20 de Janeiro: Dia de Oxóssi e de São Sebastião

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Oxóssi é a Divindade que está assentada no pólo positivo do Trono do Conhecimento.

Oxóssi irradia o Conhecimento e atua em nosso mental estimulando nossa busca pelo conhecimento no sentido mais amplo da palavra, de modo a expandir todos os Sentidos da nossa vida. Ele também ampara os seres que fazem bom uso dos conhecimentos adquiridos (aplicando-os para a própria evolução e no esclarecimento e auxílio ao próximo).

Por isso, Oxóssi representa o arquétipo do Grande Caçador: aquele que vai buscar e nos traz o Conhecimento e respostas inteligentes às nossas necessidades de aprendizado e evolução.

Oxóssi é o raciocínio hábil, o cientista, o doutrinador, é o grande comunicador, é a Divindade da Expansão.

É o Senhor do Reino Vegetal, dono de todos os frutos, ervas e flores e de toda a vida existente nas florestas, campos, matas e adjacências.  É o Senhor da fauna e da flora planetárias.

Seu primeiro Elemento de atuação é o Vegetal (que nos purifica, limpa, nutre e cura) e o seu segundo Elemento é o Ar (que leva, espalha e expande).

Seu culto é muito difundido no Brasil.

HISTÓRIA

Na África, Oxóssi era cultuado basicamente no Keto, Nação praticamente destruída no século XIX, pelas tropas do então rei do Daomé. Então, os filhos consagrados a Oxóssi foram vendidos como escravos no Brasil, nas Antilhas e em Cuba. E assim o culto a Oxóssi na África foi praticamente esquecido.

No Candomblé, Oxóssi é o rei de Keto, filho de Oxalá e Yemanjá. É a Divindade da caça, que vive nas florestas, e cujos principais símbolos são o arco e flecha (Ofá) e um rabo de boi (Eruexim). Foi um caçador de elefantes, animal associado à realeza e aos antepassados.

Sua dança, de ritmo “corrido”, simula o gesto de atirar flechas para a direita e para a esquerda. Ele imita o cavaleiro que persegue a caça, deslizando devagar, e que às vezes pula e gira sobre si mesmo. É uma das danças mais bonitas do Candomblé.

Em algumas lendas do culto de Nação, Oxóssi aparece como irmão de Ogum e de Exu.

Isso acontece porque Oxóssi, Ogum e Exu, entre outros atributos, são vistos na cultura africana como guerreiros e caçadores, pois sempre vão à frente, buscando e abrindo caminhos; embora Oxóssi seja o Caçador por excelência.

É importante lembrar que o culto de Orixá vem da África, de uma cultura tribal, na qual os homens saíam para caçar, quando não viviam da agricultura. E quem sai para caçar e trazer alimento para a tribo é o caçador.

Mas numa vida tribal, o caçador também é o guerreiro que enfrenta os perigos da floresta e depois traz alimento e informações para o grupo. O caçador não saía apenas para buscar alimento, ele também ia buscar conhecimentos (sobre a região, sobre os animais e a floresta, sobre outras tribos etc.). Havia situações em que ele ficava vários dias ausente, e na volta trazia as novidades, as notícias.

E quando um grupo saía para caçar, alguns se ocupavam com a caça, enquanto outros ficavam em torno, para proteger os caçadores. Estes que faziam a proteção atuavam como guardiões, tendo uma relação com o Orixá Exu, pois ficavam escondidos no escuro da mata, adiantavam-se, e depois passavam para os caçadores informações seguras sobre o caminho a seguir.

E cada vez que o grupo avançava, um seguia na frente. Era o mateiro, aquele que ia à frente do grupo com um facão para abrir o caminho, tendo uma relação com o Orixá Ogum. Tudo isso explica porque Oxóssi, Ogum e Exu são considerados irmãos, dentro do Culto de Nação. Eles têm Qualidades ou atributos semelhantes, que os tornam “irmãos”.

