. É aceitar que se pode ficar à mercê, que se pode ficar frágil, que se pode sofrer. E tu não queres sofrer, pois não?

Eu compreendo, mas pensa que, para não sofreres, não estás a receber. E se fazes isso tudo para ser aceito, para não atrair rejeição, percebe que, ao não receber, estás precisamente a atrair rejeição. Pensa: Como é que é possível que alguém esteja a fazer uma determinada coisa para não atrair rejeição e esteja precisamente a atrair isso mesmo? Pensa. Achas que está correcto? Penso que não.

Meu conselho: Abre-te. Abre-te para a vida. Pára de controlar. Aceita receber. As pessoas estão a querer dar. Mas estás fechado. Preferes não receber para não perder o controlo, preferes ficar carente e sofrer. As pessoas querem dar e estás a sofrer. Não pode estar certo. Abre. Mesmo que sofras, abre. Mesmo que fiques carente, abre. Mesmo que te sintas mal, abre. Mesmo que aches que as pessoas vão fazer-te mal, abre. Mesmo que elas te façam mal, abre.

Abre. É a única razão de estares aí. É a única razão pela qual não subiste a tua vibração para ficar mais perto de mim. Abre. Para sempre.

(O LIVRO DA LUZ – Pergunte, O Céu Responde, de Alexandra Solnado)

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