A LENDA DA ALCACHOFRA E SEUS BENEFÍCIOS

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A Alcachofra (Cynara scolymus L.) é originária do norte da África, mas atualmente é encontrada em todas as regiões de clima temperado e sub-tropical. Em algumas regiões, aparece na forma silvestre, mas geralmente é cultivada como legume.

A Alcachofra possui propriedades coleréticas (estimula a produção de bile) e colagoga (estimula a eliminação da bile pela vesícula biliar), estes efeitos em conjunto levam a uma melhora da digestão de gorduras, além da diminuição de colesterol e triglicérides.

 INDICAÇÃO: O chá de alcachofra é indicado para ácido úrico, psoríase, doenças das vias biliares e hepáticas, colesterol, diabetes, icterícia, emagrecimento, eczemas, erupções cutâneas, anemia, escorbuto, raquitismo, hipertensão, hemorróidas, má-digestão, prostatite, uretrite, debilidade cardíaca, hepatite e colecistite.

 COMO FAZER: Coloque 3 colheres de sopa de erva para 1 litro de água. Ferva a água, junte a erva e deixe levantar fervura. Desligue o fogo e abafe a infusão por dez minutos. Coe e beba quente, morno ou gelado.

COMO BEBER: Tome 1 xícara 3 vezes ao dia.

Para comer, a alcachofra é uma iguaria. Tem sabor delicado e é bastante nutritiva embora possua um teor baixo em calorias. A parte edível é a flor antes de abrir. Come-se o receptáculo carnudo e chupam-se as brácteas cozidas ou até cruas. Após a cozedura deve ser logo consumida, dado alterar-se rapidamente produzindo toxinas. Existem muitas receitas gastronómicas, sendo as mais populares as marinadas com molhos ou “vinagrettes”. Para mim, basta a cozedura das inflorescências durante cerca de meia hora em água simples (que se pode beber a seguir como tisana digestiva), sem juntar sal ou qualquer outro aditivo.

A LENDA DA ALCACHOFRA:

Planta exótica, aparentada com o cardo comum, dizia-se que tinha propriedades afrodisíacas. Muito utilizada na Antiguidade pelos nobres gregos e romanos, caiu um pouco no esquecimento, continuando contudo a ser utilizada em Itália. Catarina de Médicis, que era uma grande apreciadora desta iguaria, introduziu o seu consumo em França, quando casou com o rei Henrique II.

À volta do seu nome científico Cynara, existe uma bonita lenda mitológica:

Havia em tempos uma belíssima jovem mortal, chamada Cynara, que vivia com a sua família numa ilha. Ora num belo dia que Zeus tinha ido visitar o seu irmão Poseidon ao seu reino, viu, ao emergir, aquela beldade a olhar para ele, sem parecer nada assustada por estar na presença do rei dos deuses.

Como não podia deixar de ser, Zeus não perdeu tempo a tentar seduzi-la.

Decidido a tê-la ao pé de si, aproveitou uma das ausências da sua esposa Hera, e tornando Cynara imortal, levou-a consigo. Mas a jovem, certo dia, sentiu saudades do seu mundo antigo e da sua família, e, às escondidas, deixou a morada dos deuses e foi visitar a sua mãe. Ao voltar, Zeus, cheio de cólera pela sua atitude, mandou-a de regresso às origens, mas transformada numa alcachofra!

Muito mais real, é o quanto os árabes apreciavam este legume. Além de lhe darem o nome porque a conhecemos, alcachofra (al-kharshûf), o grande poeta Ibn ‘Ammar, nascido em 1031, perto de Silves, dedicou-lhe este poema:

 

A ALCACHOFRA

 

Filha das águas e da terra,

Para quem lhe almeja os dons

Fecha-se numa veste de recusa.

E, na sua beleza obstinada

Bem no cimo lá da haste

Lembra uma jovem cristã

Que cota de espinhos usa.

 

Fonte: Portal da Alcachofra

Revisão: Cibele Santos – Nutricionista, Taróloga e Terapeuta Xamânica.

 

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