E sendo Ogum também o Orixá do ferro, foi dele que Oxóssi recebeu suas armas de caçador, nascendo aqui outro ponto de ligação entre ambos.

Vale lembrar que na Umbanda Oxóssi é sincretizado com São Sebastião. Mas no

Candomblé baiano está sincretizado com São Jorge e Ogum. Ocorre que tanto São Sebastião quanto São Jorge foram soldados do Imperador romano Diocleciano, que muito perseguiu e matou os cristãos. São Sebastião e São Jorge foram soldados, tinham a mesma função, e isso também lembra a questão da “irmandade” de Oxóssi e Ogum, tratada no culto de Nação. Por outro lado, São Jorge “caçava o dragão”, perseguiu-o até derrotá-lo, e isso nos mostra outro aspecto desse guerreiro e sua “irmandade” com Oxóssi.

Ainda dentro desses conceitos de Nação, Oxóssi vive na floresta, onde moram os espíritos.

Está relacionado com as árvores e os antepassados. As abelhas lhe pertencem e representam os antepassados femininos. Relaciona-se com os animais em geral, imitando seus gritos com perfeição. É o caçador valente, ágil e generoso, que propicia a caça, domina a flora e a fauna e protege contra o ataque das feras. Gera o sustento, a alimentação abundante, o progresso e a riqueza para o homem. Neste sentido se diz que

Oxossi é o que basta a si mesmo.

A ele estiveram ligados alguns Orixás femininos, mas o maior destaque é para Oxum.

Diz um mito que Oxóssi encontrou Iansã na floresta, sob a forma de um grande elefante, que se transformou em mulher. Casou-se com ela e tiveram muitos filhos, mas depois se separaram e seus filhos foram criados por Oxum. Abandonado por Iansã, Oxóssi se torna “um solitário solteirão” que vive nas matas fechadas, também porque, como caçador, tinha de se afastar das mulheres, consideradas nefastas à caça.

Esses mitos revelam vários significados.

Primeiro, as principais Qualidades do Orixá Oxóssi estão voltadas para o campo mental, na busca e aprimoramento do Sentido do Conhecimento. E o seu domínio sobre as matas fechadas traz a simbologia da atuação desse Orixá sobre a pureza do vegetal, que nos limpa, cura  e nos realimenta.  Isso explicaria o “isolamento” e “a solidão” de Oxóssi.

Por outro lado, a união de Oxóssi com Iansã representa o papel direcionador e movimentador da Mãe Iansã no campo do Conhecimento (regido por Oxóssi), para facilitar a expansão e a difusão desse Conhecimento. E a união de Oxóssi com Oxum representa que a busca do Conhecimento precisa estar equilibrada pelo Amor (regido por Oxum), para nos trazer benefícios reais. Estes dois mitos evidenciam que os Orixás atuam de forma sistêmica, nada está isolado na Criação Divina.

As lendas eram uma forma de se perpetuar o culto aos Orixás. Falavam sobre as várias Qualidades de cada Orixá, mas de um modo que os “humanizava”, ou seja, as lendas falavam sobre o Orixá a partir de um ponto de vista humano, para que todas as pessoas que as ouvissem se identificassem com o relato, de forma que a tradição, que era passada de boca a ouvido, não fosse esquecida.

LENDAS

O ORIXÁ DA CAÇA E DA FARTURA

Em tempos distantes, Odùdùwa, Rei de Ifé, diante do Palácio Real, chefiava seu povo na festa da colheita dos inhames. A colheita do ano  havia sido farta e, em homenagem, todos deram uma grande festa, comendo inhame e bebendo vinho de palma. De repente, um grande pássaro pousou sobre o Palácio, lançando seus gritos malignos e farpas de fogo, com intenção de destruir tudo que por ali existia, pois não havia sido oferecida parte da colheita às feiticeiras Ìyamì Òsóróngà. Todos se encheram de pavor, prevendo desgraças e catástrofes.

