AMOR OU “AFFAIR”?

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Primeiramente, você chega na balada e observa que metade das mulheres estão com um vestido de elástico, usando o insistente perfume 212, Angel ou Light Blue. Mas até aí tudo bem, pois o uniforme faz parte. Não muito distante disso, você vê alguns homens com uma camisa polo e um cavalo gigante no peito, perfume one million. Alguns gastando dinheiro que não tem, outros gastando por gastar e outros como eu agora, pensando em como funciona tudo isso.. Nesse instante por algum motivo você se sente diferente daquelas pessoas. Culturalmente instruídos a sempre segurar um copo na mão seguimos o nosso caminho em busca de algo que no fundo não sabemos se realmente faz sentido.
Alguns caras querendo se divertir e outros numa disputa inútil para ver quem é o mais frouxo. Frouxo simplesmente por não conseguir pegar uma mulher só com o papo, por não saber jogar esse jogo de homem pra homem, mas novamente até aí tudo bem.. pois cada um usa e atira com as armas que tem.
Em meio a tudo isso, me pergunto: onde está a conquista? Cadê o charme?
O ato de arrancar um sorriso sincero? Ficar com a mulher por ter falado a coisa certa na hora certa, sem sensacionalismo. Só acho que as coisas estão perdendo um pouco da graça. Então depois de consecutivas experiências dessas, você acaba vendo que o mundo de balada é muito limitado e o mais importante, que o que você tanto procura, não está e nem estará ali.
De forma alguma estou dizendo que não gosto de balada, ou que balada é algo de pessoas “vazias”, mas infelizmente na maioria das vezes é isso que eu vejo, mulheres que só querem levantar seu ego ou serem bancadas a noite toda e homens que acham que baixar um litro de bebida lhe faz ser o “top” da festa.
Cada vez mais as pessoas têm a necessidade de mostrar ser uma coisa que não são, viverem algo que não querem para se adaptar ao mundo pobre que a noite oferece e
agora só falta elas perceberem que isso não leva a lugar nenhum, que balada alguma te fará sentir o abraço quente de alguém que te ama, o beijo que faz delirar, o companheirismo de quem realmente se importa. Enfim, hoje eu vejo que o acontece durante as várias baladas da vida, devem permanecer ali e na maioria das vezes, ser esquecido porque nunca nos levam a lugar algum, mas traz arrependimento e saudade do tempo em que éramos realmente felizes e não sabíamos.
Chegamos num ponto, onde máscaras valem mais do que expressões, garrafas de bebida valem mais do que apertos de mão e companhias falsas valem mais do que uma conversa sincera com a menina que te faz tremer e que infelizmente não está ali, diante dos seus olhos como tantas outras sem valor algum.
Por fim entenda que você pode ser uma pessoa super charmosa, educada, inteligente ou qualquer outro adjetivo, mas se a outra pessoa não for equivalente, ela não irá perceber o quão valiosa você é, e pode acreditar, nesse ambiente você não tem nenhum valor.

(Frederico Elboni)

5 respostas em “AMOR OU “AFFAIR”?

  1. É tudo parte do ser socialmente aceito, do ser visto para ser lembrado. Todos com a mesma cara. Uns bancam porque podem, outros comprometem o salário do mês em uma noite de balada. Só para conquistar a mais “gata” da balada. No dia seguinte, os dois se esbarram no ônibus ou metrô lotado e não se reconhecem, porquê não estão mais vestindo a máscara do luxo. Hoje quem é pobre quer se mostrar rico, quem é rico, quer se mostrar pobre. O único rico que esbanja é o rico que não lutou pela grana que tem, aquele que ganhou de herança ou de prêmio. Ou do nada, por culpa de um talento, ganhou muito. Desculpe-me sociedade, gosto do meu jeans surrado, do meu allstar gasto, da minha camiseta de algodão. Sei me vestir conforme o meu gosto, mas sei, conforme a ocasião pede, adequar ele.

  2. Acho que o melhor é ir pra se divertir, só. Dançar, quem é de dançar, beber, quem é de bem e por aí vai… Balada, pra mim, não é uma estação aberta de caça. Acho que se nos divertirmos, fando o que queremos fazer sem se importar muito com os outros, consequentemente aparece alguém que nos cativa de verdade, porque a cativamos de verdade… Ou não, porque também, que se importa com isso? kkkkkkkkkkk

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