A PRÁTICA DO SILÊNCIO

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O silêncio é a morada da palavra e a ela dá força e fecundidade. Neste sentido, as palavras têm o objetivo de revelar o mistério do silêncio do qual elas se originam.

Vivemos em um mundo conturbado. Bombardeado constantemente por palavras e sons, nos perdemos em meio à balbúrdia cotidiana. As palavras, assim como os gestos, perderam o significado e não nos tocam mais.

Perderam seu sentido original, o signo que representavam, e o mistério que revelavam. São apenas formas de relacionamento, e na maior parte das vezes são tolas, porque tolos são os motivos que as originam.

Como diz o salmo: “Deus conhece os pensamentos dos homens e eles são fúteis”. Expressam a nossa pequenez diante da vida: não geram nada de novo, não criam pontes entre os homens, não plantam flores nas almas, não são nada, nem na sua forma, nem em seu conteúdo.

O silêncio é a condição ideal para que o homem se esvazie das camadas de detritos que juntou por toda sua vida, limpando-se e purificando-se paraque algo frutifique dentro de si.

O silêncio elimina os pensamentos tolos e repetitivos, criando o vazio necessário para que a Divindade se manifeste dentro do homem.

Neste “vazio” criado pelo silêncio, devemos buscar nosso Eu Interior e pela Palavra dada pelo Todo, manifestarmos o Fogo que irá ascender nossa alma e iluminar nosso espírito.

 

Frater Léo

2 respostas em “A PRÁTICA DO SILÊNCIO

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