O Rei mandou buscar Osotadotá, o caçador das 50 flechas que, arrogante e cheio de si, errou todas as suas investidas, desperdiçando suas 50 flechas. O rei então chamou Osotogi, com suas 40 flechas. Embriagado, este guerreiro também desperdiçou todas as suas investidas contra o grande pássaro. Ainda foi convidado para matar o pássaro, das distantes terras de Idô, Osotogum, o guardião das 20 flechas. Fanfarrão, ele atirou em vão suas 20 flechas contra o pássaro encantado.

Por fim, o rei convocou, da cidade de Ireman, Òsotokànsosó, o caçador de apenas uma flecha.  A mãe do caçador sabia que as feiticeiras viviam em cólera e que nada poderia ser feito antes de uma oferenda para apaziguá-las. Ela foi consultar Ifá. Os Babalaôs disseram-lhe para preparar oferenda com ekùjébú (grão muito duro), também um frango òpìpì (frango com as plumas crespas), èkó (massa de milho envolta em folhas de bananeira) e seis kauris (búzios). Pediram ainda que colocasse a oferenda numa estrada, sobre o peito de um pássaro sacrificado em intenção, e que durante a oferenda recitasse o seguinte: “Que o peito da ave receba esta oferenda”. Ela obedeceu.

Neste exato momento, seu filho Òsotokànsosó disparava sua única flecha em direção ao pássaro, que abriu sua guarda para receber a oferenda da mãe do caçador, recebendo também a flecha certeira e mortal de Òsotokànsosó. Então, todos começaram a dançar e a gritar de alegria: “Oxossi! Oxossi!” (=caçador do povo). A partir desse dia, todos conheceram o maior guerreiro de todas as terras, que foi reverenciado com honras e carrega seu título até hoje:Oxossi.

Essa lenda nos fala de Oxóssi como o Grande Caçador, o Senhor da caça, que traz a fartura e a abundância para todos. E também fala da precisão, “da flecha certeira”, da determinação e objetividade firmes de Oxóssi: “o caçador” que estabelece o alvo e se prepara para atingi-lo, conhecendo e respeitando as forças da natureza, e que age sem arrogância, sem vaidade, mas de forma racional, lúcida.

CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE OXÓSSI:

Os filhos de Oxóssi apresentam características do arquétipo atribuído ao Orixá.

Representam o homem impondo sua marca sobre o mundo selvagem, nele intervindo para sobreviver, mas sem alterá-lo.

No positivo: São joviais, rápidos e espertos, mental e fisicamente. Cheios de iniciativa, dotados de um espírito curioso e observador, estão abertos a novas descobertas e novas atividades e são geralmente desbravadores, pioneiros. Têm grande capacidade de concentração e de atenção, firme determinação de alcançar seus objetivos e paciência para aguardar o momento correto para agir. Lidam bem com a realidade material, têm os pés ligados à terra, o que não quer dizer que sejam ambiciosos em demasia.

Possuem extrema sensibilidade, qualidades artísticas, criatividade e gosto apurado. Sua estrutura psíquica é emotiva e romântica. São discretos, não gostam de fazer julgamentos sobre os outros e respeitam muito o espaço individual de cada um.

Independentes, não apreciam muito os trabalhos em equipe. Mas têm grande senso de dever e de responsabilidade, principalmente em relação aos cuidados para com a família (pois o “caçador” tem a responsabilidade de sustentar a tribo).

Sentem a necessidade do silêncio para desenvolver a capacidade de observação, e neste aspecto são reservados. Isso pode levá-los ao rompimento de laços, o que não quer dizer que sejam instáveis em seus amores.

Fisicamente, tendem a ser magros, um pouco nervosos, mas controlados.

No negativo: Tornam-se muito solitários, fechados, introvertidos, críticos, respondões, brigam por qualquer motivo e podem tornar-se vingativos.

