AFINAL, O QUE VOCÊ ESTÁ ESPERANDO?

 

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Com certeza seu ego está à espera de um milagre. Ele se tornou o pseudo-buscador, vangloria-se disso, acha-se superior a todos porque acredita que “despertou”, quando, na verdade, você apenas começou seu despertar de consciência e, sim, isto o diferencia daqueles que nem sequer pensam na possibilidade de despertar. Mas isto que você já alcançou até agora, por si só, nem sequer chegou perto do verdadeiro despertar, há muito que caminhar ainda e muito que trabalhar… Ah, acho que toquei no ponto principal do senhor ego: a preguiça! E ele pensa: trabalhar? Como assim, se já trilhei corajosamente este longo caminho? Eu mereço é descanso e benefícios pelos patamares alcançados!

Com isto, o ego se acha “o desperto” e quer continuar suas buscas apenas para a manutenção de um estado (mínimo, que ele acha máximo) alcançado e para se dar bem no seu habitual mundo das ilusões. O despertar real, conduz-nos à profunda desconstrução das nossas ilusões e isso nos coloca numa condição de desânimo e apatia, pois o querer compulsivo do ego se esvazia e ele entende que se não quer mais nada, por não enxergar a mínima possibilidade de uma vida melhor, então, para ele, isto significa que o caminho está errado e o lugar em que chegamos não tem absolutamente nada, a não ser desolação, vazio, falta de sentido e indiferença. O ego, então, começa a reagir negativamente a todo e qualquer recurso que ele busque e que ele não entende como adequado e proveitoso para que ele reassuma o poder das ilusões e volte a querer as coisas conforme queria antes. Tudo o que o ego quer é “querer”, sem se preocupar exatamente com o “ter”, pois ele é movido pelo querer e o ter o coloca numa condição de estagnação, pois ele não se preparou para ter, ele não sabe apreciar, nem muito menos reconhecer o ter. Quando, raramente, o ego se deixa alcançar o seu “querer”, ele experimenta uma fração de alegria, mas, no momento seguinte, já está desconfortável, pois não consegue saber o que fazer com o que conquistou e mais, ao conquistar, ele não precisa mais querer, pois agora já tem. E quem é o ego sem o poder do querer? Nada.

Assim também acontece com aquilo que o ego idealizou como busca de recursos para se conduzir à cura. A cura almejada por ele, nada tem a ver com a cura desejada pela alma. Assim, quando está em extrema dor, o ego se permite buscar, mas ele só quer se livrar do sofrimento e da dor, ele quer “analgésicos e não antibióticos”, ele quer alívio e não cura real, pois até mesmo o desequilíbrio e/ou doença, se tornam seu mais precioso querer e, quando ele se entrega ao autoconhecimento, ele fica feliz porque isso o está tornando mais poderoso que os outros, mas ele busca, busca… mas nunca usa verdadeiramente os recursos, por exemplo terapêuticos, e os recursos de autoajuda que estão à disposição nos dias atuais.
Sim, ele se tornou o buscador incansável, guerreiro batalhador e isso é glória para o ego. Porém, após esses momentos de pequeno despertar e pequena melhora na vida, o ego se dá conta de que continua sofrendo com os mesmos problemas e questões. Ele começa a se questionar e a duvidar de toda a busca, recursos e ajuda que já recebeu, começa a pensar que foi enganado quando lhe disseram que este ou aquele caminho de cura pelo despertar o levariam a patamares superiores, onde o sofrimento iria desaparecer.

O ego começa a ficar irritado e contrariado e pensa em desistir. Mas já não é mais possível, este é um caminho sem volta; sem perceber, o ego foi conduzido ao caminho da alma, mesmo com todo o seu controle e sabotagem, ele não percebeu que chegou nesse lugar e que não pode mais voltar, não dá mais para perder a consciência que adquiriu e se tornar novamente inconsciente. Ele, então, começa a se sentir injustiçado, abandonado, enganado e entra em desespero e, após se exaurir no desespero, ele começa a ficar sem forças e sem energia, a falta de vontade se instala e o desânimo toma conta dele.
Para o ego, isto é um horror; mas, para a alma, isto é a glória, pois nesta letargia o ego fica com menos força para resistir àquilo que a alma está preparando. Porém, como o ego não se entrega tão facilmente, ainda assim, ele se inquieta e reivindica seus direitos à cura que ele idealizou e, neste ponto, ele depara com a resposta às suas aflições: sim, ele buscou muita ajuda, recursos e estudou muito, porém, ele não fez nada com os recursos que adquiriu.

Ele se tornou um “novidadeiro”, um buscador de novidades e experiências terapêuticas mágicas que lhe causassem um frisson momentâneo, mas nunca de verdade absorveu os ensinamentos. É como se ele buscasse um pacote cheio de recursos e, ao receber o pacote, o abrisse e apreciasse o conteúdo, sentisse o poder desse recurso maravilhoso que, nesse momento, lhe beneficia intensamente. Mas, ao invés de levar o pacote de recursos consigo, para utilizá-lo com regularidade, responsabilidade e comprometimento, após o frisson inicial, o ego larga o pacote e vai embora sem o recurso e, consequentemente, sem o processo de cura que o recurso lhe ofereceria se ele continuasse no processo. Vou citar um exemplo: recentemente, escrevi um artigo sobre o Holograma da Verdade, em que eu sugeria que fossem feitas meditações se “colocando” dentro desse holograma. Com certeza, a maioria, que se interessou e até acreditou nesse holograma, até fez uma ou algumas meditações. Mas eu pergunto: depois desse momento inicial, você prosseguiu com as meditações? Ouso dizer que a grande maioria irá responder que não. Ou seja, o ego quer novidades e, quando ele recebe, lê ou experiencia a tal novidade, ele brinca disso no momento imediato, mas ele joga fora tudo, porque ele quer resultados óbvios e, se possível, mensuráveis e palpáveis. No caso do holograma da verdade, isto é um processo e não uma mágica que vai lhe transformar no momento em que você entra nele; é preciso que você se comprometa com este processo de cura com recursos e níveis frequenciais que seu ego não entende. Há uma mudança interna sutil e poderosa. Só que se o ego acha que a brincadeira não causou frisson ou, se causou, não trouxe nada de mudança na sua realidade, então ele joga fora, esquece, despreza, desconsidera e continua reclamando que é um guerreio buscador incansável e pobre coitado, pois “nada funciona”. Então, ele prossegue em sua compulsão de buscar mais e mais recursos, terapias e autoajuda, mas nunca aproveita nem aprecia nada.

Sendo assim, está na hora de você se posicionar diante de seu ego e começar a cobrá-lo deste comprometimento maior e real com sua verdadeira cura. Se você não está utilizando as informações iluminadas e preciosas que recebe em suas buscas, porque o ego quer ficar preguiçosamente à espera de um milagre, então, não reclame se sua vida está estagnada… Busque, receba e “aprecie e utilize sem moderação!”

 

Por: Teresa Cristina Pascotto

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