QUANDO OFERENDAR OXÓSSI:

Para expandir qualquer coisa

FIRMEZA PARA OXÓSSI:

Quartinha Verde com ervas maceradas e uma pedra verde.

LINHA DE TRABALHO QUE DÁ SUSTENTAÇÃO

Caboclos

AMANCI

Água da fonte com guiné macerada e curtida por três dias

OFERENDA

Local: bosques e matas. Material: Velas brancas, verdes e cor-de-rosa; cerveja branca, vinho doce e licor de caju; flores do campo, ervas e frutas variadas.

COZINHA RITUAL

1) Axoxô- Milho vermelho levemente cozido em água com um pouco de amendoim. Esperar esfriar e colocar sobre palha de milho ou numa gamela. Enfeitar com fatias de coco;

2) Quibebe- Refogar cebola picadinha na manteiga, até dourar. Juntar tomates picadinhos, pimenta malagueta e uma abóbora cortada em pedaços, um pouco de água, sal e açúcar. Tampar a panela e cozinhar em fogo lento até que a abóbora esteja bem macia. Amassar um pouco e o colocar sobre folhas de abóbora ou numa gamela;

3) Pamonha – Ralar espigas de milho verde não muito fino. Escorrer o caldo e misturar o bagaço com coco ralado (sem tirar o leite do coco), temperando com sal e açúcar. Enrolar pequenas porções em palha de milho e amarrar bem. Cozinhar numa panela grande, em água fervente com sal, até que desprenda um bom cheiro de milho verde;

4) Moranga levemente aferventada em água e depois aberta no topo. Aferventar espigas de milho e colocar dentro da moranga. Regar com mel e enfeitar com morangos e cravos da Índia;

5) Milho verde ligeiramente cozido (grãos) e amendoim levemente torrado. Colocar sobre palha de milho. Regar com mel, cobrir com coco ralado e enfeitar com morangos ou com carambolas fatiadas;

6) Moranga com canjica amarela. Cozinhar ligeiramente a moranga e abrir no topo. Colocar sobre palha de milho ou ervas frescas e variadas. Aferventar a canjica, escorrer e colocar na moranga. Regar com mel, cobrir com coco ralado e enfeitar com cravos da Índia;

7) Purê de abóbora ou de moranga, feito com caldo de cana e mel. Colocar sobre folhas de abóbora. Enfeitar com frutas ou com pedaços de cana-de-açúcar;

8) Batata doce cozida ou assada (ou purê da batata, feito com leite de coco), regada com mel. Oferendar sobre folhas de batata doce ou sobre ervas variadas e frescas.

9) Abacate com amendoim: cortar ao meio o abacate e retirar o caroço. Nesse espaço, colocar os amendoins inteiros e crus, regados com mel. Servir sobre folhas de abacate ou ervas frescas e variadas;

10) Paçoca de amendoim: amendoim torrado, moído e misturado com mel, até formar uma paçoca. Servir sobre ervas frescas e variadas;

11) Mandioca, cenoura, pepino- legumes com ação decantadora. Oferendar sobre a rama (folhas) da cenoura;

12) Milho vermelho levemente cozido e depois refogado com cebola ralada, camarão, sal e azeite de dendê. Enfeitar com fatias de coco sem casca e oferendar sobre palha de milho;

Receitas de aluá de abacaxi e de milho:

a) Aluá de abacaxi-

Ingredientes: Cascas de 2 abacaxis bem maduros e lavados; 2 litros de água mineral ou filtrada; 1 xícara de açúcar mascavo; 6 cravos-da-índia; 1 colher (chá) de gengibre ralado.

Preparo: Coloque as cascas de abacaxi numa tigela grande e cubra com água. Cubra a vasilha com pano limpo e deixe descansar até o dia seguinte. Junte os demais ingredientes e deixe descansar por mais um dia. Coe a bebida para uma jarra e deixe na geladeira até o momento de servir.

b) Aluá de milho-

Ingredientes: 5 espigas grandes de milho; açúcar mascavo; água; gengibre.

Preparo: Torre uma parte do milho, sem deixar pipocar. A outra parte fica ao natural. Triture o milho torrado e coloque junto com o milho natural numa vasilha de barro para fermentar durante um mínimo de sete dias. Junte o açúcar mascavo para apressar a fermentação. Já fermentado, coe e ponha um pouco de gengibre amassado e açúcar a gosto.

ALGUNS CABOCLOS DE OXÓSSI:

Arranca Toco (Ogum/Oxóssi), Araribóia (Ogum/Oxóssi), Cobra Coral (Xangô/Oxóssi), Caboclo Guiné, Caboclo Arruda, Pena Branca (Oxalá/Oxóssi), Pena Verde, Pena Azul (Oxóssi/Iemanjá), Cabocla Jurema, Pena Dourada (Oxóssi/Oxum), Tupinambá (Oxalá/Oxóssi), Tabajara, 7 Flechas (Oxalá/Oxóssi), Tupiára, Tupiaçu, Caboclo da Mata Virgem (Oxóssi/Oxum), Caboclo Rei da Mata (Oxalá/Oxóssi), Caboclo Pery, Caboclo Rompe Folha (Ogum/Oxóssi), Caboclo Coqueiro, Caboclo 7 Palmeiras (Oxalá/Oxóssi), Caboclo Folha Verde, Caboclo Rompe Mato (Ogum/Oxóssi), Caboclo Guarani (Oxalá/Oxóssi), Caboclo Jupissiara, Caboclo Tupã, Caboclo Ibiratam, Caboclo 7 Penas das Matas (Oxalá/Oxóssi).

Observação: Em geral, os nomes em tupi-guarani são de Caboclos de Oxóssi.

ALGUNS EXUS DE OXÓSSI:

Marabô, Tronqueira (Ogum/Oxóssi/Obaluayê), Exu Mangueira, Exu 7 Folhas Verdes (Oxalá/Oxóssi), Exu Folha Verde, Exu das Matas, Exu Cipó, Exu Samambaia, Exu Pantera Negra (Oxóssi/Omolu), Exu 7 Garras (Oxalá/Oxóssi), Exu Pimenta (Oxóssi/Xangô), Exu Arranca Toco (Obaluayê/Ogum/Oxóssi), Exu Quebra Galho (Oxóssi/Ogum) , Exu Abre Mata (Oxóssi/Ogum), Exu Rompe Mato (Ogum/Oxóssi), Exu da Moita, Exu das Campinas (Oxóssi/Oxalá), Exu do Pantanal (Oxóssi/Nanã), Exu 2 Tocos (Oxóssi/Omolu) , Exu Folha Seca (Oxóssi/Omolu), Exu Gato, Exu Gato Preto (Oxóssi/Omolu), Exu Pantera, Exu Pena de Coruja, Exu Pena de Urubu (Oxóssi/Omolu), Exu Pena Preta (Oxóssi/Omolu), Exu Selvagem, Exu 7 Folhas (Oxalá/Oxóssi), Exu 7 Folhas Secas (Oxalá/Oxóssi/Omolu), Exu 7 Tronqueiras (Oxalá/Oxóssi/Obaluayê), Exu Tranca Matas (Ogum/Oxóssi), Exu Coquinho, Exu Coqueiro, Exu Coquinho dos Infernos, Exu da Campina (Oxalá/Oxóssi).

Observação: Em geral, os nomes de felinos e outros animais são de Exus de Oxóssi.

ALGUMAS POMBAGIRAS DE OXÓSSI:

Esmeralda, Maria Padilha das Matas, Pombagira das Matas, Pombagira Rainha das Matas.

TRONO Trono Masculino do Conhecimento
Linha Conhecimento
Fator Direcionador (fator puro) e Expansor (fator misto)
Essência Conhecimento/raciocínio
Elemento Vegetal e Ar
Polariza com Obá
Cor Verde, azul-escuro, magenta
Fio de Contas de cristal ou de pedras verdes, ou então de sementes
Ferramentas  Arco e Flecha, Penas
Ervas acácia-jurema, abre-caminho, alecrim (alecrim de caboclo, alecrim do campo etc.), alfavaca do campo, alfazema de caboclo, amoreira (folhas), araçá de coroa, araçá da praia, araçá do campo, arruda miúda (ou arruda fêmea), aperta-ruão, bredo de Santo Antonio, cabelo de milho, caiçara, capim limão, capim cidrão, casca de laranja, chapéu de couro, cipó caboclo, cipó camarão, cipó cravo, coco de iri, erva curraleira, erva-doce, espinho cheiroso, desata-nó, espinheira santa, eucalipto, folhas de pitanga, folhas de manga, guiné, goiabeira, gengibre, guaco cheiroso, guaxima cor-de-rosa, guiné de caboclo, guiné pipi, hissopo, hortelã, incenso de caboclo, ingá, jaborandi, jurema branca, jureminha, jurema preta, levante, língua de vaca, malva do campo, malva rosa, maminha de vaca, manjericão, pacatirão, pariparoba, peregum verde, peregum verde e amarelo, pau d’água, pitanga, pitangatuba, patchuli (folhas), quebra demanda, rabo de tatu, romã, sabugueiro, saião, São Gonçalo, taioba.
Simbolos arco e flecha (Ofá) e um rabo de boi (Eruexim)
Ponto na Natureza As matas
Flores plantas, ervas e flores nativas (do campo)
Essências
Pedras quartzo verde, esmeralda, jade, amazonita, turquesa, calcita verde. Dia indicado para a consagração: 3ª-feira. Hora indicada para a consagração: 09 horas
Metais e Minérios Bronze (latão), Manganês- Dia indicado para a consagração: 3ª-feira. Hora indicada para a consagração: 08 horas
Saúde cérebro inferior, olho esquerdo, ouvidos, nariz e sistema nervoso.
Planeta Mercúrio
Dia da Semana Quarta Feira
Chacra Frontal
Saudação “Salve nosso Pai Oxóssi!”- Resposta: “OKÊ ARÔ!”, ou então: “OKÊ, OXÓSSI!”- Do Yorubá: Okê= monte; Arô = título honroso dado aos caçadores. O significado da saudação seria: “Salve o maior dos caçadores!”; ou “Salve o grande caçador!”
Bebida aluá, mate (chá) com mel, cerveja branca, vinho tinto doce, vinho tinto rascante, batida de mel, vinho branco, licor de caju, garapas, vinhos doces, genebra, bebidas fermentadas e licores de frutas em geral
Animais
Comidas abacate, abacaxi, abio, abóbora, amendoim, bacaba, bacuri, banana, butiá, cacau, caju, camboatá, cana-de-açúcar, carambola, cenoura, coco verde, coco seco, fruta do conde, goiaba, guabiroba, laranja, maçã, mandioca, mamão, manga, mangaba, melão, milho verde, moranga, morango, murici, nêspera (ameixa branca), pepino, pequi, sapucaia, siriguela.
Números 05
Data Comemorativa 20 de janeiro
Sincretismo São Sebastião
Incompatibilidades Mel
Qualidades YBUALAMO, INLE, DANA DANA,  AKUERERAN, OTYN,  MUTALAMBO,  GONGOBILA, KOIFÉ, AROLÉ, WAWA, WALÈ, OSEEWE ou YGBO, OFÀ, TÁFÀ-TÁFÀ, ERINLÉ, TOKUERÁN, OTOKÁN SÓSÓ

FONTE: Instituto Cultural Sete Porteiras do Brasil – http://www.seteporteiras.org.br/

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